{"id":230481,"date":"2026-01-15T20:04:11","date_gmt":"2026-01-15T20:04:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/230481\/"},"modified":"2026-01-15T20:04:11","modified_gmt":"2026-01-15T20:04:11","slug":"em-sarilhos-grandes-so-ha-bons-entendimentos-a-mesa-gracas-a-um-girassol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/230481\/","title":{"rendered":"Em Sarilhos Grandes, s\u00f3 h\u00e1 bons entendimentos \u00e0 mesa gra\u00e7as a um Girassol"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\">Entre Sarilhos Grandes e o Montijo, existe uma casa onde gera\u00e7\u00f5es se encontram \u00e0 mesa. Mas tamb\u00e9m na cozinha. O Girassol, com mais de 50 anos, continua a reinventar a cozinha portuguesa, sem perder a alma de restaurante de fam\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Tudo come\u00e7ou em 1973, quando Arminda e Alfredo Barata abriram uma modesta casa de beira de estrada. Enguias frescas e vitela estufada eram as estrelas do menu, mas rapidamente o Girassol deixou de ser apenas uma paragem e tornou-se destino para muitos que acolheram o restaurante nas suas prefer\u00eancias.<\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1768507449_593_thumbs.web.sapo.io.webp\"  alt=\"Em Sarilhos Grandes, s\u00f3 h\u00e1 bons entendimentos \u00e0 mesa gra\u00e7as \u00e0 conta de um Girassol\" loading=\"true\"\/><\/p>\n<p>      Em Sarilhos Grandes, s\u00f3 h\u00e1 bons entendimentos \u00e0 mesa gra\u00e7as \u00e0 conta de um Girassol<br \/>\n      Cr\u00e9ditos: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Hoje, atravessar a Ponte Vasco da Gama \u2013 para quem vem de Lisboa -, almo\u00e7ar ou jantar ali \u00e9 uma experi\u00eancia que mistura nostalgia e prazer gastron\u00f3mico, onde cada prato guarda mem\u00f3rias de fam\u00edlias que ali celebraram anivers\u00e1rios, encontros, hist\u00f3rias de vida e at\u00e9 casamentos. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil encontrar caras conhecidas, inclusive jogadores do Sporting, dada a proximidade ao centro de est\u00e1gio.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Mas em mais de 50 anos, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o falar em reinven\u00e7\u00e3o. Depois da morte de Alfredo, em 2006, a casa continuou com Dona Arminda no comando at\u00e9 fazer um ultimato \u00e0 filha, em 2019. Ou ela tomava conta, ou o restaurante fechava. Sandra Barata, que trocou a psicoterapia pela cozinha, foi guiada pelo desejo de preservar o legado da fam\u00edlia ao mesmo tempo que acrescentou uma assinatura pessoal. Sob o seu comando, o Girassol mant\u00e9m o conforto de um espa\u00e7o familiar, mas com olhos atentos \u00e0 sazonalidade, \u00e0s t\u00e9cnicas contempor\u00e2neas e \u00e0 descoberta de novas receitas que continuam a surpreender os clientes. Sem perder a identidade da casa.<\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1768507450_229_thumbs.web.sapo.io.webp\"  alt=\"Sandra Barata com a m\u00e3e, Dona Arminda\" loading=\"true\"\/><\/p>\n<p>      Sandra Barata com a m\u00e3e, Dona Arminda<br \/>\n      Cr\u00e9ditos: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\u201cCresci entre tachos e conversas com os clientes\u201d, conta Sandra, ao SAPO, enquanto supervisiona a cozinha e d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sala. \u00c9 uma esp\u00e9cie de figura omnipresente que aparece e desaparece com muita rapidez, mas que n\u00e3o deixa de dar aten\u00e7\u00e3o aos pormenores.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Essa aten\u00e7\u00e3o reflete-se tamb\u00e9m na nova carta, pensada como um retrato da esta\u00e7\u00e3o, dos aromas mais intensos \u00e0s liga\u00e7\u00f5es entre mar e campo. Para Sandra, \u00e9 o produto que dita o caminho. \u201c\u00c9 preciso respeit\u00e1-lo e deix\u00e1-lo expressar-se no prato, honrando o seu sabor aut\u00eantico, mas tamb\u00e9m quem o produz, sobretudo os pequenos produtores\u201d, sublinha.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">As novas propostas para os meses mais frios dividem-se entre a a\u00e7orda de gambas com carabineiros, a tortilha de boletos com trufa negra e a tortilha de bacalhau com mousse de pimentos, que apresenta uma leitura contempor\u00e2nea de um dos grandes s\u00edmbolos da cozinha portuguesa.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&#8220;A Sandra \u00e9 muito autodidata&#8221;, assegura-nos D\u00e9bora Godinho, respons\u00e1vel de comunica\u00e7\u00e3o do restaurante.<\/p>\n<p><strong>Um restaurante com comida de casa<\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Para os habitu\u00e9s do Girassol, os pratos assinatura s\u00e3o tamb\u00e9m receitas de fam\u00edlia, uma extens\u00e3o da comida de casa, mas em vers\u00e3o restaurante. Exemplo disso \u00e9 empada de perdiz, que vem da av\u00f3, ou o cabrito estonado, servido aos domingos e segundas-feiras, que reflete a heran\u00e7a de Oleiros de Dona Arminda.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Mas h\u00e1 mais cria\u00e7\u00f5es ic\u00f3nicas. O rabo de boi, por exemplo, \u00e9 t\u00e3o central no menu que, numa experi\u00eancia in\u00e9dita, a prop\u00f3sito dos 45 anos do restaurante, em 2018, foi transformado em um fois gras com rabo de boi. Ali\u00e1s, o rabo de boi \u00e9 um produto t\u00e3o essencial, que o Girassol chega a gastar mais de 500 kg por m\u00eas. Os croquetes, de camar\u00e3o com tinta de choco, de pato com presunto ou de rabo de boi com ovo de codorniz mostram a liberdade e a t\u00e9cnica da cozinha.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Sandra Barata \u00e9 cr\u00edtica da falta de aprecia\u00e7\u00e3o da comida tradicional portuguesa, e por essa raz\u00e3o est\u00e1 a fazer um trabalho de recupera\u00e7\u00e3o de receitas tradicionais como \u00e9 o caso da sopa de lebre cedida pelo Pal\u00e1cio de Rio Frio, uma casa senhorial da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\t\t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1768507451_750_thumbs.web.sapo.io.webp\"  alt=\"A\u00e7orda de Gambas com Carabineiros, um dos novos pratos da carta de inverno\" loading=\"true\"\/><\/p>\n<p>      A\u00e7orda de Gambas com Carabineiros, um dos novos pratos da carta de inverno<br \/>\n      Cr\u00e9ditos: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Se h\u00e1 pratos \u201cf\u00e1ceis\u201d, h\u00e1 outros que sofreram um twist por outras raz\u00f5es. &#8220;Eu n\u00e3o gosto muito de tutano, ent\u00e3o desenvolvi uma receita que agradasse aqueles que n\u00e3o gostam do prato&#8221;, explica Sandra na apresenta\u00e7\u00e3o do menu, de onde \u00e9 poss\u00edvel escolher um tutano revolto com cogumelos selvagens.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Por seu turno, Dona Arminda at\u00e9 pode ter-se reformado da gest\u00e3o do restaurante, mas recusou-se a entregar a cozinha. Como forma de se manter ativa, \u00e9 ela que trata dos pedidos e garante a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o. Sandra assume a gest\u00e3o e a inova\u00e7\u00e3o do menu, com bastante rigor, do arroz italiano, mais caro, mas insubstitu\u00edvel na sua opini\u00e3o, aos gelados e p\u00e3o de massa m\u00e3e feitos internamente.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O vinho da casa nasce de uma parceria com um produtor local, Hor\u00e1cio Sim\u00f5es, de Palmela, e \u00e9 parte da identidade do restaurante. \u201cSe queremos ter uma identidade enquanto Girassol, fazia sentido trazer isso para o vinho\u201d, explica Andr\u00e9 Figuinha, consultor do restaurante nesta \u00e1rea, h\u00e1 um ano. O branco, de 2023, \u00e9 feito com Arinto e Fern\u00e3o Pires, enquanto o tinto combina Castel\u00e3o e Aragonez, servindo-se harmoniosamente com os sabores robustos da cozinha. A primeira colheita teve 600 garrafas e o sucesso foi tal que esgotou em cinco meses.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Mais do que pratos e vinhos, o Girassol \u00e9 um espa\u00e7o de hist\u00f3rias e encontros. Com tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es de clientes habituais, uma sala dedicada ao toureiro Jos\u00e9 Manuel Lupi e 102 lugares distribu\u00eddos entre sala e esplanada \u2014 que poder\u00e1 crescer em breve \u2014 cada refei\u00e7\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio de partilha, mas tamb\u00e9m de compromisso. \u201cEu digo aos meus empregados: n\u00f3s temos de nos divertir a fazer os outros felizes. \u00c9 preciso gostar de pessoas\u201d, resume Sandra.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Uma refei\u00e7\u00e3o n\u00e3o termina sem sobremesa. Nesse campo, a carta mant\u00e9m o mesmo equil\u00edbrio entre mem\u00f3ria e criatividade. H\u00e1 propostas mais cl\u00e1ssicas, como o pudim de Abade de Priscos com creme de arroz-doce, o Fidalgo, o folhado de doce de ovos ou a tarte de ma\u00e7\u00e3 com gelado. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m espa\u00e7o para propostas menos previs\u00edveis, como o Paris-Brest, que revela a vontade de ir al\u00e9m do receitu\u00e1rio tradicional sem perder a eleg\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A reserva \u00e9 aconselhada, sobretudo aos fins de semana.<\/p>\n<p><strong>Girassol<\/strong><\/p>\n<p><strong>Morada:\u00a0<\/strong>Avebida 5 de Outubro S\/N Broega-Sarilhos Grandes, 2870-516 Montijo<\/p>\n<p><strong>Hor\u00e1rio:<\/strong> Segunda e quarta-feira, das 12h30 \u00e0s 16h00 e das 19h30 \u00e0s 22h00| s\u00e1bado, das 12h30 \u00e0s16h00 e das 19h30 \u00e0s 22h30 | domingo, das 12h30 \u00e0s 16h00 (encerrado \u00e0 ter\u00e7a-feira)<\/p>\n<p><strong>Contactos:\u00a0<\/strong>912319615 | <a href=\"https:\/\/sapo.pt\/artigo\/mailto:reservas@girassolrestaurante.pt\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">reservas@girassolrestaurante.pt<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O SAPO esteve no Girassol a convite.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Entre Sarilhos Grandes e o Montijo, existe uma casa onde gera\u00e7\u00f5es se encontram \u00e0 mesa. Mas tamb\u00e9m na&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":230482,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-230481","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115900911803553932","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230481","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=230481"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230481\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/230482"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=230481"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=230481"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=230481"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}