{"id":229600,"date":"2026-01-15T07:16:21","date_gmt":"2026-01-15T07:16:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/229600\/"},"modified":"2026-01-15T07:16:21","modified_gmt":"2026-01-15T07:16:21","slug":"o-hipercarro-que-quer-humilhar-um-carro-de-formula-1-num-circuito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/229600\/","title":{"rendered":"o hipercarro que quer &#8216;humilhar&#8217; um carro de F\u00f3rmula 1\u2026 num circuito"},"content":{"rendered":"<p>A Red Bull decidiu levar a ambi\u00e7\u00e3o para l\u00e1 do dom\u00ednio absoluto na F\u00f3rmula 1. Com o RB17, a marca austr\u00edaca entra no territ\u00f3rio dos hipercarros mais extremos alguma vez concebidos, com um objetivo claro: criar um carro de pista capaz, segundo dados de simulador, de superar um monolugar de F\u00f3rmula 1 no circuito de Spa-Francorchamps. Uma afirma\u00e7\u00e3o ousada, mas sustentada por n\u00fameros que colocam o projeto num patamar sem precedentes.<\/p>\n<p>Apesar da designa\u00e7\u00e3o lembrar um monolugar, o RB17 \u00e9 um hipercarro radical para track days, n\u00e3o homologado para estrada e desenvolvido sem qualquer limita\u00e7\u00e3o regulamentar. De acordo com o \u2018El Economista\u2019, em teoria este modelo poderia completar uma volta a Spa em cerca de 1 minuto e 38 segundos, um registo aproximadamente dois segundos mais r\u00e1pido do que a pole position do Grande Pr\u00e9mio da B\u00e9lgica, com uma vantagem potencialmente ainda maior face aos F\u00f3rmula 1 que entrar\u00e3o em a\u00e7\u00e3o a partir de 2026.<\/p>\n<p><strong>A assinatura de Adrian Newey<\/strong><\/p>\n<p>O desenvolvimento do RB17 tem a marca de Adrian Newey, considerado o engenheiro mais influente da era moderna da F\u00f3rmula 1. O respons\u00e1vel t\u00e9cnico esteve tamb\u00e9m por tr\u00e1s do Aston Martin Valkyrie, o que explica as semelhan\u00e7as iniciais entre os dois projetos quando o RB17 ainda era prot\u00f3tipo. Embora atualmente ligado \u00e0 Aston Martin, Newey manteve-se envolvido na fase final deste hipercarro, que assinala igualmente a estreia da Red Bull Advanced Technologies como fabricante independente, ap\u00f3s a experi\u00eancia adquirida com o Valkyrie.<\/p>\n<p><strong>Aerodin\u00e2mica extrema e est\u00e9tica funcional<\/strong><\/p>\n<p>A vers\u00e3o final apresentada revela um desenho mais refinado do que o prot\u00f3tipo mostrado em Goodwood, em 2024. Mant\u00e9m uma est\u00e9tica agressiva, mas claramente orientada para a fun\u00e7\u00e3o: far\u00f3is LED ultrafinos, canais aerodin\u00e2micos esculpidos em fibra de carbono, uma barbatana central inspirada nos prot\u00f3tipos de Le Mans, entradas de ar meticulosamente trabalhadas e uma silhueta mais compacta. As portas foram igualmente redesenhadas e adotam agora um sistema de abertura tipo borboleta, facilitando o acesso ao habit\u00e1culo.<\/p>\n<p><strong>1.700 kg de downforce e menos de 900 kg de peso<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 sob a carro\u00e7aria que reside o verdadeiro salto tecnol\u00f3gico. O RB17 promete gerar at\u00e9 1.700 kg de downforce e suportar acelera\u00e7\u00f5es laterais pr\u00f3ximas de 5G, resultado de solu\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas de efeito solo e de uma abordagem aerodin\u00e2mica sem compromissos. Tudo isto num conjunto com um peso alvo inferior a 900 kg, um valor extraordin\u00e1rio para um hipercarro h\u00edbrido deste n\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Um V10 que evoca a F\u00f3rmula 1 dos anos 90<\/strong><\/p>\n<p>O cora\u00e7\u00e3o do RB17 \u00e9 um motor Cosworth V10 atmosf\u00e9rico de 4,5 litros, capaz de atingir 15.000 rota\u00e7\u00f5es por minuto e debitar 1.000 cavalos. A este junta-se um motor el\u00e9trico com mais 200 cavalos, respons\u00e1vel n\u00e3o apenas pelo refor\u00e7o de pot\u00eancia, mas tamb\u00e9m pela gest\u00e3o da marcha-atr\u00e1s e pela suaviza\u00e7\u00e3o das passagens de caixa. A transmiss\u00e3o \u00e9 sequencial de seis velocidades, mais compacta e leve. Segundo o \u2018El Economista\u2019, Adrian Newey garante que a sonoridade remete diretamente para os F\u00f3rmula 1 do final da d\u00e9cada de 1990, tendo como refer\u00eancia o McLaren MP4\/15.<\/p>\n<p><strong>Interior sem concess\u00f5es ao conforto<\/strong><\/p>\n<p>No interior, a filosofia \u00e9 clara e intransigente. N\u00e3o h\u00e1 ecr\u00e3s t\u00e1teis nem sistemas de infoentretenimento. Apenas comandos f\u00edsicos pensados exclusivamente para utiliza\u00e7\u00e3o em pista, integrados numa estrutura concebida de acordo com os padr\u00f5es de seguran\u00e7a do Campeonato do Mundo de Endurance. Cada elemento foi desenhado com um \u00fanico objetivo: maximizar o desempenho.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o produzidas apenas 50 unidades, todas j\u00e1 vendidas, com um pre\u00e7o superior a 6,2 milh\u00f5es de euros. Cinquenta propriet\u00e1rios ter\u00e3o acesso ao que promete ser o carro de pista mais r\u00e1pido alguma vez criado. Um F\u00f3rmula 1 sem regras. E, no universo do automobilismo, poucas descri\u00e7\u00f5es poderiam ser mais claras do que essa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Red Bull decidiu levar a ambi\u00e7\u00e3o para l\u00e1 do dom\u00ednio absoluto na F\u00f3rmula 1. 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