{"id":230319,"date":"2026-01-15T18:08:12","date_gmt":"2026-01-15T18:08:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/230319\/"},"modified":"2026-01-15T18:08:12","modified_gmt":"2026-01-15T18:08:12","slug":"atendimento-psicologico-no-cidh-auxilia-familias-a-lidar-com-diabetes-tipo-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/230319\/","title":{"rendered":"Atendimento psicol\u00f3gico no CIDH auxilia fam\u00edlias a lidar com diabetes tipo 1"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\n        &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n                <a href=\"\">15 de janeiro de 2026 &#8211; 11:22<\/a>&#13;<br \/>\n                                      #<a href=\"https:\/\/www.saude.ce.gov.br\/tag\/atendimento-psicologico\/\" rel=\"tag nofollow noopener\" target=\"_blank\">atendimento psicol\u00f3gico<\/a> #<a href=\"https:\/\/www.saude.ce.gov.br\/tag\/centro-integrado-de-diabetes-e-hipertensao-cidh\/\" rel=\"tag nofollow noopener\" target=\"_blank\">Centro Integrado de Diabetes e Hipertens\u00e3o (CIDH)<\/a> #<a href=\"https:\/\/www.saude.ce.gov.br\/tag\/cidh\/\" rel=\"tag nofollow noopener\" target=\"_blank\">CIDH<\/a> #<a href=\"https:\/\/www.saude.ce.gov.br\/tag\/janeiro-branco\/\" rel=\"tag nofollow noopener\" target=\"_blank\">janeiro branco<\/a> &#13;<br \/>\n                            &#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do CIDH<br \/>&#13;<br \/>\nTexto e Foto:  Thiago Mendes <br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n            &#13;<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-150560 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/CIDH-DIABETES-TIPO-1.png\" alt=\"\" width=\"775\" height=\"485\"  \/>Janeiro pede respiros e recome\u00e7os. Para fam\u00edlias com diagn\u00f3stico de diabetes tipo 1, cuidar da sa\u00fade mental \u00e9 caminho importante para entender a condi\u00e7\u00e3o e viver com mais sa\u00fade<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico da <strong>diabetes mellitus tipo 1<\/strong> em <strong>crian\u00e7as e adolescentes<\/strong> geralmente vem acompanhado de <strong>sentimentos de medo, culpa, ang\u00fastia e incerteza sobre o futuro<\/strong>. A condi\u00e7\u00e3o muda o estilo de vida n\u00e3o s\u00f3 da pessoa com diabetes, mas da fam\u00edlia, trazendo <strong>impactos para toda a vida<\/strong>. No <strong>Centro Integrado de Diabetes e Hipertens\u00e3o (CIDH)<\/strong>, unidade da rede da <strong>Secretaria da Sa\u00fade do Cear\u00e1 (Sesa)<\/strong>, o ambulat\u00f3rio de Psicologia ajuda pacientes e familiares a lidar melhor com a condi\u00e7\u00e3o sob o aspecto da <strong>sa\u00fade mental<\/strong>.<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga do CIDH, Helena Gomes, explica que o diagn\u00f3stico de diabetes tipo 1 geralmente surge em um momento de fragilidade para a fam\u00edlia, muitas das vezes envolvendo uma interna\u00e7\u00e3o. Nesse primeiro momento, continua ela, \u00e9 preciso acolher as fam\u00edlias, tentar sanar todas as d\u00favidas e tentar diminuir a ang\u00fastia.<\/p>\n<p>\u201cO diagn\u00f3stico da diabetes traz essa responsabilidade, de certa forma um sentimento de culpa. Muitos pais n\u00e3o compreendem o porqu\u00ea do diagn\u00f3stico\u201d, relata Helena. A diabetes tipo 1 \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o autoimune em que c\u00e9lulas do corpo atacam as c\u00e9lulas do p\u00e2ncreas e este \u00f3rg\u00e3o para de produzir insulina ou produz em baixa quantidade, o que torna a pessoa dependente desse horm\u00f4nio pelo resto da vida. Portanto, diferentemente do diabetes tipo 2, n\u00e3o existe um comportamento de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 diabetes tipo 1.<\/p>\n<p>Helena cita as mudan\u00e7as na din\u00e2mica familiar ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, pois os cuidados com a diabetes v\u00e3o requerer <strong>controle na alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>, <strong>verifica\u00e7\u00f5es constantes da glicemia<\/strong>, <strong>aplica\u00e7\u00f5es de insulina<\/strong>, entre outros. A psic\u00f3loga costuma comparar a descoberta da condi\u00e7\u00e3o a algu\u00e9m que estar\u00e1 ao lado da pessoa com diabetes por toda a vida, como um amigo ou namorado. \u201cPara onde a gente vai, ela vai junto. Se tratamos bem, ela nos retorna com tranquilidade. Se a tratamos mal, de maneira displicente, ela revida e nos incomoda. A gente s\u00f3 sabe que \u00e9 uma pessoa que vai estar com a gente. N\u00e3o tem como mandar embora\u201d, compara Helena.<\/p>\n<p>Depois do susto, enfrentar<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico da diabetes tipo 1 pegou de surpresa os pais de Davi Pinheiro, 12 anos, morador de Senador Pompeu, munic\u00edpio do Sert\u00e3o Central. O menino sentiu falta de ar e v\u00f4mito e precisou de uma interna\u00e7\u00e3o no Hospital Geral Dr. Waldemar Alc\u00e2ntara, unidade da Rede Sesa, em Fortaleza.<\/p>\n<p>Passado o susto dos 15 dias em que o menino esteve internado, a fam\u00edlia come\u00e7ou a ser acompanhada no CIDH e realizou o primeiro atendimento de Psicologia em janeiro de 2026. \u201cAchei muito bom o atendimento. \u00c9 dif\u00edcil [o diagn\u00f3stico], mas o importante \u00e9 que j\u00e1 est\u00e1 dando certo. Esse apoio ajuda porque a pessoa, com o psic\u00f3logo, conversa bem. A profissional conversa e ensina a gente a fazer as coisas\u201d, conta Maria das Dores Bonif\u00e1cio, agricultora e m\u00e3e de Davi.<\/p>\n<p>Ela diz que sai da consulta mais otimista, disposta a \u201ctocar o barco para a frente\u201d e redobrar cuidados com insulinas e acompanhamento m\u00e9dico. O tamb\u00e9m agricultor Jucileudo Pinheiro, pai de Davi, ressalta a import\u00e2ncia de cuidar melhor da alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cA gente se abalar \u00e9 pior. Agora \u00e9 enfrentar\u201d, resume ele.<\/p>\n<p>Autonomia no cuidado<\/p>\n<p>A diretora-geral do CIDH, Cristina Fa\u00e7anha, lembra que as <strong>mudan\u00e7as no estilo de vida da pessoa com diabetes<\/strong> v\u00e3o al\u00e9m da alimenta\u00e7\u00e3o, estendendo-se ao <strong>uso correto da insulina<\/strong>, <strong>entender a monitoriza\u00e7\u00e3o da glicose<\/strong>, atitudes para <strong>evitar a hipoglicemia<\/strong>, <strong>manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade do sono<\/strong>, <strong>observa\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s<\/strong>, entre outros cuidados. Ela defende uma vis\u00e3o positiva, resiliente e de equil\u00edbrio emocional da fam\u00edlia que permita ao mesmo tempo auxiliar crian\u00e7as e adolescentes com diabetes e fomentar um ambiente de autorresponsabilidade com a condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cComo pais, temos a tend\u00eancia de cuidar, proteger, mas \u00e9 preciso educar os filhos para uma autonomia em rela\u00e7\u00e3o ao cuidado com a diabetes. \u00c9 um momento para a fam\u00edlia reaprender o cuidado com a vida para seguir adiante, aceitando a condi\u00e7\u00e3o, mas ajudando a pessoa com diabetes a n\u00e3o se sentir menor ou fr\u00e1gil\u201d, defende Cristina, m\u00e9dica endocrinologista. Ainda segundo ela, \u00e9 preciso lembrar que \u00e9 poss\u00edvel ter uma vida saud\u00e1vel e de sucesso mesmo com uma condi\u00e7\u00e3o que \u00e9 para a vida inteira.<\/p>\n<p>Cuidado dividido<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Helena Gomes alerta que as fam\u00edlias levem em conta que pessoa \u201ctem\u201d diabetes e n\u00e3o \u201c\u00e9\u201d a condi\u00e7\u00e3o, ou seja, a vida n\u00e3o pode se resumir a esse tema. Superada a fase de diagn\u00f3stico, o cuidado com a crian\u00e7a ou adolescente com diabetes passa a ser uma constante e isso tamb\u00e9m gera quest\u00f5es a serem discutidas pela fam\u00edlia.<\/p>\n<p>\u201cO papel do cuidador n\u00e3o pode ser centralizado em uma \u00fanica pessoa. Seja ela m\u00e3e, pai ou av\u00f3, esse cuidado precisa ser dilu\u00eddo porque \u00e9 muita press\u00e3o: s\u00e3o muitas mudan\u00e7as, controle, preocupa\u00e7\u00f5es di\u00e1rias com hipoglicemia\u201d, detalha Helena Gomes. A hipoglicemia \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que costuma gerar alerta especialmente em pessoas com diabetes tipo 1. Ela ocorre quando o n\u00edvel de a\u00e7\u00facar no sangue cai a menos de 70 ml\/dl e, quando n\u00e3o contornada, pode gerar complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ela cita alguns cuidados em sa\u00fade mental que s\u00e3o importantes tamb\u00e9m para os cuidadores: pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos, dedicar tempo a refei\u00e7\u00f5es leves e nutritivas e proporcionar-se bons momentos de lazer. \u201c<strong>\u00c0s vezes, colocar uma cadeira na cal\u00e7ada j\u00e1 \u00e9 uma pr\u00e1tica de cuidado com a sa\u00fade mental<\/strong>. Estar entre amigos, entre pessoas que a gente gosta, entre pessoas leves para conversar e brincar. Ou seja, <strong>dar a devida import\u00e2ncia ao momento<\/strong>\u201d, ensina a psic\u00f3loga do CIDH.<\/p>\n<p>Helena lembra que o branco da <strong>Campanha Janeiro Branco<\/strong>, de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de se olhar para sa\u00fade mental, remete a recome\u00e7os, \u00e0 oportunidade de escrever novas hist\u00f3rias ao longo do ano. \u201c\u00c9 um per\u00edodo para a gente refletir sobre o que a gente quer; que mudan\u00e7as a gente quer se proporcionar e permitir-se essas mudan\u00e7as, esse autocuidado\u201d, detalha a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>Ambulat\u00f3rio de Psicologia do CIDH para pessoas com diabetes tipo 1<\/p>\n<p>Dias e Hor\u00e1rios: segunda a sexta, das 8h \u00e0s 11h<br \/>Local: Sala da Psicologia, primeiro andar<br \/>Quem pode acessar: pacientes e familiares atendidos no CIDH com diagn\u00f3stico de diabetes tipo 1, mediante agendamento no N\u00facleo de Atendimento ao Cliente (NAC) ou encaminhamento da equipe multidisciplinar<br \/>Contato: WhatsApp\/Telefone: (85) 3125-9161<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; &#13; &#13; &#13; &#13; &#13; &#13; 15 de janeiro de 2026 &#8211; 11:22&#13; #atendimento psicol\u00f3gico #Centro Integrado&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":230320,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[44173,44174,44175,116,44176,32,33,117],"class_list":{"0":"post-230319","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-atendimento-psicologico","9":"tag-centro-integrado-de-diabetes-e-hipertensao-cidh","10":"tag-cidh","11":"tag-health","12":"tag-janeiro-branco","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115900455704520646","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230319","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=230319"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230319\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/230320"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=230319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=230319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=230319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}