{"id":221970,"date":"2026-01-09T11:52:10","date_gmt":"2026-01-09T11:52:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/221970\/"},"modified":"2026-01-09T11:52:10","modified_gmt":"2026-01-09T11:52:10","slug":"1-418-dias-depois-a-guerra-de-putin-esta-prestes-a-ultrapassar-a-grande-guerra-patriotica-que-derrotou-a-alemanha-nazi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/221970\/","title":{"rendered":"1.418 dias depois, a guerra de Putin est\u00e1 prestes a ultrapassar a Grande Guerra Patri\u00f3tica, que derrotou a Alemanha nazi"},"content":{"rendered":"<p>\t                &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Militar Especial&#8221; de Vladimir Putin j\u00e1 dura mais que a Grande Guerra Patri\u00f3tica e isso quebra um mito que pode abalar a sociedade russa<\/p>\n<p>Existe uma palavra espec\u00edfica para descrever o estado de esp\u00edrito que o Kremlin alimenta na sociedade russa. Em 2005, um padre ortodoxo imortalizou o termo Pobedobesie &#8211; a &#8220;euforia&#8221; ou &#8220;frenesim&#8221; da vit\u00f3ria &#8211; para criticar o que lhe parecia ser a utiliza\u00e7\u00e3o do enorme sacrif\u00edcio sovi\u00e9tico como justifica\u00e7\u00e3o para uma cultura de crescente militariza\u00e7\u00e3o. Corriam apenas cinco anos de lideran\u00e7a de Vladimir Putin, que n\u00e3o criou este culto, mas conseguiu convert\u00ea-lo num dos principais pilares da identidade da R\u00fassia moderna.\u00a0<\/p>\n<p>Mas, esta semana, o culto da vit\u00f3ria chocou com a realidade. Na pr\u00f3xima segunda-feira, dia 12 de janeiro, a &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Militar Especial&#8221; lan\u00e7ada por Vladimir Putin ultrapassa a dura\u00e7\u00e3o da Grande Guerra Patri\u00f3tica, o confronto existencial sovi\u00e9tico que derrotou a Alemanha nazi ap\u00f3s 1.418 dias. Este marco temporal arrisca quebrar um dos maiores mitos da sociedade russa e representa um perigo psicol\u00f3gico real para o regime. Numa altura em que, apesar dos avan\u00e7os t\u00e1ticos, as perdas humanas s\u00e3o avassaladoras, a narrativa do &#8220;ex\u00e9rcito invenc\u00edvel&#8221; come\u00e7a a desgastar-se e os russos podem come\u00e7ar a questionar-se porqu\u00ea.<\/p>\n<p>&#8220;Quatro anos depois [&#8230;], nem o Donbass est\u00e1 completo. De alguma maneira, isto reduz a R\u00fassia a uma certa insignific\u00e2ncia militar que o Kremlin nunca entendeu que tinha, mas que tem. E isso pode influenciar a opini\u00e3o p\u00fablica a perceber a fraqueza relativa do Estado em que est\u00e1 inserida&#8221;, afirma \u00e0 CNN Portugal Diana Soller, especialista em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar de ter conseguido conquistar mais territ\u00f3rio em 2025 do que nos dois anos anteriores juntos, a soma do novo territ\u00f3rio ocupado representa pouco mais de 1% de toda a superf\u00edcie terrestre ucraniana. O exemplo mais flagrante desta paralisia estrat\u00e9gica acontece na cidade de Pokrovsk. Durante 14 meses, a R\u00fassia concentrou esfor\u00e7os para capturar esta cidade que, antes da guerra, tinha apenas 61 mil habitantes e ocupava um modesto 73.\u00ba lugar na lista das maiores cidades ucranianas. Mesmo ap\u00f3s mais de um ano de ofensiva, Pokrovsk n\u00e3o est\u00e1 totalmente sob controlo russo.\u00a0<\/p>\n<p>Para o Kremlin, o problema n\u00e3o \u00e9 apenas a lentid\u00e3o, mas o pre\u00e7o pago diariamente. Estima-se que a conquista destes escassos 1,45% de territ\u00f3rio tenha matado ou ferido entre um a 1,35 milh\u00f5es de soldados russos. Para um regime que fez do culto ao sacrif\u00edcio da Segunda Guerra Mundial uma esp\u00e9cie de religi\u00e3o estatal, as compara\u00e7\u00f5es s\u00e3o cada vez mais \u00f3bvias. O n\u00famero de baixas russas na Ucr\u00e2nia j\u00e1 supera o total de perdas de combate sofridas pelos Estados Unidos durante toda a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Trata-se de uma sangria demogr\u00e1fica que ter\u00e1 dizimado cerca de 1% de toda a popula\u00e7\u00e3o masculina russa em idade ativa. E, apesar dos esfor\u00e7os de Donald Trump, o fim n\u00e3o parece estar ainda \u00e0 vista. Para cumprir o objetivo m\u00ednimo de capturar os 20 mil quil\u00f3metros quadrados que faltam das regi\u00f5es de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporizhzhia, ao ritmo atual, o ex\u00e9rcito russo precisaria de combater at\u00e9, pelo menos, maio de 2028.<\/p>\n<p>&#8220;Se fosse russa, perguntaria como \u00e9 que o meu &#8216;ex\u00e9rcito invenc\u00edvel&#8217; est\u00e1 com dificuldades perante um ex\u00e9rcito &#8216;n\u00e3o-existente&#8217; [na narrativa do Kremlin], que se formou e cresceu enquanto a guerra decorria&#8221;, sugere Diana Soller.<\/p>\n<p>Ainda assim, os especialistas alertam que \u00e9 preciso n\u00e3o subestimar a resili\u00eancia do regime e da popula\u00e7\u00e3o russa. Ao longo dos anos, o Kremlin, sob a lideran\u00e7a de Putin, preparou o terreno psicol\u00f3gico para o sacrif\u00edcio. O tradicional apelo \u00e0 paz do p\u00f3s-guerra, &#8220;Nunca Mais&#8221;, metamorfoseou-se numa sinistra amea\u00e7a aos inimigos de Moscovo. &#8220;Podemos Repetir&#8221; (Mo\u017eem povtorit), l\u00ea-se agora nas celebra\u00e7\u00f5es do Dia da Vit\u00f3ria. Mais do que um slogan, \u00e9 a sinaliza\u00e7\u00e3o de disponibilidade para suportar o mesmo n\u00edvel de sacrif\u00edcio dos seus antepassados, numa guerra que custou a vida a pelo menos 27 milh\u00f5es de cidad\u00e3os sovi\u00e9ticos, muitos deles civis que morreram \u00e0 fome enquanto as tropas de Adolf Hitler avan\u00e7avam pela R\u00fassia adentro, antes de embaterem numa muralha formada por neve e gente que protegeu Moscovo.<\/p>\n<p>&#8220;O aparelho de Estado come\u00e7ou a preparar a popula\u00e7\u00e3o para isto h\u00e1 muito tempo, com aquelas cerim\u00f3nias do Dia da Vit\u00f3ria, em que mesmo artistas famosos se vestem com as fardas de 1940. [&#8230;] Andam h\u00e1 tantos anos a ver aquilo que est\u00e3o embriagados, j\u00e1 n\u00e3o conseguem ver bem o que se passa para al\u00e9m disso&#8221;, descreve \u00e0 CNN Portugal Carlos Br\u00e1s, antigo analista do Servi\u00e7o de Informa\u00e7\u00f5es de Seguran\u00e7a (SIS) que focou grande parte da sua carreira na an\u00e1lise da R\u00fassia.<\/p>\n<p>O resultado desta pol\u00edtica \u00e9 uma cegueira patri\u00f3tica dif\u00edcil de quebrar e que se tornou &#8220;parte da identidade deles&#8221;. Ou seja, &#8220;um ataque a esse mito \u00e9 um ataque a cada indiv\u00edduo, a si pr\u00f3prio&#8221;. Por isso, o regime russo aprendeu a manipular o alvo da f\u00faria da popula\u00e7\u00e3o russa. A defini\u00e7\u00e3o de &#8220;nazi&#8221; na R\u00fassia foi distorcida para ir muito al\u00e9m das pol\u00edticas e cren\u00e7as dos nacional-socialistas alem\u00e3es da d\u00e9cada de quarenta que invadiram a &#8220;m\u00e3e R\u00fassia&#8221;. Segundo os manuais escolares russos, a principal caracter\u00edstica dos &#8220;nazis&#8221; \u00e9 terem atacado a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Esta l\u00f3gica \u00e9 particularmente \u00fatil para o regime de Putin, porque permite classificar como nazis todos aqueles que o Kremlin v\u00ea como inimigos.<\/p>\n<p>&#8220;Nazi \u00e9 tudo quanto se op\u00f5e aos interesses russos. Tudo quanto se op\u00f5e \u00e0quilo que s\u00e3o os interesses da &#8216;Santa M\u00e3e R\u00fassia&#8217; \u00e9 nazi. \u00c9 uma defini\u00e7\u00e3o simples e que serve para tudo. Criaram um nazismo &#8216;pronto a utilizar&#8217;, onde metem l\u00e1 o que quiserem&#8221;, explica Carlos Br\u00e1s.<\/p>\n<p>Esta manipula\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica serve como um escudo vital para o regime: se o inimigo \u00e9 o &#8220;mal absoluto&#8221;, qualquer sacrif\u00edcio \u00e9 justificado. E, mais importante, se a R\u00fassia \u00e9 a herdeira espiritual dos vencedores de 1945, a derrota torna-se uma impossibilidade religiosa. Por isso, quando a realidade no campo de batalha corre mal, a hist\u00f3ria \u00e9 simplesmente reescrita ou apagada. &#8220;O objetivo \u00e9 mostrar que a R\u00fassia n\u00e3o pode ser vencida. Historicamente atacaram a R\u00fassia v\u00e1rias vezes e a R\u00fassia venceu sempre&#8221;, nota o antigo analista do SIS, alertando contudo que &#8220;isto \u00e9 mentira&#8221;.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"V\u00e1rios passageiros passam por cartazes de propaganda do regime russo instalados na esta\u00e7\u00e3o de metro de Dostoyevskaya, em S\u00e3o Petersburgo. No cartaz da esquerda \u00e9 poss\u00edvel ver uma imagem de promo\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas (Contributor\/Getty Images)\" height=\"637\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1767959530_565_1000.jpg\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   V\u00e1rios passageiros passam por cartazes de propaganda do regime russo instalados na esta\u00e7\u00e3o de metro de Dostoyevskaya, em S\u00e3o Petersburgo. No cartaz da esquerda \u00e9 poss\u00edvel ver uma imagem de promo\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas (Contributor\/Getty Images) <\/p>\n<p>Mas se a narrativa interna ainda \u00e9 capaz de ser mantida, a proje\u00e7\u00e3o externa de poder est\u00e1 em colapso evidente. A &#8220;superpot\u00eancia&#8221; que o Kremlin vende aos russos \u00e9, na an\u00e1lise de Diana Soller, um gigante com &#8220;p\u00e9s de barro&#8221;. O sistema internacional atual j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 bipolar, mas sim de &#8220;duas pot\u00eancias e meia&#8221;, onde a R\u00fassia ocupa o lugar da fra\u00e7\u00e3o, numa posi\u00e7\u00e3o de &#8220;profunda depend\u00eancia da China&#8221;. &#8220;Quem tem consci\u00eancia pol\u00edtica percebe que, no dia em que a China retirar o seu apoio, a R\u00fassia vai revelar-se uma pot\u00eancia de p\u00e9s de barro&#8221;, alerta a especialista em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais.<\/p>\n<p>A capacidade russa de impor a sua vontade nas suas zonas de interesse est\u00e1 cada vez mais reduzida e \u00e9 cada vez mais dif\u00edcil de esconder. Desde que invadiu a Ucr\u00e2nia, a R\u00fassia limitou-se a assistir \u00e0 queda do regime s\u00edrio, ap\u00f3s anos de apoio militar, \u00e0 derrota do Ir\u00e3o contra Israel e os Estados Unidos, ao afastamento de Nicol\u00e1s Maduro e, mais recentemente, \u00e0 apreens\u00e3o de um petroleiro com bandeira russa por parte dos Estados Unidos. &#8220;A incapacidade que [a R\u00fassia] tem de conseguir ajudar estes pa\u00edses da sua esfera de influ\u00eancia afeta a sua credibilidade&#8221;, frisa Diana Soller.<\/p>\n<p>Internamente, as fissuras come\u00e7am a surgir n\u00e3o entre as figuras liberais, que em grande parte j\u00e1 foram silenciadas, mas na pr\u00f3pria base de apoio da guerra. Diana Soller nota que os &#8220;bloggers militares&#8221;, as \u00fanicas vozes com alguma liberdade no ecossistema de Putin, t\u00eam mostrado desagrado frequente com a &#8220;incapacidade russa de reagir&#8221; a ataques ucranianos e \u00e0 perda de influ\u00eancia russa. &#8220;N\u00e3o est\u00e1 a cair nada bem nas pessoas que mais defendem esta opera\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>S\u00f3 que tamb\u00e9m na economia surgem sinais preocupantes para o regime. Apesar de os governantes russos terem contrariado as expectativas ocidentais de que as san\u00e7\u00f5es colapsariam a economia do pa\u00eds, a economia russa come\u00e7a a mostrar algumas brechas, principalmente com a queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo. Al\u00e9m disso, o Fundo de Reserva Nacional russo j\u00e1 perdeu mais de metade da sua liquidez desde o in\u00edcio da invas\u00e3o e a infla\u00e7\u00e3o corr\u00f3i o poder de compra nas grandes cidades, ao mesmo tempo que a falta de m\u00e3o de obra coloca s\u00e9rios problemas \u00e0s empresas russas.<\/p>\n<p>No final, ao ultrapassar a barreira dos 1.418 dias, a R\u00fassia de Putin entra num terreno t\u00e3o inc\u00f3gnito quanto perigoso. A sociedade, militarizada e &#8220;embriagada&#8221; pelo mito do Pobedobesie, enfrenta um teste sem precedentes. O desfecho desta guerra longa depender\u00e1, portanto, da resposta a uma \u00fanica d\u00favida existencial que paira sobre o pa\u00eds. &#8220;N\u00e3o sabemos duas coisas: como \u00e9 que os russos verdadeiramente reagem a isto, porque esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 in\u00e9dita; e se o esp\u00edrito de sacrif\u00edcio [da popula\u00e7\u00e3o] \u00e9 superior \u00e0 incompet\u00eancia do regime. No fundo, \u00e9 isso que est\u00e1 aqui em quest\u00e3o&#8221;, defende Diana Soller.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Opera\u00e7\u00e3o Militar Especial&#8221; de Vladimir Putin j\u00e1 dura mais que a Grande Guerra Patri\u00f3tica e isso quebra um&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":221971,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,301,830,14,603,6164,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,839,17,18,840,29,30,31,2415,63,64,65],"class_list":{"0":"post-221970","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alerta","9":"tag-analise","10":"tag-ao-minuto","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-cnn","14":"tag-cnn-portugal","15":"tag-comentadores","16":"tag-costa","17":"tag-crime","18":"tag-desporto","19":"tag-direto","20":"tag-economia","21":"tag-featured-news","22":"tag-featurednews","23":"tag-governo","24":"tag-guerra","25":"tag-headlines","26":"tag-justica","27":"tag-kremlin","28":"tag-latest-news","29":"tag-latestnews","30":"tag-live","31":"tag-main-news","32":"tag-mainnews","33":"tag-mais-vistas","34":"tag-marcelo","35":"tag-mundo","36":"tag-negocios","37":"tag-news","38":"tag-noticias","39":"tag-noticias-principais","40":"tag-noticiasprincipais","41":"tag-opiniao","42":"tag-pais","43":"tag-politica","44":"tag-portugal","45":"tag-principais-noticias","46":"tag-principaisnoticias","47":"tag-russia","48":"tag-top-stories","49":"tag-topstories","50":"tag-ucrania","51":"tag-ultimas","52":"tag-ultimas-noticias","53":"tag-ultimasnoticias","54":"tag-vladimir-putin","55":"tag-world","56":"tag-world-news","57":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/221970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=221970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/221970\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/221971"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=221970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=221970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=221970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}