{"id":223109,"date":"2026-01-10T03:23:12","date_gmt":"2026-01-10T03:23:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/223109\/"},"modified":"2026-01-10T03:23:12","modified_gmt":"2026-01-10T03:23:12","slug":"actriz-elisa-lisboa-morre-aos-81-anos-teatro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/223109\/","title":{"rendered":"Actriz Elisa Lisboa morre aos 81 anos | Teatro"},"content":{"rendered":"<p>A actriz e professora Elisa Lisboa, figura com uma longa carreira no teatro, cinema e televis\u00e3o, morreu na noite desta quinta-feira, aos 81 anos, anunciou nesta sexta-feira a Casa do Artista.<\/p>\n<p>\u201cPartiu ontem \u00e0 noite a actriz Elisa Lisboa\u201d, pode ler-se numa publica\u00e7\u00e3o nas redes sociais da Casa do Artista, que lembra a extensa carreira da actriz, iniciada no<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2005\/11\/13\/culturaipsilon\/noticia\/teatro-experimental-de-cascais-faz-hoje-40-anos-1238637\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> Teatro Experimental de Cascais<\/a> (TEC) em 1967.<\/p>\n<p>A antiga professora da Escola Superior de Teatro e Cinema fez parte do elenco de filmes como Coisa Ruim, de Tiago Guedes e Frederico Serra, e Axilas, de Jos\u00e9 Fonseca e Costa, enquanto na televis\u00e3o passou por Morangos com A\u00e7\u00facar, Podia Acabar o Mundo, Meu Amor, Doce Tenta\u00e7\u00e3o e A Impostora, entre outras novelas.<\/p>\n<p>Estudou m\u00fasica e chegou ao sexto ano de piano, paix\u00e3o que manteve ao longo da vida, tendo ido para o teatro \u201cum bocado por exclus\u00e3o de partes\u201d, como disse em 2012 numa entrevista \u00e0 RTP, na qual explicou que foi pedir ao fundador do TEC, Carlos Avilez, para que a deixasse trabalhar em cena.<\/p>\n<p>Depois do TEC, passou por companhias como a Rey Cola\u00e7o-Robles Monteiro, onde fez Hedda Gabler, de Ibsen, e O Duelo, de Bernardo Santareno, ainda antes do 25 de Abril, a que se seguiu um extenso percurso com o Grupo Teatro Hoje, o Teatro da Gra\u00e7a, que ajudou a fundar.<\/p>\n<p>Com essa companhia interpretou m\u00faltiplas pe\u00e7as, desde A Gaivota, de Tchekov, a Uma Abelha na Chuva, de Carlos de Oliveira, e As L\u00e1grimas Amargas de Petra von Kant, de Fassbinder.<\/p>\n<p>Sobre esta \u00faltima obra, encenada em 1986 no Teatro da Trindade, em Lisboa, escreveu o cr\u00edtico Tito L\u00edvio que foi a mais \u201csublime interpreta\u00e7\u00e3o\u201d de Elisa Lisboa, no papel daquela \u201cfigura muda de palavras, presen\u00e7a inquietante, sombra n\u00e3o submissa embora o pare\u00e7a, da protagonista, Petra von Kant\u201d.<\/p>\n<p>Questionada, em 2012, sobre se preferia o teatro ou a televis\u00e3o, Elisa Lisboa respondeu que eram coisas muito diferentes, incompar\u00e1veis, mas ambas com margem para fazer sempre melhor.<\/p>\n<p>\u201cEm todos os campos de ser actriz, acho que 80% \u00e9 t\u00e9cnica, depois h\u00e1 uns 10% que \u00e9 ter uma boa voz e qualidades para representar e outros 10% \u00e9 ter o talento e a intelig\u00eancia para pegar nisto tudo e fazer qualquer coisa. Depois, h\u00e1 1% que sai fora destes 100% que \u00e9 aquela coisa que espero sempre que chegue, que \u00e9 a fa\u00edsca, que o meu anjo da guarda fa\u00e7a assim, toc\u201d, disse a actriz numa entrevista \u00e0 RTP em 2012.<\/p>\n<p>A ministra da Cultura, Juventude e Desporto,<a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/margarida-balseiro-lopes\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> Margarida Balseiro Lopes<\/a>, agradeceu a Elisa Lisboa \u201cpor tudo o que deu \u00e0 cultura portuguesa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMorreu a actriz Elisa Lisboa, o rosto de in\u00fameras personagens marcantes. Habitu\u00e1mo-nos a v\u00ea-la na televis\u00e3o e no cinema, mas foi pelo teatro que come\u00e7ou. Ajudou a formar novas gera\u00e7\u00f5es na sua longa carreira. Por tudo o que deu \u00e0 cultura portuguesa, obrigada\u201d, escreveu a ministra na sua conta no X.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A actriz e professora Elisa Lisboa, figura com uma longa carreira no teatro, cinema e televis\u00e3o, morreu na&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":223110,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85],"tags":[43060,315,1413,114,115,2409,542,32,33,2387,218],"class_list":{"0":"post-223109","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-entretenimento","8":"tag-artes-performativas","9":"tag-cultura","10":"tag-cultura-ipsilon","11":"tag-entertainment","12":"tag-entretenimento","13":"tag-obito","14":"tag-para-redes","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-teatro","18":"tag-televisao"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115868663975662745","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/223109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=223109"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/223109\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/223110"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=223109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=223109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=223109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}