{"id":230076,"date":"2026-01-15T15:14:08","date_gmt":"2026-01-15T15:14:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/230076\/"},"modified":"2026-01-15T15:14:08","modified_gmt":"2026-01-15T15:14:08","slug":"rappers-da-linha-de-sintra-fora-da-radio-gigantes-online-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/230076\/","title":{"rendered":"Rappers da Linha de Sintra: fora da r\u00e1dio, gigantes \u201conline\u201d | M\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p>V\u00e1rios <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/11\/29\/culturaipsilon\/noticia\/40-anos-12-discos-paisagem-rap-portugues-2071705\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">rappers portugueses<\/a>, que cresceram na Linha de Sintra, atingiram o sucesso sem a ajuda dos meios tradicionais de divulga\u00e7\u00e3o, como r\u00e1dio e televis\u00e3o, e alcan\u00e7aram nas plataformas digitais discos de ouro e milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos acesso a managers, n\u00e3o t\u00ednhamos acesso \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o\u201d conta \u00e0 Lusa o m\u00fasico Prod\u00edgio, nome art\u00edstico de Osvaldo Moniz. Nesse sentido, \u201cvend\u00edamos os nossos trabalhos de m\u00e3o em m\u00e3o\u201d, vestidos \u201ccom aquelas roupas largas\u201d, imagem dos artistas da m\u00fasica urbana, que engloba estilos como o rap e o hip-hop.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        O rapper Osvaldo Moniz, conhecido por Prod\u00edgio&#13;<br \/>\nJos\u00e9 Sena Goul\u00e3o\/LUSA                    &#13;<\/p>\n<p>O rapper, de 37 anos, nasceu em Angola, mas cedo veio viver para Queluz, na Linha de Sintra. A\u00ed criou os seus primeiros sucessos. Muitos deles tiveram como temas \u201c\u00e1lcool, mi\u00fadas, um bocadinho de bo\u00e9mia\u201d, o que ter\u00e1, na sua opini\u00e3o, contribu\u00eddo para alguma penaliza\u00e7\u00e3o. \u201cA gente n\u00e3o passava na r\u00e1dio\u201d e \u201cn\u00e3o \u00e9ramos bem-vindos na televis\u00e3o\u201d, descreve.<\/p>\n<p>O produtor musical Daus, nome art\u00edstico de Pedro Silva, confirma. \u201cOs rapazes que v\u00eam do urbano est\u00e3o habituados a fazer com pouco, ent\u00e3o criaram mecanismos e foi tudo criado \u00e0 volta do n\u00e3o ter, de n\u00e3o contar com esse lado\u201d, quer da parte televisiva, quer da r\u00e1dio.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        O produtor de RAP, Daus&#13;<br \/>\nMIGUEL A. LOPES \/ LUSA                    &#13;<\/p>\n<p>\u201cNormalmente, um artista urbano come\u00e7a a explodir no pr\u00f3prio meio dele, na zona onde mora, e depois vai se alimentando por a\u00ed, neste caso na Linha de Sintra, se for preciso\u201d, explica Daus. Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Lusa, acrescenta que estes artistas se acostumaram \u201ca n\u00e3o ter qualquer tipo de apoio\u201d na divulga\u00e7\u00e3o em meios tradicionais.<\/p>\n<p>No entanto, as portas est\u00e3o agora semiabertas, at\u00e9 porque este estilo musical come\u00e7ou a ser visto como capitaliz\u00e1vel, o que \u00e9 facilmente percept\u00edvel pelos milh\u00f5es de audi\u00e7\u00f5es e visualiza\u00e7\u00f5es que os rappers acumulam nas plataformas digitais.<\/p>\n<p>Para isso, h\u00e1 meios que n\u00e3o podem falhar, como o <a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Spotify<\/a>, um servi\u00e7o de m\u00fasica, podcast e v\u00eddeo digital que d\u00e1 acesso a milh\u00f5es de m\u00fasicas e a outros conte\u00fados de criadores de todo o mundo. Tamb\u00e9m o YouTube, apesar de hoje ter menos relev\u00e2ncia, ainda \u00e9 um canal importante para a carreira do artista.<\/p>\n<p>A r\u00e1dio continua a ser um bom canal para a parte de exposi\u00e7\u00e3o do artista, bem como os festivais, que deviam estar mais abertos a estes talentos. Talentos que enchem salas, mas ainda assim s\u00e3o desvalorizados em rela\u00e7\u00e3o aos que v\u00eam de fora, referem.<\/p>\n<p>Muitos destes \u201csoldados urbanos\u201d j\u00e1 vivem totalmente da m\u00fasica, como Ivandro. O seu tema <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PUtNnf1yZ-A\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Lua<\/a>\u200b, single lan\u00e7ado em 2022, permitiu ao cantor e compositor nascido em Angola e criado na Linha de Sintra alcan\u00e7ar um feito que coube a poucos. Atingir um Disco de Diamante, s\u00f3 poss\u00edvel ap\u00f3s 80.000 vendas e streams.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        O rapper Ivandro&#13;<br \/>\nANDR\u00c9 KOSTERS \/ LUSA                    &#13;<\/p>\n<p>O seu primeiro \u00e1lbum (<a href=\"https:\/\/www.bing.com\/videos\/riverview\/relatedvideo?q=trovador+ivandro&amp;&amp;mid=3A531A6ECE3E0CD540363A531A6ECE3E0CD54036&amp;FORM=VAMGZC\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Trovador<\/a>\u200b, 2024) teve mais de 100 milh\u00f5es de streams, sendo tamb\u00e9m Diamante. Os primeiros passos na m\u00fasica, por\u00e9m, foram dados ainda na escola de Mem Martins, onde agora sempre que regressa \u00e9 recebido por um batalh\u00e3o de f\u00e3s. Ivandro tem uma agenda cheia de espect\u00e1culos.<\/p>\n<p>Tal como T-Rex (Daniel), que cresceu em Monte Abra\u00e3o e recorda os primeiros passos na m\u00fasica, sentado numa cadeira no seu quarto a usar um microfone comprado \u201cno chin\u00eas\u201d. Desde que viu a sua m\u00fasica transformar-se em dinheiro entendeu que alcan\u00e7aria os seus objectivos financeiros. Os f\u00e3s ajudaram esse prop\u00f3sito e, em 2023, o seu \u00e1lbum de estreia (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ltpa6XNK0eA\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Cor D`\u00c1gua<\/a>\u200b) foi o mais ouvido, tendo j\u00e1 recebido v\u00e1rios Discos de Ouro e Platina.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        O rapper T-Rex&#13;<br \/>\nMIGUEL A. LOPES \/ LUSA                    &#13;<\/p>\n<p>Aos 28 anos, conta hoje com \u201cpessoas capacitadas\u201d para o ajudar a ganhar a vida com a m\u00fasica, seja atrav\u00e9s dos streams, dos concertos ou dos direitos de autor. E com a f\u00e9, que acredita ser o motor de todos os sonhos.<\/p>\n<p>O rapper Landim, 37 anos, assistiu \u00e0 explos\u00e3o do rap em Mem Martins e lembra-se bem dos primeiros tempos, quando os recursos eram nenhuns, mas a criatividade sobrava. \u00c0 Lusa, conta que o freestyle (improviso de rimas na hora) sempre funcionou como um exerc\u00edcio de ajuda \u00e0 criatividade.<\/p>\n<p>\u201cHoje em dia, em poucos minutos, consegues fazer uma m\u00fasica com o telefone, com dois ou tr\u00eas gadgets consegues fazer uma m\u00fasica. Antigamente era um bocadinho mais dif\u00edcil, mas tamb\u00e9m se calhar era a\u00ed que estava o prazer de remar contra a mar\u00e9\u201d, diz. Acrescenta que \u201cn\u00e3o havia Master, Spotify, YouTube ou distribui\u00e7\u00e3o digital. N\u00e3o havia nada disso\u201d.<\/p>\n<p>Hoje, apesar da difus\u00e3o desta m\u00fasica atrav\u00e9s das redes sociais, dos streams nas plataformas e dos milh\u00f5es de seguidores, estes artistas continuam a queixar-se de n\u00e3o terem igual destaque na r\u00e1dio ou nos festivais. \u201cA gente ainda olha muito para o estrangeiro e para o lado, como se a galinha do vizinho fosse melhor do que a nossa galinha\u201d, afirma T-Rex, dizendo acreditar que a qualidade vai conseguir levar estes artistas at\u00e9 onde desejam.<\/p>\n<p>O m\u00fasico e produtor Fumaxa recorda-se bem do pouco que havia quando come\u00e7ou na m\u00fasica urbana, em compara\u00e7\u00e3o com as ferramentas digitais actuais e at\u00e9 uma intelig\u00eancia artificial que, quer se queira quer n\u00e3o, assusta os criadores.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        O produtor Fumaxa&#13;<br \/>\nMIGUEL A. LOPES \/ LUSA                    &#13;<\/p>\n<p>\u201cAntigamente era um bocado mais dif\u00edcil, n\u00e3o havia muito conhecimento. Eu com 14 anos n\u00e3o fazia o que o meu sobrinho faz\u201d, descreve. O artista explica que o sobrinho aprendeu a tocar piano no YouTube, nunca teve aulas para isso. Considera que esta pan\u00f3plia \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o facilita muito e abre uma janela de oportunidades a v\u00e1rios jovens, que podem seguir o que quiserem, seja na m\u00fasica, seja no v\u00eddeo, seja no que for.<\/p>\n<p>E at\u00e9 a intelig\u00eancia artificial pode dar uma ajuda, ao n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o e da cria\u00e7\u00e3o. No entanto, Fumaxa destaca que \u201ca IA ajuda, mas \u00e9 o artista que mais manda\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"V\u00e1rios rappers portugueses, que cresceram na Linha de Sintra, atingiram o sucesso sem a ajuda dos meios tradicionais&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":230077,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[141],"tags":[114,115,149,150,534,542,32,33,1641,940],"class_list":{"0":"post-230076","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-musica","8":"tag-entertainment","9":"tag-entretenimento","10":"tag-music","11":"tag-musica","12":"tag-p3","13":"tag-para-redes","14":"tag-portugal","15":"tag-pt","16":"tag-rap","17":"tag-streaming"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115899771352693792","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230076","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=230076"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230076\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/230077"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=230076"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=230076"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=230076"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}