{"id":230953,"date":"2026-01-16T02:39:36","date_gmt":"2026-01-16T02:39:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/230953\/"},"modified":"2026-01-16T02:39:36","modified_gmt":"2026-01-16T02:39:36","slug":"como-trump-esta-a-tornar-a-china-grande-maioria-dos-paises-ja-nao-ve-eua-como-aliado-fiavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/230953\/","title":{"rendered":"&#8220;Como Trump est\u00e1 a tornar a China grande.&#8221; Maioria dos pa\u00edses j\u00e1 n\u00e3o v\u00ea EUA como aliado fi\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">A maioria dos europeus j\u00e1 n\u00e3o v\u00ea os EUA como um aliado fi\u00e1vel e apoia cada vez mais o rearmamento. Por outro lado, os cidad\u00e3os das principais m\u00e9dias pot\u00eancias esperam que a j\u00e1 consider\u00e1vel influ\u00eancia global da China cres\u00e7a na pr\u00f3xima d\u00e9cada. Isso \u00e9 especialmente not\u00f3rio na \u00c1frica do Sul (83%), no Brasil (72%) e na Turquia (63%). Na Uni\u00e3o Europeia (UE), a maioria das pessoas espera que a China se torne, nos pr\u00f3ximos dez anos, l\u00edder mundial na produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos e no desenvolvimento de tecnologias de energia renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o as principais conclus\u00f5es de um novo relat\u00f3rio intitulado &#8220;Como Trump est\u00e1 a tornar a China grande&#8221;, da autoria dos especialistas em pol\u00edtica externa Timothy Garton Ash, Ivan Krastev e Mark Leonard, baseado numa sondagem realizada em v\u00e1rios pa\u00edses, a quarta de uma s\u00e9rie de inqu\u00e9ritos globais.<\/p>\n<p>Cerca de um em cada quatro inquiridos na China, R\u00fassia, Ucr\u00e2nia e nos pr\u00f3prios EUA, espera que a influ\u00eancia norte-americana diminua. Entre os cidad\u00e3os da UE, a mudan\u00e7a na perce\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos \u00e9 especialmente pronunciada: apenas 16% consideram agora os EUA um aliado, enquanto uns impressivos 20% os veem como um rival ou inimigo.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Na maioria dos pa\u00edses, as pessoas reduziram as expectativas em rela\u00e7\u00e3o a Trump. No final de 2024, 84% dos indianos considerava a vit\u00f3ria de Donald Trump positiva para o seu pa\u00eds. Esse n\u00famero diminuiu agora para 53%. O sentimento predominante mudou de uma ampla aceita\u00e7\u00e3o para uma cr\u00edtica alargada.<\/p>\n<p>Independentemente do que Trump possa afirmar, as pol\u00edticas da Administra\u00e7\u00e3o norte-americana em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa n\u00e3o representam um novo consenso interno americano. De um modo prevalecente, a opini\u00e3o p\u00fablica americana (40%) considera a UE um aliado, enquanto 49% concorda com a opini\u00e3o de que &#8220;a seguran\u00e7a europeia tamb\u00e9m \u00e9 seguran\u00e7a americana&#8221;. Apenas 29% discordam. Ao mesmo tempo, mais de metade (54%) dos norte-americanos considera a guerra da R\u00fassia na Ucr\u00e2nia uma amea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a americana.<\/p>\n<p>Na R\u00fassia, a Europa \u00e9 vista como um advers\u00e1rio com quem est\u00e3o em conflito (51% contra 42% no ano passado). Menos pessoas na R\u00fassia consideram agora os EUA um advers\u00e1rio: apenas 37% contra 48% no ano passado e 64% h\u00e1 dois anos.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">Os europeus est\u00e3o entre os mais pessimistas do mundo atual. Muitos duvidam que o futuro traga algo de bom para os seus pa\u00edses (49%) ou para o mundo (51%). Parece haver um apoio razo\u00e1vel em toda a Europa ao aumento das despesas com a defesa (52%), \u00e0 reintrodu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio (45%) e at\u00e9 mesmo ao desenvolvimento de uma dissuas\u00e3o nuclear europeia (47%).<\/p>\n<p>&#8220;Esta sondagem mostra que o mundo pensa que o Ocidente morreu. Os europeus j\u00e1 n\u00e3o veem a Am\u00e9rica como um aliado. Os ucranianos procuram agora o apoio de Bruxelas em vez de Washington e os russos veem a Europa &#8211; e n\u00e3o a Am\u00e9rica &#8211; como o seu maior inimigo. A campanha de Trump para colocar a Am\u00e9rica em primeiro lugar tornou-a menos popular entre os aliados e ajudou a colocar a China na pole position&#8221;, afirma o cofundador e diretor do Conselho Europeu de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (ECFR, na sigla inglesa), Mark Leonard.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio foi publicado esta quinta-feira pelo ECFR em colabora\u00e7\u00e3o com o projeto &#8220;Europe in a Changing World&#8221;, da Universidade de Oxford e da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio baseia-se em dados de inqu\u00e9ritos recolhidos em novembro de 2025 em 21 pa\u00edses com 25.949 inquiridos e em sondagens realizadas pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos, China, \u00cdndia, R\u00fassia, Turquia, Brasil, \u00c1frica do Sul e Coreia do Sul.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A maioria dos europeus j\u00e1 n\u00e3o v\u00ea os EUA como um aliado fi\u00e1vel e apoia cada vez mais&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":230954,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[2713,993,367,27,28,358,1347,413,445,15,16,14,82,25,26,36215,21,22,62,12,13,19,20,13820,32,23,24,33,4862,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-230953","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-africa","9":"tag-america","10":"tag-asia","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-china","14":"tag-estudo","15":"tag-eua","16":"tag-europa","17":"tag-featured-news","18":"tag-featurednews","19":"tag-headlines","20":"tag-internacional","21":"tag-latest-news","22":"tag-latestnews","23":"tag-lusofonia","24":"tag-main-news","25":"tag-mainnews","26":"tag-mundo","27":"tag-news","28":"tag-noticias","29":"tag-noticias-principais","30":"tag-noticiasprincipais","31":"tag-oceania","32":"tag-portugal","33":"tag-principais-noticias","34":"tag-principaisnoticias","35":"tag-pt","36":"tag-sondagem","37":"tag-top-stories","38":"tag-topstories","39":"tag-ultimas","40":"tag-ultimas-noticias","41":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230953","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=230953"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/230953\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/230954"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=230953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=230953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=230953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}