{"id":229953,"date":"2026-01-15T13:38:07","date_gmt":"2026-01-15T13:38:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/229953\/"},"modified":"2026-01-15T13:38:07","modified_gmt":"2026-01-15T13:38:07","slug":"causas-nao-tradicionais-explicam-a-maior-parte-dos-infartos-na-mulher-com-menos-de-65-anos-conheca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/229953\/","title":{"rendered":"Causas n\u00e3o tradicionais explicam a maior parte dos infartos na mulher com menos de 65 anos; conhe\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Mais da metade dos <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/infarto\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/infarto\/\">infartos<\/a> em mulheres com menos de 65 anos n\u00e3o \u00e9 causada pela forma\u00e7\u00e3o de placas nas art\u00e9rias, conclui um <a href=\"https:\/\/www.jacc.org\/doi\/10.1016\/j.jacc.2025.07.012\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.jacc.org\/doi\/10.1016\/j.jacc.2025.07.012\">estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology<\/a>. <\/p>\n<p>Conduzida por profissionais da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, a pesquisa reuniu mais de 15 anos de dados, de janeiro de 2003 a mar\u00e7o de 2018, e constatou a predomin\u00e2ncia de causas n\u00e3o tradicionais nas pacientes mais jovens.<\/p>\n<p>Considerando ambos os sexos, a causa mais comum de infarto foi a aterosclerose, doen\u00e7a caracterizada pelo ac\u00famulo de gordura e consequente inflama\u00e7\u00e3o da parede dos vasos sangu\u00edneos. Separados os pacientes, por\u00e9m, ela representou apenas 47% dos epis\u00f3dios em mulheres, em compara\u00e7\u00e3o a 75% em homens.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Em pacientes do sexo feminino, fatores n\u00e3o tradicionais, como dissec\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea da art\u00e9ria coron\u00e1ria (DEAC), embolia e vasoespasmo, foram o grande destaque.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Dissec\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea da art\u00e9ria coron\u00e1ria \u00e9 quase seis vezes mais comum nas mulheres, segundo levantamento da Mayo Clinic.\u00a0Foto:  dragonstock\/Adobe Stock<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cEssa pesquisa coloca no centro das aten\u00e7\u00f5es as causas de ataque card\u00edaco que historicamente t\u00eam sido pouco reconhecidas, especialmente em mulheres,\u201d diz em nota a cardiologista intervencionista Claire Raphael, primeira autora do estudo. \u201cQuando a causa raiz \u00e9 mal interpretada, isso pode levar a tratamentos menos eficazes \u2014 ou at\u00e9 mesmo prejudiciais.\u201d<\/p>\n<p>Causas e sintomas espec\u00edficos <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">O cirurgi\u00e3o cardiovascular Jos\u00e9 C\u00edcero Stocco Guilhen, do Grupo Santa Joana, explica que o infarto do mioc\u00e1rdio ocorre quando h\u00e1 interrup\u00e7\u00e3o do fluxo sangu\u00edneo para uma regi\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/coracao\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/coracao\/\">m\u00fasculo card\u00edaco<\/a>. \u201cIsso acarreta falta de oxig\u00eanio e nutrientes, levando \u00e0 morte das c\u00e9lulas card\u00edacas\u201d, diz o m\u00e9dico, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Segundo o especialista, na popula\u00e7\u00e3o geral, infartos podem se manifestar como dor ou queima\u00e7\u00e3o no peito que irradia para o bra\u00e7o esquerdo ou mand\u00edbula. Em algumas mulheres, no entanto, os sintomas podem ser menos espec\u00edficos.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">A cardiologista Layla Benevides, do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas em Bras\u00edlia, elenca o que chama de \u201csintomas at\u00edpicos\u201d: <\/p>\n<ul>\n<li class=\" \">sensa\u00e7\u00e3o de mal-estar intenso;<\/li>\n<li class=\" \">falta de ar;<\/li>\n<li class=\" \">n\u00e1usea;<\/li>\n<li class=\" \">v\u00f4mitos;<\/li>\n<li class=\" \">desmaio;<\/li>\n<li class=\" \">dor nas costas;<\/li>\n<li class=\" \">dor no est\u00f4mago;<\/li>\n<li class=\" \">cansa\u00e7o extremo inexplic\u00e1vel.<\/li>\n<\/ul>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cEssas diferen\u00e7as (de sintomas entre homens e mulheres) s\u00e3o extremamente importantes porque fazem com que mulheres demorem mais a procurar atendimento, profissionais de sa\u00fade subestimem o risco cardiovascular feminino e o diagn\u00f3stico demore mais a ser feito\u201d destaca Layla, que n\u00e3o integrou o estudo.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico incorreto<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">De acordo com o estudo, a DEAC, em que ocorre uma separa\u00e7\u00e3o das camadas da parede arterial coronariana, \u00e9 quase seis vezes mais comum nas mulheres. \u00c9 tamb\u00e9m uma causa geralmente classificada de modo errado: 55% dos casos foram inicialmente avaliados como infarto tradicional.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Na pr\u00e1tica, os especialistas alertam que erros dessa natureza podem impactar o acesso ao tratamento adequado. \u201cPodem piorar o quadro cl\u00ednico do paciente, com maior risco de complica\u00e7\u00f5es e morte\u201d, refor\u00e7a Guilhen.<\/p>\n<p>\u201cQuando o infarto \u00e9 causado por dissec\u00e7\u00e3o de coron\u00e1ria ou estresse sist\u00eamico\u201d, explica Layla, \u201co mesmo tratamento indicado para um infarto causado por placa de gordura e trombo pode aumentar o risco de sangramento, piorar a les\u00e3o da art\u00e9ria e gerar complica\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias\u201d.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico de infartos causados por DEAC, os cardiologistas explicam que os sintomas tendem a ser muito parecidos com os de um infarto cl\u00e1ssico, o que pode dificultar o diagn\u00f3stico. \u201cDo ponto de vista cl\u00ednico, n\u00e3o h\u00e1 como diferenciar apenas pelos sintomas. A principal diferen\u00e7a est\u00e1 no perfil da paciente\u201d, aponta Layla.<\/p>\n<p>Infec\u00e7\u00e3o, anemia e sepse<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m mostrou que infartos associados a fatores de estresse sist\u00eamico, como infec\u00e7\u00e3o, anemia e sepse, t\u00eam maior taxa de mortalidade em cinco anos, chegando a 33%.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Esse tipo de infarto tem alguns motivos para ter mais chances de pior desfecho em longo prazo. Layla explica que, nesse cen\u00e1rio, o cora\u00e7\u00e3o sofre porque o corpo inteiro est\u00e1 sofrendo. \u201cH\u00e1 um desequil\u00edbrio entre oferta e demanda de oxig\u00eanio do m\u00fasculo card\u00edaco: o cora\u00e7\u00e3o precisa de mais e o organismo entrega menos. Esses pacientes, em geral, j\u00e1 est\u00e3o mais graves desde o in\u00edcio\u201d, diz. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, ela destaca que idosos, pessoas com m\u00faltiplas doen\u00e7as cr\u00f4nicas e com reserva card\u00edaca menor costumam ser as mais afetadas.<\/p>\n<p>Para lembrar<\/p>\n<p>Mesmo sem a presen\u00e7a de fatores de risco cl\u00e1ssicos, como colesterol alto, press\u00e3o elevada ou hist\u00f3rico familiar,<strong> <\/strong>os cardiologistas ressaltam sintomas que n\u00e3o devem ser ignorados:<\/p>\n<ul>\n<li class=\" \">falta de ar s\u00fabita ou desproporcional ao esfor\u00e7o; <\/li>\n<li class=\" \">cansa\u00e7o extremo e fora do padr\u00e3o habitual;<\/li>\n<li class=\" \">dor no peito, nas costas ou na mand\u00edbula;<\/li>\n<li class=\" \">desconforto no pesco\u00e7o;<\/li>\n<li class=\" \">queima\u00e7\u00e3o no est\u00f4mago;<\/li>\n<li class=\" \">peso nos ombros.<\/li>\n<\/ul>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Al\u00e9m desses, os m\u00e9dicos destacam que n\u00e1useas, sudorese fria, mal-estar s\u00fabito, tontura, desmaio e palpita\u00e7\u00f5es persistentes tamb\u00e9m precisam ser avaliados por um m\u00e9dico, mesmo em mulheres jovens e sem fatores de risco. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mais da metade dos infartos em mulheres com menos de 65 anos n\u00e3o \u00e9 causada pela forma\u00e7\u00e3o de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":229954,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[44098,44099,12085,11810,7666,7359,20372,44100,3615,5490,17832,21278,19848,44101,4192,116,7364,7674,21802,44102,183,7367,44103,44104,44105,44106,4200,1798,1112,44107,44108,32,21958,33,5511,117,14160,11468,7378,44109,200],"class_list":{"0":"post-229953","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-accidents","9":"tag-acute-angle","10":"tag-adult","11":"tag-breast","12":"tag-cardiologist","13":"tag-caucasian","14":"tag-chest","15":"tag-chest-pain","16":"tag-close-up","17":"tag-danger","18":"tag-emergency","19":"tag-failure","20":"tag-females","21":"tag-gripping","22":"tag-hand","23":"tag-health","24":"tag-healthcare","25":"tag-heart","26":"tag-heart-attack","27":"tag-heart-disease","28":"tag-home","29":"tag-illness","30":"tag-infarction","31":"tag-internal-organ","32":"tag-medical-exam","33":"tag-myocardium","34":"tag-pain","35":"tag-patient","36":"tag-people","37":"tag-physical-injury","38":"tag-physical-pressure","39":"tag-portugal","40":"tag-problems","41":"tag-pt","42":"tag-risk","43":"tag-saude","44":"tag-stress","45":"tag-symbol","46":"tag-symptom","47":"tag-urgency","48":"tag-woman"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229953","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=229953"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/229953\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/229954"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=229953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=229953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=229953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}