{"id":222560,"date":"2026-01-09T19:42:07","date_gmt":"2026-01-09T19:42:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/222560\/"},"modified":"2026-01-09T19:42:07","modified_gmt":"2026-01-09T19:42:07","slug":"conselho-da-uniao-europeia-anuncia-aprovacao-de-acordo-comercial-com-mercosul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/222560\/","title":{"rendered":"Conselho da Uni\u00e3o Europeia anuncia aprova\u00e7\u00e3o de acordo comercial com Mercosul"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\n<b>O apoio decisivo do governo italiano na Comiss\u00e3o Europeia permitiu ratificar o acordo de com\u00e9rcio livre com os quatro pa\u00edses sul-americanos: Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.&#13;<br \/>\n<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nUm diplomata da UE e o ministro polaco da Agricultura anunciaram que 21 pa\u00edses apoiaram o acordo, com a \u00c1ustria, a Fran\u00e7a, a Hungria, a Irlanda e a Pol\u00f3nia a votarem contra e a B\u00e9lgica a abster-se. Era necess\u00e1rio um m\u00ednimo de 15 pa\u00edses que representassem 65% da popula\u00e7\u00e3o total do bloco para a aprova\u00e7\u00e3o.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEsta aprova\u00e7\u00e3o foi saudada pelo ministro cipriota do Com\u00e9rcio, Michael Damianos, que det\u00e9m atualmente a presid\u00eancia do Conselho da UE, considerando que o dia de hoje marca &#8220;um passo hist\u00f3rico em frente no fortalecimento da parceria estrat\u00e9gica da UE com o Mercosul&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Num tempo de incerteza global crescente, \u00e9 essencial refor\u00e7ar a nossa coopera\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, aprofundar os nossos la\u00e7os econ\u00f3micos e manter o nosso compromisso com um desenvolvimento sustent\u00e1vel&#8221;, l\u00ea-se numa nota do ministro divulgada pelo Conselho da UE.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>O presidente do Conselho Europeu, Ant\u00f3nio Costa, tamb\u00e9m saudou a aprova\u00e7\u00e3o do acordo, destacando a sua import\u00e2ncia para a &#8220;soberania e autonomia estrat\u00e9gica&#8221; da Uni\u00e3o Europeia.\u00a0<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNuma publica\u00e7\u00e3o na rede social X, Ant\u00f3nio Costa considera que o acordo comercial \u00e9 &#8220;bom para a Europa&#8221; e traz &#8220;benef\u00edcios reais para os consumidores e empresas europeias&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\"><p>&#13;<\/p>\n<p lang=\"pt\" dir=\"ltr\">&#13;<br \/>\n\tSa\u00fado a decis\u00e3o tomada hoje pelo Conselho de aprovar o acordo UE-Mercosul. <\/p>\n<p>Este acordo \u00e9 bom para a Europa.<br \/>&#13;<br \/>\n\t\u25aa\ufe0f Traz benef\u00edcios concretos para os consumidores e empresas europeias. <br \/>&#13;<br \/>\n\t\u25aa\ufe0f \u00c9 importante para a soberania e autonomia estrat\u00e9gica da UE &#8211; com este acordo a UE est\u00e1 a\u2026&#13;\n\t<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u2014 Ant\u00f3nio Costa (@eucopresident) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/eucopresident\/status\/2009668548407234843?ref_src=twsrc%5Etfw\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">January 9, 2026<\/a>&#13;\n<\/p><\/blockquote>\n<p>\n&#8220;\u00c9 importante para a soberania e autonomia estrat\u00e9gica da UE. Com este acordo, a UE est\u00e1 a moldar a economia global&#8221;, refere o ex-primeiro-ministro, que acrescenta que este acordo refor\u00e7a tamb\u00e9m &#8220;os direitos dos trabalhadores, a prote\u00e7\u00e3o ambiental e as salvaguardas para os agricultores europeus&#8221;.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO presidente do Conselho Europeu frisa ainda que o acordo com o Mercosul &#8220;demonstra que as parcerias comerciais baseadas em regras s\u00e3o ben\u00e9ficas para todas as partes&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<p><b>A presidente da Comiss\u00e3o Europeia tamb\u00e9m saudou a decis\u00e3o \u201chist\u00f3rica\u201d e afirma que a Europa \u201cest\u00e1 a enviar um sinal forte\u201d.<\/b><\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\"><p>&#13;<\/p>\n<p dir=\"ltr\" lang=\"en\">&#13;<br \/>\n\tToday\u2019s Council decision to support the EU-Mercosur deal is historic. <\/p>\n<p>Europe is sending a strong signal.<\/p>\n<p>We are serious about creating growth, jobs and securing the interests of Europeans consumers and businesses.<\/p>\n<p>With Mercosur, we are creating a shared market of 700 million\u2026 <a href=\"https:\/\/t.co\/WMGXWzFgua\" rel=\"nofollow\">pic.twitter.com\/WMGXWzFgua<\/a>&#13;\n\t<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u2014 Ursula von der Leyen (@vonderleyen) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/vonderleyen\/status\/2009669940236956122?ref_src=twsrc%5Etfw\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">January 9, 2026<\/a>&#13;\n<\/p><\/blockquote>\n<p>\n\u201cLevamos a s\u00e9rio a cria\u00e7\u00e3o de crescimento, de emprego e a garantia dos interesses dos consumidores e das empresas europeias\u201d, diz Ursula von der Leyen numa publica\u00e7\u00e3o no X.<\/p>\n<p><b>O presidente brasileiro, Lula da Silva, fala tamb\u00e9m num &#8220;dia hist\u00f3rico para o multilateralismo&#8221;.<\/b>\u00a0&#8220;Ap\u00f3s 25 anos de negocia\u00e7\u00e3o, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-Uni\u00e3o Europeia, um dos maiores tratados de livre com\u00e9rcio do mundo&#8221;, enfatizou o chefe de Estado brasileiro numa mensagem nas redes sociais.<\/p>\n<p>Lula da Silva, um dos l\u00edderes que mais lutou para a conclus\u00e3o deste acordo, frisou que esta decis\u00e3o &#8220;une dois blocos que, juntos, somam 718 milh\u00f5es de pessoas e um PIB de 22,4 bili\u00f5es de d\u00f3lares [19,26 bili\u00f5es de euros]&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\"><p>&#13;<\/p>\n<p lang=\"pt\" dir=\"ltr\">&#13;<br \/>\n\tDia hist\u00f3rico para o multilateralismo. Ap\u00f3s 25 anos de negocia\u00e7\u00e3o, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-Uni\u00e3o Europeia, um dos maiores tratados de livre com\u00e9rcio do mundo. A decis\u00e3o chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milh\u00f5es de pessoas e um PIB de\u2026&#13;\n\t<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\t\u2014 Lula (@LulaOficial) <a href=\"https:\/\/twitter.com\/LulaOficial\/status\/2009669570081034319?ref_src=twsrc%5Etfw\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">January 9, 2026<\/a>&#13;\n<\/p><\/blockquote>\n<p>O presidente brasileiro esperava que o tratado fosse assinado em dezembro na cimeira do Mercosul, na cidade de Foz do Igua\u00e7u, no sul do Brasil, quando Bras\u00edlia detinha a presid\u00eancia rotativa do Mercosul. Mas a assinatura teve de ser adiada devido a divis\u00f5es europeias.<b><br \/>&#13;<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b>O acordo ser\u00e1 assinado no Paraguai a 17 de janeiro, segundo anunciou o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros argentino. <\/b>A sua ratifica\u00e7\u00e3o depende ainda de uma vota\u00e7\u00e3o no Parlamento Europeu, que promete ser renhida, dado que os protestos agr\u00edcolas est\u00e3o a intensificar-se.Fran\u00e7a diz que \u201cbatalha n\u00e3o terminou\u201d<br \/>\nAs negocia\u00e7\u00f5es para criar uma das maiores zonas de livre-com\u00e9rcio do mundo come\u00e7aram em 1999 e estiveram estagnadas durante anos.<\/p>\n<p><b>O acordo comercial prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o ou elimina\u00e7\u00e3o gradual de tarifas de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o e regras comuns para com\u00e9rcio de produtos industriais e agr\u00edcolas.<\/b> A fim de refor\u00e7ar a UE e garantir que o bloco possa reagir rapidamente a perturba\u00e7\u00f5es do mercado, o acordo implica uma cl\u00e1usula de salvaguarda (um \u201ctrav\u00e3o de emerg\u00eancia\u201d), com uma redu\u00e7\u00e3o de 8% para 5% nas varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os em caso de desestabiliza\u00e7\u00e3o do mercado na Europa, mas tamb\u00e9m medidas de reciprocidade nas condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, nomeadamente ambientais, e controlos refor\u00e7ados.<\/p>\n<p>Para convencer os mais c\u00e9ticos em rela\u00e7\u00e3o ao acordo, a Comiss\u00e3o Europeia implementou salvaguardas que podem suspender as importa\u00e7\u00f5es de produtos agr\u00edcolas sens\u00edveis. Refor\u00e7ou os controlos das importa\u00e7\u00f5es, nomeadamente no que diz respeito aos res\u00edduos de pesticidas, criou um fundo de crise, acelerou o apoio aos agricultores e prometeu reduzir as taxas de importa\u00e7\u00e3o de fertilizantes. <\/p>\n<p><b>As concess\u00f5es, contudo, n\u00e3o foram suficientes para convencer a Pol\u00f3nia ou a Fran\u00e7a, mas a It\u00e1lia mudou de posi\u00e7\u00e3o, passando de um &#8220;n\u00e3o&#8221; em dezembro para um &#8220;sim&#8221; esta sexta-feira, permitindo a maioria necess\u00e1ria para aprovar o acordo.<\/b><\/p>\n<p>&#8220;Parece-me que o equil\u00edbrio encontrado \u00e9 sustent\u00e1vel&#8221;, declarou a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em confer\u00eancia de imprensa. O acordo foi aprovado apesar dos protestos de agricultores em toda a UE, que bloquearam estradas em Fran\u00e7a, B\u00e9lgica e Pol\u00f3nia.<\/p>\n<p><b>A ministra da Agricultura francesa, Annie Genevard, afirmou que \u201ca batalha n\u00e3o terminou\u201d e prometeu lutar pela rejei\u00e7\u00e3o do acordo pela Assembleia da UE, onde a vota\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser renhida. <\/b>Os grupos ambientalistas europeus tamb\u00e9m se op\u00f5em ao acordo, alegando que as mercadorias enviadas para a Europa prov\u00eam frequentemente de \u00e1reas desflorestadas.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO acordo UE-Mercosul permitir\u00e1 aos europeus exportar mais ve\u00edculos, maquinaria, vinhos e bebidas espirituosas para a Am\u00e9rica do Sul. No sentido oposto, facilitar\u00e1 a entrada na Europa de carne, a\u00e7\u00facar, arroz, mel e soja.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nc\/ag\u00eancias&#13;\n<\/p>\n<p>            <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; O apoio decisivo do governo italiano na Comiss\u00e3o Europeia permitiu ratificar o acordo de com\u00e9rcio livre com&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":222561,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,4622,62,12,13,19,20,23,24,17,18,1977,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-222560","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mercosul","18":"tag-mundo","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-principais-noticias","24":"tag-principaisnoticias","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ue","28":"tag-ultimas","29":"tag-ultimas-noticias","30":"tag-ultimasnoticias","31":"tag-world","32":"tag-world-news","33":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115866851344326887","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/222560","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=222560"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/222560\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/222561"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=222560"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=222560"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=222560"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}