{"id":227461,"date":"2026-01-14T00:02:15","date_gmt":"2026-01-14T00:02:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/227461\/"},"modified":"2026-01-14T00:02:15","modified_gmt":"2026-01-14T00:02:15","slug":"como-um-paraiso-no-pacifico-se-tornou-uma-ilha-arida-e-uma-prisao-a-ceu-aberto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/227461\/","title":{"rendered":"como um para\u00edso no Pac\u00edfico se tornou uma ilha \u00e1rida e uma pris\u00e3o a c\u00e9u aberto"},"content":{"rendered":"<p>Carla Mota e Rui Pinto, autores do projeto <a href=\"https:\/\/viajarentreviagens.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Viajar entre Viagens<\/a>, aterraram em Nauru a meio da terceira volta ao mundo e perceberam rapidamente que, apesar de estarem no Pac\u00edfico, este pequeno territ\u00f3rio \u2013 um dos mais pequenos do mundo \u2013 tinha pouco a ver com as ilhas paradis\u00edacas e verdejantes desta regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Logo no aeroporto, o drone com que Carla e Rui costumam viajar ficou apreendido e para ambos a mensagem foi clara: \u201cQuando um drone \u00e9 apreendido, \u00e9 porque h\u00e1 algo a esconder\u201d, explica Carla.\u00a0<\/p>\n<p>Depois, o clima e o aspeto da ilha. Contrastando com as ilhas verdes, h\u00famidas e com habitantes hospitaleiros, Nauru foi um choque. \u201c\u00c9 contra-natura\u201d, resume Carla. &#8220;Est\u00e1 rodeada de \u00e1gua, v\u00ea-se o mar de qualquer ponto, mas sente-se que se est\u00e1 num deserto.&#8221; O ar \u00e9 pesado, sente-se o p\u00f3 das pedreiras. \u201cNauru \u00e9 completamente desflorestada, \u00e9 seca, est\u00e9ril e desoladora\u201d, acrescenta Rui.\u00a0<\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1768348933_934_thumbs.web.sapo.io.webp\"  alt=\"Rui Pinto e Carla Mota em Nauru \" loading=\"true\"\/><\/p>\n<p>      Rui Pinto e Carla Mota em Nauru<br \/>\n      Cr\u00e9ditos: Viajar entre Viagens<\/p>\n<p>A ilha remota onde tudo se v\u00ea<\/p>\n<p>Com pouco mais de 20 quil\u00f3metros quadrados, Nauru \u00e9 t\u00e3o pequena que se pode dar a volta \u00e0 ilha num dia. A maior parte dos turistas que l\u00e1 passa \u00e9 porque est\u00e1 a conhecer todos os pa\u00edses do mundo e normalmente n\u00e3o ficam mais de um dia. Carla e Rui ficaram cinco.<\/p>\n<p>A paisagem \u00e1rida n\u00e3o \u00e9 um acaso. Durante d\u00e9cadas, o territ\u00f3rio foi explorado at\u00e9 ao limite por causa do fosfato, usado sobretudo em fertilizantes agr\u00edcolas mas tamb\u00e9m em outras ind\u00fastrias e presente em produtos do dia-a-dia, como detergentes, medicamentos ou cosm\u00e9ticos. A extra\u00e7\u00e3o come\u00e7ou no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, mas teve o seu auge nas d\u00e9cadas de 1970\/80, e nessa altura Nauru era considerado um milagre econ\u00f3mico, tendo um dos maiores PIB per capita do mundo, compar\u00e1vel \u00e0s maiores economias petrol\u00edferas da \u00e9poca.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cParece o faroeste, p\u00f3 por todo o lado, calor e um ar pesado\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No final da d\u00e9cada de 1990, as reservas come\u00e7aram a esgotar e as exporta\u00e7\u00f5es a ca\u00edram. A falta de diversidade econ\u00f3mica a juntar \u00e0 depend\u00eancia externa explicam o que se v\u00ea hoje no territ\u00f3rio: um interior coberto de rochas, montes de esc\u00f3ria e o solo est\u00e9ril onde \u00e9 imposs\u00edvel criar agricultura ou floresta. \u201cParece o faroeste, p\u00f3 por todo o lado, calor e um ar pesado\u201d, explicam em conversa com o SAPO.<\/p>\n<p>Num dos passeios, deram de caras com uma zona onde carros, eletrodom\u00e9sticos e sucata se acumulam h\u00e1 d\u00e9cadas. \u201cN\u00e3o \u00e9 lixo de ontem. \u00c9 lixo de d\u00e9cadas\u201d, conta Carla, que explica que, sem floresta, \u201ctudo \u00e9 vis\u00edvel\u201d.\u00a0Seja as pedreiras \u2013 muitas abandonadas \u2013, as lixeiras ou os centros de deten\u00e7\u00e3o que a Austr\u00e1lia construiu e mant\u00e9m em Nauru, onde mais de cem pessoas est\u00e3o presas, sem julgamento, e com avisos da ONU sobre os abusos de direitos humanos que ali t\u00eam lugar.<\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1768348934_586_thumbs.web.sapo.io.webp\"  alt=\"Uma das lixeiras em Nauru\" loading=\"true\"\/><\/p>\n<p>      Uma das lixeiras em Nauru<br \/>\n      Cr\u00e9ditos: Viajar entre Viagens<\/p>\n<p>Centros de processamento: deten\u00e7\u00e3o e maus-tratos pagos em d\u00f3lares australianos<\/p>\n<p>Se a linha de costa n\u00e3o est\u00e1 repleta por praias paradis\u00edacas e o que se v\u00ea s\u00e3o corais est\u00e9reis e palmeiras cortadas, o interior da ilha \u00e9 ainda mais desolador e onde se situam estes centros de processamento. \u00c9 o nome oficial. De scooter, Carla e Rui, foram conhecer o interior de Nauru e tentar espreitar o que ali se passava.<\/p>\n<p>No primeiro dia, um domingo, viram os contentores com pessoas a circular l\u00e1 dentro, n\u00e3o havia seguran\u00e7a vis\u00edvel. Mas foi o mais perto que conseguiram chegar. Nos outros dias, havia\u00a0pick-ups da empresa de seguran\u00e7a e avisos de que eram s\u00edtios privados e n\u00e3o se podia entrar.<\/p>\n<p>Os centros de processamento em Nauru fazem parte da pol\u00edtica australiana de offshore processing, que mant\u00e9m fora do territ\u00f3rio australiano pessoas que tentaram chegar, ou j\u00e1 tinham chegado, \u00e0 Austr\u00e1lia para pedir asilo. Inicialmente criada para requerentes de asilo intercetados no mar, a pol\u00edtica foi alargada a outros casos administrativos, incluindo pessoas cujo estatuto legal foi revogado, e que acabaram transferidas e detidas para outros pa\u00edses por durante tempo indeterminado.<\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1768348934_754_thumbs.web.sapo.io.webp\"  alt=\"Vista geral de um \" loading=\"true\"\/><\/p>\n<p>      Vista geral de um &#8220;centro de processamento&#8221; na ilha de Nauru, a 2 de setembro de 2018.<br \/>\n      Cr\u00e9ditos:  Mike Leyral \/ AFP<\/p>\n<p>A maioria das pessoas enviadas para Nauru s\u00e3o de pa\u00edses marcados por guerra e persegui\u00e7\u00e3o, como Afeganist\u00e3o, Ir\u00e3o, Sri Lanka, Myanmar e Iraque. Muitos deles j\u00e1 reconhecidos como refugiados pelas pr\u00f3prias autoridades australianas, mas continuam num filme kafkiano de burocracia para conseguir permanecer no pa\u00eds, porque h\u00e1 uma pol\u00edtica australiana que determina que quem foi enviado para deten\u00e7\u00e3o offshore, fica para sempre impedido de se estabelecer na Austr\u00e1lia, independentemente do estatuto de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sara Mashalian \u00e9 um destes exemplos. Aos 42 anos, vive e trabalha perto de Sydney. O seu pai, irm\u00e3o e marido s\u00e3o cidad\u00e3os australianos, mas ela n\u00e3o. Chegou \u00e0 Austr\u00e1lia de barco em 2013, com 29 anos, acompanhada pela m\u00e3e, depois de fugirem do Ir\u00e3o por se terem convertido ao cristianismo. Chegaram poucos dias ap\u00f3s a entrada em vigor desta pol\u00edtica, segundo a qual quem for enviado para deten\u00e7\u00e3o offshore n\u00e3o pode estabelecer-se nunca mais no pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>Sara e a m\u00e3e estiveram v\u00e1rios anos detidas em Nauru. Sara descreve, <a href=\"https:\/\/www.sbs.com.au\/news\/article\/former-nauru-detainees-protest-for-permanent-residency\/hf4389amj\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">em entrevista \u00e0 SBS News<\/a>, Nauru como um lugar marcado pela falta de \u00e1gua pot\u00e1vel, comida inadequada, alojamentos com bolor e um ambiente polu\u00eddo pelas pedreiras de fosfato. Relata ainda ass\u00e9dio sexual por trabalhadores do centro, medo constante e consequ\u00eancias graves para a sa\u00fade f\u00edsica e mental: desenvolveu asma, dores cr\u00f3nicas e ansiedade. A m\u00e3e sofreu problemas card\u00edacos que obrigaram \u00e0 evacua\u00e7\u00e3o m\u00e9dica da ilha.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Nauru e inaugurado na mesma \u00e9poca, a Austr\u00e1lia chegou a ter outro centro deste g\u00e9nero na ilha de Manus, na Papua-Nova Guin\u00e9, que foi formalmente encerrado no final de 2017 ap\u00f3s ser considerado inconstitucional pela justi\u00e7a local.<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano, em janeiro de 2025, o <a href=\"https:\/\/www.unhcr.org\/asia\/news\/press-releases\/un-ruling-australia-s-responsibility-people-transferred-nauru\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Comit\u00e9 dos Direitos Humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas<\/a> concluiu que a Austr\u00e1lia continua legalmente respons\u00e1vel pelas viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos cometidas contra pessoas enviadas para Nauru. A decis\u00e3o n\u00e3o teve efeitos pr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Apesar dos alertas, seis meses depois da condena\u00e7\u00e3o da ONU, os dois pa\u00edses assinaram um novo acordo: <a href=\"https:\/\/sapo.pt\/artigo\/australia-paga-1-5-mil-milhoes-de-euros-para-enviar-migrantes-para-nauru-68b93afdc7454b5b67353bda\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">a Austr\u00e1lia comprometeu-se a pagar cerca de 1,5 mil milh\u00f5es de euros para continuar a enviar migrantes para Nauru<\/a>. Hoje, o sistema mant\u00e9m-se em funcionamento.<\/p>\n<p>Desde 2012, mais de quatro mil pessoas, incluindo crian\u00e7as, passaram por estes centros.<\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1768348935_283_thumbs.web.sapo.io.webp\"  alt=\"Manifestantes em Melbourne protestam contra a deten\u00e7\u00e3o de refugiados em Nauru, a 8 de fevereiro de 2016\" loading=\"true\"\/><\/p>\n<p>      Manifestantes em Melbourne protestam contra a deten\u00e7\u00e3o de refugiados em Nauru, a 8 de fevereiro de 2016<br \/>\n      Cr\u00e9ditos: Asanka Brendon Ratnayake \/ Anadolu Agency \/ AFP<\/p>\n<p>Estes centros s\u00e3o considerados, pela <a href=\"https:\/\/www.amnistia.pt\/regime-de-crueldade-australiano-tornou-nauru-numa-prisao-a-ceu-aberto\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Amnistia Internacional<\/a>, como uma \u201cpris\u00e3o a c\u00e9u aberto\u201d, onde as pessoas est\u00e3o detidas em condi\u00e7\u00f5es que incluem neglig\u00eancia m\u00e9dica, isolamento prolongado e impactos severos na sa\u00fade mental. De forma semelhante, a <a href=\"https:\/\/www.hrw.org\/news\/2016\/08\/02\/australia-appalling-abuse-neglect-refugees-nauru\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Human Rights Watch <\/a>documentou os mesmos padr\u00f5es de abuso e maus-tratos e sublinha que a transfer\u00eancia for\u00e7ada de requerentes de asilo para estas instala\u00e7\u00f5es, onde muitos, tal como Sara e a m\u00e3e, passaram anos sujeitos a condi\u00e7\u00f5es desumanas, constitui uma viola\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais como a prote\u00e7\u00e3o contra a deten\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria e tratamento cruel e degradante.<\/p>\n<p>Apesar de todos os alertas, estima-se que atualmente possam estar cerca de cem pessoas nestes centros de Nauru.<\/p>\n<p>Um pa\u00eds independente sem voz<\/p>\n<p>Formalmente, Nauru \u00e9 um Estado soberano e membro da ONU. Na pr\u00e1tica, vive numa depend\u00eancia permanente. \u201c\u00c9 um pa\u00eds que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es para ser independente\u201d, afirma Rui Pinto, contextualizando com as d\u00e9cadas de depend\u00eancia econ\u00f3mica e de degredo ambiental.<\/p>\n<p>Nauru j\u00e1 levou a Austr\u00e1lia ao Tribunal Internacional de Justi\u00e7a, acusando-a de n\u00e3o ter reabilitado os terrenos devastados pela explora\u00e7\u00e3o de fosfato quando administrava a ilha. O processo terminou em 1993 com um acordo extrajudicial, atrav\u00e9s do qual a Austr\u00e1lia pagou cerca de 60 milh\u00f5es de euros em compensa\u00e7\u00f5es e fundos de reabilita\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, a depend\u00eancia econ\u00f3mica mant\u00e9m-se: os centros de deten\u00e7\u00e3o offshore financiados pela Austr\u00e1lia tornaram-se uma das principais fontes de receita de Nauru. N\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros oficiais, mas v\u00e1rios analistas e estudos independentes estimam que possa representar entre 20 a 40% do PIB da ilha. O acordo assinado h\u00e1 seis meses, no valor de cerca de 1,5 mil milh\u00f5es de euros, refor\u00e7a esse v\u00ednculo.<\/p>\n<p>Comida sem validade e utopias v\u00e1lidas<\/p>\n<p>Essa depend\u00eancia sente-se no quotidiano. A maioria dos produtos \u00e9 importada. H\u00e1 poucos restaurantes, mercados e lojas. Carla e Rui dormiram num contentor: \u201cEra um contentor igual ao da pris\u00e3o\u201d, dizem. E comeram alimentos fora do prazo. \u201c\u00c9 assim que funciona.\u201d<\/p>\n<p>Carla e Rui explicam que n\u00e3o foi f\u00e1cil perceber o que \u00e9 que os nauruanos pensam destas quest\u00f5es ou como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o com a Austr\u00e1lia. Dizem que sentiram as pessoas deprimidas. \u201cNo Pac\u00edfico, as pessoas s\u00e3o muito sorridentes e hospitaleiras, em Nauru isso n\u00e3o existe, as pessoas n\u00e3o s\u00e3o antip\u00e1ticas, mas s\u00e3o fechadas\u201d. \u00c0 noite, as estradas ficam vazias, mais vazias e paradas que as restantes ilhas daquele oceano. \u201cH\u00e1 uma tens\u00e3o no ar\u201d, descreve Rui.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o terem visto nada de chocante, falam de um peso dif\u00edcil de explicar. \u201cSa\u00edmos de Nauru consternados\u201d, diz Rui. \u201cE, egoisticamente, sentimos al\u00edvio por sair.\u201d<\/p>\n<p>Carla e Rui t\u00eam partilhado consistentemente, e de forma cr\u00edtica, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/viajar_entre_viagens\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">as suas viagens nas redes sociais<\/a>. O que veem no mundo, ap\u00f3s tantos anos de viagem, j\u00e1 n\u00e3o impressiona, mas continua a revoltar. Se no in\u00edcio das viagens, sentiam vontade de fazer algo para mudar o que viam de injusto no mundo, hoje sentem cada vez mais impot\u00eancia.<\/p>\n<p>Rui afirma que sentia que tinha de partilhar o que viam, \u201cnem que seja para chegar a algumas pessoas e faz\u00ea-las pensar\u201d. Carla diz que apesar da impot\u00eancia, acredita que as coisas podem ser diferentes: \u201cSe desistirmos dessa ideia de utopia, ent\u00e3o n\u00e3o vale a pena viver.\u201d Esta utopia n\u00e3o \u00e9 um ideal abstrato, mas a recusa em aceitar um sistema que empurra certos pa\u00edses e certas pessoas para fora do olhar do mundo. E junta a isso uma certa dose de esperan\u00e7a: que algu\u00e9m veja e que consiga fazer algo para mudar.\u00a0<\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1768348935_958_thumbs.web.sapo.io.webp\"  alt=\"Carla Mota e Rui Pinto em Nauru\" loading=\"true\"\/><\/p>\n<p>      Carla Mota e Rui Pinto em Nauru<br \/>\n      Cr\u00e9ditos: Viajar entre Viagens<\/p>\n<p>Nauru n\u00e3o \u00e9 um destino tur\u00edstico, nem tem agora condi\u00e7\u00f5es para o ser. \u00c9 um lugar onde a explora\u00e7\u00e3o colonial, a degrada\u00e7\u00e3o ambiental e as pol\u00edticas migrat\u00f3rias se juntam num espa\u00e7o t\u00e3o pequeno onde fica tudo a c\u00e9u aberto. \u201cH\u00e1 muitos s\u00edtios como Nauru no mundo\u201d, diz Carla. \u201cEste \u00e9 s\u00f3 um dos que ainda se consegue ver.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Carla Mota e Rui Pinto, autores do projeto Viajar entre Viagens, aterraram em Nauru a meio da terceira&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":227462,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-227461","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115890523044453676","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/227461","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=227461"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/227461\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/227462"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=227461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=227461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=227461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}