{"id":226024,"date":"2026-01-12T12:50:19","date_gmt":"2026-01-12T12:50:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/226024\/"},"modified":"2026-01-12T12:50:19","modified_gmt":"2026-01-12T12:50:19","slug":"onda-de-choque-em-torno-de-uma-estrela-morta-surpreende-astronomos-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/226024\/","title":{"rendered":"Onda de choque em torno de uma estrela morta surpreende astr\u00f3nomos &#8211; Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Atrav\u00e9s do Very Large Telescope (VLT) do Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO), uma equipa de astr\u00f3nomos captou imagens de uma descoberta surpreendente: <strong>uma onda de choque em torno de uma estrela morta.<\/strong><\/p>\n<p><b data-stringify-type=\"bold\">N\u00e3o perca nenhuma not\u00edcia importante da atualidade de tecnologia e\u00a0<\/b><b data-stringify-type=\"bold\"><a class=\"c-link\" href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" data-stringify-link=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/\" data-sk=\"tooltip_parent\">acompanhe tudo em tek.sapo.pt<\/a><\/b><\/p>\n<p>Citada em comunicado, Simone Scaringi, coautora do estudo publicado hoje na revista cient\u00edfica Nature Astronomy, afirma que <strong>os investigadores encontraram \u201calgo nunca antes observado e, mais importante ainda, completamente inesperado\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Situada a 730 anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra, a estrela RXJ0528+2838 orbita em torno do centro da Via L\u00e1ctea<\/strong>. \u00c0 medida que se move, vai interagindo com o g\u00e1s do meio interestelar, criando um tipo de onda de choque descrita como &#8220;um arco curvo de material, semelhante \u00e0 onda que se forma na frente de um navio em movimento&#8221;, explica Noel Castro Segura, colaborador do estudo.<\/p>\n<p>Clique nas imagens para ver com mais detalhe                      <\/p>\n<p>Tipicamente, estas ondas de choque s\u00e3o criadas por material ejetado pela estrela central, <strong>mas, no caso da RXJ0528+2838, nenhum dos mecanismos conhecidos consegue explicar totalmente as observa\u00e7\u00f5es registadas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A RXJ0528+2838 \u00e9 uma an\u00e3 branca<\/strong>, isto \u00e9, o n\u00facleo que resta de uma estrela de pequena massa na fase final da sua vida, tendo na sua \u00f3rbita uma estrela companheira semelhante ao Sol.<\/p>\n<p>Como explicam os investigadores, em sistemas bin\u00e1rios deste tipo, o material da estrela companheira \u00e9 transferido para a an\u00e3 branca, dando frequentemente origem a um disco em seu redor.\u00a0<\/p>\n<p>O disco vai \u201calimentando\u201d a an\u00e3 branca, mas parte da mat\u00e9ria tamb\u00e9m \u00e9 ejetada para o Espa\u00e7o, produzindo jatos poderosos. Por outro lado, <strong>a RXJ0528+2838 n\u00e3o demonstra sinais de ter um disco, o que torna o fen\u00f3meno observado ainda mais misterioso.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Os cientistas detetaram pela primeira vez uma estranha nebulosidade em torno da RXJ0528+2838 atrav\u00e9s do Telesc\u00f3pio Isaac Newton, em Espanha. <strong>Mais tarde, a estrela foi observada com maior detalhe com ajuda do instrumento MUSE do VLT.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;As observa\u00e7\u00f5es do MUSE permitiram-nos <strong>mapear a onda de choque com todo o detalhe e analisar a sua composi\u00e7\u00e3o<\/strong>, o que foi crucial para confirmar que esta estrutura tem realmente origem no sistema bin\u00e1rio e n\u00e3o numa nebulosa ou nuvem interestelar n\u00e3o relacionadas&#8221;, explica Krystian Ilkiewicz, coautor do estudo.\u00a0<\/p>\n<p>Veja o v\u00eddeo  <\/p>\n<p>A forma e o tamanho da onda de choque <strong>sugerem que a an\u00e3 branca est\u00e1 a expelir um jato poderoso h\u00e1, pelo menos, um milhar de anos<\/strong>. Mas como \u00e9 que uma estrela morta sem disco \u00e9 capaz de alimentar um jato t\u00e3o duradouro?\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com a equipa, <strong>a RXJ0528+2838 tem um forte campo magn\u00e9tico, que transfere o material &#8220;roubado&#8221; \u00e0 estrela companheira diretamente para a an\u00e3 branca<\/strong>, sem que haja a forma\u00e7\u00e3o dum disco em seu redor.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Krystian Ilkiewicz, a descoberta mostra que \u201cmesmo sem a presen\u00e7a de um disco, estes sistemas podem dar origem a jatos poderosos, revelando <strong>um mecanismo que ainda n\u00e3o compreendemos completamente<\/strong>\u201d. &#8220;Estes resultados desafiam a teoria comum que explica como \u00e9 que a mat\u00e9ria se movimenta e interage nestes sistemas bin\u00e1rios extremos&#8221;, real\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Os resultados apontam para a exist\u00eancia de uma fonte de energia oculta<\/strong> como o forte campo magn\u00e9tico, <strong>se bem que este &#8220;motor misterioso&#8221; ainda precise de ser estudado<\/strong>. O estudo indica que o campo magn\u00e9tico atual \u00e9 suficientemente forte para alimentar uma onda de choque deste tipo, mas s\u00f3 por algumas centenas de anos, o que n\u00e3o explica o fen\u00f3meno na sua totalidade.<\/p>\n<p>No futuro, <strong>o Extremely Large Telescope (ELT) do ESO poder\u00e1 ajudar os astr\u00f3nomos<\/strong> a detectar e a mapear muitos dos sistemas bin\u00e1rios, assim como outros mais t\u00e9nues, o que, eventualmente, permitir\u00e1 <strong>&#8220;compreender a misteriosa fonte de energia que permanece inexplicada&#8221;<\/strong>, aponta Simone Scaringi.<\/p>\n<p>Assine a\u00a0<a href=\"https:\/\/teknoticias.us15.list-manage.com\/subscribe?u=9a06a5af5e9150806abc02bae&amp;id=ef9b27090d\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" data-stringify-link=\"https:\/\/teknoticias.us15.list-manage.com\/subscribe?u=9a06a5af5e9150806abc02bae&amp;id=ef9b27090d\" data-sk=\"tooltip_parent\">newsletter do TEK Not\u00edcias<\/a>\u00a0e receba todos os dias as principais not\u00edcias de tecnologia na sua caixa de correio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Atrav\u00e9s do Very Large Telescope (VLT) do Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO), uma equipa de astr\u00f3nomos captou imagens&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":226025,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-226024","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115882218160685005","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/226024","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=226024"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/226024\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/226025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=226024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=226024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=226024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}