{"id":224932,"date":"2026-01-11T17:34:06","date_gmt":"2026-01-11T17:34:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/224932\/"},"modified":"2026-01-11T17:34:06","modified_gmt":"2026-01-11T17:34:06","slug":"ha-uma-taxa-a-recuperar-terreno-no-credito-a-habitacao-human-resources","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/224932\/","title":{"rendered":"H\u00e1 uma taxa a recuperar terreno no cr\u00e9dito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o \u2013 Human Resources"},"content":{"rendered":"<p><strong>A taxa mista continua a ser a modalidade dominante no cr\u00e9dito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o em Portugal, mas 2025 ficou marcado por uma perda clara de peso desta op\u00e7\u00e3o e por um regresso expressivo da taxa vari\u00e1vel, beneficiando do al\u00edvio das taxas de juro e das expectativas em torno da Euribor.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo os mais recentes dados sobre cr\u00e9dito habita\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.comparaja.pt\/credito-habitacao\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ComparaJ\u00e1<\/a> mostram que, em Janeiro, cerca de 85% dos novos cr\u00e9ditos \u00e0 habita\u00e7\u00e3o foram contratados com taxa mista. Ao longo do ano, este peso foi diminuindo de forma consistente, fixando-se perto dos 70% em Dezembro, o que representa uma queda superior a 15 pontos percentuais.<\/p>\n<p>Esta correc\u00e7\u00e3o surge ap\u00f3s um per\u00edodo em que as taxas mistas chegaram a concentrar mais de 80% dos novos contratos, reflectindo a forte procura por estabilidade inicial num contexto de taxas de juro elevadas e elevada incerteza quanto \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em sentido inverso, a taxa vari\u00e1vel ganhou express\u00e3o ao longo de 2025. Partindo de um peso residual no in\u00edcio do ano, passou a representar quase um ter\u00e7o dos novos contratos no final do per\u00edodo, impulsionada pela expectativa de uma descida gradual da Euribor.<\/p>\n<p>A maior confian\u00e7a na traject\u00f3ria das taxas do Banco Central Europeu est\u00e1 a levar mais fam\u00edlias a aceitarem maior exposi\u00e7\u00e3o ao indexante, em troca de presta\u00e7\u00f5es potencialmente mais baixas no curto prazo, num contexto de normaliza\u00e7\u00e3o gradual da pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n<p>J\u00e1 a taxa fixa manteve-se encostada \u00e0 margem ao longo de todo o ano. A sua quota n\u00e3o ultrapassou valores entre os 3% e os 5% dos novos contratos, num mercado claramente dominado por solu\u00e7\u00f5es mistas e vari\u00e1veis.<\/p>\n<p>Com taxas ainda relativamente elevadas, os bancos t\u00eam apostado de forma mais agressiva nas ofertas de taxa mista e vari\u00e1vel, tornando a taxa fixa menos competitiva para a generalidade dos mutu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Apesar da perda de peso, a taxa mista continua a assentar na procura de equil\u00edbrio entre risco e estabilidade, ao combinar um per\u00edodo inicial de presta\u00e7\u00e3o est\u00e1vel com a possibilidade de beneficiar, numa fase posterior, de eventuais descidas adicionais das taxas de juro atrav\u00e9s da componente vari\u00e1vel.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o registada em 2025 revela, assim, um mercado mais segmentado e sofisticado, com consumidores a ajustarem a escolha do tipo de taxa ao seu perfil de risco, horizonte temporal e expectativas relativamente \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria europeia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A taxa mista continua a ser a modalidade dominante no cr\u00e9dito \u00e0 habita\u00e7\u00e3o em Portugal, mas 2025 ficou&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32783,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,1955,89,90,1956,619,32,33],"class_list":{"0":"post-224932","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-comparaja","10":"tag-economy","11":"tag-empresas","12":"tag-euribor","13":"tag-nacional","14":"tag-portugal","15":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115877673181861236","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224932","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=224932"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/224932\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32783"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=224932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=224932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=224932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}