{"id":2312,"date":"2025-07-26T09:23:08","date_gmt":"2025-07-26T09:23:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/2312\/"},"modified":"2025-07-26T09:23:08","modified_gmt":"2025-07-26T09:23:08","slug":"libano-mergulhou-no-purgatorio-diz-professora-da-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/2312\/","title":{"rendered":"L\u00edbano mergulhou no purgat\u00f3rio, diz professora da USP"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">\u201cN\u00e3o, este livro n\u00e3o \u00e9 sobre o filme de Glauber Rocha numa loja de esfirras\u201d. \u00c9 com uma pitada de humor e fazendo men\u00e7\u00e3o ao cl\u00e1ssico do Cinema Novo brasileiro e \u00e0 pequena torta assada origin\u00e1ria de pa\u00edses do Oriente M\u00e9dio, que tem in\u00edcio o livro \u201cDeus e o diabo na terra dos cedros: o L\u00edbano contempor\u00e2neo\u201d (Tabla), escrito em conjunto por diversos autores e organizado por Samira Adel Osman, professora do programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo, e Murilo Meihy, professor de Hist\u00f3ria contempor\u00e2nea da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A descontra\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 breve. Quem fala do L\u00edbano fala de super-ricos e pobreza, imigra\u00e7\u00e3o e emigra\u00e7\u00e3o, \u201cinferno e para\u00edso\u201d. Ambival\u00eancias que exigem a seriedade encontrada nas p\u00e1ginas seguintes.<\/p>\n<p class=\"texto\">A terra dos cedros, \u00e1rvores que podem atingir grandes alturas e que s\u00e3o citadas na B\u00edblia como material usado para a \u201cconstru\u00e7\u00e3o do Templo de Salom\u00e3o\u201d, \u00e9 localizada em um ponto geoestrat\u00e9gico historicamente cobi\u00e7ado pelas grandes pot\u00eancias mundiais. De acordo com os autores, esses interesses ocorrem porque a regi\u00e3o serve de encontro para os continentes europeu, asi\u00e1tico e africano, sendo uma porta de entrada para os pa\u00edses \u00e1rabes. \u201cO L\u00edbano faz fronteira ao norte e a leste com a S\u00edria; ao sul, com Israel; e todo o seu lado oeste est\u00e1 em contato com o Mar Mediterr\u00e2neo\u201d. Mesmo sendo menor que o menor estado brasileiro, Sergipe, o local \u00e9 uma terra dividida. Prova disso s\u00e3o as cicatrizes imperialistas e colonialistas expostas nos 10 cap\u00edtulos de \u201cDeus e o diabo\u201d, escritos pelos seguintes autores: Ahmed Zoghbi,Andrew Patrick Traumann, Carolina Ferreira de Figueiredo, Devlin Biezus, Fernando Brancoli, Geraldo Adriano Campos, Isabelle Christine Somma de Castro, Juliana Foguel Castelo Branco, Karime Ahmad Borraschi Cheaito, Murilo Meihy, Nina Fernandes Cunha Galv\u00e3o, Paula Carolina de Andrade Carvalho, Rodrigo Ayupe Bueno da Cruz, Samira Adel Osman e Tamires Alves.<\/p>\n<p class=\"texto\">Contribuem para ferver o caldeir\u00e3o cultural liban\u00eas as 18 comunidades religiosas reconhecidas oficialmente no pa\u00eds, que \u00e9 palco da maior diversidade de cren\u00e7as da regi\u00e3o. Conforme os pesquisadores explicam no livro, os otomanos ocuparam a \u00e1rea onde hoje \u00e9 o L\u00edbano a partir do s\u00e9culo 16, expandindo seu poder nos s\u00e9culos seguintes. Com o in\u00edcio da Primeira Guerra Mundial e a decad\u00eancia do Imp\u00e9rio Turco-Otomano, Fran\u00e7a e Inglaterra, interessadas em ampliar seus poderes econ\u00f4micos pela \u00c1sia, \u00c1frica e Oriente M\u00e9dio, concordaram em dividir o territ\u00f3rio. \u201cOs novos colonizadores daquelas terras impuseram n\u00e3o apenas seu dom\u00ednio pol\u00edtico, mas tamb\u00e9m sua cultura e sua economia, e exploraram recursos e m\u00e3o de obra locais\u201d. Por\u00e9m, como mostra o livro, essa domina\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorreu sem resist\u00eancia.<\/p>\n<p class=\"texto\">A principal rea\u00e7\u00e3o foi o \u201cPacto Nacional\u201d, criado em 1943 e decisivo para o processo de independ\u00eancia do L\u00edbano. Esse acordo verbal entre as elites nacionalistas e sect\u00e1rias rivais tornou poss\u00edvel unir for\u00e7as contra o impopular mandato franc\u00eas. Depois de sua independ\u00eancia, o L\u00edbano criou um sistema que divide o poder pol\u00edtico, jur\u00eddico e social entre maronitas, sunitas e xiitas levando em conta a propor\u00e7\u00e3o censit\u00e1ria de cada um desses grupos. A ideia era fazer uma distribui\u00e7\u00e3o justa, mas o tiro saiu pela culatra. O livro mostra que, gradualmente, esse modelo contribuiu para a fratura social e \u201cimpede que importantes reformas pol\u00edticas sejam feitas para oferecer ganhos coletivos \u00e0 unidade nacional\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\">A cria\u00e7\u00e3o do Hezbollah, a fac\u00e7\u00e3o mais poderosa do pa\u00eds e que tamb\u00e9m participa das elei\u00e7\u00f5es como partido pol\u00edtico, \u00e9 considerada por integrantes do mundo ocidental como fonte de instabilidade. Uma curiosidade \u00e9 que, com o passar do tempo, a \u201cterra dos cedros\u201d passou a ser conhecida como \u201ca Su\u00ed\u00e7a do Oriente M\u00e9dio\u201d. Isso porque a riqueza ficava concentrada nas m\u00e3os de poucos, enquanto cresciam as disparidades sociais, pol\u00edticas e econ\u00f4micas. \u201cNa origem de diversos conflitos que eclodiram no decorrer do s\u00e9culo 20, como a Guerra Civil Libanesa de 1975, encontram-se os resqu\u00edcios desses per\u00edodos coloniais\u201d. A exemplo do Brasil, o L\u00edbano ainda carrega marcas de s\u00e9culos de coloniza\u00e7\u00e3o, evidenciadas por divis\u00f5es, tens\u00f5es e disputas.<\/p>\n<p class=\"texto\">Apesar de seus problemas internos, estima-se que o L\u00edbano seja o pa\u00eds que mais abriga refugiados no mundo em propor\u00e7\u00e3o \u00e0 sua popula\u00e7\u00e3o. Procuram asilo em terras libanesas, principalmente, palestinos e s\u00edrios, mas tamb\u00e9m nascidos na Eti\u00f3pia, Iraque e Sud\u00e3o, por exemplo. Os escritores relatam que o pa\u00eds teve que lidar, ao longo dos anos, com a entrada de um contingente populacional significativo e que, inicialmente, essa rela\u00e7\u00e3o se dava como algo entre \u201canfitri\u00e3o e convidado\u201d, supondo que a visita iria embora em algum momento. \u201cComo sabemos, a popula\u00e7\u00e3o palestina n\u00e3o conseguiu retornar e passou a ser vista como um fardo indesejado\u201d. Desse modo, os palestinos n\u00e3o s\u00e3o reconhecidos no L\u00edbano como refugiados. A eles foi atribu\u00edda a categoria de \u201cestrangeiros ap\u00e1tridas\u201d, que na pr\u00e1tica imp\u00f5e v\u00e1rias restri\u00e7\u00f5es a direitos fundamentais.<\/p>\n<p class=\"texto\">Contudo, a exemplo do que ocorre em outras partes do mundo, a arte cumpre um papel muito importante no L\u00edbano. O livro mostra por que a literatura e o cinema foram ferramentas fundamentais para jogar luz sobre os problemas libaneses e t\u00eam funcionado como \u201cum projeto de mem\u00f3ria a romper o sil\u00eancio sobre o passado, tendo a Guerra Civil como seu ponto de inflex\u00e3o: sua maior preocupa\u00e7\u00e3o e seu maior trauma\u201d. Na falta de um rem\u00e9dio mais eficaz, o povo parece ter escolhido esquecer as profundas feridas do conflito, que foi se tornando uma esp\u00e9cie de mito urbano. Nesse sentido, as artes cumprem um papel de resgate da mem\u00f3ria pela uni\u00e3o de um pa\u00eds extremamente diferente onde, apesar de suas muitas religi\u00f5es, etnias e grupos sect\u00e1rios, todos s\u00e3o minoria.<\/p>\n<p>Entrevista\/ Samira Adel Osman<\/p>\n<p class=\"texto\">&#13;<br \/>\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1_wpe7_samira-57402881.jpg\" alt=\"         \" title=\"         \" loading=\"lazy\" width=\"775\" height=\"470\"\/>&#13;<br \/>\n    &#13;<br \/>\n                  divulga\u00e7\u00e3o&#13;<br \/>\n    &#13;\n<\/p>\n<p class=\"texto\">(organizadora)<\/p>\n<p>\u201cEntre o para\u00edso e o inferno,o L\u00edbano vive no purgat\u00f3rio\u201d<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Quando voc\u00eas decidiram publicar esse livro sobre o L\u00edbano contempor\u00e2neo e como foi o processo de escolha dos autores?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Eu e Murilo estamos envolvidos com a quest\u00e3o do L\u00edbano por dois motivos: um \u00e9 acad\u00eamico, temos escrito, pesquisado e ensinado sobre o L\u00edbano; outro \u00e9 pessoal e est\u00e1 diretamente ligado \u00e0s nossas ra\u00edzes familiares e aos nossos parentes que ainda vivem no L\u00edbano.<\/p>\n<p class=\"texto\">Quando elaboramos o projeto, que antes era apenas uma ideia, o mundo vivia as consequ\u00eancias da pandemia em 2020, e no caso do L\u00edbano se juntava a explos\u00e3o do Porto de Beirute. Preocupados com essas duas quest\u00f5es, e diante dos negacionismos, pensamos no papel da Hist\u00f3ria e do historiador para a compreens\u00e3o desse mundo.<\/p>\n<p class=\"texto\">Buscamos escolher autores que estivessem ligados direta ou indiretamente com o tema, que poderiam ser pesquisadores sobre o L\u00edbano ou sobre outros temas ligados ao Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p class=\"texto\">Al\u00e9m de incluir professores universit\u00e1rios, tamb\u00e9m optamos por convidar jovens pesquisadores, mesclando experi\u00eancias e diferentes n\u00edveis de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Voc\u00eas afirmam que buscam oferecer ao leitor um \u201cL\u00edbano-purgat\u00f3rio\u2019. O que isso quer dizer?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Pensamos no jogo de palavras com o t\u00edtulo, em refer\u00eancia a Glauber Rocha, e em entre o para\u00edso e o inferno, o L\u00edbano vive no purgat\u00f3rio, devido \u00e0s sucessivas crises que assolam o pa\u00eds desde sua independ\u00eancia nos anos 1940.<\/p>\n<p class=\"texto\">O L\u00edbano e os libaneses saem do inferno, mas n\u00e3o chegam ao para\u00edso, est\u00e3o ainda purgando as consequ\u00eancias da domina\u00e7\u00e3o colonial francesa, da fragmenta\u00e7\u00e3o nacional e do sectarismo religioso, sob os quais foi constru\u00eddo a na\u00e7\u00e3o libanesa.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Como os interesses colonialistas e imperialistas ainda impactam a sociedade e as novas gera\u00e7\u00f5es de libaneses?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Esses interesses nunca abandonaram o L\u00edbano e o pa\u00eds ainda sofre essas consequ\u00eancias, seja pelas interven\u00e7\u00f5es em sua vida dom\u00e9stica (por exemplo quando houve a explos\u00e3o, a visita de Macron ao L\u00edbano se assemelhava a de um diretor punindo um aluno mal-comportado), como nos conflitos regionais que sempre impactam o pa\u00eds (como o ataque de Israel ao L\u00edbano em 2024).<\/p>\n<p class=\"texto\">Para as novas gera\u00e7\u00f5es, a solu\u00e7\u00e3o tem sido a imigra\u00e7\u00e3o, seja para longe (EUA, Canad\u00e1, Austr\u00e1lia) ou mais pr\u00f3ximo (como os Pa\u00edses do Golfo), j\u00e1 que desemprego, infla\u00e7\u00e3o, pobreza, economia inst\u00e1vel, guerras e conflitos impedem a possibilidade de fixa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Qual \u00e9 o tamanho do poder do Hezbollah na regi\u00e3o e o que esse movimento gera de instabilidade para o pa\u00eds? Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Tem sido um pouco complexo dimensionar o poder do Hezbollah depois dos ataques de Israel \u00e0s lideran\u00e7as do Hezbollah em 2024, porque n\u00e3o se sabe de fato a propor\u00e7\u00e3o dos estragos, tampouco a capacidade de reorganiza\u00e7\u00e3o do grupo. Do ponto de vista pol\u00edtico, o Hezbollah \u00e9 um ator fundamental como se pode ver recentemente na elei\u00e7\u00e3o para presidente e demais distribui\u00e7\u00e3o de cargos.<\/p>\n<p class=\"texto\">O Hezbollah precisa ser compreendido como uma for\u00e7a pol\u00edtica do pa\u00eds e afirmar que ele gera instabilidade \u00e9 aceitar a vis\u00e3o ocidental que o enquadra como terrorista. Ent\u00e3o poder\u00edamos pensar al\u00e9m de estabilidades ou instabilidades, e considerar como mais uma for\u00e7a pol\u00edtica do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Como funciona o atual sistema pol\u00edtico do L\u00edbano? Existem semelhan\u00e7as com outros pa\u00edses? Quais os pontos positivos e negativos?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Desde sua cria\u00e7\u00e3o como pa\u00eds independente, baseado no Pacto Nacional (Al Mithaq Al-Watani), o L\u00edbano tem uma composi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00fanica baseada no confessionalismo no qual os cargos pol\u00edticos s\u00e3o distribu\u00eddos de acordo com a religi\u00e3o e uma propor\u00e7\u00e3o baseada no censo populacional de 1932.<br \/>Ent\u00e3o o presidente \u00e9 maronita, o primeiro-ministro \u00e9 sunita, o chefe do parlamento \u00e9 xiita, e assim por diante, al\u00e9m de garantir uma propor\u00e7\u00e3o de 6 crist\u00e3os para 5 mu\u00e7ulmanos nos cargos executivos e legislativos. Essa \u00e9 uma das reivindica\u00e7\u00f5es e motiva\u00e7\u00e3o da Guerra Civil deflagrada em 1975.<\/p>\n<p class=\"texto\">Os Acordos de Taif, assinados em 1990, trataram de levar a um equil\u00edbrio de poder entre crist\u00e3os e mu\u00e7ulmanos, dividindo os cargos legislativos igualmente, manteve-se a distribui\u00e7\u00e3o religiosa anterior mas limitou os poderes do presidente e aumento os do primeiro-ministro, al\u00e9m de estender o cargo de presidente do parlamento de um para quatro anos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ainda assim, o confessionalismo, que deveria ser progressivamente extinto, continua dominando n\u00e3o s\u00f3 a vida pol\u00edtica, como toda a vida social e comunit\u00e1ria do L\u00edbano, interferindo desde a quest\u00e3o dos casamentos (n\u00e3o h\u00e1 casamento civil no L\u00edbano, apenas religioso e de acordo com cada credo), como a distribui\u00e7\u00e3o de cargos, favores, acesso \u00e0 sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e at\u00e9 coleta de lixo ou pavimenta\u00e7\u00e3o de ruas.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Quais as ra\u00edzes da crise humanit\u00e1ria no L\u00edbano e o que as grandes pot\u00eancias mundiais t\u00eam feito para ajudar a solucionar o problema? Quais as perspectivas dos refugiados que buscam abrigo no L\u00edbano?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">A crise humanit\u00e1ria do L\u00edbano pode ser vista como decorr\u00eancia do fim da Guerra Civil em 1990 e uma guinada econ\u00f4mica neoliberal nos anos 2000 e 2010, que como consequ\u00eancia deixou os pobres mais pobres, e a classe m\u00e9dia a um passo de afundar no mesmo po\u00e7o.<\/p>\n<p class=\"texto\">Infla\u00e7\u00e3o, desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda, desemprego, den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o, enriquecimento il\u00edcito mantiveram a maior parte da popula\u00e7\u00e3o fora do benef\u00edcio das reformas econ\u00f4micas, levando as gera\u00e7\u00f5es do presente a buscarem a mesma solu\u00e7\u00e3o do passado, emigrar.<\/p>\n<p class=\"texto\">A crise humanit\u00e1ria do L\u00edbano tamb\u00e9m \u00e9 reflexo da crise pol\u00edtica e da crise econ\u00f4mica do pa\u00eds e de seus vizinhos, os palestinos e os s\u00edrios. O L\u00edbano, que j\u00e1 foi local de ref\u00fagio para os palestinos, recebeu mais de um milh\u00e3o de refugiados s\u00edrios desde a Guerra Civil da S\u00edria iniciada em 2011. Al\u00e9m disso, os recentes ataques de Israel ao pa\u00eds deixam mais uma ferida aberta e mais problemas econ\u00f4micos e de infraestrutura a serem solucionados.<\/p>\n<p class=\"texto\">As pot\u00eancias mundiais fazem pouco ou nada pelo L\u00edbano, al\u00e9m de se omitir ou ainda se eximir de condenar e punir Israel pelos recentes aataques, como foi o ataque dos pagers que teve como alvo a popula\u00e7\u00e3o civil. Quando h\u00e1 apoio financeiro, a conta chega logo e \u00e9 extremamente elevada, colocando o L\u00edbano em uma espiral de crise infinita.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029Va8e466AO7RPLL06EL2h\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Siga nosso canal no WhatsApp e receba not\u00edcias relevantes para o seu dia<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Trecho<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cIndependentemente das paix\u00f5es e idiossincrasias, cada cap\u00edtulo deste livro contou com alguns prop\u00f3sitos em comum que nortearam a sua escrita. [&#8230;] Da origem dos autores ao conte\u00fado dos textos, aqui, s\u00f3 n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para sectarismos cafonas e dem\u00f4nios disfar\u00e7ados de anjos. As contradi\u00e7\u00f5es e diverg\u00eancias de vis\u00f5es s\u00e3o incentivadas, j\u00e1 que para fazer um bomknefe(doce liban\u00eas) \u00e9 preciso juntar os rios de leite e mel do para\u00edso e cozinh\u00e1-los no fogo do inferno.\u201d<\/p>\n<p class=\"texto\">&#13;<br \/>\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1_wpe7deus-57402883.jpg\" alt=\"    \" title=\"    \" loading=\"lazy\" width=\"775\" height=\"470\"\/>&#13;<br \/>\n    &#13;<br \/>\n             Reprodu\u00e7\u00e3o&#13;<br \/>\n    &#13;\n<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>\u201cDeus e o diabo na terra dos cedros: o L\u00edbano contempor\u00e2neo\u201d<\/strong><br \/>\u2022 Murilo Meihy e Samira Adel Osman (orgs.)<br \/>\u2022 Editora Tabla<br \/>\u2022 264 p\u00e1ginas<br \/>\u2022 R$ 73 (capa comum) \/ R$ 57 (e-book)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cN\u00e3o, este livro n\u00e3o \u00e9 sobre o filme de Glauber Rocha numa loja de esfirras\u201d. \u00c9 com uma&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2313,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,1516,864,237,170,1517,32,33],"class_list":{"0":"post-2312","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-libano","12":"tag-literatura","13":"tag-livro","14":"tag-livros","15":"tag-orientemedio","16":"tag-portugal","17":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2312","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2312"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2312\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2313"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}