{"id":222341,"date":"2026-01-09T16:52:31","date_gmt":"2026-01-09T16:52:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/222341\/"},"modified":"2026-01-09T16:52:31","modified_gmt":"2026-01-09T16:52:31","slug":"empresas-ja-tem-depositos-acima-de-credito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/222341\/","title":{"rendered":"empresas j\u00e1 t\u00eam dep\u00f3sitos acima de cr\u00e9dito"},"content":{"rendered":"<p>        O volume de empr\u00e9stimos das empresas sempre foi superior ao dos dep\u00f3sitos, mas em outubro houve invers\u00e3o. Presidente do Banco de Fomento quer que a rentabilidade seja usada para investir.    <\/p>\n<p>O stock de dep\u00f3sitos das empresas superou o dos empr\u00e9stimos, o que nunca tinha acontecido, pelo menos, desde o final de 1979, quando o Banco de Portugal come\u00e7ou a compilar estes dados. A ultrapassagem foi feita pela primeira vez em outubro e repetida em novembro.<\/p>\n<p>Nesse \u00faltimo m\u00eas, foi batido um novo recorde no volume de dep\u00f3sitos acumulados pelas empresas (74,66 mil milh\u00f5es de euros), o que contrasta com o cr\u00e9dito, em que o valor m\u00e1ximo foi atingido em novembro de 2010 (118,86 mil milh\u00f5es), poucos meses antes da interven\u00e7\u00e3o da Troika. Desde ent\u00e3o, tem sido quase sempre a cair, acumulando uma queda superior a 30%, apesar da ligeira invers\u00e3o de tend\u00eancia na pandemia (2020 e 2021).<\/p>\n<p>Comparando os n\u00fameros mais recentes com o final de 2019, antes de a covid ter espalhado o caos, o volume de empr\u00e9stimos contratados pelas empresas at\u00e9 subiu 10,3%. Mas no lado dos dep\u00f3sitos o aumento \u00e9 bastante superior \u2014 65,6% nos mesmo per\u00edodo (de 45 para 74 mil milh\u00f5es de euros). E recuando mais dois anos, j\u00e1 est\u00e1 em causa o dobro do valor (eram 37 mil milh\u00f5es em dezembro de 2017).<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es ao Jornal Econ\u00f3mico, o presidente do Banco do Fomento, Gon\u00e7alo Regalado, nota que esta subida cont\u00ednua \u201c\u00e9 fruto da rentabilidade das empresas\u201d, mas tamb\u00e9m acontece porque \u201cas empresas n\u00e3o investem, ou investem pouco\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSe continuam a ter muito bons resultados, como t\u00eam sido os \u00faltimos anos, e como espero que seja em 2026, as empresas usam a rentabilidade para dep\u00f3sitos ou dividendos. Como a maioria das empresas tem uma pol\u00edtica de dividendos conservadora, fica com os dep\u00f3sitos\u201d, constata.<\/p>\n<p>Gon\u00e7alo Regalado \u201ccompreendia ter uma boa base de dep\u00f3sitos quando as taxas de remunera\u00e7\u00e3o estavam entre 3% e 4%\u201d, mas, tendo em conta \u201ca remunera\u00e7\u00e3o abaixo de 1% no dep\u00f3sito a prazo\u201d, o respons\u00e1vel considera que \u201cn\u00e3o \u00e9 muito expect\u00e1vel que os dep\u00f3sitos continuem a crescer de forma cont\u00ednua\u201d. Significa que \u201cos empres\u00e1rios n\u00e3o encontraram investimentos em que a sua rentabilidade seja superior a 1%, o que \u00e9 pouco comum\u201d, nota o respons\u00e1vel. \u201cA rentabilidade das empresas, felizmente, est\u00e1 a ser crescente. Podem investir a sua rentabilidade\u201d, sugere.<\/p>\n<p>Por outro lado, em rela\u00e7\u00e3o aos empr\u00e9stimos, lembra que houve \u201cuma desalavancagem muito r\u00e1pida\u201d ap\u00f3s a chegada da Troika, com empres\u00e1rios e bancos comerciais a adotarem uma pol\u00edtica de emagrecimento do cr\u00e9dito. \u201cHoje, mais de 60% das empresas em Portugal s\u00f3 t\u00eam dep\u00f3sitos\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>Agora, Gon\u00e7alo Regalado antev\u00ea que \u201ca base de dep\u00f3sitos possa ser mantida, ou at\u00e9 um pouco reduzida\u201d, para \u201ca casa dos 70 mil milh\u00f5es de euros\u201d e que o cr\u00e9dito recupere \u201cde forma moderada e equilibrada\u201d, atingindo os 80 mil milh\u00f5es em 2 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O volume de empr\u00e9stimos das empresas sempre foi superior ao dos dep\u00f3sitos, mas em outubro houve invers\u00e3o. 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