{"id":227613,"date":"2026-01-14T01:57:18","date_gmt":"2026-01-14T01:57:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/227613\/"},"modified":"2026-01-14T01:57:18","modified_gmt":"2026-01-14T01:57:18","slug":"exercito-portugues-prepara-se-para-enfrentar-guerra-de-alta-intensidade-na-europa-conheca-o-plano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/227613\/","title":{"rendered":"Ex\u00e9rcito portugu\u00eas prepara-se para enfrentar guerra de alta intensidade na Europa. Conhe\u00e7a o plano"},"content":{"rendered":"<p>O Ex\u00e9rcito Portugu\u00eas est\u00e1 a preparar uma reestrutura\u00e7\u00e3o profunda para responder a uma nova realidade geopol\u00edtica marcada pelo regresso da guerra de alta intensidade ao continente europeu. A aposta deixa para tr\u00e1s o modelo centrado em miss\u00f5es de estabiliza\u00e7\u00e3o e capacetes azuis, avan\u00e7ando para uma for\u00e7a desenhada para o combate moderno, num contexto de crescente agressividade russa e de um aliado americano cada vez menos comprometido com a defesa da Europa.<\/p>\n<p>Segundo a \u2018CNN Portugal\u2019, a mudan\u00e7a ganha forma no plano \u201cFor\u00e7a Terrestre 2045\u201d, uma reorganiza\u00e7\u00e3o estrutural que prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de duas brigadas prontas para o combate, o refor\u00e7o das for\u00e7as especiais, a integra\u00e7\u00e3o de Intelig\u00eancia Artificial e o fecho efetivo do espa\u00e7o a\u00e9reo nacional atrav\u00e9s de novos sistemas de defesa antia\u00e9rea. A estrat\u00e9gia resulta das exig\u00eancias assumidas por Portugal na cimeira da NATO, realizada em Haia, em junho.<\/p>\n<p><strong>Brigada M\u00e9dia ser\u00e1 o \u201cpunho de ferro\u201d do Ex\u00e9rcito<\/strong><\/p>\n<p>A principal prioridade passa pela cria\u00e7\u00e3o da Brigada M\u00e9dia, concebida como a espinha dorsal da for\u00e7a terrestre portuguesa. Esta unidade, que junta capacidades das antigas brigadas de Interven\u00e7\u00e3o e Mecanizada, dever\u00e1 estar operacional at\u00e9 2032 e ser\u00e1 preparada para o choque direto do combate contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Para esse efeito, o Ex\u00e9rcito planeia equipar a brigada com ve\u00edculos blindados de infantaria Boxer RCT 30, da empresa alem\u00e3 Artec, que passar\u00e3o a ser fabricados em Portugal. Estas viaturas representam um salto tecnol\u00f3gico face aos atuais Pandur II, integrando um canh\u00e3o de 30 mil\u00edmetros de alta precis\u00e3o, muni\u00e7\u00f5es airburst e sistemas \u00f3ticos Hunter-Killer, que permitem adquirir novos alvos enquanto se mant\u00e9m fogo sobre o anterior.<\/p>\n<p>A aposta estende-se tamb\u00e9m \u00e0 artilharia, considerada decisiva nos conflitos atuais. O Ex\u00e9rcito vai adquirir 36 obuses Caesar, da francesa KNDS, sistemas m\u00f3veis capazes de disparar e mudar rapidamente de posi\u00e7\u00e3o, reduzindo a vulnerabilidade a drones inimigos e permitindo atingir alvos a dezenas de quil\u00f3metros com muni\u00e7\u00f5es de elevada precis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Nova Brigada Ligeira aposta na rapidez e proje\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica<\/strong><\/p>\n<p>Em paralelo, est\u00e1 prevista a cria\u00e7\u00e3o de uma Brigada Ligeira at\u00e9 2036, orientada para a velocidade e a proje\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica. Herdando a matriz dos Paraquedistas e Comandos, esta unidade ser\u00e1 desenhada para atuar em terrenos dif\u00edceis, onde os blindados pesados n\u00e3o conseguem operar, recorrendo a viaturas Pandur modernizadas e a elevada mobilidade t\u00e1tica.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 garantir capacidade de resposta r\u00e1pida e presen\u00e7a antecipada em cen\u00e1rios cr\u00edticos, complementando a for\u00e7a pesada da Brigada M\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong>Arquip\u00e9lagos ganham nova postura defensiva<\/strong><\/p>\n<p>A reestrutura\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito prev\u00ea ainda uma altera\u00e7\u00e3o significativa da defesa dos arquip\u00e9lagos dos A\u00e7ores e da Madeira. O modelo tradicional de guarni\u00e7\u00e3o est\u00e1tica d\u00e1 lugar a uma postura defensiva ativa, com a cria\u00e7\u00e3o de batalh\u00f5es de infantaria ligeira de alta mobilidade, alinhados com os objetivos capacit\u00e1rios da NATO para Portugal e vocacionados para negar o acesso ao territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Em simult\u00e2neo, o Ex\u00e9rcito vai consolidar duas unidades de For\u00e7as de Opera\u00e7\u00f5es Especiais, preparadas para atuar em ambientes de guerra h\u00edbrida ou atr\u00e1s das linhas inimigas, respondendo \u00e0 crescente dilui\u00e7\u00e3o das fronteiras entre paz e conflito.<\/p>\n<p><strong>Defesa antia\u00e9rea para \u201cfechar os c\u00e9us\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Uma das maiores fragilidades identificadas na defesa nacional \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o a\u00e9reo. A experi\u00eancia da guerra na Ucr\u00e2nia demonstrou que o combate terrestre \u00e9 invi\u00e1vel sem controlo a\u00e9reo, num cen\u00e1rio dominado por drones, helic\u00f3pteros e m\u00edsseis de precis\u00e3o.<\/p>\n<p>Para proteger as novas brigadas, o Ex\u00e9rcito escolheu os sistemas de curto alcance RapidRanger, da Thales, capazes de disparar m\u00edsseis Starstreak contra amea\u00e7as de baixa altitude. O salto estrat\u00e9gico, contudo, surge com a aquisi\u00e7\u00e3o do sistema de m\u00e9dio alcance IRIS-T, com capacidade para criar \u201cbolhas\u201d de prote\u00e7\u00e3o at\u00e9 40 quil\u00f3metros, cobrindo infraestruturas cr\u00edticas e assegurando a defesa a\u00e9rea dos arquip\u00e9lagos dos A\u00e7ores e da Madeira.<\/p>\n<p><strong>Reservas de guerra regressam ao planeamento<\/strong><\/p>\n<p>Outra li\u00e7\u00e3o retirada do conflito na Ucr\u00e2nia prende-se com a necessidade de reservas sustentadas. O modelo de stocks m\u00ednimos, eficaz em tempo de paz, revelou-se insuficiente num cen\u00e1rio de guerra prolongada. Portugal vai, por isso, recuperar o conceito de reservas de guerra, acumulando muni\u00e7\u00f5es, sobressalentes e consum\u00edveis capazes de sustentar opera\u00e7\u00f5es de combate intensas.<\/p>\n<p>O plano inclui ainda a cria\u00e7\u00e3o de um comando log\u00edstico projet\u00e1vel, preparado para acompanhar as brigadas no exterior e garantir o abastecimento cont\u00ednuo de equipamentos e for\u00e7as no terreno.<\/p>\n<p><strong>Rob\u00f4s e Intelig\u00eancia Artificial entram na manobra t\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>O plano For\u00e7a Terrestre 2045 assume que a letalidade futura depender\u00e1 da integra\u00e7\u00e3o de sistemas n\u00e3o tripulados e de Intelig\u00eancia Artificial na manobra militar. Um dos exemplos j\u00e1 em curso \u00e9 a convers\u00e3o dos antigos blindados M113 em plataformas rob\u00f3ticas n\u00e3o tripuladas, destinadas ao transporte log\u00edstico ou \u00e0 evacua\u00e7\u00e3o de feridos sob fogo, reduzindo o risco humano.<\/p>\n<p>Em paralelo, foi criada a Zona Livre Tecnol\u00f3gica Infante D. Henrique, que integra \u00e1reas de testes em S\u00e3o Jacinto, Santa Margarida e Beja. Este espa\u00e7o funciona como um laborat\u00f3rio aberto onde militares, universidades e ind\u00fastria nacional desenvolvem e testam solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, permitindo que Portugal deixe de ser apenas consumidor de tecnologia estrangeira e passe a desenvolver sistemas aut\u00f3nomos e algoritmos no pa\u00eds, de acordo com a \u2018CNN Portugal\u2019.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Ex\u00e9rcito Portugu\u00eas est\u00e1 a preparar uma reestrutura\u00e7\u00e3o profunda para responder a uma nova realidade geopol\u00edtica marcada pelo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":227614,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-227613","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115890975106950406","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/227613","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=227613"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/227613\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/227614"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=227613"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=227613"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=227613"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}