{"id":221966,"date":"2026-01-09T11:50:07","date_gmt":"2026-01-09T11:50:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/221966\/"},"modified":"2026-01-09T11:50:07","modified_gmt":"2026-01-09T11:50:07","slug":"video-divulgado-pela-nasa-resume-25-anos-de-expansao-de-supernova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/221966\/","title":{"rendered":"V\u00eddeo divulgado pela Nasa resume 25 anos de expans\u00e3o de supernova"},"content":{"rendered":"<p>O <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Sol\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Sol<\/a>, a estrela mais pr\u00f3xima da Terra, \u00e9 facilmente observ\u00e1vel durante o dia. No entanto, a maioria das estrelas permanece oculta aos olhos humanos. Contudo, existem eventos astron\u00f4micos que desafiam essa norma.<\/p>\n<p>Em 1604, um not\u00e1vel acontecimento chamou a aten\u00e7\u00e3o de Johannes Kepler, um astr\u00f4nomo de apenas 34 anos na \u00e9poca. Ele observou uma supernova, agora conhecida como SN 1604, que era t\u00e3o intensa que permaneceu vis\u00edvel durante o dia por tr\u00eas semanas consecutivas. Este evento foi um marco na hist\u00f3ria da ci\u00eancia ocidental, pois desafiou a vis\u00e3o aristot\u00e9lica do universo como um sistema imut\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s sua apari\u00e7\u00e3o, a supernova desapareceu do campo visual humano e permaneceu fora do radar at\u00e9 que seu remanescente fosse redescoberto em 1941. Desde ent\u00e3o, observat\u00f3rios modernos t\u00eam estudado esse objeto celeste, incluindo o <a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/chandra-x-ray-observatory\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">telesc\u00f3pio Chandra<\/a> da NASA. Recentemente, um v\u00eddeo foi produzido mostrando a evolu\u00e7\u00e3o desse remanescente ao longo dos \u00faltimos 25 anos.<\/p>\n<p>Como explica o portal Galileu, a explos\u00e3o de uma estrela deixa para tr\u00e1s detritos que os cientistas classificam como remanescentes de supernovas. Ap\u00f3s a explos\u00e3o inicial, esses materiais s\u00e3o aquecidos a milh\u00f5es de graus e emitem um brilho intenso em raios X. O telesc\u00f3pio Chandra tem capturado imagens desse fen\u00f4meno ao longo de duas d\u00e9cadas, permitindo aos pesquisadores observar as mudan\u00e7as nos detritos ao longo do tempo.<\/p>\n<p>O v\u00eddeo mais recente inclui dados coletados em anos distintos: 2000, 2004, 2006 e 2014. Os pesquisadores descobriram que as partes mais r\u00e1pidas do remanescente se movem a aproximadamente 22,2 milh\u00f5es de quil\u00f4metros por hora, equivalendo a cerca de 2% da velocidade da luz. Em contraste, as partes mais lentas se deslocam a uma velocidade de 6,4 milh\u00f5es de quil\u00f4metros por hora, ou cerca de 0,5% da velocidade da luz. Essa varia\u00e7\u00e3o de velocidade se deve \u00e0 densidade diferente do g\u00e1s que o remanescente encontra em sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>Jessye Gassel<\/strong>, pesquisadora da <a href=\"https:\/\/www.gmu.edu\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Universidade George Mason<\/a> nos Estados Unidos, comentou sobre a relev\u00e2ncia dessa descoberta: \u201c\u00c9 not\u00e1vel que possamos observar os restos dessa estrela despeda\u00e7ada colidindo com material j\u00e1 lan\u00e7ado ao espa\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>Durante um quarto de s\u00e9culo de observa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre o remanescente da supernova descoberta por Kepler, os astr\u00f4nomos identificaram que a estrela original era uma an\u00e3 branca que provavelmente explodiu ap\u00f3s ultrapassar sua massa limite. Essa situa\u00e7\u00e3o pode ter ocorrido devido \u00e0 atra\u00e7\u00e3o de material proveniente de outra estrela ou pela fus\u00e3o com outra an\u00e3 branca.<\/p>\n<p>A supernova em quest\u00e3o \u00e9 classificada como do tipo \u201cIa\u201d, um tipo fundamental para os astr\u00f4nomos no c\u00e1lculo da expans\u00e3o do universo. Essas explos\u00f5es n\u00e3o apenas geram remanescentes estelares mas tamb\u00e9m criam elementos essenciais para a forma\u00e7\u00e3o de planetas e vida. O papel das supernovas no cosmos tem sido cada vez mais reconhecido \u00e0 medida que os cientistas buscam entender melhor esses fen\u00f4menos celestiais.<\/p>\n<p>A equipe de pesquisa tamb\u00e9m se dedicou \u00e0 an\u00e1lise da largura das bordas formadas pela onda de choque resultante da explos\u00e3o. Medindo tanto sua largura quanto sua <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/qual-era-a-velocidade-do-tiranossauro-rex-estudo-aponta.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">velocidade<\/a> de deslocamento, os cientistas poder\u00e3o reunir informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre o evento da explos\u00e3o e seu ambiente circundante.<\/p>\n<p><strong>Brian Williams<\/strong>, do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, destacou a import\u00e2ncia dessa pesquisa: \u201cCompreender exatamente como elas [as supernovas] se comportam \u00e9 crucial para conhecermos a nossa hist\u00f3ria c\u00f3smica [porque] as explos\u00f5es de supernovas e os elementos que elas lan\u00e7am no espa\u00e7o s\u00e3o a for\u00e7a vital de novas estrelas e planetas\u201d.<\/p>\n<p>        <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/author\/giovanna-gomes\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n          <img alt=\"Giovanna Gomes\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1767959407_749_33b368a526ac26c2f7de6462fce3004285811f04809ed05857f30d16a462d4c5.png\"  class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle mr-3\" height=\"115\" width=\"115\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"\/>        <\/a><\/p>\n<p>Giovanna Gomes \u00e9 jornalista e estudante de Hist\u00f3ria pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito \u00e0 cultura e \u00e0 hist\u00f3ria do ser humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Sol, a estrela mais pr\u00f3xima da Terra, \u00e9 facilmente observ\u00e1vel durante o dia. 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