{"id":224420,"date":"2026-01-11T07:37:14","date_gmt":"2026-01-11T07:37:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/224420\/"},"modified":"2026-01-11T07:37:14","modified_gmt":"2026-01-11T07:37:14","slug":"marques-mendes-o-outrora-jovem-autarca-do-minho-que-sonha-ser-presidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/224420\/","title":{"rendered":"Marques Mendes. O outrora jovem autarca do Minho que sonha ser Presidente"},"content":{"rendered":"<p itemprop=\"text\" class=\"article-body\">\n                  Lu\u00eds Marques Mendes nasceu em Azur\u00e9m, em Guimar\u00e3es, a 5 de setembro de 1957, mas foi em Fafe que cresceu e iniciou desde cedo a sua carreira pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Filho de Joaquim Marques Mendes, um dos fundadores do Partido Popular Democr\u00e1tico (atual PSD), Lu\u00eds seguiu as pisadas do pai e filiou-se no PSD aos 16 anos. <b>Tr\u00eas anos depois, tornou-se vice-presidente da C\u00e2mara de Fafe, ainda antes de terminar a licenciatura em Direito na Universidade de Coimbra.<\/b><\/p>\n<p>Foi vice-presidente da autarquia de Fafe durante oito anos e em 1985, aos 28 anos, passou para o centro do poder ao iniciar fun\u00e7\u00f5es como Secret\u00e1rio de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares do X Governo, acumulando com as fun\u00e7\u00f5es de porta-voz. <\/p>\n<p>Lu\u00eds Marques Mendes mudou-se para Lisboa e <b>integrou os tr\u00eas governos liderados por An\u00edbal Cavaco Silva ao longo de dez anos. <\/b>Foi secret\u00e1rio de Estado da Comunica\u00e7\u00e3o Social, tendo procedido, nomeadamente, \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia de Not\u00edcias Lusa, em 1986. Era ministro adjunto quando foi criada a RTP Internacional e as primeiras televis\u00f5es privadas, SIC e TVI.<\/p>\n<p><b>Foi tamb\u00e9m secret\u00e1rio de Estado da Presid\u00eancia do Conselho de Ministros do XI Governo, entre 1987e 1992, e ministro-adjunto do primeiro-ministro do XII Governo, entre 1992 e 1995.<\/b><br \/>&#13;<br \/>\nDe l\u00edder parlamentar a presidente do PSD<br \/>&#13;<br \/>\n<b>Ap\u00f3s a queda do Governo de Cavaco Silva, Marques Mendes foi eleito deputado e liderou o grupo parlamentar do PSD entre 1996 e 1999, tornando-se o n\u00famero dois de Marcelo Rebelo de Sousa. <\/b>Na altura, Marques Mendes foi o principal respons\u00e1vel pela terceira grande revis\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o, a qual consagrou, pela primeira vez, o direito de voto dos portugueses que residem no estrangeiro nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais. Voltou ao Governo tr\u00eas anos depois, desta vez com o primeiro-ministro Dur\u00e3o Barrosos, com a pasta dos Assuntos Parlamentares. <\/p>\n<p>Disputou pela primeira vez a lideran\u00e7a do PSD em 2000, contra Santana Lopes e Dur\u00e3o Barroso, no congresso de Viseu, mas saiu derrotado. <b>Tentou novamente cinco anos depois e saiu vencedor, tendo sido eleito presidente do PSD no XXVII Congresso<\/b>, cargo que desempenhou durante dois anos dif\u00edceis, marcados pela oposi\u00e7\u00e3o ao Governo de Jos\u00e9 S\u00f3crates e pela turbul\u00eancia interna. <\/p>\n<p>Durante a sua presid\u00eancia, levou a cabo uma reforma decisiva: a elei\u00e7\u00e3o direta do l\u00edder do partido por todos os militantes, substituindo o sistema de delegados em congresso e alterando estruturalmente o equil\u00edbrio interno de poder. Defendeu tamb\u00e9m, entre outras bandeiras, o refor\u00e7o da \u00e9tica na vida pol\u00edtica.<br \/>&#13;<br \/>\nDe presidente do PSD a comentador<br \/>&#13;<br \/>\n<b>Perdeu a lideran\u00e7a dos social-democratas em 2007 para Lu\u00eds Filipe Menezes depois de ter convocado elei\u00e7\u00f5es internas antecipadas, no rescaldo do esc\u00e2ndalo com Ant\u00f3nio Carmona Rodrigues, ent\u00e3o presidente da C\u00e2mara de Lisboa, que foi constitu\u00eddo arguido no caso Bragaparques.<\/b><\/p>\n<p>Marques Mendes tinha demonstrado apoio a Carmona Rodrigues e tornou-se o primeiro presidente em fun\u00e7\u00f5es a ser derrotado em diretas do PSD.<\/p>\n<p>Decidiu, ent\u00e3o, fazer uma pausa na vida pol\u00edtica e partid\u00e1ria e transitou para a advocacia. Entrou para a Abreu Advogados, onde se tornou \u201cOf Counsel\u201d e presidente do Comit\u00e9 Estrat\u00e9gico. Paralelamente, tornou-se uma figura frequente nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, ao estrear-se como comentador pol\u00edtico na TVI24, em 2010. Em 2013 passou para a SIC, onde se mant\u00e9m at\u00e9 hoje. <\/p>\n<p>Marques Mendes \u00e9 ainda membro do Conselho de Estado, tendo iniciado fun\u00e7\u00f5es com o presidente da Rep\u00fablica Jorge Sampaio. Prosseguiu fun\u00e7\u00f5es no mesmo \u00f3rg\u00e3o nos mandatos de Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.  <\/p>\n<p>O antigo l\u00edder do PSD \u00e9 tamb\u00e9m autor das obras \u201cMudar de Vida\u201d (2008), \u201cO Estado em que Estamos\u201d (2011) e \u201cAfirmar Portugal no Mundo\u201d (2018). Em 2008, foi condecorado com a Gr\u00e3-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.<br \/>&#13;<br \/>\nDe comentador a\u2026 Presidente?<br \/>&#13;<br \/>\nO an\u00fancio da sua candidatura a Bel\u00e9m surgiu em fevereiro de 2025. Marques Mendes escolheu Fafe, a sua terra-natal e aquela que o viu nascer enquanto pol\u00edtico, para formalizar a sua candidatura.<\/p>\n<p><b>Lu\u00eds Marques Mendes, que recebeu o apoio do PSD e do CDS, diz que quer ser Presidente da Rep\u00fablica para, \u201ccom experi\u00eancia, independ\u00eancia e capacidade de fazer consensos, exercer uma magistratura de influ\u00eancia para ajudar a resolver os problemas das pessoas\u201d.<\/b><\/p>\n<p>O antigo l\u00edder do PSD diz que a sua preocupa\u00e7\u00e3o central enquanto Presidente \u201cvai ser usar a palavra, a magistratura de influ\u00eancia, para puxar o pa\u00eds para cima\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando eu falo de ambi\u00e7\u00e3o nacional, \u00e9 para puxar o pa\u00eds para cima: na economia, no social, na tecnologia, na inova\u00e7\u00e3o, na intelig\u00eancia artificial\u201d, afirmou o candidato num discurso na inaugura\u00e7\u00e3o da sua sede de campanha, em Lisboa, a 26 de novembro.<\/p>\n<p><b>Em <a href=\"https:\/\/www.rtp.pt\/noticias\/politica\/grande-entrevista-marques-mendes-realca-experiencia-independencia-e-capacidade-de-fazer-consensos_n1697548\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">entrevista \u00e0 RTP<\/a>, o candidato presidencial disse n\u00e3o ter \u201co monop\u00f3lio da independ\u00eancia\u201d mas garantiu que, se vencer, quem vai para Bel\u00e9m \u00e9 ele e n\u00e3o o Governo, afirmando que j\u00e1 provou a sua independ\u00eancia, nomeadamente quando era comentador pol\u00edtico.<\/b><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO candidato a Bel\u00e9m salientou a sua experi\u00eancia a \u201cfazer consensos\u201d para melhorar \u00e1reas-chave para o pa\u00eds, como a justi\u00e7a, a sa\u00fade e a habita\u00e7\u00e3o.<br \/>&#13;<br \/>\n<b><br \/>&#13;<br \/>\n\u201cO presidente da Rep\u00fablica n\u00e3o governa nem faz leis e eu n\u00e3o vou violar tudo isto, mas acho que o presidente da Rep\u00fablica \u00e9 um \u00e1rbitro, tem um poder mediador e se tiver bom senso e experi\u00eancia pode aproximar quem est\u00e1 no Governo e na oposi\u00e7\u00e3o para haver mexidas\u201d, <\/b>disse, afirmando que Portugal \u201cest\u00e1 bloqueado h\u00e1 v\u00e1rios anos em v\u00e1rios setores e n\u00e3o vale a pena continuar a fazer diagn\u00f3sticos\u201d.<b><br \/>&#13;<br \/>\n<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>\nCom esta candidatura, Marques Mendes pretende, assim, fechar um ciclo: fazer do outrora jovem autarca de Fafe o 21\u00ba Presidente da Rep\u00fablica. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Lu\u00eds Marques Mendes nasceu em Azur\u00e9m, em Guimar\u00e3es, a 5 de setembro de 1957, mas foi em Fafe&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":224421,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,420,421,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-224420","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-rtp","26":"tag-rtp-noticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115875325052369497","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224420","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=224420"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224420\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/224421"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=224420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=224420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=224420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}