{"id":222902,"date":"2026-01-10T00:18:32","date_gmt":"2026-01-10T00:18:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/222902\/"},"modified":"2026-01-10T00:18:32","modified_gmt":"2026-01-10T00:18:32","slug":"videos-curtos-e-rapidos-prejudicam-a-saude-dos-olhos-09-01-2026-equilibrio-e-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/222902\/","title":{"rendered":"V\u00eddeos curtos e r\u00e1pidos prejudicam a sa\u00fade dos olhos &#8211; 09\/01\/2026 &#8211; Equil\u00edbrio e Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo realizado na \u00cdndia alerta sobre o impacto na <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/saude\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sa\u00fade<\/a> ocular do tipo de conte\u00fado consumido no celular. Ao comparar leitura de e-books, v\u00eddeos convencionais e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2025\/06\/redes-sociais-alimentam-problemas-de-saude-mental-em-criancas-e-adolescentes-diz-estudo.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">v\u00eddeos curtos e din\u00e2micos populares nas redes sociais<\/a>, os pesquisadores observaram que esses \u00faltimos sobrecarregam mais os olhos, provocando maior oscila\u00e7\u00e3o no tamanho da pupila e redu\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia de piscadas, sinais comuns de fadiga ocular digital.<\/p>\n<p>Publicada no <a href=\"https:\/\/www.mdpi.com\/1995-8692\/18\/4\/34\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Journal of Eye Movement Research<\/a>, a pesquisa acompanhou 30 jovens adultos durante uma hora de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2025\/11\/pausa-de-uma-semana-nas-redes-sociais-ja-reduz-ansiedade-depressao-e-insonia-indica-estudo.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">uso cont\u00ednuo do smartphone<\/a>. Os pesquisadores criaram um sistema port\u00e1til para medir em tempo real a taxa de piscadas, o intervalo entre elas e o di\u00e2metro da pupila. O equipamento tinha uma c\u00e2mera infravermelha acoplada a um microprocessador e registrou as altera\u00e7\u00f5es oculares sem interferir no uso natural do celular.<\/p>\n<p>Ao longo do experimento, os pesquisadores perceberam que houve queda significativa na taxa de piscadas em todas as atividades analisadas: durante a leitura, ao assistir a v\u00eddeos mais longos e ao consumir Reels (como s\u00e3o chamados os v\u00eddeos curtos no <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/instagram\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Instagram<\/a>). Esse comportamento faz com que os olhos permane\u00e7am abertos por mais tempo, favorecendo o ressecamento e o cansa\u00e7o visual. Al\u00e9m disso, enquanto o di\u00e2metro da pupila se manteve relativamente est\u00e1vel durante a leitura e os v\u00eddeos longos, nos conte\u00fados curtos e r\u00e1pidos houve varia\u00e7\u00f5es mais intensas.<\/p>\n<p>&#8220;A fadiga ocular, clinicamente chamada de astenopia, \u00e9 um conjunto de sintomas que surge quando o sistema visual fica sobrecarregado por esfor\u00e7o cont\u00ednuo, especialmente em tarefas de perto. Ela est\u00e1 associada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia de piscadas, ao esfor\u00e7o de foco e a fatores como brilho excessivo e ilumina\u00e7\u00e3o inadequada&#8221;, explica o oftalmologista Lucas Zago, do Einstein Hospital Israelita em Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso dos v\u00eddeos curtos, diariamente consumidos em redes sociais como Instagram, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/tiktok\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">TikTok<\/a> e YouTube. &#8220;Eles s\u00e3o compostos por mudan\u00e7as r\u00e1pidas e constantes de brilho, contraste e imagens. Isso exige uma adapta\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do sistema visual, fazendo com que a pupila se contraia e dilate o tempo todo. Esse esfor\u00e7o repetido favorece o surgimento da fadiga ocular, diferentemente de conte\u00fados mais est\u00e1ticos, como a leitura&#8221;, afirma Zago.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica cl\u00ednica, esse padr\u00e3o j\u00e1 \u00e9 bem conhecido. &#8220;Temos observado um aumento de pacientes com queixas visuais associadas ao uso intenso de redes sociais. Alguns centros, inclusive, t\u00eam chamado esse conjunto de sintomas de uma esp\u00e9cie de reel vision syndrome&#8221;, relata o oftalmologista.<\/p>\n<p>Problema cada vez mais comum<\/p>\n<p>A ideia de investigar os impactos do uso do celular na sa\u00fade ocular partiu de uma constata\u00e7\u00e3o cada vez mais preocupante: o smartphone deixou de ser um<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/seminariosfolha\/2025\/07\/metade-dos-brasileiros-usa-redes-sociais-para-se-informar-sobre-saude-aponta-datafolha.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> acess\u00f3rio e passou a ocupar lugar central na vida cotidiana das pessoas<\/a>. Em 2023, mais de 68% da popula\u00e7\u00e3o mundial j\u00e1 possu\u00eda um aparelho.<\/p>\n<p>No Brasil, a depend\u00eancia \u00e9 ainda maior: em 2024, 167,5 milh\u00f5es de brasileiros com 10 anos ou mais tinham um celular para uso pessoal, o que representa quase 9 em cada 10 pessoas nessa faixa et\u00e1ria (88,9%). \u00c9 o que revela a \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da Pnad Cont\u00ednua sobre Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o, pesquisa anual conduzida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n<p>Esse uso gera diversos inc\u00f4modos. Na pesquisa indiana, 60% dos participantes relataram desconforto ocular, dor no pesco\u00e7o ou fadiga nas m\u00e3os, e 83% associaram o tempo excessivo de tela a ansiedade, dist\u00farbios do sono ou exaust\u00e3o mental.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos olhos, os efeitos n\u00e3o s\u00e3o apenas moment\u00e2neos. &#8220;No curto prazo, podem surgir ardor, lacrimejamento, vis\u00e3o borrada e dor de cabe\u00e7a. No longo prazo, especialmente em pessoas predispostas, a redu\u00e7\u00e3o frequente das piscadas <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/07\/doenca-do-olho-seco-atinge-mais-as-mulheres-e-pode-afetar-a-qualidade-de-vida.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">pode piorar quadros de olho seco<\/a> e comprometer a lubrifica\u00e7\u00e3o ocular&#8221;, alerta Lucas Zago.<\/p>\n<p>Embora muitos sintomas sejam passageiros, \u00e9 importante ficar atento aos sinais de alerta. &#8220;Sensa\u00e7\u00e3o leve de cansa\u00e7o, ressecamento discreto ou vis\u00e3o emba\u00e7ada que melhora ap\u00f3s uma pausa costumam ser tempor\u00e1rios&#8221;, explica o oftalmologista. &#8220;J\u00e1 dor ocular intensa, vermelhid\u00e3o persistente, sensibilidade exagerada \u00e0 luz, vis\u00e3o dupla ou dor de cabe\u00e7a frequente justificam uma avalia\u00e7\u00e3o oftalmol\u00f3gica.&#8221;<\/p>\n<p>Como proteger os olhos<\/p>\n<p>Entre as principais recomenda\u00e7\u00f5es est\u00e1 seguir a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhar por 20 segundos para um ponto a cerca de 20 p\u00e9s de dist\u00e2ncia (cerca de seis metros). Outras medidas indicadas s\u00e3o ajustar o brilho da tela ao ambiente, evitar o uso do celular no escuro, manter dist\u00e2ncia adequada dos olhos e lembrar de piscar com mais frequ\u00eancia. Em alguns casos, o uso de l\u00e1grimas artificiais pode ajudar, desde que com orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p>    Cuide-se<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Ci\u00eancia, h\u00e1bitos e preven\u00e7\u00e3o numa newsletter para a sua sa\u00fade e bem-estar<\/p>\n<p>Os pequenos merecem aten\u00e7\u00e3o especial. &#8220;O sistema visual e o sistema nervoso central das crian\u00e7as ainda est\u00e3o em desenvolvimento. Aquelas abaixo de 2 anos n\u00e3o devem ter nenhuma exposi\u00e7\u00e3o a telas, e o uso excessivo est\u00e1 associado a maior risco de desenvolvimento e progress\u00e3o da miopia&#8221;, adverte o m\u00e9dico do Einstein. Por isso, atividades ao ar livre e o uso consciente das telas devem ser sempre estimulados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um estudo realizado na \u00cdndia alerta sobre o impacto na sa\u00fade ocular do tipo de conte\u00fado consumido no&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":222903,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[6245,11003,1029,1169,236,116,1015,1208,17318,10927,32,33,548,117,1030,1934],"class_list":{"0":"post-222902","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-agencia-einstein","9":"tag-bytedance","10":"tag-cuide-se","11":"tag-facebook","12":"tag-folha","13":"tag-health","14":"tag-instagram","15":"tag-medicina","16":"tag-midias-sociais","17":"tag-olhos","18":"tag-portugal","19":"tag-pt","20":"tag-redes-sociais","21":"tag-saude","22":"tag-saude-mental","23":"tag-tiktok"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115867936627228284","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/222902","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=222902"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/222902\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/222903"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=222902"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=222902"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=222902"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}