{"id":224434,"date":"2026-01-11T08:14:07","date_gmt":"2026-01-11T08:14:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/224434\/"},"modified":"2026-01-11T08:14:07","modified_gmt":"2026-01-11T08:14:07","slug":"bacterias-resistentes-sao-um-importante-problema-de-saude-publica-no-brasil-diz-infectologista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/224434\/","title":{"rendered":"&#8216;Bact\u00e9rias resistentes s\u00e3o um importante problema de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil&#8217;, diz infectologista"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A resist\u00eancia antimicrobiana (quando bact\u00e9rias, v\u00edrus, fungos ou parasitas deixam de responder aos rem\u00e9dios feitos para combat\u00ea-los) \u00e9 uma das principais amea\u00e7as globais \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica e ao desenvolvimento, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). O fen\u00f4meno \u00e9 caracterizado pelo desenvolvimento de superbact\u00e9rias capazes de resistir aos efeitos dos tratamentos das doen\u00e7as. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Estima-se que a resist\u00eancia antimicrobiana bacteriana tenha sido diretamente respons\u00e1vel por 1,27 milh\u00e3o de mortes em todo o mundo em 2019 e tenha contribu\u00eddo para 4,95 milh\u00f5es de mortes. Sem a tomada de a\u00e7\u00f5es, estima-se que at\u00e9 2050 o problema causar\u00e1, anualmente, a perda de 10 milh\u00f5es de vidas em todo o mundo, al\u00e9m de um preju\u00edzo econ\u00f4mico de 100 trilh\u00f5es de d\u00f3lares. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Devido \u00e0 gravidade do tema, a resist\u00eancia antimicrobiana ganhou bastante espa\u00e7o no Infecto 2025 &#8211; XXIV Congresso Brasileiro de Infectologia, realizado em Florian\u00f3polis, no ano passado. Ao GLOBO, a m\u00e9dica Ana Cristina Gales, vice coordenadora do Instituto Paulista de Resist\u00eancia aos Antimicrobianos (Aries) e coordenadora do Comit\u00ea de Resist\u00eancia de Antimicrobianos da SBI e refer\u00eancia no tema, explica o panorama da resist\u00eancia antimicrobiana no Brasil. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>A resist\u00eancia antimicrobiana \u00e9 um problema no Brasil? <\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Sim, \u00e9 um problema muito importante no ambiente hospitalar, mas tamb\u00e9m fora dele, na comunidade. Como no Brasil temos v\u00e1rios problemas de sa\u00fade p\u00fablica de doen\u00e7a infecciosa, como surto de dengue, chikungunya, zika, etc, voc\u00ea tem in\u00fameros outros problemas, ent\u00e3o existe a impress\u00e3o que a resist\u00eancia de microbianas n\u00e3o \u00e9 um problema importante de sa\u00fade p\u00fablica, mas ele \u00e9, sim. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>A senhora poderia dar algum exemplo de bact\u00e9ria resistente na comunidade? <\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> No ambiente da comunidade, h\u00e1 30 anos, quando eu era residente, trat\u00e1vamos Escherichia coli (E. coli), que \u00e9 a bact\u00e9ria principal causadora de infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria, com um antibi\u00f3tico chamado sulfametoxazol-trimetoprima, e para quem tinha uma infec\u00e7\u00e3o que acendia para o rim, trat\u00e1vamos com uma cefalosporina de primeira gera\u00e7\u00e3o, e funcionava. No decorrer dos anos, perdemos essas duas op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas. A taxa de resist\u00eancia da Escherichia coli ao sulfametoxazol-trimetoprima \u00e9 entre 40% e 50%, e a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o utilizemos o antibi\u00f3tico quando a taxa de resist\u00eancia \u00e9 acima de 20%. Ent\u00e3o passamos a prescrever quinolona, que \u00e9 um antibi\u00f3tico de mais amplo espectro. Mas hoje em dia, a nossa taxa de resist\u00eancia \u00e0 quinolona tamb\u00e9m \u00e9 alta. E isso \u00e9 um problema. Por exemplo, a taxa de resist\u00eancia de Pneumococo \u00e0 penicilina, que era muito baixa anos atr\u00e1s, hoje em dia \u00e9 alta. Isso significa que n\u00e3o tratamos mais meningite pneumoc\u00f3cica, que \u00e9 causada por pneumococo, com penicilina, como faz\u00edamos antigamente. Tratamos com ceftriaxona, e mesmo a ceftriaxona, que alguns anos atr\u00e1s era \u00fanica, agora come\u00e7amos a associar com vacomicina, porque j\u00e1 tem cepa resistente \u00e0 ceftriaxona. Ent\u00e3o mesmo na comunidade, temos esse problema. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Nos hospitais, tem muita infec\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, que \u00e9 causada por bact\u00e9rias resistentes. J\u00e1 temos infec\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tem op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica dispon\u00edvel. Isso acontece nos pa\u00edses desenvolvidos infrequentemente e nos pa\u00edses em desenvolvimento muito frequentemente. Em parte, isso tamb\u00e9m acontece porque n\u00e3o temos alguns antimicrobianos dispon\u00edveis no Brasil. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>E tem um motivo para n\u00e3o termos esses medicamentos no pa\u00eds? <\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Nem sempre as ind\u00fastrias farmac\u00eauticas t\u00eam interesse em trazer medicamento para o Brasil e, quando elas trazem, tem uma longa espera pela aprova\u00e7\u00e3o pela Anvisa. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>E como tratar um paciente nesse caso? <\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Na pr\u00e1tica, utilizamos uma combina\u00e7\u00e3o de antibi\u00f3ticos, que \u00e0s vezes n\u00e3o temos certeza de que vai funcionar, mas \u00e9 uma tentativa de tratamento de \u00faltima escolha, que em ingl\u00eas \u00e9 chamado de \u201csalvage therapy\u201d. \u00c9 complicado. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>O que causa a resist\u00eancia antimicrobiana? <\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A resist\u00eancia \u00e9 multifatorial. Ent\u00e3o, sempre temos que visualizar a resist\u00eancia aos antimicrobianos como um problema de sa\u00fade p\u00fablica, no contexto de sa\u00fade \u00fanica. O uso de antimicrobiano \u00e9 um dos principais fatores para a press\u00e3o seletiva. Falamos muito do uso de antibi\u00f3tico pelo humano, mas a sabemos que o maior uso de antibi\u00f3tico \u00e9 na cria\u00e7\u00e3o de animais e na agricultura. Ent\u00e3o, 70% do que \u00e9 consumido de antimicrobiano n\u00e3o est\u00e1 no humano. O humano \u00e9 respons\u00e1vel por 30%, em m\u00e9dia. O restante \u00e9 em animais de produ\u00e7\u00e3o e agricultura. Mas tamb\u00e9m temos a quest\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o ambiental por metal pesado porque metal pesado seleciona bact\u00e9ria resistente, ent\u00e3o temos uma s\u00e9rie de fatores que contribuem para isso. O humano est\u00e1 conectado ao animal e ao meio ambiente, n\u00e3o existe essa dissocia\u00e7\u00e3o. Por exemplo, voc\u00ea tomou um antibi\u00f3tico, ou um antidepressivo, que tamb\u00e9m seleciona bact\u00e9ria resistente. O metabolismo desse medicamento vai ser excretado nas suas fezes e na sua urina, que vai contaminar o esgoto. Muitas vezes, parte do esgoto n\u00e3o \u00e9 tratado e quando isso acontece, esses res\u00edduos de antibi\u00f3ticos, antidepressivos e anticoncepcionais n\u00e3o s\u00e3o removidos da \u00e1gua. E isso vai contaminar nossos rios, nossos mares e, de alguma maneira, vai chegar em n\u00f3s depois. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nossa urina e fezes, mas dos animais de produ\u00e7\u00e3o ou quando a fazemos spray de antibi\u00f3tico em agricultura, isso acaba contaminando o solo, o len\u00e7ol fre\u00e1tico. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>\u00c9 poss\u00edvel acabar com a resist\u00eancia ou ao menos diminuir o problema? <\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Sim. N\u00e3o \u00e9 porque ele \u00e9 um problema que \u00e9 grande, que n\u00e3o se pode enfrentar. Ele pode ser enfrentado em v\u00e1rios aspectos. Primeira coisa \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o se vacinar. Por exemplo, quando eu me vacino contra a gripe, eu tenho menos gripe, menos complica\u00e7\u00e3o bacteriana e menos uso de antibi\u00f3tico. \u00c9 importante entender que antibi\u00f3tico n\u00e3o serve para tudo. Antibi\u00f3tico serve para tratar a infec\u00e7\u00e3o bacteriana. Muitas vezes o paciente acha que o m\u00e9dico s\u00f3 \u00e9 bom quando prescreve antibi\u00f3tico. E se for tomar um antibi\u00f3tico, que tome de maneira adequada. Os m\u00e9dicos tamb\u00e9m precisam se preocupar em se atualizar para saberem qual \u00e9 o perfil de bact\u00e9rias que tem na sua popula\u00e7\u00e3o, se elas s\u00e3o resistentes ou n\u00e3o, quais antibi\u00f3ticos devem ser prescritos e como devem ser prescritos porque, diferente dos quimioter\u00e1picos que o oncologista prescreve, o antibi\u00f3tico, todo mundo prescreve. Pode ser pneumologista, infectologista, cl\u00ednico geral, cirurgi\u00e3o, mas ele \u00e9 um bem precioso, e se n\u00e3o utilizarmos de maneira adequada, vamos acabar deixando de t\u00ea-lo como um recurso para tratamento. Ent\u00e3o essas s\u00e3o coisas que podemos fazer. Outra medida poss\u00edvel \u00e9 fazer o saneamento b\u00e1sico para evitar a contamina\u00e7\u00e3o dos rios e mares por bact\u00e9ria resistente. \u00c9 importante buscar alternativas que consigam remover essas bact\u00e9rias e os res\u00edduos de antibi\u00f3tico. Podemos vacinar mais os animais, cri\u00e1-los de maneira mais extensiva e podemos tamb\u00e9m deixar de comer muita carne. Quer dizer, \u00e9 uma medida multifatorial. Nos hospitais, podemos fazer medidas de preven\u00e7\u00e3o e controle para ter menos infec\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade porque se eu tiver menos infec\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, vou ter menos uso de antibi\u00f3tico e uma press\u00e3o seletiva menor. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>O que seria importante alertar a popula\u00e7\u00e3o a respeito do uso de antibi\u00f3ticos? <\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem ideia de que os antimicrobianos tamb\u00e9m podem ter rea\u00e7\u00e3o adversa, ou seja, efeitos colaterais a esse medicamento. A pessoa acha que o antibi\u00f3tico s\u00f3 faz bem. Mas pode ter alergia, diarreia, entre outros. Tamb\u00e9m facilitaria muito se os m\u00e9dicos tivessem acesso a m\u00e9todos diagn\u00f3sticos que ajudassem a separar se aquela infec\u00e7\u00e3o \u00e9 causada por uma bact\u00e9ria resistente ou n\u00e3o. Muitas vezes, esses testes diagn\u00f3sticos est\u00e3o dispon\u00edveis na rede privada, mas n\u00e3o no SUS. Precisamos da disponibilidade desses testes na rotina para que o m\u00e9dico tamb\u00e9m possa fazer diagn\u00f3stico. Existem muitos testes que mostram se \u00e9 v\u00edrus e isso j\u00e1 ajuda porque se eu j\u00e1 fizer um teste que mostra que o sintoma do paciente \u00e9 causado por influenza ou coronav\u00edrus, faz com que eu n\u00e3o prescreva o antibi\u00f3tico. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>A senhora organizou um guia sobre o uso de antibi\u00f3ticos no Brasil, poderia falar sobre isso? <\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Essas infec\u00e7\u00f5es por bact\u00e9rias resistentes s\u00e3o de dif\u00edcil tratamento porque restringem muito o n\u00famero de op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas dispon\u00edveis, ainda mais no Brasil que n\u00e3o temos dispon\u00edvel todos os antibi\u00f3ticos que j\u00e1 s\u00e3o aprovados na Europa e nos Estados Unidos. Esse guia serve para orientar os m\u00e9dicos sobre como podemos tratar melhor esses pacientes com infec\u00e7\u00e3o por causa da bact\u00e9ria resistente. Muitas vezes, n\u00e3o temos evid\u00eancia cient\u00edfica muito forte para apoiar uma decis\u00e3o, precisamos tentar dar um direcionamento para aquelas pessoas que n\u00e3o t\u00eam tanta experi\u00eancia no tratamento dessas doen\u00e7as. T\u00ednhamos guias internacionais, mas n\u00e3o um documento brasileiro. \u00c9 importante ter um documento adaptado \u00e0 nossa realidade porque os guias internacionais podem recomendar medicamentos que n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis no Brasil e voc\u00ea tem que se apoiar naquilo que voc\u00ea tem. Ele tamb\u00e9m tem que estar adequado \u00e0 epidemiologia, porque nem sempre as bact\u00e9rias resistentes s\u00e3o as mesmas que est\u00e3o em outros pa\u00edses. Voc\u00ea tem sempre que se basear no seu local. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> *A rep\u00f3rter viajou a convite da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A resist\u00eancia antimicrobiana (quando bact\u00e9rias, v\u00edrus, fungos ou parasitas deixam de responder aos rem\u00e9dios feitos para combat\u00ea-los) \u00e9&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":224435,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,8385,32,33,117],"class_list":{"0":"post-224434","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-ping-pong","10":"tag-portugal","11":"tag-pt","12":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115875470538904558","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224434","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=224434"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224434\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/224435"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=224434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=224434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=224434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}