{"id":232129,"date":"2026-01-16T23:01:10","date_gmt":"2026-01-16T23:01:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/232129\/"},"modified":"2026-01-16T23:01:10","modified_gmt":"2026-01-16T23:01:10","slug":"a-longa-crise-iraniana-juventude-poder-e-sobrevivencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/232129\/","title":{"rendered":"A longa crise iraniana: juventude, poder e sobreviv\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p id=\"s-p-embed-696\" data-start=\"6665\" data-end=\"6921\">O epicentro foi o hist\u00f3rico <a href=\"https:\/\/pt.euronews.com\/2026\/01\/07\/forcas-de-seguranca-entram-em-confronto-com-manifestantes-no-principal-bazar-do-irao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Grande Bazar de Teer\u00e3o<\/a>, em 28 de dezembro de 2025, mas em poucos dias a contesta\u00e7\u00e3o alastrou-se a todas as 31 prov\u00edncias, assumindo m\u00faltiplas formas de descontentamento popular contra a Rep\u00fablica Isl\u00e2mica e o seu sistema de autoridade. Apesar dos perigos, dos olhares cautelosos e passos medidos, a sociedade iraniana emerge como protagonista da sobreviv\u00eancia, afirmando, mesmo sob medo e repress\u00e3o, a sua capacidade de imaginar um futuro diferente.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o estrutural e heran\u00e7as hist\u00f3ricas<\/p>\n<p>A instabilidade que hoje atravessa o Ir\u00e3o n\u00e3o pode ser lida fora das suas continuidades hist\u00f3ricas. At\u00e9 1979, o pa\u00eds viveu sob a monarquia do x\u00e1 Mohammad Reza Pahlavi, um regime autorit\u00e1rio que promoveu uma moderniza\u00e7\u00e3o acelerada e alinhada com o Ocidente, mas sem abertura pol\u00edtica proporcional. A repress\u00e3o, a desigualdade social e a perce\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia externa alimentaram uma contesta\u00e7\u00e3o transversal, que uniu religiosos, liberais e for\u00e7as de esquerda contra a Coroa.<\/p>\n<p>O desfecho dessa \u00e9poca foi a<a href=\"https:\/\/www.britannica.com\/event\/Iranian-Revolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"> <strong id=\"s-strong-embed-696\" data-start=\"1149\" data-end=\"1360\">Revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica de 1979<\/strong><\/a>, um cataclismo estrutural que destruiu a ordem mon\u00e1rquica e inaugurou uma teocracia onde a autoridade religiosa \u2014 personificada no <strong>L\u00edder Supremo<\/strong> \u2014 passou a ocupar o v\u00e9rtice de um sistema pol\u00edtico h\u00edbrido, simultaneamente clerical e estatal. Esse arranjo singular, que amalgama jurisdi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica e soberania pol\u00edtica, alterou a configura\u00e7\u00e3o do poder de forma irrevers\u00edvel.<\/p>\n<p>No cora\u00e7\u00e3o dessa transi\u00e7\u00e3o esteve tamb\u00e9m a sombra das pot\u00eancias estrangeiras. A mem\u00f3ria pol\u00edtica iraniana incorpora de forma quase lit\u00fargica um epis\u00f3dio que continua a reverberar: <a href=\"https:\/\/www.reuters.com\/world\/irans-long-rivalry-with-united-states-2025-04-01\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">o golpe de 1953 orquestrado pela <strong>CIA<\/strong><\/a> e pelos servi\u00e7os secretos brit\u00e2nicos que derrubou o primeiro\u2011ministro Mohammed Mossadegh, restaurando o x\u00e1 no trono, um gesto que muitos iranianos interpretam como intrus\u00e3o flagrante nos assuntos dom\u00e9sticos e que fertilizou narrativas duradouras de resist\u00eancia ao Ocidente.<\/p>\n<p><strong>O que nos diz a atual economia do pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>A economia iraniana enfrenta uma deteriora\u00e7\u00e3o profunda que se refletiu diretamente no aumento do descontentamento social e se tornou uma das causas imediatas dos protestos que varreram o pa\u00eds. Segundo proje\u00e7\u00f5es do <strong>Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI)<\/strong>, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estar\u00e1 pr\u00f3ximo de <strong>0,6\u202f% em 2025<\/strong>, um ritmo significativamente inferior \u00e0s m\u00e9dias regionais e muito aqu\u00e9m das necessidades econ\u00f3micas dom\u00e9sticas, depois de anos de tens\u00f5es acumuladas. A infla\u00e7\u00e3o, impulsionada pela desvaloriza\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica da moeda nacional \u2014 o rial perdeu quase metade do seu valor face ao d\u00f3lar \u2014 dever\u00e1 atingir mais de <a href=\"https:\/\/www.statista.com\/chart\/20454\/real-gdp-growth-and-inflation-rate-of-iran\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"><strong>40\u202f% em 2025<\/strong><\/a>, corroendo o poder de compra das fam\u00edlias e elevando o pre\u00e7o de bens essenciais al\u00e9m do que muitos podem suportar.<\/p>\n<p>Os indicadores sociais espelham esta fragilidade macroecon\u00f3mica: mesmo com uma taxa oficial de desemprego global em cerca de <strong>7,6\u202f% no ano at\u00e9 mar\u00e7o de 2025<\/strong>, a taxa de desemprego entre os mais jovens continua muito mais elevada, rondando os<a href=\"https:\/\/sapo.pt\/artigo\/num-mundo-sem-fumo-a-ciencia-e-a-pedra-angular-da-transformacao-explica-asli-ertonguc-69676a703ea0d796fbd024e7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"> <strong>20\u202f% para a faixa et\u00e1ria de 16 a 24 anos<\/strong><\/a>, e setores-chave como servi\u00e7os e fabrico est\u00e3o a sentir a press\u00e3o de mercados distantes e de um ambiente interno hostil ao investimento. Ao mesmo tempo, dados sobre pre\u00e7os de alimentos apontam para aumentos que ultrapassam os padr\u00f5es gerais de infla\u00e7\u00e3o, refletindo que muitos iranianos gastam uma parte cada vez maior do rendimento em itens b\u00e1sicos, enquanto os sal\u00e1rios reais n\u00e3o acompanham a escalada dos custos de vida.<\/p>\n<p>A repress\u00e3o e o balan\u00e7o de v\u00edtimas<\/p>\n<p>O car\u00e1ter do protesto mudou rapidamente, abrindo caminho a confrontos diretos com as for\u00e7as de seguran\u00e7a, incluindo a Guarda Revolucion\u00e1ria Isl\u00e2mica (IRGC), pol\u00edcia e outras unidades paramilitares. As informa\u00e7\u00f5es sobre o n\u00famero de mortos variam substancialmente de acordo com a fonte, refletindo tanto o ambiente de censura e apag\u00e3o de comunica\u00e7\u00f5es imposto pelo Estado quanto a dificuldade de verifica\u00e7\u00e3o aut\u00f3noma.<\/p>\n<p>Segundo estimativas de organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos e ag\u00eancias de monitoriza\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/apnews.com\/article\/iran-protests-us-israel-war-nuclear-economy-1b2368e0804676d33d6aa0696815a102\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"><strong>o n\u00famero de mortes relacionadas com a repress\u00e3o supera as 2500<\/strong>,<\/a> com milhares de detidos e um vasto leque de feridos e desaparecidos. Um saldo que, se confirmado, faz desta onda de protestos uma das mais sangrentas desde 1979. Relat\u00f3rios alternativos sugerem cen\u00e1rios ainda mais extremos, com estimativas de at\u00e9 <strong>12000 v\u00edtimas<\/strong>, embora tais n\u00fameros sejam mais dif\u00edceis de corroborar de forma independente.<\/p>\n<p>O regime iraniano oferece contagens menores e inclui entre as v\u00edtimas tamb\u00e9m membros das for\u00e7as de seguran\u00e7a e civis pr\u00f3-governo, mas os observadores internacionais e grupos de direitos humanos apontam para uma repress\u00e3o violenta e, em muitos casos, desproporcional.<\/p>\n<p>Manifesta\u00e7\u00f5es de apoio ao regime e ret\u00f3rica de interfer\u00eancia<\/p>\n<p>Apesar da ampla contesta\u00e7\u00e3o popular, <strong>n\u00e3o se pode presumir unanimidade contra o Estado<\/strong>. Em v\u00e1rias prov\u00edncias surgiram manifesta\u00e7\u00f5es de apoio \u00e0s autoridades e ao l\u00edder supremo, sobretudo mobilizadas por setores que veem a estabilidade como condi\u00e7\u00e3o para a sobreviv\u00eancia nacional face a amea\u00e7as externas e caos interno. Esse segmento sociopol\u00edtico denuncia o que chama de \u00abtentativas de desestabiliza\u00e7\u00e3o\u00bb por pot\u00eancias estrangeiras, particularmente os Estados Unidos e Israel, apontando acusa\u00e7\u00f5es de infiltra\u00e7\u00e3o e financiamento externo.<\/p>\n<p>Autoridades iranianas chegaram a afirmar que agentes de intelig\u00eancia estrangeiros, <a href=\"https:\/\/www.jfeed.com\/middleeast\/iran-protests-israel-accusations\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">incluindo do <strong>Mossad<\/strong> israelita<\/a>, estariam a armar e orientar protestos para fomentar uma \u00abrevolu\u00e7\u00e3o colorida\u00bb, embora tais alega\u00e7\u00f5es n\u00e3o sejam sustentadas por evid\u00eancias concretas verificadas por fontes independentes.<\/p>\n<p>Enquanto isso, parte da oposi\u00e7\u00e3o interna rejeita essas teorias conspirat\u00f3rias e sublinha que o impulso por mudan\u00e7a nasce, antes de mais, do desgaste acumulado de d\u00e9cadas de repress\u00e3o, dificuldades econ\u00f3micas e falta de espa\u00e7os institucionais leg\u00edtimos para o dissenso \u2014 uma posi\u00e7\u00e3o que encontra lugar em <a href=\"https:\/\/www.middleeasteye.net\/news\/we-want-change-not-destruction-iranian-protesters-reject-us-israeli-interference\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">reportagens internacionais<\/a> que enfatizam a espontaneidade da mobiliza\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>Rea\u00e7\u00f5es internacionais<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o global tem sido heterog\u00e9nea. Os <strong>Estados Unidos e o Reino Unido<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2026\/jan\/14\/iran-protests-erfan-soltani-donald-trump-warning-executions-hangings\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">retiraram parte do seu pessoal militar do M\u00e9dio Oriente<\/a> por precau\u00e7\u00e3o, dada a escalada de tens\u00f5es. Donald Trump afirmou estar atento aos acontecimentos e<a href=\"https:\/\/time.com\/7345461\/trump-military-intervention-iran-war-threats-death-toll\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"> pondera diferentes formas de press\u00e3o<\/a>, incluindo san\u00e7\u00f5es adicionais, enquanto dialoga com aliados sobre a necessidade de conter a viol\u00eancia. Embora a administra\u00e7\u00e3o americana ressalve que prefere instrumentos diplom\u00e1ticos e econ\u00f3micos, n\u00e3o exclui a possibilidade de interven\u00e7\u00e3o direta em territ\u00f3rio iraniano caso a situa\u00e7\u00e3o se deteriore ainda mais ou represente amea\u00e7a aos interesses norte-americanos na regi\u00e3o. Tamb\u00e9m organismos internacionais, como o <strong>Conselho de Seguran\u00e7a da ONU<\/strong>,<a href=\"https:\/\/apnews.com\/article\/iran-protests-crackdown-trump-us-flights-airspace-cba8a40c366f5bca855f465b6c717b25\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"> reuniram-se de emerg\u00eancia<\/a> para discutir a situa\u00e7\u00e3o e expressar preocupa\u00e7\u00e3o com a repress\u00e3o e as restri\u00e7\u00f5es \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entre os l\u00edderes europeus, a condena\u00e7\u00e3o tem sido firme. <strong>A presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Ursula von der Leyen, <a href=\"https:\/\/www.wdrb.com\/news\/national\/the-latest-iran-eases-some-communications-restrictions-as-activists-say-death-toll-surpasses-2-500\/article_303734e1-e788-568c-90c3-08e23e779a74.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">declarou<\/a>: \u00abO aumento do n\u00famero de v\u00edtimas no Ir\u00e3o \u00e9 horripilante. Condeno sem reservas o uso excessivo da for\u00e7a e a cont\u00ednua restri\u00e7\u00e3o das liberdades\u00bb<\/strong>, afirmando que a Uni\u00e3o Europeia est\u00e1 a preparar um novo pacote de san\u00e7\u00f5es contra respons\u00e1veis pela repress\u00e3o, em coordena\u00e7\u00e3o com o Alto Representante da UE para os Neg\u00f3cios Estrangeiros.<\/p>\n<p>Pa\u00edses \u00e1rabes vizinhos, incluindo a Ar\u00e1bia Saudita e o Egito, advertiram contra qualquer interven\u00e7\u00e3o militar externa, temendo que uma escalada transformasse o Ir\u00e3o num foco ainda maior de instabilidade regional. Em linha semelhante, a Turquia declarou\u2011se contra a interven\u00e7\u00e3o militar e apelou \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica e ao di\u00e1logo, frisando que a prioridade deve ser evitar a desestabiliza\u00e7\u00e3o interna e regional.<\/p>\n<p>A cultura e o descontentamento<\/p>\n<p>Antes de ser manchete, o Ir\u00e3o foi poema. Foi Hafez recitado em voz baixa, foi Ferdowsi a fixar em versos a mem\u00f3ria do povo persa no Shahnameh, foi Forough Farrokhzad a escrever sobre o corpo e a liberdade num pa\u00eds que sempre soube que a linguagem \u00e9 tamb\u00e9m um campo de batalha. A hist\u00f3ria iraniana n\u00e3o come\u00e7a nem acaba na Rep\u00fablica Isl\u00e2mica: atravessa imp\u00e9rios, revolu\u00e7\u00f5es, universidades, bibliotecas e uma tradi\u00e7\u00e3o intelectual que nunca deixou de dialogar com o mundo.<\/p>\n<p>O passado que se repete no pa\u00eds corre pelos becos de Teer\u00e3o, respira nas salas de aula das universidades, entra pelas casas e caf\u00e9s onde se fala de tudo e de nada, com esperan\u00e7a e medo. <a href=\"https:\/\/www.washingtoninstitute.org\/policy-analysis\/iranian-counterculture-and-gen-z\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Jovens que leem livros universais<\/a>, que dominam l\u00ednguas que os pais nunca sonharam, encontram-se com um Estado que ainda se v\u00ea como \u00e1rbitro da ordem e da moral. A crise que se desenrola \u00e9 tamb\u00e9m ela consequ\u00eancia dessa colis\u00e3o, invis\u00edvel aos olhos dos que contam mortos e feridos, mas evidente no ritmo das ruas, nos olhares que desafiam ou se recolhem, na coragem que se aprende sem que ningu\u00e9m a ensine.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O epicentro foi o hist\u00f3rico Grande Bazar de Teer\u00e3o, em 28 de dezembro de 2025, mas em poucos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":232130,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-232129","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115907269933494060","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/232129","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=232129"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/232129\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/232130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=232129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=232129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=232129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}