{"id":223691,"date":"2026-01-10T16:25:20","date_gmt":"2026-01-10T16:25:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/223691\/"},"modified":"2026-01-10T16:25:20","modified_gmt":"2026-01-10T16:25:20","slug":"doente-terminal-no-chao-das-urgencias-em-coimbra-noticias-de-coimbra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/223691\/","title":{"rendered":"Doente terminal no ch\u00e3o das urg\u00eancias em Coimbra \u2013 Not\u00edcias de Coimbra"},"content":{"rendered":"<p><strong>Um desabafo emotivo publicado nas redes sociais est\u00e1 a gerar forte indigna\u00e7\u00e3o e v\u00e1rias rea\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>PUBLICIDADE<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t<a class=\"publicidade-imagem d-flex justify-content-center\" href=\"https:\/\/www.recenseamento.pt\/?utm_source=noticiasdecoimbrapt&amp;utm_medium=display&amp;utm_content=mrec&amp;utm_campaign=presidenciais26_primeiravolta\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><br \/>\n\t\t\t\t\t\t  <img loading=\"lazy\" width=\"300\" height=\"250\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/MOP-6seg-300x250_1.gif\" alt=\"publicidade\" class=\"img-fluid\"\/><br \/>\n\t\t\t\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>\u201cEscrevo este texto como filho. N\u00e3o como especialista em sa\u00fade, n\u00e3o como pol\u00edtico. Escrevo porque ontem [8 de janeiro] vi a minha m\u00e3e, doente oncol\u00f3gica em fase terminal, deitada no ch\u00e3o de um hospital portugu\u00eas.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 desta forma que come\u00e7a o desabafo publicado nas redes sociais por Jo\u00e3o Gaspar de uma doente oncol\u00f3gica, relatando os momentos de desespero vividos no dia 8 de janeiro de 2026.<\/p>\n<p>Segundo o testemunho, a mulher sofre de um cancro generalizado na zona abdominal, encontra-se em quimioterapia, vive com dores constantes e depende de v\u00e1rios dispositivos m\u00e9dicos. \u201cN\u00e3o consegue andar sozinha nem permanecer sentada por muito tempo. Ainda assim, foi tratada como se fosse apenas mais um corpo \u00e0 espera\u201d, escreve.<\/p>\n<p>Antes de se deslocarem ao hospital, a fam\u00edlia tentou ativar os meios de emerg\u00eancia. \u201cLiguei para a Sa\u00fade 24, ningu\u00e9m atendeu. Liguei para o 112. Disseram que iam enviar uma ambul\u00e2ncia. Vinte minutos depois voltaram a ligar para dizer que n\u00e3o havia ambul\u00e2ncias dispon\u00edveis\u201d, relata, sublinhando a gravidade da situa\u00e7\u00e3o: \u201cTempo indeterminado quando uma pessoa grita de dores\u201d.<\/p>\n<p>Sem alternativa, a fam\u00edlia transportou a doente em viatura pr\u00f3pria. \u00c0 chegada \u00e0s urg\u00eancias, o cen\u00e1rio descrito \u00e9 de total aus\u00eancia de resposta. \u201cCheg\u00e1mos com a minha m\u00e3e deitada no banco de tr\u00e1s do carro. N\u00e3o havia macas dispon\u00edveis. Disseram-nos para usar uma cadeira de rodas. Ela n\u00e3o aguentava\u201d.<\/p>\n<p>O filho conta que foi a pr\u00f3pria fam\u00edlia a transportar a doente para o interior do hospital. \u201cFui eu, com um familiar, que transportei a minha m\u00e3e para dentro do hospital. Numa sala cheia de profissionais, ningu\u00e9m tinha uma solu\u00e7\u00e3o. A minha m\u00e3e gritava de dores\u201d.<\/p>\n<p>Sem maca e sem alternativa, a fam\u00edlia tomou uma decis\u00e3o extrema. \u201cDeit\u00e1mos a minha m\u00e3e no ch\u00e3o, sobre uma manta trazida por n\u00f3s. No ch\u00e3o de um hospital, em 2026\u201d. O relato acrescenta que s\u00f3 depois da situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ar a ser registada houve interven\u00e7\u00e3o. \u201cS\u00f3 quando perceberam que aquela imagem estava a ser registada \u00e9 que algu\u00e9m come\u00e7ou a agir\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse momento, segundo o filho, foram prestados os cuidados necess\u00e1rios. \u201cFoi-lhe administrada morfina, duas vezes. Recebeu soro. Foram feitos exames. Os meios existiam. O que faltou foi humanidade\u201d, acusa.<\/p>\n<p>O testemunho termina com um alerta contundente: \u201cEsta carta n\u00e3o \u00e9 contra os profissionais de sa\u00fade. \u00c9 contra um sistema que permite que uma doente oncol\u00f3gica terminal fique no ch\u00e3o\u201d. Ontem foi a minha m\u00e3e. Amanh\u00e3 pode ser qualquer um de n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>\u201cVergonha do nosso pa\u00eds\u201d<\/p>\n<p>Horas depois, tamb\u00e9m Susana Santos, prima da doente, recorreu, tamb\u00e9m,  ao Facebook para manifestar a sua indigna\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o vivida nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), classificando-a como \u201ca vergonha do nosso pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>No servi\u00e7o de urg\u00eancia, a fam\u00edlia afirma n\u00e3o ter sido dada prioridade ao caso. \u201cCheg\u00e1mos \u00e0s urg\u00eancias, n\u00e3o deixam passar \u00e0 frente com 50 pessoas para serem atendidas e recusam arranjar uma cama para se poder deitar\u201d, refere.<\/p>\n<p>Perante a aus\u00eancia de resposta, a solu\u00e7\u00e3o encontrada foi semelhante \u00e0 descrita pelo filho. \u201cO melhor que fizemos para o seu conforto foi deit\u00e1-la no ch\u00e3o em cima de um cobertor \u00e0 espera da vez\u201d, escreve, questionando o funcionamento do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade: \u201cAfinal trabalhamos e descontamos para qu\u00ea? Quando precisamos somos tratados como lixo\u201d.<\/p>\n<p>O Not\u00edcias de Coimbra j\u00e1 enviou um e-mail \u00e0 ULS de Coimbra \u2013 Unidade Local de Sa\u00fade de Coimbra e aguarda uma resposta relativamente \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es feitas nas redes sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um desabafo emotivo publicado nas redes sociais est\u00e1 a gerar forte indigna\u00e7\u00e3o e v\u00e1rias rea\u00e7\u00f5es. 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