{"id":220179,"date":"2026-01-08T07:51:09","date_gmt":"2026-01-08T07:51:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/220179\/"},"modified":"2026-01-08T07:51:09","modified_gmt":"2026-01-08T07:51:09","slug":"hamburguer-cosmico-cientistas-identificam-um-dos-maiores-discos-ja-vistos-que-pode-explicar-a-formacao-de-novos-planetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/220179\/","title":{"rendered":"Hamb\u00farguer c\u00f3smico? Cientistas identificam um dos maiores discos j\u00e1 vistos, que pode explicar a forma\u00e7\u00e3o de novos planetas"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Como se organizam o g\u00e1s e a poeira que d\u00e3o origem a planetas gigantes? Uma resposta come\u00e7a a surgir com a observa\u00e7\u00e3o de um dos maiores discos protoplanet\u00e1rios j\u00e1 registrados, revelado com not\u00e1vel clareza pelo radiotelesc\u00f3pio ALMA, segundo o Observat\u00f3rio Nacional de Radioastronomia. O sistema, conhecido como Hamb\u00farguer de G\u00f3mez (GoHam), oferece uma oportunidade rara de estudar a origem dos planetas e a din\u00e2mica desses ambientes em larga escala. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A pesquisa, apresentada em janeiro durante a reuni\u00e3o anual da Sociedade Astron\u00f4mica Americana e ainda em processo de publica\u00e7\u00e3o, mostrou o potencial do ALMA para mapear camadas sobrepostas de g\u00e1s e poeira que orbitam uma estrela jovem. Por estar quase de perfil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, o disco permitiu aos astr\u00f4nomos localizar gr\u00e3os de poeira milim\u00e9tricos e diferentes mol\u00e9culas de g\u00e1s em n\u00edveis espec\u00edficos, algo pouco comum em observa\u00e7\u00f5es desse tipo. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> No interior do GoHam, foram identificadas duas formas de mon\u00f3xido de carbono e compostos de enxofre, como o mon\u00f3xido de enxofre. O mon\u00f3xido de carbono-12, mais leve, ocupa as regi\u00f5es mais afastadas do plano central, enquanto o carbono-13 aparece em uma camada inferior. J\u00e1 o mon\u00f3xido de enxofre est\u00e1 concentrado ainda mais pr\u00f3ximo do eixo do disco, onde a poeira forma uma faixa fina, em contraste com o g\u00e1s, que se estende por centenas de unidades astron\u00f4micas acima e abaixo. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> O tamanho do sistema impressiona. A emiss\u00e3o de mon\u00f3xido de carbono-12 alcan\u00e7a quase mil unidades astron\u00f4micas de raio, com grande expans\u00e3o vertical, colocando o GoHam entre as maiores regi\u00f5es conhecidas onde a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria pode ocorrer. A massa total de poeira, muito acima da m\u00e9dia observada em sistemas semelhantes, refor\u00e7a o potencial para o surgimento de planetas gigantes e at\u00e9 de um futuro sistema multiplanet\u00e1rio, de acordo com o Observat\u00f3rio Nacional de Radioastronomia. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> As observa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m revelaram assimetrias marcantes. H\u00e1 um desequil\u00edbrio norte-sul na emiss\u00e3o de poeira milim\u00e9trica, com um dos lados do disco mais brilhante e extenso, possivelmente associado a um v\u00f3rtice que concentra material s\u00f3lido e favorece a forma\u00e7\u00e3o de planetas. No hemisf\u00e9rio norte, uma fraca emiss\u00e3o de mon\u00f3xido de carbono em regi\u00f5es externas \u00e9 compat\u00edvel com um vento gerado pela radia\u00e7\u00e3o da estrela, capaz de dispersar g\u00e1s no espa\u00e7o. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Outro destaque \u00e9 a detec\u00e7\u00e3o de uma estrutura em arco de mon\u00f3xido de enxofre em uma das bordas externas do disco, alinhada a um aglomerado denso conhecido como \u201cGoHam b\u201d. Esse objeto pode representar o n\u00facleo de um planeta massivo em forma\u00e7\u00e3o, oferecendo um raro vislumbre de est\u00e1gios iniciais do nascimento planet\u00e1rio em regi\u00f5es distantes da estrela central. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Para Charles Law, investigador principal do projeto e bolsista Sagan do NHFP na Universidade da Virg\u00ednia, o sistema se tornou um referencial. \u201cGoHam nos proporciona uma perspectiva excepcional da estrutura vertical e radial de um disco em grande escala\u201d, afirmou, segundo o Observat\u00f3rio Nacional de Radioastronomia, destacando o valor do objeto para testar simula\u00e7\u00f5es e teorias sobre a evolu\u00e7\u00e3o de discos e a forma\u00e7\u00e3o de planetas. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Instalado no deserto do Atacama, no Chile, o ALMA \u2014 uma colabora\u00e7\u00e3o internacional \u2014 foi essencial para a obten\u00e7\u00e3o de dados de alta resolu\u00e7\u00e3o. A combina\u00e7\u00e3o entre o tamanho do disco, as assimetrias detectadas e os ind\u00edcios de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria faz do Hamb\u00farguer de G\u00f3mez um laborat\u00f3rio natural para compreender como planetas gigantes surgem e remodelam o ambiente ao seu redor nas regi\u00f5es mais externas de seus sistemas. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Como se organizam o g\u00e1s e a poeira que d\u00e3o origem a planetas gigantes? 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