{"id":225689,"date":"2026-01-12T06:23:07","date_gmt":"2026-01-12T06:23:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/225689\/"},"modified":"2026-01-12T06:23:07","modified_gmt":"2026-01-12T06:23:07","slug":"estudo-ia-assinala-riscos-de-mais-de-100-doencas-numa-so-noite-de-sono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/225689\/","title":{"rendered":"Estudo: IA assinala riscos de mais de 100 doen\u00e7as numa s\u00f3 noite de sono"},"content":{"rendered":"<p>\n         Publicado a<br \/>\n            12\/01\/2026 &#8211; 7:00 GMT+1\n            <\/p>\n<p>Um novo modelo de intelig\u00eancia artificial (IA) consegue indicar se uma pessoa est\u00e1 em risco de desenvolver mais de 100 condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, com base na qualidade do seu sono.<\/p>\n<p>O SleepFM, um modelo de linguagem de grande dimens\u00e3o (LLM) desenvolvido por investigadores da Universidade de Stanford, na Calif\u00f3rnia, analisa a atividade cerebral, a frequ\u00eancia card\u00edaca, os sinais respirat\u00f3rios, os movimentos das pernas e dos olhos durante o sono para avaliar o risco de doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Num novo estudo publicado na<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41591-025-04133-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\"> <strong>Nature<\/strong><\/a><strong>,<\/strong> os investigadores treinaram o modelo de IA com mais de 580 000 horas de dados de sono recolhidos de 65 000 doentes entre 1999 e 2024. <\/p>\n<p>Os dados provinham de cl\u00ednicas do sono, unidades m\u00e9dicas que avaliam padr\u00f5es de sono durante a noite, e foram divididos em segmentos de cinco segundos, que funcionaram como palavras para treinar os LLM. <\/p>\n<p>\u201cO SleepFM est\u00e1, no essencial, a aprender a linguagem do sono\u201d, disse James Zou, professor associado de ci\u00eancia de dados biom\u00e9dicos em Stanford e coautor do estudo.<\/p>\n<p>Os investigadores complementaram estes dados com os registos de sa\u00fade individuais dos doentes das cl\u00ednicas do sono, para treinar o SleepFM a prever doen\u00e7as futuras.<\/p>\n<p>O modelo de IA acertou em pelo menos 80% das vezes ao prever se um doente iria desenvolver doen\u00e7a de Parkinson, doen\u00e7a de Alzheimer, dem\u00eancia, cardiopatia hipertensiva, enfarte, cancro da pr\u00f3stata e cancro da mama. Previu tamb\u00e9m corretamente a morte de doentes em 84% dos casos.<\/p>\n<p>Foi menos preciso a prever casos de doen\u00e7a renal cr\u00f3nica, AVC e arritmia, um ritmo card\u00edaco irregular, que detetou em pelo menos 78% dos casos.<\/p>\n<p>\u201cRegistamos um n\u00famero impressionante de sinais de sa\u00fade quando estudamos o sono\u201d, disse Emmanuel Mignot, professor de medicina do sono em Stanford. \u201c\u00c9 uma esp\u00e9cie de fisiologia geral que estudamos durante oito horas num indiv\u00edduo completamente imobilizado. \u00c9 muito rico em dados.\u201d<\/p>\n<p>Os autores do estudo referem que a combina\u00e7\u00e3o de todos os dados ajudou o modelo a alcan\u00e7ar as previs\u00f5es mais precisas. Por exemplo, sinais corporais dessincronizados, como um c\u00e9rebro que parece adormecido mas um cora\u00e7\u00e3o que parece acordado, eram sinal de problemas.<\/p>\n<p>Stanford indicou que ir\u00e1 acrescentar, numa fase seguinte, dados de dispositivos vest\u00edveis \u00e0 base de dados do SleepFM, para melhorar ainda mais as previs\u00f5es do modelo.<\/p>\n<p>Os investigadores notaram tamb\u00e9m que o estudo incluiu apenas pessoas que j\u00e1 suspeitavam de problemas de sa\u00fade por participarem em ensaios em cl\u00ednicas do sono, o que significa que a amostra n\u00e3o \u00e9 representativa da capacidade da IA para detetar doen\u00e7a na popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<p>\u200b<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Publicado a 12\/01\/2026 &#8211; 7:00 GMT+1 Um novo modelo de intelig\u00eancia artificial (IA) consegue indicar se uma pessoa&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":225690,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[4357,1347,116,933,32,33,117],"class_list":{"0":"post-225689","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-doenca","9":"tag-estudo","10":"tag-health","11":"tag-inteligencia-artificial","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115880696442592102","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/225689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=225689"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/225689\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/225690"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=225689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=225689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=225689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}