{"id":230929,"date":"2026-01-16T02:07:29","date_gmt":"2026-01-16T02:07:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/230929\/"},"modified":"2026-01-16T02:07:29","modified_gmt":"2026-01-16T02:07:29","slug":"frio-de-rachar-e-risco-de-neve-depressoes-polares-vao-atingir-portugal-e-estes-vao-ser-os-dias-mais-gelados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/230929\/","title":{"rendered":"Frio &#8216;de rachar&#8217; e risco de neve: depress\u00f5es polares v\u00e3o atingir Portugal e estes v\u00e3o ser os dias mais &#8216;gelados&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><strong>O inverno que agora se instala apresenta potencial para nev\u00f5es pouco comuns na \u00faltima d\u00e9cada. Nas pr\u00f3ximas semanas, entradas de ar polar e depress\u00f5es frias devem afetar v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds, com possibilidade de queda de neve em altitudes elevadas e m\u00e9dias, \u00e1reas que habitualmente n\u00e3o registam este tipo de acumula\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o site Luso Meteo, especializado em meteorologia, a configura\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica atual combina um jato polar vindo do Norte com um bloqueio sobre o Norte e Este da Europa. <\/p>\n<p>Esta combina\u00e7\u00e3o tem for\u00e7ado as depress\u00f5es atl\u00e2nticas a descerem de Norte para Sul sobre a Europa Ocidental e Central e aumenta a probabilidade de frio persistente e de precipita\u00e7\u00e3o em formas s\u00f3lidas nas \u00e1reas mais altas do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>O cen\u00e1rio para os pr\u00f3ximos dias<\/strong><\/p>\n<p>Um epis\u00f3dio com possibilidade de acumula\u00e7\u00e3o significativa surge nas previs\u00f5es para o s\u00e1bado, 17 de janeiro. O modelo americano GFS, considerado mais fi\u00e1vel na estima\u00e7\u00e3o das cotas de neve neste inverno, aponta para queda de neve a cotas entre 600 e 800 metros nesse evento. Acima dos 1000 a 1200 metros, a probabilidade de acumula\u00e7\u00e3o \u00e9 maior e a neve tende a ser mais consistente.<\/p>\n<p>As previs\u00f5es mant\u00eam margem de erro e poder\u00e3o ser ajustadas nos pr\u00f3ximos dias conforme a evolu\u00e7\u00e3o dos campos de press\u00e3o e das trajet\u00f3rias das depress\u00f5es. Segundo a mesma fonte, esta incerteza \u00e9 t\u00edpica dos modelos meteorol\u00f3gicos quando se trata de per\u00edodos prolongados e de intera\u00e7\u00f5es complexas entre fluxos polares e sistemas atl\u00e2nticos.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Neve em altitudes invulgares<\/strong><\/p>\n<p>Em Portugal, a rela\u00e7\u00e3o entre frio e precipita\u00e7\u00e3o raramente favorece nev\u00f5es em baixas altitudes. Nos anos mais frios, o c\u00e9u tende a permanecer limpo e seco. Este inverno apresenta exce\u00e7\u00f5es, com epis\u00f3dios de chuva acompanhados de temperaturas mais baixas, que j\u00e1 resultaram em neve na Serra da Estrela e em cotas relativamente baixas noutros maci\u00e7os montanhosos.<\/p>\n<p>Entre 21 e 22 de dezembro, houve registos de neve com acumula\u00e7\u00e3o em zonas montanhosas a cerca de 400 a 500 metros, especialmente na Serra da Lous\u00e3, segundo a mesma fonte.<\/p>\n<p><strong>Como o frio se comporta<\/strong><\/p>\n<p>A intensidade do frio e a componente mar\u00edtima ou continental dos fluxos de ar s\u00e3o determinantes para a extens\u00e3o das neves. Se prevalecer um fluxo polar mar\u00edtimo, a precipita\u00e7\u00e3o tender\u00e1 a concentrar-se nas serras. Se o bloqueio atmosf\u00e9rico se intensificar e as depress\u00f5es tiverem maior componente continental, qualquer precipita\u00e7\u00e3o poder\u00e1 resultar em nev\u00f5es mais amplos, incluindo altitudes m\u00e9dias.<\/p>\n<p>O frio tem impacto direto na sa\u00fade p\u00fablica. A mortalidade em Portugal tem estado acima da m\u00e9dia recentemente, com as autoridades de sa\u00fade a alertarem para o efeito combinado do frio e da atividade de v\u00edrus sazonais, fatores que podem aumentar a press\u00e3o sobre os servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Previs\u00f5es para fevereiro<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o <a href=\"https:\/\/lusometeo.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Luso Meteo<\/a>, os modelos de longo prazo, incluindo o europeu, sugerem que as temperaturas continuar\u00e3o abaixo da m\u00e9dia na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica durante as pr\u00f3ximas semanas. A tend\u00eancia indica que o frio se manter\u00e1, sobretudo nas regi\u00f5es do interior e em altitudes m\u00e9dias e elevadas.<\/p>\n<p>Quanto a fevereiro, as proje\u00e7\u00f5es sugerem uma poss\u00edvel tend\u00eancia para dias mais secos e soalheiros. No entanto, a fiabilidade destas previs\u00f5es a esta dist\u00e2ncia temporal \u00e9 limitada, e a situa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 mudar conforme evoluam os sistemas atmosf\u00e9ricos.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m: <a href=\"https:\/\/postal.pt\/nacional\/tempo\/inverno-frio-dias-mais-dificeis\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Inverno rigoroso \u2018ganha for\u00e7a\u2019: saiba quando e onde v\u00e3o ser os \u2018piores\u2019 dias da semana<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O inverno que agora se instala apresenta potencial para nev\u00f5es pouco comuns na \u00faltima d\u00e9cada. 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