{"id":223097,"date":"2026-01-10T03:13:20","date_gmt":"2026-01-10T03:13:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/223097\/"},"modified":"2026-01-10T03:13:20","modified_gmt":"2026-01-10T03:13:20","slug":"2025-foi-o-mais-chuvoso-da-ultima-decada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/223097\/","title":{"rendered":"2025 foi o mais chuvoso da \u00faltima d\u00e9cada"},"content":{"rendered":"<p> <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/balanco-anual-do-ipma-2025-foi-o-mais-chuvoso-da-ultima-decada-1767882569698_1024.jpg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"Chuva em Lisboa\" title=\"Chuva em Lisboa\" data-image=\"2fsos4iwae23\"\/>As intensas chuvas de mar\u00e7o contribu\u00edram para os valores de precipita\u00e7\u00e3o recorde que Portugal continental registou na \u00faltima d\u00e9cada. Foto: Javier via Adobe Stock   <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/katia-catulo.jpg\" alt=\"Katia Catulo\" width=\"40\" height=\"40\"\/>    <a class=\"nombre text-hv\" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/autor\/katia-catulo\/\" title=\"Katia Catulo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Katia Catulo<\/a>       08\/01\/2026 17:01   7 min   <\/p>\n<p>O ano de <strong>2025<\/strong> terminou com um <strong>recorde de precipita\u00e7\u00e3o<\/strong> sem paralelo, em Portugal, <strong>desde 2011<\/strong>. A conclus\u00e3o, retirada do Boletim Anual do Instituto Portugu\u00eas do Mar e da Atmosfera (IPMA), n\u00e3o \u00e9 algo que nos surpreenda. <\/p>\n<p>Ainda temos na mem\u00f3ria as tempestades que afetaram o territ\u00f3rio continental e as regi\u00f5es aut\u00f3nomas ao longo do ano que passou.<\/p>\n<p>Basta recordar a <strong>depress\u00e3o Martinho<\/strong> e as chuvas intensas de mar\u00e7o, que causaram milhares de inunda\u00e7\u00f5es e quedas de \u00e1rvores por todo o pa\u00eds. Ou, ent\u00e3o, lembrar a tempestade Gabrielle que trouxe, em finais de setembro, chuva e ventos fortes com maior intensidade na \u00c1rea Metropolitana do Porto. Mais recentemente, lembrar a <strong>tempestade Cl\u00e1udia<\/strong> que, em novembro, provocou <strong>tr\u00eas mortes<\/strong>. <\/p>\n<p>Chuvas abundantes<\/p>\n<p>O balan\u00e7o anual do IPMA mostra que 2025 foi <strong>o terceiro com mais precipita\u00e7\u00e3o neste s\u00e9culo<\/strong>. \u201cH\u00e1 onze anos que n\u00e3o havia um ano t\u00e3o chuvoso em Portugal continental\u201d, l\u00ea-se no relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/balanco-anual-do-ipma-2025-foi-o-mais-chuvoso-da-ultima-decada-1767882666245_1024.jpg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"onda gigante quebra no farol\" title=\"onda gigante quebra no farol\" data-image=\"75xgtbfbdwic\"\/>Mais de metade dos 44 epis\u00f3dios extremos de chuva registados em Portugal ocorreram nos meses de janeiro e novembro. Foto: Miguel via Adobe Stock<\/p>\n<p>O total de precipita\u00e7\u00e3o anual foi 1064,8 mil\u00edmetros por metro quadrado com um desvio em rela\u00e7\u00e3o ao valor normal 1991-2020 de mais 245,5 mm. A <strong>chuva<\/strong> foi respons\u00e1vel por <strong>44 novos extremos<\/strong>, mais de metade dos quais ocorridos nos meses de janeiro e novembro.<\/p>\n<p><strong>O que significa extremo em meteorologia?<\/strong>Extremo na terminologia meteorol\u00f3gica designa fen\u00f3menos clim\u00e1ticos que fogem aos padr\u00f5es normais de intensidade, dura\u00e7\u00e3o ou frequ\u00eancia para uma determinada regi\u00e3o, ocorrendo nos limites (extremos) da distribui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do clima local e causando impactos relevantes nas paisagens urbanizadas e naturais.<\/p>\n<p>No final do ano, ali\u00e1s, j\u00e1 se sentia os efeitos da abund\u00e2ncia da chuva, sobretudo no <strong>Algarve<\/strong>, que deixou para tr\u00e1s 10 anos consecutivos de seca. As <strong>barragens <\/strong>do barlavento e sotavento algarvios atingiram, em dezembro, uma m\u00e9dia de <strong>72% da sua capacidade<\/strong>, com \u00e1gua suficiente para assegurar o consumo humano para pelo menos tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Seis ondas de calor<\/p>\n<p>Nem s\u00f3 a chuva marcou o ano meteorol\u00f3gico que passou, tamb\u00e9m as temperaturas elevadas colocaram 2025 como o <strong>quinto ano mais quente desde 1931<\/strong>. <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/balanco-anual-do-ipma-2025-foi-o-mais-chuvoso-da-ultima-decada-1767882753643_1024.jpg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"Onda de calor em Portugal\" title=\"Onda de calor em Portugal\" data-image=\"4a3e2qcy0m3l\"\/>O territ\u00f3rio nacional enfrentou seis ondas de calor em 2025, tr\u00eas das quais no ver\u00e3o e as restantes no outono e primavera. Foto: Mike Workman via Adobe Stock<\/p>\n<p>Com o registo de seis ondas de calor \u2014 uma na primavera, tr\u00eas no ver\u00e3o e duas no outono \u2014, o valor m\u00e9dio anual da temperatura m\u00e9dia do ar (16,47 graus Celsius) foi superior em 0,81 graus Celsius ao valor normal do per\u00edodo entre 1991 e 2020.<\/p>\n<p><a class=\"imagen \" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/noticias\/actualidade\/algarve-num-momento-historico-com-barragens-acima-dos-80-de-capacidade.html\" title=\"Algarve num momento hist\u00f3rico com barragens acima dos 80% de capacidade\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy img-body non-editable\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/algarve-num-momento-historico-com-barragens-acima-dos-80-de-capacidade-1767362593982_320.jpg\"  width=\"320\" height=\"225\" alt=\"Algarve num momento hist\u00f3rico com barragens acima dos 80% de capacidade\"\/><\/a><\/p>\n<p>O per\u00edodo mais cr\u00edtico ocorreu durante o ver\u00e3o, marcado por <strong>tr\u00eas epis\u00f3dios de calor prolongado<\/strong>: entre 15 e 20 de junho, de 26 de junho a 9 de julho, e de 29 de julho a 17 de agosto, com temperaturas m\u00e1ximas a alcan\u00e7ar um novo recorde de <strong>46,6 graus Celsius<\/strong> em <strong>Mora <\/strong>no dia 29 de junho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/balanco-anual-do-ipma-2025-foi-o-mais-chuvoso-da-ultima-decada-1767882852760_1024.jpg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"barragem do funcho, Algarve\" title=\"barragem do funcho, Algarve\" data-image=\"q0i924v1ryck\"\/>As barragens algarvias atingiram, em dezembro, uma m\u00e9dia hist\u00f3rica de 72% da sua capacidade, assegurando o consumo de \u00e1gua para pelo menos tr\u00eas anos. Foto: APA<\/p>\n<p>A an\u00e1lise do IPMA mostra que o ano passado esteve entre os mais quentes do \u00faltimo s\u00e9culo. Ainda assim, as temperaturas altas registadas em Portugal ficaram abaixo da tabela mundial. <\/p>\n<p>De acordo com a World Weather Attribution, 2025 est\u00e1 entre os tr\u00eas anos mais quentes j\u00e1 registados. Pela primeira vez, a m\u00e9dia global de temperatura em tr\u00eas anos superou no ano passado o limite de 1,5 \u00b0C do Acordo de Paris.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o seja o mais quente de sempre, os especialistas do IPMA destacam que 2025 esteve entre os <strong>cinco anos mais quentes <\/strong>alguma vez registados<strong> <\/strong>em Portugal, juntamente com 2022, 2023, 1997 e 2024.<\/p>\n<p>Extremos de temperaturas m\u00e1ximas e m\u00ednimas<\/p>\n<p>Ao longo de 2025, Portugal esteve muitas vezes protegido dos danos de algumas das maiores tempestades e eventos extremos de calor que o <strong>continente europeu<\/strong> enfrentou. \u00c9 o caso das depress\u00f5es <strong>Herm\u00ednia<\/strong> ou <strong>Garo\u00e9<\/strong>, em janeiro, ou das ondas de calor hist\u00f3ricas, com destaque para Espanha, que teve a mais intensa de sempre em agosto (16 dias).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/balanco-anual-do-ipma-2025-foi-o-mais-chuvoso-da-ultima-decada-1767882981639_1024.jpg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"Mora, distrito de \u00c9vora\" title=\"Mora, distrito de \u00c9vora\" data-image=\"grp5ht4in2v5\"\/>As ondas de calor no ver\u00e3o de 2025 trouxeram novos recordes de temperatura, com o munic\u00edpio de Mora a atingir, em junho, 46,6\u00b0C. Foto: CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons<\/p>\n<p>Ainda assim, o Boletim do IPMA ressalva que foram registados em territ\u00f3rio nacional alguns efeitos \u00f3bvios das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que afetam o planeta. No ano passado, ocorreram \u201c<strong>60 novos extremos da temperatura m\u00e1xima<\/strong>\u201d, com os meses de maio e junho a concentrar 90% desses epis\u00f3dios.<\/p>\n<p><a class=\"imagen \" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/noticias\/previsao\/janeiro-de-2026-em-portugal-eis-como-podera-estar-o-tempo-nas-proximas-3-semanas-mais-chuva-frio-e-neve.html\" title=\"Janeiro de 2026 em Portugal: eis como poder\u00e1 estar o tempo nas pr\u00f3ximas 3 semanas; mais chuva, frio e neve?\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy img-body non-editable\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/janeiro-de-2026-em-portugal-saiba-como-podera-estar-o-tempo-nas-proximas-3-semanas-mais-chuva-frio-e.jpeg\"  width=\"320\" height=\"225\" alt=\"Janeiro de 2026 em Portugal: eis como poder\u00e1 estar o tempo nas pr\u00f3ximas 3 semanas; mais chuva, frio e neve?\"\/><\/a><\/p>\n<p>Do lado oposto, sobre a seca meteorol\u00f3gica, o IPMA revela que, entre julho e outubro, \u201c<strong>60% a 99% do territ\u00f3rio esteve em seca<\/strong>\u201d, tendo sido de moderada a severa no m\u00eas de outubro na regi\u00e3o Sul. <\/p>\n<p>Quanto \u00e0s <strong>temperaturas m\u00ednimas<\/strong>, foram identificados <strong>42 novos extremos<\/strong>, sendo que 47% aconteceram apenas em setembro. <\/p>\n<p>Segundo o resumo do boletim anual do IPMA, &#8220;o <strong>valor m\u00e9dio da temperatura<\/strong> <strong>m\u00e1xima <\/strong>do ar foi o <strong>quarto mais elevado desde 1931<\/strong> e o da <strong>temperatura m\u00ednima<\/strong> o <strong>s\u00e9timo mais alto<\/strong>&#8220;. As anomalias face ao valor normal atingiram mais 0,97\u202f\u00b0C para as m\u00e1ximas e mais 0,65\u202f\u00b0C para as m\u00ednimas.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia da not\u00edcia<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ipma.pt\/resources.www\/docs\/im.publicacoes\/edicoes.online\/20260107\/bYIapfotvfBekUtpAuud\/cli_20251201_20251231_pcl_aa_co_pt.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Boletim Clima Anual 2025<\/a> &#8211; Instituto Portugu\u00eas do Mar e da Atmosfera (IPMA)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As intensas chuvas de mar\u00e7o contribu\u00edram para os valores de precipita\u00e7\u00e3o recorde que Portugal continental registou na \u00faltima&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":223098,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[2569,27,28,9197,15,16,14,350,25,26,21,22,12,13,19,20,4111,32,8104,23,24,33,5452,33240,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-223097","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-algarve","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-chuvas","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-ipma","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-onda-de-calor","25":"tag-portugal","26":"tag-precipitacao","27":"tag-principais-noticias","28":"tag-principaisnoticias","29":"tag-pt","30":"tag-seca","31":"tag-tempestades","32":"tag-top-stories","33":"tag-topstories","34":"tag-ultimas","35":"tag-ultimas-noticias","36":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115868624798013385","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/223097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=223097"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/223097\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/223098"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=223097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=223097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=223097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}