{"id":229536,"date":"2026-01-15T05:37:12","date_gmt":"2026-01-15T05:37:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/229536\/"},"modified":"2026-01-15T05:37:12","modified_gmt":"2026-01-15T05:37:12","slug":"t-rex-levava-ate-40-anos-para-atingir-o-tamanho-adulto-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/229536\/","title":{"rendered":"T. Rex levava at\u00e9 40 anos para atingir o tamanho adulto, aponta estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>\n                Ler Resumo<\/p>\n<ul class=\"resume-list\" id=\"resume-list\" aria-hidden=\"true\">\n<li class=\"section-item section-intro\">\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Uma nova pesquisa revoluciona a imagem do T. rex: o gigante predador cresceu muito mais lentamente e por mais tempo, atingindo o tamanho m\u00e1ximo por volta dos 35-40 anos, n\u00e3o 20. A descoberta, baseada em vasta an\u00e1lise \u00f3ssea, redefine sua longevidade, papel ecol\u00f3gico e reacende o debate sobre outras esp\u00e9cies de tiranossauros.<\/p>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-topicos\">\n<ul>\n<li>O T. rex cresceu por at\u00e9 40 anos, desmistificando a ideia de crescimento r\u00e1pido e longevidade curta.<\/li>\n<li>Nova metodologia com 17 esp\u00e9cimes e luz especial revelou marcas de crescimento \u00f3sseo antes ignoradas.<\/li>\n<li>A longa \u201cadolesc\u00eancia\u201d do T. rex impacta sua compreens\u00e3o ecol\u00f3gica, sugerindo diferentes pap\u00e9is para os jovens.<\/li>\n<li>A pesquisa reacende o debate sobre a exist\u00eancia de m\u00faltiplas esp\u00e9cies de tiranossauros, al\u00e9m do T. rex, como o *Nanotyrannus*.<\/li>\n<li>O estudo questiona m\u00e9todos antigos de an\u00e1lise \u00f3ssea, podendo redefinir a hist\u00f3ria de crescimento de outros dinossauros.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-info\">\n<p style=\"margin: 0;\">Este resumo foi \u00fatil?<\/p>\n<p>\n                            \ud83d\udc4d<br \/>\ud83d\udc4e\n                        <\/p>\n<p>                    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela reda\u00e7\u00e3o da Editora Abril.\n                <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Durante mais de duas d\u00e9cadas, a imagem cient\u00edfica do Tyrannosaurus rex parecia relativamente consolidada. O maior predador terrestre do Cret\u00e1ceo, que viveu entre cerca de 69 e 66 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, teria crescido r\u00e1pido, atingido seu tamanho m\u00e1ximo por volta dos 20 anos e vivido, no m\u00e1ximo, at\u00e9 os 30.\u00a0<\/p>\n<p>Essa narrativa, baseada em estudos do in\u00edcio dos anos 2000, acaba de ser profundamente revisada. Um novo trabalho, publicado na revista <a href=\"https:\/\/peerj.com\/articles\/20469\/#\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">PeerJ<\/a>, indica que o crescimento do T. rex foi muito mais lento e prolongado: alguns indiv\u00edduos continuaram aumentando de tamanho at\u00e9 os 35 ou 40 anos de idade.<\/p>\n<p>A descoberta \u00e9 resultado da an\u00e1lise mais ampla j\u00e1 feita sobre o crescimento desse dinossauro, reunindo dados histol\u00f3gicos de 17 esp\u00e9cimes, desde pequenos juvenis at\u00e9 adultos gigantescos.\u00a0<\/p>\n<p>O estudo foi liderado por Holly Woodward, professora de anatomia da Universidade Estadual de Oklahoma, em parceria com o matem\u00e1tico e paleobi\u00f3logo Nathan Myhrvold, da Intellectual Ventures, e o paleont\u00f3logo Jack Horner, da Universidade Chapman.<\/p>\n<p>Ele mostra que a trajet\u00f3ria de desenvolvimento do T. rex foi marcada por uma longa fase subadulta, o que muda n\u00e3o apenas a estimativa de sua idade e longevidade, mas tamb\u00e9m a forma como os paleont\u00f3logos entendem seu papel ecol\u00f3gico e at\u00e9 mesmo quantas esp\u00e9cies diferentes podem estar escondidas sob o nome \u201cTyrannosaurus rex\u201d.<\/p>\n<p>Compartilhe essa mat\u00e9ria via:<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>A base dessa revis\u00e3o est\u00e1 nos ossos. Assim como \u00e1rvores formam an\u00e9is anuais em seus troncos, muitos vertebrados registram ciclos de crescimento em seus ossos. Esses an\u00e9is, conhecidos como marcas de crescimento cortical, se formam quando o crescimento desacelera ou para temporariamente, geralmente uma vez por ano. <\/p>\n<p>Ao contar e medir esses an\u00e9is em ossos fossilizados, pesquisadores conseguem estimar a idade do animal quando morreu e reconstruir sua hist\u00f3ria de crescimento.<\/p>\n<p>Os modelos cl\u00e1ssicos de crescimento do T. rex desenvolvidos no in\u00edcio dos anos 2000 usaram esse princ\u00edpio, mas tinham limita\u00e7\u00f5es importantes. Eles se baseavam em um n\u00famero pequeno de f\u00f3sseis (no m\u00e1ximo sete indiv\u00edduos) e frequentemente combinavam dados de diferentes ossos do esqueleto, que n\u00e3o crescem nem se remodelam da mesma forma. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, cada animal contribu\u00eda com apenas um ponto na curva de crescimento, o que reduzia drasticamente a resolu\u00e7\u00e3o dos modelos.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Desta vez, a equipe analisou cortes transversais completos do f\u00eamur e da t\u00edbia, ossos que sustentam o peso do corpo, de 17 indiv\u00edduos diferentes. Esses cortes finos foram examinados sob diferentes tipos de luz, o que permitiu identificar marcas de crescimento que passam despercebidas em an\u00e1lises convencionais.\u00a0<\/p>\n<p>Algumas dessas marcas s\u00f3 se tornam vis\u00edveis com um tipo especial de ilumina\u00e7\u00e3o, revelando anos de crescimento que simplesmente n\u00e3o haviam sido contabilizados antes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do trabalho microsc\u00f3pico, o estudo adotou uma abordagem estat\u00edstica nova para esse tipo de dado. Em vez de calcular primeiro a idade de cada f\u00f3ssil e s\u00f3 depois tra\u00e7ar uma curva geral de crescimento, os pesquisadores criaram um modelo que estima, ao mesmo tempo, a idade relativa de cada indiv\u00edduo e a curva de crescimento da popula\u00e7\u00e3o como um todo. <\/p>\n<p>Assim, foi poss\u00edvel combinar registros incompletos de v\u00e1rios animais em uma \u00fanica trajet\u00f3ria, mais pr\u00f3xima do que ocorreu na natureza.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Conforme explicou Myhrvold em <a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2026-01-rex-grew-slowly-reveals-king.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">comunicado<\/a>, essa curva conjunta revela n\u00e3o s\u00f3 que o crescimento do Tyrannosaurus foi mais lento do que se pensava, mas tamb\u00e9m que havia grande varia\u00e7\u00e3o entre os indiv\u00edduos, provavelmente relacionada a fatores ambientais, acesso a alimento e, em alguns casos, problemas de sa\u00fade ou les\u00f5es.<\/p>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Curva de crescimento do Tyrannosaurus reconstru\u00edda a partir de m\u00faltiplos f\u00f3sseis.\" class=\"size-full wp-image-486281\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1401-Dinossauro-layout_site1.jpg\" border=\"0\" title=\"1401-Dinossauro-layout_site1\" width=\"1024\" height=\"682\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"\/Holly Woodward Ballard\" data-image-caption=\"Curva de crescimento do Tyrannosaurus reconstru\u00edda a partir de m\u00faltiplos f\u00f3sseis.\" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n     Curva de crescimento do Tyrannosaurus reconstru\u00edda a partir de m\u00faltiplos f\u00f3sseis. (\/Holly Woodward Ballard\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>O resultado mais marcante \u00e9 a revis\u00e3o do tempo necess\u00e1rio para o T. rex atingir o tamanho adulto. Em vez de alcan\u00e7ar cerca de oito toneladas em pouco mais de 20 anos, como se pensava, o novo modelo indica que o crescimento continuava por at\u00e9 quatro d\u00e9cadas. <\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que todos os indiv\u00edduos chegavam a essa idade. Pelo contr\u00e1rio: apenas dois dos 17 esp\u00e9cimes analisados parecem ter atingido plenamente o tamanho adulto. A maioria provavelmente morreu antes, ainda em fases intermedi\u00e1rias de crescimento.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Essa longa adolesc\u00eancia tem implica\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas importantes. Um T. rex de 10, 15 ou 25 anos n\u00e3o era apenas um \u201cadulto em miniatura\u201d, mas um animal com tamanho, for\u00e7a e necessidades energ\u00e9ticas diferentes. Para Jack Horner, isso ajuda a explicar o sucesso evolutivo do grupo.<\/p>\n<p> \u201cUma fase de crescimento de quatro d\u00e9cadas pode ter permitido que os tiranossauros mais jovens desempenhassem uma variedade de fun\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas em seus ambientes\u201d, afirmou em nota. \u201cEsse pode ser um dos fatores que lhes permitiu dominar o final do per\u00edodo Cret\u00e1ceo como carn\u00edvoros de topo da cadeia alimentar.\u201d<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m reacende um debate antigo e controverso na paleontologia: afinal, quantas esp\u00e9cies de tiranossauro existiram? H\u00e1 d\u00e9cadas, alguns pesquisadores argumentam que certos f\u00f3sseis menores, tradicionalmente classificados como juvenis de T. rex, pertencem na verdade a uma esp\u00e9cie distinta, chamada Nanotyrannus. Outros v\u00e3o al\u00e9m e sugerem que at\u00e9 mesmo os grandes tiranossauros poderiam representar duas ou tr\u00eas esp\u00e9cies diferentes.<\/p>\n<p>Para lidar com essa incerteza, os autores adotam o termo \u201ccomplexo de esp\u00e9cies Tyrannosaurus rex\u201d, reconhecendo que a variabilidade entre os f\u00f3sseis pode refletir tanto diferen\u00e7as de idade quanto diferen\u00e7as taxon\u00f4micas reais. Dentro desse conjunto, dois esp\u00e9cimes famosos, apelidados de \u201cJane\u201d e \u201cPetey\u201d, chamam aten\u00e7\u00e3o. Suas curvas de crescimento s\u00e3o estatisticamente incompat\u00edveis com as dos demais indiv\u00edduos analisados.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o prova, por si s\u00f3, que se trate de esp\u00e9cies diferentes, mas indica que algo os distingue de forma consistente. Eles podem representar outra esp\u00e9cie, indiv\u00edduos com crescimento at\u00edpico devido a doen\u00e7a ou estresse ambiental, ou at\u00e9 casos de nanismo.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m das implica\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para o T. rex, o estudo aponta para um problema metodol\u00f3gico mais amplo. A identifica\u00e7\u00e3o e a interpreta\u00e7\u00e3o das marcas de crescimento nos ossos podem ser mais complexas do que se imaginava. <\/p>\n<p>Marcas muito pr\u00f3ximas umas das outras, ou vis\u00edveis apenas sob certos tipos de luz, podem ter sido ignoradas ou interpretadas de forma inconsistente em pesquisas anteriores.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cInterpretar m\u00faltiplas marcas de crescimento muito pr\u00f3ximas umas das outras \u00e9 complicado\u201d, disse Myhrvold. \u201cEncontramos fortes ind\u00edcios de que os protocolos normalmente usados em estudos de crescimento talvez precisem ser revisados.\u201d<\/p>\n<p>Isso significa que outros dinossauros, cujas hist\u00f3rias de vida foram reconstru\u00eddas com m\u00e9todos semelhantes aos antigos modelos do T. rex, talvez tamb\u00e9m tenham crescido mais lentamente e vivido mais tempo do que se acredita hoje.\u00a0<\/p>\n<p>AS MAIS LIDAS DA SEMANA<\/p>\n<p>\n                            Toda sexta, uma sele\u00e7\u00e3o das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.<br \/>\n                                <strong><br \/>\n                                    Inscreva-se aqui<br \/>\n                                <\/strong><\/p>\n<p>                            Cadastro efetuado com sucesso!<\/p>\n<p>Voc\u00ea receber\u00e1 nossas newsletters pela manh\u00e3 de segunda a sexta-feira.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ler Resumo Introdu\u00e7\u00e3o Uma nova pesquisa revoluciona a imagem do T. rex: o gigante predador cresceu muito mais&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":229537,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-229536","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115897502479957934","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229536","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=229536"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229536\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/229537"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=229536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=229536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=229536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}