{"id":225242,"date":"2026-01-11T21:48:27","date_gmt":"2026-01-11T21:48:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/225242\/"},"modified":"2026-01-11T21:48:27","modified_gmt":"2026-01-11T21:48:27","slug":"cancer-de-pele-pode-atingir-couro-cabeludo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/225242\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de pele pode atingir couro cabeludo"},"content":{"rendered":"<p>C\u00e2ncer de pele \u00e9 assunto s\u00e9rio e manchas, pintas ou feridas n\u00e3o devem ser ignoradas, principalmente se surgirem no couro cabeludo, local que muitas vezes pode acabar passando despercebido. No ver\u00e3o, esse cuidado deve ser redobrado, por isso, \u00e9 importante olhar mais a fundo para o tema.<\/p>\n<p>De acordo com o Instituto Nacional do C\u00e2ncer (INCA), no Brasil, o n\u00famero estimado de novos casos de c\u00e2ncer de pele n\u00e3o melanoma no tri\u00eanio 2023\u20132025 \u00e9 de 220.490, o que corresponde a um risco estimado de 101,95 casos por 100 mil habitantes, sendo 101.920 casos em homens e 118.570 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 96,44 casos novos a cada 100 mil homens e 107,21 a cada 100 mil mulheres.<\/p>\n<p>J\u00e1 o c\u00e2ncer de pele melanoma apresenta um n\u00famero estimado de 8.980 novos casos, o que corresponde a um risco de 4,13 por 100 mil habitantes, sendo 4.640 casos em homens e 4.340 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 4,37 casos novos a cada 100 mil homens e 3,90 a cada 100 mil mulheres.<\/p>\n<p>Dentre os casos, o c\u00e2ncer de pele n\u00e3o melanoma \u00e9 o tipo mais comum. A boa not\u00edcia \u00e9 que quando descoberto precocemente, as chances de tratamento e cura da doen\u00e7a aumentam significativamente. Segundo Sheila Ferreira, oncologista da Oncocl\u00ednicas, \u00e9 muito importante investigar as manchas que aparecem no couro cabeludo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u201cUma das maneiras de identificar o c\u00e2ncer de pele no couro cabeludo \u00e9 a partir do autoexame e da avalia\u00e7\u00e3o do dermatologista na d\u00favida se uma les\u00e3o pode ser c\u00e2ncer. Apesar de muitas vezes ser uma regi\u00e3o deixada de lado, \u00e9 fundamental estar atento aos sinais do pr\u00f3prio corpo. As manchas, pintas ou feridas podem aparecer de tamanhos e formas diferentes e, por isso, devem ser investigadas por um especialista\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Cuidados que valem ouro<\/strong><\/p>\n<p>Apesar dos cabelos oferecerem uma certa prote\u00e7\u00e3o ao couro cabeludo contra os raios ultravioletas, a oncologista recomenda o uso de bon\u00e9s ou chap\u00e9us durante a exposi\u00e7\u00e3o solar. \u201c\u00c9 muito importante ainda n\u00e3o esquecer de proteger as orelhas. Para isso, deve-se usar protetor solar na regi\u00e3o e reaplicar a cada duas horas ou ap\u00f3s o mergulho e atividades ao ar livre\u201d.<\/p>\n<p>No couro cabeludo, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que em pessoas com cabelos ralos ou calv\u00edcie o protetor tamb\u00e9m seja passado na regi\u00e3o. Uma alternativa s\u00e3o os produtos mais fluidos, justamente por espalharem melhor. \u201cO filtro solar deve ser aplicado, pelo menos, 30 minutos antes da exposi\u00e7\u00e3o ao sol. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante que o FPS seja de 30 para cima. Usar o produto em pouca quantidade ou vencido prejudica a efic\u00e1cia da prote\u00e7\u00e3o\u201d, alerta.<\/p>\n<p><strong>Pintas, manchas e feridas n\u00e3o devem ser ignoradas<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Sheila Ferreira, a doen\u00e7a pode come\u00e7ar com uma pequena mancha ou ferida no couro cabeludo que, conforme o tempo, vai aumentando de tamanho e sofrendo altera\u00e7\u00f5es em sua cor, por exemplo. Essas mudan\u00e7as podem ser identificadas a partir da regra \u201cABCDE\u201d \u2013 Assimetria, Bordas irregulares, Cor, Di\u00e2metro e Evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Assimetria:<\/strong>\u00a0quando metade da les\u00e3o \u00e9 diferente da outra parte<\/li>\n<li><strong>Bordas:<\/strong>\u00a0se a pinta, sinal ou mancha apresenta um contorno irregular<\/li>\n<li><strong>Cor:<\/strong>\u00a0quando a les\u00e3o possui cores diferentes, podendo ser entre vermelho, marrom e preto<\/li>\n<li><strong>Di\u00e2metro:<\/strong>\u00a0caso a les\u00e3o apresente um di\u00e2metro maior do que 6 mm<\/li>\n<li><strong>Evolu\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>mudan\u00e7as nas caracter\u00edsticas da les\u00e3o ao longo do tempo (tamanho, forma, cor)<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Como fazer o autoexame<\/strong><\/p>\n<p>Nem sempre a detec\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de pele no couro cabeludo \u00e9 f\u00e1cil, afinal, \u00e9 uma regi\u00e3o de dif\u00edcil acesso. Apesar de poder ser feita individualmente, a dica \u00e9 pedir ajuda para outra pessoa. A oncologista recomenda a inspe\u00e7\u00e3o uma vez ao m\u00eas, em ambiente bem iluminado. \u00c9 fundamental passar os dedos por todo o couro cabeludo e abrir os cabelos para observar o local.<\/p>\n<p>\u201cDe prefer\u00eancia, essa an\u00e1lise deve ser feita de dia, com luz natural, para uma melhor visibilidade da regi\u00e3o. Por\u00e9m, se algo diferente for encontrado ou houver d\u00favidas, \u00e9 importante que o paciente procure um especialista para a investiga\u00e7\u00e3o adequada\u201d.<\/p>\n<p><strong>Sintomas para ficar de olho<\/strong><\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Les\u00f5es com crescimento r\u00e1pido<\/li>\n<li>Feridas que n\u00e3o cicatrizam e que podem estar associadas a sangramentos, coceira e dor<\/li>\n<li>Les\u00f5es que mudam de cor, tamanho e formato<\/li>\n<li>Manchas avermelhadas ou acastanhadas<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>C\u00e2ncer de pele tamb\u00e9m pode atingir outros \u00f3rg\u00e3os<\/strong><\/p>\n<p>Quando a doen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 tratada em est\u00e1gio inicial, as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas podem se espalhar pela corrente sangu\u00ednea ou pelo sistema linf\u00e1tico, acometendo outras regi\u00f5es do corpo e levando ao surgimento de met\u00e1stases. Por isso, assim que a les\u00e3o \u00e9 identificada em sua forma prim\u00e1ria, \u00e9 muito importante que seja retirada, evitando o crescimento, sangramento e piora do quadro.<\/p>\n<p>Na grande maioria dos casos, o tratamento \u00e9 realizado a partir de cirurgia, mas tamb\u00e9m pode ser combinado com radioterapia, imunoterapia e terapia alvo. \u201cAs chances de cura podem chegar a 90% quando o c\u00e2ncer \u00e9 identificado precocemente. Por isso, \u00e9 essencial a realiza\u00e7\u00e3o do autoexame mensalmente e o acompanhamento peri\u00f3dico com dermatologista, al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o especializada caso haja uma les\u00e3o suspeita no couro cabeludo\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Na grande maioria dos casos, o tratamento \u00e9 realizado a partir de cirurgia, mas tamb\u00e9m pode ser combinado com radioterapia, imunoterapia e terapia alvo. \u201cAs chances de cura podem chegar a 90% quando o c\u00e2ncer \u00e9 identificado precocemente. Por isso, \u00e9 essencial a realiza\u00e7\u00e3o do autoexame mensalmente e o acompanhamento peri\u00f3dico com dermatologista, al\u00e9m da avalia\u00e7\u00e3o especializada caso haja uma les\u00e3o suspeita no couro cabeludo\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"C\u00e2ncer de pele \u00e9 assunto s\u00e9rio e manchas, pintas ou feridas n\u00e3o devem ser ignoradas, principalmente se surgirem&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":225243,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[3888,30930,116,26968,29816,5502,43381,32,33,117],"class_list":{"0":"post-225242","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-cancer-de-pele","9":"tag-couro-cabeludo","10":"tag-health","11":"tag-inca","12":"tag-manchas","13":"tag-melanoma","14":"tag-pintas-e-feridas","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115878671471696348","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/225242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=225242"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/225242\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/225243"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=225242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=225242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=225242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}