{"id":229177,"date":"2026-01-14T23:48:15","date_gmt":"2026-01-14T23:48:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/229177\/"},"modified":"2026-01-14T23:48:15","modified_gmt":"2026-01-14T23:48:15","slug":"o-setor-bancario-portugues-de-forma-geral-esta-a-investir-fortemente-em-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/229177\/","title":{"rendered":"O setor banc\u00e1rio portugu\u00eas, de forma geral, est\u00e1 a investir fortemente em IA"},"content":{"rendered":"<p>        Rui Gon\u00e7alves, Partner and Head of Technology Consulting da KPMG Portugal, revela que uma das utiliza\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas da IA na banca portuguesa est\u00e1 relacionada com o pedido de concess\u00e3o de cr\u00e9dito. Mas gradualmente os bancos v\u00e3o deixar de ser institui\u00e7\u00f5es isoladas, passando a integrar ecossistemas de parceiros (tecnol\u00f3gicas, fintechs, universidades, startups) em torno da IA, defende o Partner da KPMG.    <\/p>\n<p>A KPMG acaba de lan\u00e7ar o mais recente estudo na \u00e1rea da banca \u2013 \u201cAlliance or obsolescence: How banks can win with an AI-driven ecosystem\u201d \u2013 o qual conclui que a pr\u00f3xima grande transforma\u00e7\u00e3o do setor banc\u00e1rio ser\u00e1 impulsionada pela Intelig\u00eancia Artificial e por ecossistemas de parcerias estrat\u00e9gicas.\u00a0 Nesse contexto,\u00a0Rui Gon\u00e7alves, Partner and Head of Technology Consulting da KPMG Portugal, revela que uma das utiliza\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas da IA na banca portuguesa est\u00e1 relacionada com o pedido de concess\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Gradualmente os bancos v\u00e3o deixar de ser institui\u00e7\u00f5es isoladas, passando a integrar ecossistemas de parceiros (tecnol\u00f3gicas, fintechs, universidades, startups) em torno da IA, defende o Partner da KPMG.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Olhando para a banca em Portugal, diria que o setor est\u00e1 a criar ecossistemas de parceria em torno da IA? Pode explicar?<\/strong><\/p>\n<p>Seguindo uma tend\u00eancia internacional, os bancos portugueses est\u00e3o, de facto, a criar ecossistemas de parcerias em torno da IA, nomeadamente com alian\u00e7as estrat\u00e9gicas entre bancos e empresas tecnol\u00f3gicas e com prestadores de servi\u00e7os profissionais. Adicionalmente os bancos est\u00e3o tamb\u00e9m a criar colabora\u00e7\u00f5es com startups especializadas e com universidades. Veja-se o exemplo do Millennium BCP que lan\u00e7ou, em parceria com a Nova SBE, uma Academia de Intelig\u00eancia Artificial para capacitar milhares de colaboradores em IA generativa, promovendo uma cultura de inova\u00e7\u00e3o e de responsabilidade no uso destas tecnologias, ou os exemplos divulgados nos media das iniciativas do Novobanco com a Microsoft, e do Santander com a OpenAI.<\/p>\n<p>As nossas equipas da KPMG em Portugal est\u00e3o atualmente envolvidas em algumas iniciativas envolvendo bancos e empresas tecnol\u00f3gicas, universidades e startups, todos focados na acelera\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o, no desenvolvimento de compet\u00eancias e na implementa\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es de IA em \u00e1reas como personaliza\u00e7\u00e3o, automa\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o de fraude e efici\u00eancia operacional.<\/p>\n<p>N\u00e3o sendo exclusivo do nosso Pa\u00eds, o setor ainda enfrenta desafios estruturantes, como a gest\u00e3o e qualidade dos dados, a integra\u00e7\u00e3o com sistemas legados e a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 regula\u00e7\u00e3o. No entanto a tend\u00eancia \u00e9 clara: a banca est\u00e1 a evoluir para modelos colaborativos e abertos, onde a IA \u00e9 um elemento central para a transforma\u00e7\u00e3o digital e para a competitividade.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA tend\u00eancia \u00e9 clara: a banca est\u00e1 a evoluir para modelos colaborativos e abertos, onde a IA \u00e9 um elemento central para a transforma\u00e7\u00e3o digital e para a competitividade\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A KPMG alerta que o verdadeiro potencial est\u00e1 ainda por concretizar, sendo por isso necess\u00e1rio trazer a Intelig\u00eancia Artificial para a \u00e1rea de front-office. Os bancos portugueses est\u00e3o a usar a IA na rela\u00e7\u00e3o com o cliente para desenvolver novos produtos e servi\u00e7os? Em que \u00e1rea est\u00e3o mais a usar a IA?<\/strong><\/p>\n<p>A maioria dos bancos encontra-se numa fase de experimenta\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de plataformas que permitam escalar a utiliza\u00e7\u00e3o de IA, com foco crescente na \u00e1rea de frontoffice, impactando diretamente a qualidade e a efici\u00eancia da experi\u00eancia que entregam aos seus clientes.<\/p>\n<p>Os bancos portugueses est\u00e3o a usar a IA, sobretudo em assistentes virtuais e em chatbots, na personaliza\u00e7\u00e3o de produtos, na automa\u00e7\u00e3o de processos e na preven\u00e7\u00e3o de fraude. Nos \u00faltimos meses h\u00e1 v\u00e1rios exemplos do lan\u00e7amento de assistentes virtuais baseados em IA generativa, capazes de esclarecer d\u00favidas, apoiar na subscri\u00e7\u00e3o de produtos e propor recomenda\u00e7\u00f5es personalizadas. A personaliza\u00e7\u00e3o e a automa\u00e7\u00e3o s\u00e3o as \u00e1reas onde a IA tem maior potencial de impacto, a curto prazo.<\/p>\n<p>Por outro lado, h\u00e1 tamb\u00e9m muitos exemplos de utiliza\u00e7\u00e3o de IA para aumentar a efici\u00eancia dos processos de middle e backoffice, usando as suas capacidades para a acelera\u00e7\u00e3o de processos como abertura de conta, concess\u00e3o de cr\u00e9dito e onboarding digital, eliminando a burocracia e reduzindo o tempo de resposta ao cliente.<\/p>\n<p>Ao superar os desafios relacionados com a integra\u00e7\u00e3o com sistemas legados, \u00e0 qualidade e governance dos dados e \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias regulat\u00f3rias, ser\u00e1 poss\u00edvel direcionar maior foco para o uso de IA no front-office, visando oferecer experi\u00eancias mais inteligentes, proativas e personalizadas aos clientes, al\u00e9m de promover a personaliza\u00e7\u00e3o e automa\u00e7\u00e3o do atendimento e impulsionar o desenvolvimento de novos produtos e servi\u00e7os digitais.<\/p>\n<p>Neste dom\u00ednio em particular, antev\u00ea-se um incremento significativo na utiliza\u00e7\u00e3o de IA para analisar dados de clientes em escala, e oferecer recomenda\u00e7\u00f5es financeiras personalizadas, como sugest\u00f5es de cart\u00f5es ou planos de poupan\u00e7a ou investimentos, adaptados ao perfil e hist\u00f3rico do cliente. Neste sentido, estamos atualmente a trabalhar com alguns dos nossos clientes do setor, em Portugal, na utiliza\u00e7\u00e3o de IA para criar e entregar experi\u00eancias omnicanal, self-service e personalizadas, com continuidade entre canais e respostas em tempo real.<\/p>\n<p>Usamos a IA para orquestrar processos end-to-end, reduzindo erros, tempos de resposta e potenciando a capacidade de an\u00e1lise avan\u00e7ada de dados para recomenda\u00e7\u00f5es proativas e personalizadas ao cliente. Em concreto, a nossa solu\u00e7\u00e3o contempla o desenvolvimento de um modelo de agentes de IA com diferentes n\u00edveis de sofistica\u00e7\u00e3o, que permite ao banco evoluir de um front office fragmentado e manual, para uma experi\u00eancia integrada, inteligente e personalizada, onde colaboradores e clientes beneficiam de maior efici\u00eancia, autonomia e relev\u00e2ncia em cada intera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das utiliza\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas com um dos nossos clientes, est\u00e1 relacionada com o pedido de concess\u00e3o de cr\u00e9dito. O cliente pode iniciar o pedido em qualquer canal, com dados e simula\u00e7\u00f5es j\u00e1 carregados. O gestor \u00e9 orientado em tempo real, com valida\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de documentos e preenchimento dos sistemas. O processo \u00e9 acompanhado e coordenado por agentes, desde a simula\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o, assinatura e ativa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, com notifica\u00e7\u00f5es inteligentes e m\u00ednima interven\u00e7\u00e3o manual.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cOs bancos portugueses est\u00e3o a usar a IA, sobretudo em assistentes virtuais e em chatbots, na personaliza\u00e7\u00e3o de produtos, na automa\u00e7\u00e3o de processos e na preven\u00e7\u00e3o de fraude\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Qual (ou quais) dos bancos portugueses est\u00e1(\u00e3o) mais avan\u00e7ado(s) no uso de IA?<\/strong><\/p>\n<p>O setor banc\u00e1rio portugu\u00eas, de forma geral, est\u00e1 a investir fortemente em IA, com a maioria das institui\u00e7\u00f5es a utilizar IA para otimizar processos internos e muitas delas a focar-se na melhoria do processamento de transa\u00e7\u00f5es e automa\u00e7\u00e3o com IA.<\/p>\n<p>O setor, no seu conjunto, est\u00e1 a acelerar a transforma\u00e7\u00e3o digital com IA, e h\u00e1 v\u00e1rios casos de inova\u00e7\u00e3o e lideran\u00e7a pelo exemplo e pela escala das suas iniciativas em diferentes dom\u00ednios. N\u00e3o tendo informa\u00e7\u00e3o detalhada de todos os players do mercado em Portugal, podemos dar nota que h\u00e1 entidades a adotar um modelo de AI Factory que facilita a replica\u00e7\u00e3o de casos de uso e de componentes, entre diferentes \u00e1reas do banco, ou mesmo entre diferentes institui\u00e7\u00f5es, promovendo a partilha de boas pr\u00e1ticas e acelerando a ado\u00e7\u00e3o da IA. Disponibilizando solu\u00e7\u00f5es, agentes e servi\u00e7os prontos para serem utilizados, frameworks de governance, capacita\u00e7\u00e3o e ativos reutiliz\u00e1veis, a AI Factory contribui para reduzir barreiras t\u00e9cnicas, moderniza\u00e7\u00e3o dos dados, acelera o time-to-market e garante conformidade regulat\u00f3ria, permitindo avan\u00e7ar mais rapidamente e com menor risco na\u00a0jornada de transforma\u00e7\u00e3o digital com IA.<\/p>\n<p><strong>O estudo aponta para uma mudan\u00e7a estrutural do modelo banc\u00e1rio que se antecipa com a IA. De forma simples, pode descrever que mudan\u00e7a ser\u00e1 essa?<\/strong><\/p>\n<p>A mudan\u00e7a estrutural antecipada pela KPMG considera uma evolu\u00e7\u00e3o para um banco digital, aberto, colaborativo e centrado no cliente, onde a IA \u00e9 o motor da inova\u00e7\u00e3o, efici\u00eancia e personaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O pilar fundacional desta evolu\u00e7\u00e3o, para um modelo de neg\u00f3cio \u201cnativo de IA\u201d, integrando IA em todas as \u00e1reas do neg\u00f3cio ou \u201cmodelo de neg\u00f3cio AI-by-design\u201d implica que a IA seja mais do que um complemento, ou uma camada adicional aos processos existentes, mas sim que seja pensada e integrada desde a fase de conce\u00e7\u00e3o dos processos, produtos e sistemas. Ou seja, a IA estar\u00e1 no centro da estrat\u00e9gia, arquitetura e opera\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio, influenciando todas as decis\u00f5es e fluxos de valor.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cGradualmente os bancos v\u00e3o deixar de ser institui\u00e7\u00f5es isoladas, passando a integrar ecossistemas de parceiros (tecnol\u00f3gicas, fintechs, universidades, startups)\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Em detalhe, acreditamos que essa mudan\u00e7a estrutural ser\u00e1 alavancada por cinco fatores determinantes:<\/p>\n<p>1. De bancos fechados para ecossistemas abertos: Gradualmente os bancos v\u00e3o deixar de ser institui\u00e7\u00f5es isoladas, passando a integrar ecossistemas de parceiros (tecnol\u00f3gicas, fintechs, universidades, startups) que colaboram para criar e entregar solu\u00e7\u00f5es inovadoras, permitindo-lhes aceder rapidamente a novas compet\u00eancias, tecnologias e mercados.<\/p>\n<p>2. Automa\u00e7\u00e3o e personaliza\u00e7\u00e3o em larga escala: A IA vai automatizar tarefas rotineiras (processamento de dados, compliance, preven\u00e7\u00e3o de fraude) e permitir uma personaliza\u00e7\u00e3o profunda dos produtos e servi\u00e7os, adaptando-se \u00e0s necessidades e prefer\u00eancias de cada cliente em tempo real.<\/p>\n<p>3. Mudan\u00e7a do foco operacional para o foco no cliente: O modelo de neg\u00f3cio evolui de uma l\u00f3gica centrada na efici\u00eancia operacional para uma l\u00f3gica centrada na experi\u00eancia do cliente. A IA permite criar intera\u00e7\u00f5es mais inteligentes, proativas e personalizadas, tornando o banco mais consultivo e menos transacional.<\/p>\n<p>4. Novos produtos e servi\u00e7os digitais: A IA facilita o lan\u00e7amento acelerado de novos produtos digitais, como assistentes virtuais, motores de recomenda\u00e7\u00e3o, plataformas de investimento automatizado, solu\u00e7\u00f5es de onboarding digital e servi\u00e7os financeiros integrados em apps de terceiros.<\/p>\n<p>5. Governance, \u00e9tica e regula\u00e7\u00e3o como pilares essenciais: A ado\u00e7\u00e3o da IA exige novos modelos de governa\u00e7\u00e3o, frameworks \u00e9ticos e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 regula\u00e7\u00e3o, para garantir seguran\u00e7a, transpar\u00eancia e confian\u00e7a de clientes e parceiros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Rui Gon\u00e7alves, Partner and Head of Technology Consulting da KPMG Portugal, revela que uma das utiliza\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":229178,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,1256,32,33],"class_list":{"0":"post-229177","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-kpmg","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115896130154346450","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=229177"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229177\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/229178"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=229177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=229177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=229177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}