{"id":231426,"date":"2026-01-16T13:12:10","date_gmt":"2026-01-16T13:12:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/231426\/"},"modified":"2026-01-16T13:12:10","modified_gmt":"2026-01-16T13:12:10","slug":"adeus-acucar-surge-uma-alternativa-natural-mais-saudavel-noticias-de-coimbra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/231426\/","title":{"rendered":"Adeus a\u00e7\u00facar! Surge uma alternativa natural mais saud\u00e1vel \u2013 Not\u00edcias de Coimbra"},"content":{"rendered":"<p><strong>Os ado\u00e7antes artificiais prometem tornar alimentos e bebidas a\u00e7ucarados mais saud\u00e1veis, mas alguns dos substitutos de zero calorias mais populares est\u00e3o a levantar novas preocupa\u00e7\u00f5es. <\/strong><\/p>\n<p>Agora, investigadores da Universidade Tufts, em parceria com as empresas de biotecnologia Manus Bio (EUA) e Kcat Enzymatic (\u00cdndia), desenvolvem uma alternativa natural promissora: a tagatose, um a\u00e7\u00facar raro com sabor semelhante ao da sacarose, mas com menos calorias e menor impacto na glicemia.<\/p>\n<p>A tagatose \u00e9 cerca de 92% t\u00e3o doce quanto o a\u00e7\u00facar de mesa, mas cont\u00e9m apenas aproximadamente um ter\u00e7o das calorias. Al\u00e9m disso, n\u00e3o provoca os picos de insulina associados \u00e0 sacarose ou a muitos ado\u00e7antes artificiais, tornando-se uma op\u00e7\u00e3o potencialmente atrativa para pessoas com diabetes ou problemas de glicemia.<\/p>\n<p>Apesar de ser encontrada apenas em pequenas quantidades em alguns latic\u00ednios e frutas, a tagatose apresenta benef\u00edcios adicionais: \u00e9 considerada amiga dos dentes, pode ter efeitos prebi\u00f3ticos para o microbioma oral e permite ser utilizada em prepara\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias, ao contr\u00e1rio de muitos ado\u00e7antes de alta intensidade.<\/p>\n<p>O grande obst\u00e1culo at\u00e9 agora tem sido a produ\u00e7\u00e3o limitada. \u201cExistem processos estabelecidos para produzir tagatose, mas s\u00e3o ineficientes e caros\u201d, explica Nik Nair, engenheiro biol\u00f3gico da Universidade Tufts. A equipa desenvolveu um m\u00e9todo inovador, utilizando bact\u00e9rias Escherichia coli geneticamente modificadas como \u201cpequenas f\u00e1bricas\u201d equipadas com enzimas espec\u00edficas para transformar grandes quantidades de glicose em tagatose.<\/p>\n<p>O segredo est\u00e1 numa enzima rec\u00e9m-descoberta do bolor mucilaginoso, a fosfatase seletiva de galactose-1-fosfato (Gal1P), que converte glicose em galactose, posteriormente transformada em tagatose por uma segunda enzima. Com esta estrat\u00e9gia, os investigadores conseguiram um rendimento de produ\u00e7\u00e3o de at\u00e9 95%, significativamente superior aos 40\u201377% obtidos pelos m\u00e9todos atuais.<\/p>\n<p>\u201cA principal inova\u00e7\u00e3o foi inserir a enzima Gal1P nas bact\u00e9rias de produ\u00e7\u00e3o, invertendo uma via biol\u00f3gica natural e permitindo gerar galactose a partir da glicose. A partir da\u00ed, a tagatose e outros a\u00e7\u00facares raros podem ser sintetizados\u201d, afirma Nair.<\/p>\n<p>Embora ainda seja necess\u00e1rio otimizar a linha de produ\u00e7\u00e3o, esta abordagem poder\u00e1 abrir caminho para a produ\u00e7\u00e3o em larga escala de a\u00e7\u00facares raros de forma sustent\u00e1vel. Estima-se que o mercado da tagatose possa atingir um valor de 250 milh\u00f5es de d\u00f3lares at\u00e9 2032.<\/p>\n<p>O estudo foi publicado na revista <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.xcrp.2025.102993\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Cell Reports Physical Science.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os ado\u00e7antes artificiais prometem tornar alimentos e bebidas a\u00e7ucarados mais saud\u00e1veis, mas alguns dos substitutos de zero calorias&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":231427,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-231426","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115904953949788201","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231426","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=231426"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231426\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/231427"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=231426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=231426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=231426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}