{"id":231253,"date":"2026-01-16T10:42:07","date_gmt":"2026-01-16T10:42:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/231253\/"},"modified":"2026-01-16T10:42:07","modified_gmt":"2026-01-16T10:42:07","slug":"candida-auris-fungo-resistente-e-oportunista-que-se-coloniza-na-pele","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/231253\/","title":{"rendered":"&#8220;Candida auris&#8221;. Fungo resistente e oportunista que se coloniza na pele"},"content":{"rendered":"<p>                Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) estudaram os primeiros casos confirmados em Portugal de infe\u00e7\u00e3o por Candida auris, este fungo resistente a medicamentos considerado uma amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica global. Neste estudo, divulgado esta semana, foram investigados oito casos identificados em 2023, num hospital portugu\u00eas, e \u201cnenhuma das tr\u00eas mortes dos casos de infe\u00e7\u00e3o invasiva reportados esteve exclusivamente associada \u00e0 infe\u00e7\u00e3o, mas sim a comorbilidades severas dos doentes\u201d.<\/p>\n<p><b>\u201cN\u00e3o \u00e9 a primeira vez que aparece em Portugal\u201d<\/b>, afirmou Catarina Pimentel em entrevista \u00e0 RTP, esclarecendo que <b>o \u201cprimeiro caso de reporte de candida auris remonta a 2022, num estudo que foi coordenado pelo INSA, onde detetaram a\u00a0candida auris num doente angolano que tinha vindo para Portugal para fazer transplante hep\u00e1tico\u201d.<\/b><\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o pa\u00eds estava a enfrentar ainda a pandemia da covid-19, e quando este paciente \u201cchegou a Portugal, na unidade de cuidados intensivos aqui na zona de Lisboa onde foi internado, foi ent\u00e3o detetado candida auris\u201d.<\/p>\n<p>Neste doente, o fungo foi detetado numa \u201clavagem broncoalveolar\u201d. N\u00e3o se sabendo, por isso, <b>\u201cat\u00e9 que ponto estava colonizado ou estaria a contribuir para o estado desse doente que acabou por falece<\/b>r\u201d.<\/p>\n<p><b>O Instituto Nacional de Sa\u00fade Ricardo Jorge (INSA) esclareceu tamb\u00e9m, na quinta-feira, que foram confirmados casos de infe\u00e7\u00e3o pelo fungo Candida auris entre 2022 e 2025 em amostras cl\u00ednicas de hospitais p\u00fablicos do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo.<\/b> Embora a Candida auris n\u00e3o fa\u00e7a parte do conjunto de microrganismos de declara\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria no Sistema Nacional de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica, o INSA reporta os casos que identifica ao Programa Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Controlo de Infe\u00e7\u00f5es e Resist\u00eancia a Antimicrobianos da Dire\u00e7\u00e3o-Geral da Sa\u00fade (DGS) e, atrav\u00e9s deste, ao Centro Europeu de Preven\u00e7\u00e3o e Controlo de Doen\u00e7as (ECDC).\u201cGrandes taxas de mortalidade e morbilidade\u201d<br \/>&#13;<br \/>\nA Candida auris \u00e9 uma levedura que pode colonizar a pele e causar infe\u00e7\u00f5es invasivas, principalmente em doentes com fatores de risco, como doen\u00e7as graves, tratamentos invasivos e uso de cateter ou uso de antibi\u00f3ticos e imunossupressores.<b> \u00c9 mais frequente em ambientes hospitalares e considerada uma amea\u00e7a \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica global, que est\u00e1 j\u00e1 disseminada em v\u00e1rios continentes, atingindo cerca de 60 pa\u00edses.<\/b><\/p>\n<p>No estudo divulgado esta semana s\u00e3o relatados oito casos de doentes infetados com candida auris, mas nem todos estavam infetados. Segundo a investigadora l\u00edder do laborat\u00f3rio em Biologia Molecular de Leveduras, no ITQB NOVA,<b> \u201ch\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o entre infe\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o\u201d<\/b>. <\/p>\n<p><b>\u201cDesses doentes todos, cinco estavam colonizados e tr\u00eas estariam infetados, porque foi detetado na corrente sangu\u00ednea\u201d.<\/b><\/p>\n<p>E se a candida auris \u201cchegou \u00e0 corrente sangu\u00ednea, estamos com certeza a falar de uma infe\u00e7\u00e3o f\u00fangica invasiva \u2013 que est\u00e1 associada (\u2026) a grandes taxas de mortalidade e morbilidade\u201d.<\/p>\n<p>Contudo, a tamb\u00e9m professora universit\u00e1ria esclareceu que <b>estes doentes \u201ctinham outras doen\u00e7as\u201d e n\u00e3o h\u00e1 como saber qual foi \u201ca contribui\u00e7\u00e3o da candida auris para o evoluir do estado cl\u00ednico destes doentes\u201d que acabaram por falecer.<\/b><\/p>\n<p>A curiosidade, sublinhou Catarina Pimentel, <b>\u00e9 que at\u00e9 2022, \u201cPortugal era quase uma ilha no meio da Europa toda\u201d, uma vez que em todo o continente europeu j\u00e1 tinham sido detetados \u201ccasos de candida auris\u201d. <\/b><\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o se ter reportado nenhum surto, Portugal estava em alerta j\u00e1 antes para o risco de transmiss\u00e3o e infe\u00e7\u00e3o por este fungo.Risco de infe\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o<br \/>&#13;<br \/>\nA verdade \u00e9 que muitas pessoas podem ter este fungo colonizado na pele, sem saber, e n\u00e3o estar infetadas. <\/p>\n<p><b>A infe\u00e7\u00e3o, contudo, \u201cpressup\u00f5e sempre uma coloniza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via\u201d.<\/b> <b>A candida auris \u201cprefere a pele e faz parte do nosso microbioma\u201d<\/b>, ao contr\u00e1rio dos outros g\u00e9neros de fungos candidas que \u201cpreferem o trato gastrointestinal, urin\u00e1rio e vaginal\u201d.<b> E \u00e9 exatamente por \u201ccolonizar a nossa pele\u201d, explicou a investigadora, \u201cque facilmente \u00e9 transmitida de pessoa para pessoa\u201d.<\/b><\/p>\n<p>Este \u00e9 um dos fatores que \u201ca torna particularmente perigosa, porque<b> existe a possibilidade desta transmiss\u00e3o horizontal &#8211; de pessoa para pessoa &#8211; o que n\u00e3o acontece com as outras candidas\u201d.<\/b><\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, acresce o facto de ser muito resistente n\u00e3o s\u00f3 aos desinfetantes hospitalares, por exemplo, mas tamb\u00e9m aos pr\u00f3prios modos que os m\u00e9dicos t\u00eam para tratar\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O que faz com que as infe\u00e7\u00f5es por candida auris sejam<b> \u201cparticularmente alarmantes e possam causar surtos\u201d<\/b>. Embora a candida auris n\u00e3o seja a \u00fanica esp\u00e9cie de candida que pode levar a surtos hospitalares.<\/p>\n<p><b>\u201cA candida auris \u00e9 especial porque consegue agrupar este conjunto de caracter\u00edsticas que a torna particularmente mais agressiva quando tem possibilidade de infetar. E essa possibilidade de infe\u00e7\u00e3o acontece muitas vezes em unidades como os cuidados intensivos, onde os doentes j\u00e1 est\u00e3o debilitados (\u2026) ou sujeitos a terapias muito dr\u00e1sticas, intensivas, (\u2026) que fazem com que a nossa microbiota seja alterada\u201d<\/b>. <\/p>\n<p>Ou seja: <b>\u201cas bact\u00e9rias acabam por morrer e os fungos acabam por crescer e multiplicar-se de uma forma mais descontrolada\u201d<\/b>.Fungo resistente a medicamentos e desinfetantes <br \/>&#13;<br \/>\nA candida auris n\u00e3o se dissemina no ar, mas por contacto visto que est\u00e1 nas superf\u00edcies ou colonizado na pele. Isso explica-se bem pelo facto de uma das caracter\u00edsticas deste g\u00e9nero de fungo \u00e9 resistir e sobreviver muito tempo em superf\u00edcies e por ser \u201cresistente \u00e0s desinfe\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m\u201d.<br \/>&#13;<br \/>\n<b><br \/>&#13;<br \/>\n\u201c\u00c9 um fungo emergente (\u2026). S\u00f3 em 2009 \u00e9 que tivemos conhecimento da sua exist\u00eancia. Foi detetada no ouvido de um paciente japon\u00eas\u201d<\/b>, contou a especialista.<\/p>\n<p>Uma das teorias em estudo \u00e9 a possibilidade de a candida auris existir tamb\u00e9m no ambiente, visto que tamb\u00e9m j\u00e1 foi detetada na casca de uma ma\u00e7\u00e3, numa investiga\u00e7\u00e3o na \u00cdndia. <b>A grande quest\u00e3o \u00e9 como \u00e9 que foi transmitida para o ser humano.<\/b><\/p>\n<p>E uma das linhas de pensamento relaciona a emerg\u00eancia e crescimento deste fungo com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. \u201cPorque<b> uma das grandes barreiras a que os fungos saltem para o Homem \u00e9 o facto de os fungos n\u00e3o gostarem de animais de sangue quente\u201d.<\/b><\/p>\n<p>\u00c9 por este motivo que \u201cas infe\u00e7\u00f5es f\u00fangicas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o prevalentes\u201d nos seres humanos. S\u00e3o, contudo, \u201cmuito prevalentes em r\u00e9pteis\u201d, de sangue frio.<\/p>\n<p><b>\u201cA verdade \u00e9 que, o que impede os fungos de saltarem para os seres humanos (\u2026), al\u00e9m do nosso sistema imunit\u00e1rio, \u00e9 a nossa temperatura\u201d<\/b>, explicou, adiantando que com o aquecimento global, e em particular o aumento das temperaturas, <b>\u201cos fungos que est\u00e3o no ambiente acabam por se adaptar a temperaturas mais altas\u201d.<\/b><\/p>\n<p>E a citar um estudo publicado na revista\u00a0Lancet, a investigadora recordou que, desde o s\u00e9culo XIX, \u201ca temperatura humana tem vindo a diminuir\u201d.<\/p>\n<p><b>\u201cCada vez estamos mais frios, porque gra\u00e7as ao avan\u00e7o da Medicina n\u00e3o precisamos de temperaturas t\u00e3o altas para nos livrarmos exatamente destes microrganismos\u201d.<\/b><\/p>\n<p>Estes fatores em conjunto facilitam a transmiss\u00e3o para o ser humano: <b>\u201cEssa barreira t\u00e9rmica n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o evidente, ou n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o forte, e portanto este salto [para o ser humano] \u00e9 mais f\u00e1cil\u201d.<\/b><\/p>\n<p>Este era um fungo \u201cpredominantemente ambiental e que, de repente, consegue saltar para o Homem porque se consegue adaptar a temperaturas mais altas\u201d. <b>Capacidade de adapta\u00e7\u00e3o que pode tamb\u00e9m explicar a pr\u00f3pria resist\u00eancia da candida auris aos antif\u00fangicos e desinfetantes.<\/b><br \/>&#13;<br \/>\nFalta de investimento na investiga\u00e7\u00e3o<br \/>&#13;<br \/>\nSegundo Catarina Pimentel, h\u00e1 um problema no diagn\u00f3stico e tratamento das infe\u00e7\u00f5es f\u00fangicas, como a provocada pela candida auris:<b> a falta de investimento na investiga\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de novos antif\u00fangicos e de m\u00e9todos de dete\u00e7\u00e3o.<\/b><\/p>\n<p>\u201cAcho que \u00e9 muito importante apostar nisso\u201d, salientou. <b>\u201cUm dos problemas de tratar infe\u00e7\u00f5es f\u00fangicas \u00e9 que os fungos s\u00e3o muito parecidos connosco, s\u00e3o seres eucariotas \u2013 isto quer dizer que, ao passo que \u00e9 muito f\u00e1cil, ao n\u00edvel molecular, encontrar diferen\u00e7as entre bact\u00e9rias e c\u00e9lulas humanas, quando falamos de fungos essa diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o clara\u201d.<\/b><\/p>\n<p>\u201cPor isso \u00e9 que s\u00f3 existem, neste momento, tr\u00eas classes de antif\u00fangicos dispon\u00edveis para tratar infe\u00e7\u00f5es s\u00e9rias provocadas por fungos, como esta candida auris no sangue\u201d.<br \/>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\n\u00c9 por causa desta dificuldade que \u201chouve sempre pouco investimento\u201d. Al\u00e9m do mais, n\u00e3o \u00e9 introduzido no mercado uma nova classe de antif\u00fangicos desde 2006.<\/p>\n<p>Agora este novo estudo publicado pela Universidade do Porto \u201cmostra que<b> todos estes casos isolados de candida auris s\u00e3o resistentes a todas as classes de antif\u00fangicos\u201d.<\/b> O que significa, que <b>\u201cneste momento n\u00e3o temos como tratar\u201d as infe\u00e7\u00f5es f\u00fangicas invasivas provocadas por este pat\u00f3geno<\/b>.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o haver propriamente um tratamento, h\u00e1 \u201cuma luz ao fundo do t\u00fanel\u201d. <b>Est\u00e3o tr\u00eas em estudo na fase de desenvolvimento cl\u00ednico, que t\u00eam \u201cmecanismos novos de a\u00e7\u00e3o\u201d. <\/b><\/p>\n<p>\u201cMas n\u00e3o sabemos ainda se aquilo vai chegar ao mercado\u201d, advertiu a professora.<br \/>&#13;<br \/>\nDemora no diagn\u00f3stico dificulta tratamento<br \/>&#13;<br \/>\n<b>\u201cTodas as infe\u00e7\u00f5es f\u00fangicas invasivas est\u00e3o associadas a grandes taxas de mortalidade, principalmente em contexto hospitalar\u201d,<\/b> come\u00e7ou por explicar quando questionada sobre o m\u00e9todo de dete\u00e7\u00e3o de infe\u00e7\u00e3o, enumerando os fatores que, como internamentos longos, ou utiliza\u00e7\u00e3o de cateteres, \u201cde alguma forma promovem que o fungo passe da pele para dentro do corpo, para o sangue ou afete alguns \u00f3rg\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>\u201cUm dos grandes problemas deste tipo de infe\u00e7\u00f5es \u00e9 que n\u00e3o t\u00eam um sintoma espec\u00edfico e s\u00e3o facilmente confundidas com infe\u00e7\u00f5es causadas por bact\u00e9rias. E como as infe\u00e7\u00f5es causadas por outros microrganismos s\u00e3o muito mais frequentes, em contexto hospitalar numa infe\u00e7\u00e3o f\u00fangica, a primeira coisa que um m\u00e9dico far\u00e1 \u00e9 tratar com um antibi\u00f3tico\u201d.<\/p>\n<p>O problema maior \u00e9 \u201ccomo se diagnostica\u201d, porque os<b> \u201cm\u00e9todos de diagn\u00f3stico s\u00e3o muito morosos\u201d.<\/b><\/p>\n<p>\u201cMesmo que um m\u00e9dico suspeite de uma infe\u00e7\u00e3o f\u00fangica, <b>a amostra tem de ir para laborat\u00f3rio e s\u00f3 passado 48 a 72 horas \u00e9 que temos o resultado e confirma\u00e7\u00e3o de que \u00e9 um fungo.<\/b> (\u2026) <b>Quando um doente tem uma infe\u00e7\u00e3o f\u00fangica invasiva, estas 72 horas s\u00e3o muito tempo. <\/b>\u00c0s vezes \u00e9 o suficiente entre salvar e n\u00e3o salvar, ou para a terapia ter sucesso ou n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Depois de identificado o tipo de infe\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio ainda fazer um antifungigrama para \u201cperceber se \u00e9 efetivamente resistente ao antif\u00fangico\u201d.<\/p>\n<p><b>\u201cEstes tempos todos de demora fazem com que, muitas vezes, seja tarde demais. Isto \u00e9 um dos fatores que est\u00e1 associado \u00e0s elevadas taxas de mortalidade\u201d<\/b>, confessou.<br \/>&#13;<br \/>\nComo prevenir?<br \/>&#13;<br \/>\nQualquer  fungo do g\u00e9nero candida \u00e9 um \u201cfungo oportunista\u201d, que \u201cutiliza as morbilidades do hospedeiros em seu pr\u00f3prio proveito\u201d.<\/p>\n<p><b>A maior parte da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 colonizada com candida albicans, por exemplo, \u201ce nunca vai desenvolver uma doen\u00e7a ou ter uma infe\u00e7\u00e3o f\u00fangica invasiva\u201d<\/b>, mas existem grupos considerados de risco, nomeadamente de pessoas que est\u00e3o mais debilitadas, imunocomprometidas, em tratamentos com cateteres \u2013 que \u00e9 uma forma do microrganismo entrar no corpo humano.<\/p>\n<p>O desafio talvez seja a preven\u00e7\u00e3o da dissemina\u00e7\u00e3o e das infe\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><b>\u201cSeria interessante saber se um doente, a partir do momento em que entra no hospital, est\u00e1 colonizado ou n\u00e3o com candida auris\u201d<\/b>, considerou Catarina Pimentel. <\/p>\n<p>E em caso de estar colonizado, podia eventualmente isolar-se esse doente, \u201cporque o problema \u00e9 que se transmite de pessoa por pessoa e facilmente pode levar a um surto\u201d.<\/p>\n<p><b>Al\u00e9m das regras b\u00e1sicas da higiene e da limpeza das superf\u00edcies, \u201ctem de haver maior controlo\u201d e verificar se os doentes est\u00e3o infetados, ou pelo menos colonizados.<\/b><\/p>\n<p>\u201cSe calhar n\u00e3o est\u00e1vamos ainda em alerta para candida auris ou nunca \u00edamos ver se o doente estava colonizado\u201d, mas a investigadora acredita que a preven\u00e7\u00e3o \u201cdeve passar por a\u00ed tamb\u00e9m, em unidades onde este tipo de infe\u00e7\u00f5es \u00e9 mais prevalente\u201d.<br \/>&#13;\n            <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) estudaram os primeiros casos confirmados em Portugal de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":231254,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,420,421,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-231253","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-rtp","26":"tag-rtp-noticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115904364158130966","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=231253"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231253\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/231254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=231253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=231253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=231253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}