{"id":2218,"date":"2025-07-26T07:03:08","date_gmt":"2025-07-26T07:03:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/2218\/"},"modified":"2025-07-26T07:03:08","modified_gmt":"2025-07-26T07:03:08","slug":"sexto-sentido-intestinal-estudo-mostra-como-bacterias-falam-com-o-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/2218\/","title":{"rendered":"Sexto sentido intestinal? Estudo mostra como bact\u00e9rias &#8216;falam&#8217; com o c\u00e9rebro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> C\u00e9rebro. Intestino. Pode parecer estranho, mas a conex\u00e3o entre a mente e \u201cos pa\u00edses l\u00e1 de baixo\u201d tem despertado enorme interesse da ci\u00eancia. Afinal, os trilh\u00f5es de microrganismos que habitam o intestino n\u00e3o est\u00e3o ali por acaso. Um estudo recente da Faculdade de Medicina da Universidade Duke, nos <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/tudo-sobre\/pais\/estados-unidos\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Estados Unidos<\/a>, identificou uma liga\u00e7\u00e3o direta entre o microbioma intestinal e o c\u00e9rebro, e ela pode ser uma aliada no combate \u00e0 obesidade e at\u00e9 a transtornos mentais. Esse tipo de pesquisa \u00e9 conhecido na academia como o eixo microbiota-intestino-c\u00e9rebro. <\/p>\n<ul class=\"content-unordered-list\">\n<li><strong>Leia tamb\u00e9m: <\/strong><a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/saude\/noticia\/2025\/07\/25\/estudo-revela-padroes-cerebrais-que-diferenciam-pessoas-otimistas-de-pessimistas.ghtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>Novo estudo sugere que pedras de Stonehenge foram movidas por humanos, n\u00e3o por geleiras (ou alien\u00edgenas)<\/strong><\/a><\/li>\n<li><strong>Saiba mais:<\/strong><a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/mundo\/epoca\/noticia\/2025\/07\/25\/novo-estudo-sugere-que-pedras-de-stonehenge-foram-movidas-por-humanos-nao-por-geleiras-ou-alienigenas.ghtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong> Estudo revela padr\u00f5es cerebrais que diferenciam pessoas otimistas de pessimistas<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> De acordo com os cientistas, c\u00e9lulas sensoriais chamadas neurop\u00f3dios, localizadas no c\u00f3lon, conseguem detectar sinais de prote\u00ednas liberadas por bact\u00e9rias intestinais e enviar mensagens em tempo real ao c\u00e9rebro, tudo via impulso el\u00e9trico. \u00c9 como se o intestino tivesse um \u201csexto sentido\u201d capaz de informar quando \u00e9 hora de parar de comer. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A descoberta, publicada na revista Nature, foi liderada pelos neurocientistas Diego Boh\u00f3rquez e M. Maya Kaelberer. Segundo o comunicado da Universidade Duke, o processo come\u00e7a quando as bact\u00e9rias liberam uma prote\u00edna chamada flagelina (presente nos \u201crabinhos\u201d que as ajudam a se mover). Os neurop\u00f3dios detectam essa prote\u00edna por meio do receptor TLR5 e disparam um sinal el\u00e9trico pelo nervo vago, principal canal de comunica\u00e7\u00e3o entre intestino e c\u00e9rebro. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Nos experimentos realizados com camundongos em jejum, ao injetar flagelina diretamente no c\u00f3lon, os animais comeram menos. J\u00e1 nos camundongos geneticamente modificados para n\u00e3o terem o receptor TLR5, o efeito desapareceu, ou seja, eles mantiveram os h\u00e1bitos alimentares e ganharam peso. Isso indica, segundo os autores, que esse novo caminho ajuda a regular o apetite, e s\u00f3 funciona se houver detec\u00e7\u00e3o da flagelina. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> \u201cQuer\u00edamos saber se o corpo poderia detectar padr\u00f5es microbianos em tempo real, n\u00e3o s\u00f3 como resposta imunol\u00f3gica, mas como um impulso neural que orienta o comportamento\u201d, explicou Boh\u00f3rquez, professor de medicina e neurobiologia. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> O termo \u201csentido neurobi\u00f3tico\u201d foi cunhado para descrever essa nova via sensorial, que abre espa\u00e7o para uma compreens\u00e3o mais profunda da rela\u00e7\u00e3o entre o intestino e o c\u00e9rebro, indo al\u00e9m do papel digestivo ou imunol\u00f3gico da microbiota. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> O trabalho experimental foi conduzido pelos estudantes Winston Liu e Emily Alway, e pela pesquisadora de p\u00f3s-doutorado Naama Reicher, todos do Programa de Treinamento de Cientistas M\u00e9dicos de Duke. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A pesquisa tamb\u00e9m acende o alerta para o impacto da alimenta\u00e7\u00e3o nessa conex\u00e3o: \u201cUm pr\u00f3ximo passo \u00e9 investigar como dietas espec\u00edficas modificam o panorama microbiano intestinal\u201d, disse Boh\u00f3rquez, sugerindo que, no futuro, interven\u00e7\u00f5es nutricionais poder\u00e3o modular essa comunica\u00e7\u00e3o para prevenir ou tratar dist\u00farbios como obesidade, ansiedade, depress\u00e3o ou at\u00e9 doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"C\u00e9rebro. 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