{"id":224370,"date":"2026-01-11T05:18:08","date_gmt":"2026-01-11T05:18:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/224370\/"},"modified":"2026-01-11T05:18:08","modified_gmt":"2026-01-11T05:18:08","slug":"doente-oncologica-no-chao-por-alegada-falta-de-macas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/224370\/","title":{"rendered":"Doente oncol\u00f3gica no ch\u00e3o por alegada falta de macas"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">&#8220;A minha m\u00e3e tem um cancro generalizado na zona abdominal. Faz quimioterapia, vive com dores, tem bolsa de urina e saco para as fezes. Foi tratada como se fosse apenas mais um corpo \u00e0 espera&#8221;, lamentou o filho.<\/p>\n<p>Na quinta-feira, as dores alertaram o filho. &#8220;Liguei para o 112, disseram que iam enviar uma ambul\u00e2ncia. Vinte minutos depois voltaram a ligar para dizer que n\u00e3o havia ambul\u00e2ncias dispon\u00edveis e que ter\u00edamos de aguardar por tempo indeterminado&#8221;.<\/p>\n<p>O passo seguinte foi doloroso. &#8220;N\u00e3o tivemos alternativa. Colocamos a minha m\u00e3e no carro para a levar \u00e0s urg\u00eancias. Avisei que estava a chegar com uma doente grave, antecipando o problema que \u00e9 chegar \u00e0 entrada das urg\u00eancias com um carro particular. Disseram-me apenas para falar com a pol\u00edcia \u00e0 entrada&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Ultrapassado o obst\u00e1culo do transporte, mais um problema em Coimbra. &#8220;Cheg\u00e1mos com a minha m\u00e3e deitada no banco de tr\u00e1s do carro, porque n\u00e3o conseguia sentar-se. N\u00e3o havia macas. Disseram-nos para usar uma cadeira de rodas. Ela n\u00e3o aguentava. Pedi uma maca. Disseram-me que teria de ser eu a ir buscar. N\u00e3o havia&#8221;.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de a manter no ch\u00e3o foi inevit\u00e1vel. &#8220;S\u00f3 quando perceberam que aquela imagem estava a ser registada \u00e9 que algu\u00e9m come\u00e7ou a agir&#8221;. Finalmente, foi socorrida. &#8220;Foi-lhe administrada morfina, duas vezes. Recebeu soro. Foram feitos exames. Os meios existiam. O que faltou foi humanidade.&#8221;, escreveu.<\/p>\n<p>&#8220;Vivemos um momento em que a falta de organiza\u00e7\u00e3o empurra fam\u00edlias para decis\u00f5es imposs\u00edveis e transforma hospitais em locais de sobreviv\u00eancia emocional. Esta carta n\u00e3o \u00e9 contra profissionais de sa\u00fade. \u00c9 contra um sistema que permite que uma doente oncol\u00f3gica terminal fique no ch\u00e3o. Ontem foi a minha m\u00e3e. Amanh\u00e3 pode ser qualquer um de n\u00f3s&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Hospital de Coimbra negou que a doente oncol\u00f3gica tenha estado deitada no ch\u00e3o. Segundo a institui\u00e7\u00e3o, a doente foi inicialmente colocada numa cadeira de rodas ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o de um enfermeiro e entrou acompanhada por familiares, tendo um destes decidido posteriormente estender uma manta no ch\u00e3o e deitar a doente com inten\u00e7\u00e3o de registar imagens. A ULS sublinhou que interveio de imediato quando alertada e garantiu que n\u00e3o permite, nem permitiria, que utentes permane\u00e7am no ch\u00e3o por inexist\u00eancia de meios.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;A minha m\u00e3e tem um cancro generalizado na zona abdominal. 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