{"id":226549,"date":"2026-01-13T05:52:39","date_gmt":"2026-01-13T05:52:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/226549\/"},"modified":"2026-01-13T05:52:39","modified_gmt":"2026-01-13T05:52:39","slug":"o-segredo-da-inteligencia-humana-pode-estar-no-seu-intestino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/226549\/","title":{"rendered":"O segredo da intelig\u00eancia humana pode estar no seu intestino"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/mood-and-gut-bacteria-102245880.html\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"exclude\" target=\"_blank\">\/\/ TLFurrer  \/ Depositphotos <\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-721719\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/c81e728d9d4c2f636f067f89cc14862c-6-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Os micr\u00f3bios intestinais podem ter ajudado a construir o c\u00e9rebro humano \u2014 e poder\u00e3o ainda estar a moldar o seu funcionamento nos dias de hoje.<\/strong><\/p>\n<p>Os seres humanos t\u00eam o maior tamanho de c\u00e9rebro em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho corporal de todos os primatas, mas os cientistas ainda sabem surpreendentemente pouco sobre como os <strong>mam\u00edferos com c\u00e9rebros<\/strong> grandes evolu\u00edram para satisfazer as enormes<strong> exig\u00eancias energ\u00e9ticas<\/strong> necess\u00e1rias para os desenvolver e manter.<\/p>\n<p>Uma equipa de investigadores da Universidade Northwestern (NU) forneceu agora as primeiras provas experimentais diretas de que o <strong>microbioma intestinal<\/strong> ajuda a moldar diferen\u00e7as na fun\u00e7\u00e3o cerebral entre esp\u00e9cies de primatas.<\/p>\n<p>Os resultados do seu <a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/10.1073\/pnas.2426232122\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">estudo<\/a>, publicado na semana passada na Proceedings of the National Academy of Sciences mostram que as <strong>bact\u00e9rias intestinais<\/strong> podem influenciar diretamente o desenvolvimento e o funcionamento do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>No decurso do estudo, quando os cientistas <strong>transferiram micr\u00f3bios<\/strong> de diferentes primatas para ratinhos, os <strong>c\u00e9rebros dos animais come\u00e7aram a assemelhar-se<\/strong> aos das esp\u00e9cies hospedeiras originais.<\/p>\n<p>Os micr\u00f3bios provenientes de primatas com c\u00e9rebros grandes <strong>estimularam a energia cerebral<\/strong> e as vias de aprendizagem, enquanto outros desencadearam padr\u00f5es muito diferentes.<\/p>\n<p>Os resultados sugerem que os micr\u00f3bios intestinais podem ter desempenhado um <strong>papel oculto na forma\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro humano<\/strong>, e poder\u00e3o influenciar a sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>\u201cO nosso estudo mostra que os micr\u00f3bios atuam sobre caracter\u00edsticas que s\u00e3o relevantes para a nossa compreens\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o, e particularmente a evolu\u00e7\u00e3o dos c\u00e9rebros humanos\u201d, afirmou <strong>Katie Amato<\/strong>, professora associada de antropologia biol\u00f3gica e investigadora principal do estudo, em <a href=\"https:\/\/news.northwestern.edu\/stories\/2026\/01\/microbes-may-hold-the-key-to-brain-evolution\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">comunicado<\/a> da NU.<\/p>\n<p>As novas descobertas baseiam-se em trabalhos anteriores do laborat\u00f3rio de Amato, que mostraram que os micr\u00f3bios intestinais de primatas com c\u00e9rebros maiores <strong>produzem mais energia metab\u00f3lica<\/strong> quando transferidos para ratinhos. Esta energia extra <strong>\u00e9 essencial<\/strong> porque os c\u00e9rebros necessitam de uma grande quantidade de combust\u00edvel para se desenvolverem e funcionarem.<\/p>\n<p>O novo estudo foi mais longe, ao <strong>examinar o pr\u00f3prio c\u00e9rebro<\/strong>. A equipa de Amato queria saber se os micr\u00f3bios intestinais de primatas com diferentes tamanhos relativos de c\u00e9rebro <strong>poderiam efetivamente alterar o funcionamento<\/strong> dos c\u00e9rebros dos ratinhos hospedeiros.<\/p>\n<p>Para testar esta hip\u00f3tese, a equipa conduziu uma experi\u00eancia rigorosamente controlada, durante a qual foram introduzidos micr\u00f3bios intestinais de duas esp\u00e9cies de <strong>primatas com c\u00e9rebros grandes<\/strong> e uma esp\u00e9cie de primata com c\u00e9rebro pequeno em <strong>ratinhos que n\u00e3o tinham micr\u00f3bios pr\u00f3prios<\/strong>.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s oito semanas, os investigadores observaram <strong>diferen\u00e7as claras na atividade<\/strong> cerebral. Os ratinhos que receberam micr\u00f3bios de primatas com c\u00e9rebros pequenos apresentaram<strong> padr\u00f5es distintos de fun\u00e7\u00e3o cerebral<\/strong> em compara\u00e7\u00e3o com os ratinhos que receberam micr\u00f3bios de primatas com c\u00e9rebros grandes.<\/p>\n<p>Nos ratinhos aos quais foram dados micr\u00f3bios de primatas com c\u00e9rebros grandes, os cientistas encontraram <strong>maior atividade em genes ligados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de energia<\/strong> e \u00e0 plasticidade sin\u00e1ptica, o processo que permite ao c\u00e9rebro aprender e adaptar-se. Estas mesmas vias estavam muito menos ativas nos ratinhos que receberam micr\u00f3bios de primatas com c\u00e9rebros mais pequenos.<\/p>\n<p>\u201cO que foi extremamente interessante \u00e9 que conseguimos comparar dados que t\u00ednhamos dos c\u00e9rebros dos ratinhos hospedeiros com dados de c\u00e9rebros reais de macacos e humanos, e para nossa surpresa, muitos dos padr\u00f5es que vimos na express\u00e3o gen\u00e9tica cerebral dos ratinhos <strong>eram os mesmos padr\u00f5es<\/strong> observados nos pr\u00f3prios primatas reais\u201d, disse Amato.<\/p>\n<p>\u201cPor outras palavras, conseguimos fazer com que os c\u00e9rebros dos ratinhos se <strong>assemelhassem aos c\u00e9rebros dos primatas<\/strong> reais de onde os micr\u00f3bios provinham\u201d, nota Amato.<\/p>\n<p>Os investigadores descobriram tamb\u00e9m <strong>outro resultado inesperado<\/strong>. Os ratinhos que receberam micr\u00f3bios de primatas com c\u00e9rebros mais pequenos mostraram <strong>padr\u00f5es de express\u00e3o gen\u00e9tica associados a PHDA<\/strong>, esquizofrenia, perturba\u00e7\u00e3o bipolar e autismo.<\/p>\n<p>Estudos anteriores encontraram correla\u00e7\u00f5es entre condi\u00e7\u00f5es como o autismo e diferen\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o do microbioma intestinal. No entanto, as provas diretas de que os micr\u00f3bios intestinais contribuem para estas condi\u00e7\u00f5es t\u00eam sido limitadas.<\/p>\n<p>\u201cEste estudo fornece mais provas de que os <strong>micr\u00f3bios podem contribuir<\/strong> causalmente para estas perturba\u00e7\u00f5es \u2014 especificamente, o microbioma intestinal est\u00e1 a <strong>moldar a fun\u00e7\u00e3o cerebral durante o desenvolvimento<\/strong>\u201c, afirma Amato.<\/p>\n<p>\u201cCom base nas nossas descobertas, podemos especular que se o c\u00e9rebro humano for exposto \u00e0s <strong>a\u00e7\u00f5es dos micr\u00f3bios \u2018errados<\/strong>\u2018, o seu desenvolvimento ir\u00e1 alterar-se, e veremos sintomas destas perturba\u00e7\u00f5es\u201d, explica a investigadora.<\/p>\n<p>\u201cOu seja, <strong>se n\u00e3o formos expostos aos micr\u00f3bios humanos \u2018certos\u2019<\/strong> no in\u00edcio da vida, o<strong> nosso c\u00e9rebro funcionar\u00e1 de forma diferente<\/strong>, e isto pode levar a sintomas destas condi\u00e7\u00f5es\u201d, conclui Amato.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_545_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_770_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389372_556_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\/\/ TLFurrer \/ Depositphotos Os micr\u00f3bios intestinais podem ter ajudado a construir o c\u00e9rebro humano \u2014 e poder\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":226550,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,9496,6780,32,33,117],"class_list":{"0":"post-226549","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-microbiologia","10":"tag-neurociencia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115886236849354583","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/226549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=226549"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/226549\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/226550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=226549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=226549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=226549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}