{"id":223706,"date":"2026-01-10T16:38:17","date_gmt":"2026-01-10T16:38:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/223706\/"},"modified":"2026-01-10T16:38:17","modified_gmt":"2026-01-10T16:38:17","slug":"captura-de-maduro-revela-controversa-presenca-de-militares-e-espioes-cubanos-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/223706\/","title":{"rendered":"Captura de Maduro revela controversa presen\u00e7a de militares e espi\u00f5es cubanos no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">Este foi um dos temas mais pol\u00e9micos e tantas vezes negado na rela\u00e7\u00e3o entre a Venezuela e Cuba.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia cubana no aparelho de seguran\u00e7a venezuelano tem vindo a ser apontada h\u00e1 duas d\u00e9cadas por especialistas, dissidentes e organismos internacionais, mas os governos de ambos os pa\u00edses sempre negaram.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio de 2022 da Miss\u00e3o Independente de Determina\u00e7\u00e3o de Factos da ONU (FFMV, na sigla em ingl\u00eas) concluiu, ap\u00f3s analisar &#8220;acordos escritos confidenciais&#8221; entre Caracas e Havana, que esta colabora\u00e7\u00e3o remonta a 2006, quando os presidentes eram, respetivamente, Hugo Ch\u00e1vez e Fidel Castro.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Este documento, entregue ao Conselho de Direitos Humanos da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, afirma que &#8220;agentes do Estado cubano tinham instru\u00eddo e assessorado a Dire\u00e7\u00e3o Geral de Contra Intelig\u00eancia Militar&#8221; venezuelana &#8220;em algumas das suas atividades de espionagem e contra espionagem&#8221;, segundo confirmaram antigos funcion\u00e1rios dessa institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outros especialistas apontaram que a chegada de cubanos come\u00e7ou pouco depois do golpe de Estado que retirou Ch\u00e1vez do poder durante dois dias, em 2002.<\/p>\n<p>De acordo com o livro &#8216;A invas\u00e3o consentida&#8217; (Debate, 2019), escrito por um grupo de jornalistas venezuelanos, sob o pseud\u00f3nimo Diego G. Maldonado, Ch\u00e1vez decidiu confiar os assuntos de seguran\u00e7a nacional a elementos cubanos ap\u00f3s consultar Castro.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">Este livro afirma, como confirmaram v\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o em 2019, que ambos os pa\u00edses assinaram um acordo militar secreto em 2008, pelo qual foi concedido a Cuba um papel central na reestrutura\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de contra espionagem venezuelanos, al\u00e9m da tarefa de formar os oficiais do pa\u00eds e assessorar diretamente a Dire\u00e7\u00e3o-Geral de Contra Intelig\u00eancia Militar (DGICM).<\/p>\n<p>Dois anos depois da assinatura do documento, o general venezuelano reformado Antonio Rivero rompeu com o chavismo e acusou o executivo do seu pa\u00eds de permitir a infiltra\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios do G2, o bra\u00e7o de intelig\u00eancia de Cuba.<\/p>\n<p>Rivero, detido em 2013, vive exilado desde 2014 e sobre ele recaem v\u00e1rias acusa\u00e7\u00f5es na Venezuela, como revela\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es militares, ultraje \u00e0 For\u00e7a Armada e instiga\u00e7\u00e3o ao crime.<\/p>\n<p>&#8220;Combatentes&#8221; cubanos<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">Quase uma d\u00e9cada depois, e j\u00e1 com Maduro como presidente, Manuel Ricardo Cristopher, ex-chefe do Servi\u00e7o Bolivariano de Intelig\u00eancia (Sebin), tamb\u00e9m cortou la\u00e7os com o chavismo ap\u00f3s as mobiliza\u00e7\u00f5es de dissidentes de 2019 e criticou a presen\u00e7a de milhares de militares cubanos no seu pa\u00eds, a autonomia de comando da espionagem cubana em Caracas e que entre as suas fun\u00e7\u00f5es estivesse o primeiro anel de seguran\u00e7a de Maduro.<\/p>\n<p>V\u00e1rios respons\u00e1veis da primeira Administra\u00e7\u00e3o do presidente Donald Trump, como o ent\u00e3o secret\u00e1rio de Estado, Mike Pompeo, afirmaram que entre 20 mil e 25 mil agentes de seguran\u00e7a e militares cubanos operavam na Venezuela.<\/p>\n<p>O enviado especial dos EUA para a Venezuela, Elliott Abrams, sustentou, por outro lado, que existia um n\u00facleo duro de dois mil agentes de intelig\u00eancia cubanos no pa\u00eds sul-americano, mas Havana negou veementemente.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">Johana Tablada, ent\u00e3o subdiretora para os Estados Unidos do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores cubano, falou em &#8220;cal\u00fania&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 tropas cubanas na Venezuela. N\u00e3o h\u00e1 tropas de seguran\u00e7a de Cuba na Venezuela. Cuba n\u00e3o participa com tropas nem efetivos militares em opera\u00e7\u00f5es militares ou de seguran\u00e7a na Venezuela&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Trump chamou ent\u00e3o Maduro de &#8220;marioneta cubana&#8221; e amea\u00e7ou a ilha com um &#8220;embargo total&#8221;, se n\u00e3o retirasse as suas tropas da Venezuela.<\/p>\n<p>A esta amea\u00e7a, o presidente cubano, Miguel D\u00edaz-Canel, respondeu que o seu pa\u00eds n\u00e3o mantinha &#8220;opera\u00e7\u00f5es militares nem tropas&#8221; na Venezuela. No entanto, o pr\u00f3prio Governo cubano qualificou os 32 militares falecidos agora, durante o ataque de Washington \u00e0 Venezuela como &#8220;combatentes&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Este foi um dos temas mais pol\u00e9micos e tantas vezes negado na rela\u00e7\u00e3o entre a Venezuela e Cuba.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":223707,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,2535,41754,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-223706","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-cuba","11":"tag-eua-atacam-venezuela","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-top-stories","27":"tag-topstories","28":"tag-ultimas","29":"tag-ultimas-noticias","30":"tag-ultimasnoticias","31":"tag-world","32":"tag-world-news","33":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115871790132851385","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/223706","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=223706"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/223706\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/223707"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=223706"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=223706"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=223706"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}