{"id":23237,"date":"2025-08-10T06:56:08","date_gmt":"2025-08-10T06:56:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/23237\/"},"modified":"2025-08-10T06:56:08","modified_gmt":"2025-08-10T06:56:08","slug":"pediram-agua-tabaco-comida-e-gritaram-portugal-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/23237\/","title":{"rendered":"\u201cPediram \u00e1gua, tabaco, comida. E gritaram Portugal&#8221; \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Os 38 migrantes t\u00eam nacionalidade marroquina, segundo a GNR. A bordo seguiam 25 homens, seis mulheres e sete crian\u00e7as. O passageiro mais velho tinha 44 anos enquanto o mais novo era o beb\u00e9 de um ano.<\/p>\n<p>Se o empres\u00e1rio Paulo Loren\u00e7o elogia a atua\u00e7\u00e3o das autoridades \u2014 que foram \u201cr\u00e1pidas\u201d a chegar ao local e \u201ctrataram-nos muito bem\u201d \u2014, j\u00e1 uma habitante da aldeia de Budens (a zona urbana mais pr\u00f3xima, a cerca de tr\u00eas quil\u00f3metros da praia de Boca do Rio), critica a Pol\u00edcia Mar\u00edtima. \u201c<strong>N\u00e3o percebo como \u00e9 que, detetando o barco, n\u00e3o o pararam<\/strong>. E tenha vindo at\u00e9 aqui\u201d, disse a mulher, recusando ser identificada.<\/p>\n<p>Apesar de a GNR n\u00e3o ter a certeza do ponto exato de origem da embarca\u00e7\u00e3o, o historial de desembarques de migrantes na costa algarvia (sete desde o final de 2019) aponta como origem mais prov\u00e1vel a cidade marroquina de El Jadida, a sul de Casablanca, de onde saem frequentemente muitos migrantes ilegais com destino \u00e0 Europa.<\/p>\n<p>No caso dos 38 migrantes que desembarcaram em Vila do Bispo, a GNR n\u00e3o identificou nenhum l\u00edder ou comandante da embarca\u00e7\u00e3o \u2014 feita de madeira, com 5 metros de comprimento e um pequeno motor acoplado. A GNR v\u00ea com reservas a hip\u00f3tese de estas pessoas terem pago a uma rede de imigra\u00e7\u00e3o ilegal para chegar a Portugal. \u201cEsse fen\u00f3meno existe mas n\u00e3o numa organiza\u00e7\u00e3o t\u00e3o informal como esta e n\u00e3o numa embarca\u00e7\u00e3o com cinco metros\u201d, real\u00e7ou o major Il\u00eddio Barreiros.<\/p>\n<p>Enquanto grande parte dos migrantes (a maioria jovens adultos) eram levados para o posto da GNR de Vila do Bispo, a C\u00e2mara Municipal montava uma opera\u00e7\u00e3o log\u00edstica no pavilh\u00e3o multiusos de Sagres para os acolher. Em apenas 40 minutos, ainda na noite de sexta-feira, foram montadas <strong>38 camas de campanha e levadas roupa<\/strong> (camisas, t-shirts), cal\u00e7ado e peluches, bem como comida, para o pavilh\u00e3o. O <strong>kit alimentar<\/strong> disponibilizado pela Prote\u00e7\u00e3o Civil tem bolachas, sumo, leite, p\u00e3o, pat\u00ea, fruta e \u00e1gua. No espa\u00e7o, que o Observador visitou, havia ainda variados produtos de higiene: pastas e escovas de dentes, pensos higi\u00e9nicos e produtos para o banho.<\/p>\n<p>O pavilh\u00e3o encheu-se este s\u00e1bado \u00e0 noite, para receber os 38 migrantes, vindos do Tribunal de Silves, onde ficaram a conhecer a decis\u00e3o do juiz de turno. Todos receberam ordem para sair de Portugal devido a \u201cimigra\u00e7\u00e3o ilegal por via mar\u00edtima\u201d. T\u00eam agora at\u00e9 60 dias para abandonarem o pa\u00eds, no limite de forma coerciva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os 38 migrantes t\u00eam nacionalidade marroquina, segundo a GNR. 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