{"id":221136,"date":"2026-01-08T21:04:21","date_gmt":"2026-01-08T21:04:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/221136\/"},"modified":"2026-01-08T21:04:21","modified_gmt":"2026-01-08T21:04:21","slug":"a-ponte-que-liga-portugal-a-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/221136\/","title":{"rendered":"a ponte que liga Portugal \u00e0 China"},"content":{"rendered":"<p>Com mais de 680 mil habitantes, a Regi\u00e3o Administrativa Especial de Macau da Rep\u00fablica Popular da China (RAEM) \u2013 nome oficial do territ\u00f3rio desde 20 de dezembro de 1999 \u2013 \u00e9 uma das mais ricas do mundo muito gra\u00e7as aos casinos e ao turismo. Situada na costa do sul do pa\u00eds, a 60 quil\u00f3metros de Hong Kong \u2013 outra regi\u00e3o administrativa especial \u2013 e a cerca de 27 da Zona Econ\u00f3mica Especial de Zhuhai, com quem faz fronteira, \u00e9 constitu\u00edda pela Pen\u00ednsula de Macau e as ilhas da Taipa e Coloane. Conhecida como a Las Vegas Oriental, pode ser considerada como um lugar de contrastes, uma pequena grande cidade, das mais densas e populosas do planeta, que mistura o Oriente com o Ocidente.<\/p>\n<p>O destino, que este ano volta a ser o Destino Preferido internacional da APAVT, conta com um lado extravagante e luxuoso, marcado pelo brilho dos grandes resorts e casinos, e outro que revela hist\u00f3ria e uma faceta mais decadente que destoa do dourado e assume tons mais acinzentados.<\/p>\n<p>Chocam-nos os altos edif\u00edcios residenciais cujas varandas remetem-nos para gaiolas, visto que, mesmo aquelas no topo, apresentam-se com grades de seguran\u00e7a. O motivo? Ouvimos algumas teorias: uns dizem que \u00e9 para prote\u00e7\u00e3o contra quedas (especialmente de crian\u00e7as), outros que servem para proteger contra furtos e, alguns, defendem que \u00e9 um elemento est\u00e9tico que reflete a fus\u00e3o das influ\u00eancias arquitet\u00f3nicas chinesas e portuguesas.<\/p>\n<p>No centro hist\u00f3rico, classificado como Patrim\u00f3nio Mundial da UNESCO, existe mais cor. Aqui, o grande cart\u00e3o-postal s\u00e3o as ru\u00ednas de S\u00e3o Paulo, s\u00edmbolo maior da presen\u00e7a portuguesa. No entanto, h\u00e1 mais para descobrir. Um dos lugares incontorn\u00e1veis \u00e9 o Templo A-M\u00e1, dedicado \u00e0 Deusa do C\u00e9u. Constru\u00eddo antes do estabelecimento da cidade de Macau, possivelmente no s\u00e9culo XV, por pescadores chineses, acredita-se que esteja na origem do nome do territ\u00f3rio. Segundo a lenda, quando os portugueses ali chegaram pela primeira vez, no s\u00e9culo XVI, desembarcaram junto ao templo e perguntaram o nome do lugar. A resposta ter\u00e1 sido \u201cA-Ma-Gau\u201d, que em canton\u00eas significa Ba\u00eda de A-M\u00e1, nome que, com o tempo, daria origem a Macau.<\/p>\n<p>Entre as ru\u00ednas, testemunha da heran\u00e7a portuguesa, e o templo, emblema da tradi\u00e7\u00e3o chinesa, contam-se mais 20 edifica\u00e7\u00f5es e pra\u00e7as no centro hist\u00f3rico que celebram a harmonia entre os estilos arquitet\u00f3nicos orientais e ocidentais. J\u00e1 a alma portuguesa, sente-se ao caminhar-se pela cal\u00e7ada, ao guiarmo-nos facilmente entre as ruelas gra\u00e7as \u00e0s placas em portugu\u00eas e \u00e0 mesa atrav\u00e9s da gastronomia local que ainda conserva influ\u00eancias lusas. Sentimos na dist\u00e2ncia entre continentes uma certa familiaridade e n\u00e3o \u00e9 de estranhar, afinal, Macau foi col\u00f3nia portuguesa entre 1557 e 1999, portanto, durante 442 anos. Quase meio mil\u00e9nio. A regi\u00e3o foi a primeira e a \u00faltima col\u00f3nia europeia na China. \u00a0<\/p>\n<p>Mas se as ruas de cal\u00e7ada, os restaurantes com sabores e nomes portugueses, as lojas de lembran\u00e7as com \u00edmanes e outros produtos inspirados em past\u00e9is de nata e azulejos (emblemas do destino) proporcionam aos viajantes portugueses a rara experi\u00eancia de chegar longe e, ainda assim, sentir proximidade, a barreira lingu\u00edstica for\u00e7a-os a ter de sair da sua zona de conforto. \u00c9 que, e apesar da heran\u00e7a portuguesa, a maioria dos macaenses n\u00e3o \u00e9 fluente em portugu\u00eas. Segundo os censos de 2021, somente 2,3% da popula\u00e7\u00e3o. A maioria (86,2%) fala fluentemente canton\u00eas, enquanto 45% mandarim e 22,7% ingl\u00eas.z<\/p>\n<p><strong>O que ver em Macau<\/strong><\/p>\n<p>Para al\u00e9m do centro hist\u00f3rico, vale a pena explorar Cotai, a zona glamourosa de Macau, onde se concentram os casinos e os grandes resorts tem\u00e1ticos e de luxo. \u00c9 esta \u00e1rea que faz da regi\u00e3o a Las Vegas do Oriente e onde se encontra o The Parisian Macao, com a sua r\u00e9plica da Torre Eiffel, o Venetian Macao, com canais e g\u00f4ndolas, e o The Londoner Macao, com reprodu\u00e7\u00f5es do Big Ben e do Pal\u00e1cio de Westminster.<\/p>\n<p>Outro ponto de paragem que pode valer a pena \u00e9 o Galaxy Macau, um empreendimento que combina hotelaria de luxo, lojas exclusivas e experi\u00eancias diferenciadoras, como o famoso Galaxy Diamond Show, que transforma a entrada num verdadeiro espet\u00e1culo. Para quem aprecia moda e ambientes sofisticados, o Galaxy Promenade \u00e9 um local a visitar. A poucos passos do luxuoso complexo, encontra a Broadway Food Street com op\u00e7\u00f5es gastron\u00f3micas de diferentes partes do mundo. Como sugest\u00e3o para terminar o dia de forma relaxada, existe o premiado Banyan Tree Spa.<\/p>\n<p>Entre os \u00edcones da hospitalidade local, destaque ainda para o Grand Lisboa Hotel e o Grand Lisboa Palace Resort Macau, duas das propriedades mais emblem\u00e1ticas do territ\u00f3rio, que somam mais de seis d\u00e9cadas de experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Ainda a n\u00e3o perder \u00e9 a pitoresca e apaixonante Vila da Taipa, onde o ritmo abranda e a identidade local se revela de forma mais aut\u00eantica.<\/p>\n<p><strong>Macau, Destino Preferido internacional da APAVT ao longo de 2026<\/strong><\/p>\n<p>Talvez seja esta capacidade de ser muitas coisas ao mesmo tempo que explica por que raz\u00e3o Macau volta a ser o Destino Preferido Internacional da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa das Ag\u00eancias de Viagens e Turismo (APAVT) ao longo de 2026. A decis\u00e3o foi anunciada durante o 50.\u00ba Congresso Nacional da APAVT, que decorreu no territ\u00f3rio e reuniu mais de mil profissionais \u2014 um n\u00famero recorde \u2014 confirmando n\u00e3o s\u00f3 a capacidade de acolhimento de Macau, mas tamb\u00e9m a solidez de uma rela\u00e7\u00e3o constru\u00edda ao longo de d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Atualmente, a regi\u00e3o tem vindo a diversificar a sua oferta tur\u00edstica, afirmando-se como muito mais do que um destino de casinos e entretenimento. A elei\u00e7\u00e3o da APAVT refor\u00e7a essa mudan\u00e7a de perce\u00e7\u00e3o. O programa implica um forte investimento em comunica\u00e7\u00e3o, marketing e forma\u00e7\u00e3o, garantindo que os agentes de viagens conhecem o destino em profundidade e o sabem apresentar ao viajante portugu\u00eas de forma mais informada e inspiradora.<\/p>\n<p>Uma das principais novidades ser\u00e1 o lan\u00e7amento de um programa de e-learning sobre Macau, dirigido a agentes de viagens da Alemanha, Finl\u00e2ndia e Pa\u00edses Baixos, seguindo o modelo j\u00e1 implementado em Portugal em 2024. Desenvolvido em parceria entre o Turismo de Macau, a APAVT e a Confedera\u00e7\u00e3o Europeia das Associa\u00e7\u00f5es de Ag\u00eancias de Viagens e Operadores Tur\u00edsticos (ECTAA), o projeto reflete uma aposta clara na qualifica\u00e7\u00e3o e no conhecimento como pilares da promo\u00e7\u00e3o tur\u00edstica.<\/p>\n<p>\u201cO regresso do Congresso \u00e0 nossa cidade este ano e a designa\u00e7\u00e3o de Macau, a par da China, como destino preferido para 2026, abrem caminho para continuarmos a trabalhar bem\u201d, afirmou Maria Helena de Senna Fernandes, diretora dos Servi\u00e7os de Turismo de Macau.<\/p>\n<p>O SAPO visitou Macau a convite da APAVT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com mais de 680 mil habitantes, a Regi\u00e3o Administrativa Especial de Macau da Rep\u00fablica Popular da China (RAEM)&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":221137,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,32,33],"class_list":{"0":"post-221136","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-portugal","12":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115861511426809707","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/221136","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=221136"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/221136\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/221137"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=221136"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=221136"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=221136"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}