{"id":226729,"date":"2026-01-13T15:04:07","date_gmt":"2026-01-13T15:04:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/226729\/"},"modified":"2026-01-13T15:04:07","modified_gmt":"2026-01-13T15:04:07","slug":"a-teia-de-putin-em-colapso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/226729\/","title":{"rendered":"a teia de Putin em colapso"},"content":{"rendered":"<p>Quando Vladimir Putin lan\u00e7ou a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, prometeu aos russos que \u201cfariam tudo de novo\u201d, evocando a marcha sovi\u00e9tica para oeste e a vit\u00f3ria sobre a Alemanha nazi. Quase quatro anos depois, o Presidente russo cumpriu apenas parte dessa promessa: o conflito j\u00e1 dura mais do que a campanha da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica contra os nazis, sem que Moscovo tenha conseguido uma vit\u00f3ria decisiva.<\/p>\n<p>A guerra na Ucr\u00e2nia ultrapassou esta semana os 1.418 dias que os sovi\u00e9ticos levaram a empurrar as for\u00e7as alem\u00e3s de Moscovo at\u00e9 Berlim, um marco simb\u00f3lico que sublinha o fracasso das expectativas iniciais do Kremlin. Segundo o \u2018POLITICO\u2019, o que deveria ter sido uma opera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida transformou-se numa guerra de desgaste extenuante, com ganhos territoriais limitados e custos humanos elevados.<\/p>\n<p>Ao longo de quase quatro anos de combates, a R\u00fassia conquistou apenas uma pequena parte do territ\u00f3rio ucraniano, ao custo de cerca de 1,1 milh\u00f5es de baixas russas e de uma crescente instabilidade interna. Este m\u00eas, um ataque com m\u00edsseis ucranianos deixou cerca de 600 mil pessoas sem eletricidade na regi\u00e3o fronteiri\u00e7a russa de Belgorod, expondo a vulnerabilidade do pa\u00eds longe da linha da frente.<\/p>\n<p><strong>Alian\u00e7as sob press\u00e3o num contexto internacional adverso<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto Moscovo permanece atolada na Ucr\u00e2nia, a rede global de alian\u00e7as que Putin levou duas d\u00e9cadas a construir mostra sinais de eros\u00e3o, num momento em que enfrenta um presidente americano, Donald Trump, descrito como inesperadamente beligerante. De acordo com o \u2018POLITICO\u2019, o Kremlin parece cada vez mais incapaz de impedir que os seus aliados sejam enfraquecidos ou afastados um a um.<\/p>\n<p>No M\u00e9dio Oriente, a posi\u00e7\u00e3o russa deteriorou-se desde o final de 2024, com o colapso do regime de Bashar al-Assad na S\u00edria, que privou Moscovo de um parceiro-chave na regi\u00e3o. J\u00e1 na Am\u00e9rica do Sul, a R\u00fassia mostrou-se impotente para proteger Nicol\u00e1s Maduro, na Venezuela, capturado pelos Estados Unidos no in\u00edcio deste m\u00eas, apesar da proximidade pol\u00edtica entre Caracas e Moscovo.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o agravou-se com a apreens\u00e3o, sem precedentes, de um petroleiro russo por parte das autoridades americanas, um epis\u00f3dio que refor\u00e7ou a perce\u00e7\u00e3o de fragilidade do poder russo no plano internacional.<\/p>\n<p><strong>Ir\u00e3o, desconfian\u00e7a e cr\u00edticas internas<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 apenas um ano, Putin assinou um acordo de parceria estrat\u00e9gica de 20 anos com o Ir\u00e3o. Hoje, o regime de Teer\u00e3o, que forneceu drones Shahed \u00e0 R\u00fassia para a guerra na Ucr\u00e2nia, enfrenta protestos internos e a possibilidade de uma interven\u00e7\u00e3o externa, admitida por Trump. Apesar de relatos de apoio militar russo recente, analistas sublinham que Teer\u00e3o n\u00e3o espera prote\u00e7\u00e3o total de Moscovo em caso de crise grave.<\/p>\n<p>\u201cOs iranianos n\u00e3o t\u00eam ilus\u00f5es de que, se a situa\u00e7\u00e3o se tornar realmente cr\u00edtica, a R\u00fassia simplesmente se afastar\u00e1, como fez com Bashar al-Assad\u201d, afirmou Nikita Smagin, especialista em rela\u00e7\u00f5es R\u00fassia-Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta leitura \u00e9 partilhada por vozes cr\u00edticas dentro da pr\u00f3pria R\u00fassia. \u201cUma era inteira est\u00e1 a chegar ao fim\u201d, escreveu um bloguer militar pr\u00f3-guerra sob o pseud\u00f3nimo de Maxim Kalashnikov, criticando a lideran\u00e7a russa por ter investido mais na imagem de grande pot\u00eancia do que na sua consolida\u00e7\u00e3o real. \u201cA promessa de que \u2018podemos fazer isto outra vez\u2019 falhou\u201d, concluiu.<\/p>\n<p><strong>Kremlin nega fragilidade, mas evita sinais de recuo<\/strong><\/p>\n<p>Antigos diplomatas russos consideram que a ideia de uma alian\u00e7a s\u00f3lida liderada por Moscovo sempre foi, em grande parte, uma constru\u00e7\u00e3o propagand\u00edstica. \u201cNem a Venezuela nem o Ir\u00e3o fazem parte de qualquer imp\u00e9rio russo\u201d, afirmou Boris Bondarev, ex-diplomata do Kremlin, defendendo que, ap\u00f3s a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, era essencial para Moscovo mostrar que n\u00e3o estava isolada.<\/p>\n<p>Apesar dos sinais de enfraquecimento, Bondarev alerta para que n\u00e3o se espere um abrandamento da postura russa. Pelo contr\u00e1rio, o Kremlin procurar\u00e1 demonstrar for\u00e7a, sobretudo na Ucr\u00e2nia, como fez recentemente com o lan\u00e7amento de um m\u00edssil hipers\u00f3nico Oreshnik.<\/p>\n<p>\u201cMesmo que esteja fraca, a R\u00fassia tentar\u00e1 mostrar que \u00e9 forte\u201d, advertiu, sublinhando que a humilha\u00e7\u00e3o externa pode traduzir-se numa escalada, e n\u00e3o num recuo, da estrat\u00e9gia de Putin.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quando Vladimir Putin lan\u00e7ou a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, prometeu aos russos que \u201cfariam tudo de novo\u201d, evocando a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":226730,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-226729","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115888407366763614","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/226729","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=226729"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/226729\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/226730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=226729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=226729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=226729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}