{"id":233391,"date":"2026-01-17T22:56:08","date_gmt":"2026-01-17T22:56:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/233391\/"},"modified":"2026-01-17T22:56:08","modified_gmt":"2026-01-17T22:56:08","slug":"tratado-do-alto-mar-entra-em-vigor-com-81-paises-a-bordo-incluindo-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/233391\/","title":{"rendered":"Tratado do Alto Mar entra em vigor com 81 pa\u00edses a bordo, incluindo Portugal"},"content":{"rendered":"<p>        O documento regula atividades no alto-mar e no leito marinho, fora das jurisdi\u00e7\u00f5es nacionais. Foi criado para travar a perda de biodiversidade e refor\u00e7ar a governa\u00e7\u00e3o dos oceanos. Entra em vigor este s\u00e1bado, 17, com China, Alemanha, Jap\u00e3o, Fran\u00e7a, Brasil j\u00e1 o ratificaram. EUA adotaram, mas n\u00e3o ratificaram e a R\u00fassia nem uma coisa nem outra.    <\/p>\n<p>Este s\u00e1bado, 17 de janeiro, entra oficialmente em vigor, o Tratado do Alto Mar, assinalando um marco hist\u00f3rico para a prote\u00e7\u00e3o global dos oceanos e para a coopera\u00e7\u00e3o multilateral.<\/p>\n<p>O documento, ratificado por mais de 80 pa\u00edses, regula atividades no alto-mar e no leito marinho, fora das jurisdi\u00e7\u00f5es nacionais. Foi estabelecido com o objetivo de travar a perda de biodiversidade e refor\u00e7ar a governa\u00e7\u00e3o dos oceanos, incluindo a meta de proteger 30% do oceano at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>Portugal ratificou-o em maio de 2025,  integrando o grupo dos primeiros 60 pa\u00edses que permitiram a entrada em vigor e faz hoje parte do grupo Ocean Pioneers, composto por 15 pa\u00edses \u201ccomprometidos em liderar, de forma ambiciosa e cooperativa\u201d, a implementa\u00e7\u00e3o do Tratado do Alto Mar. <\/p>\n<p>\u201cA entrada em vigor deste acordo constitui uma oportunidade \u00edmpar para promover a coer\u00eancia entre pol\u00edticas e decis\u00f5es nos diferentes f\u00f3runs internacionais, tendo em conta que os mesmos pa\u00edses que ratificaram o BBNJ participam tamb\u00e9m nos organismos respons\u00e1veis pela gest\u00e3o de atividades como as pescas, criando condi\u00e7\u00f5es para assegurar que essas decis\u00f5es s\u00e3o alinhadas e contribuem para objetivos comuns de prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade e de utiliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do oceano\u201d, explica Catarina Abril, T\u00e9cnica de Pescas e Clima da Sciaena \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancias Marinhas e Coopera\u00e7\u00e3o, incubadora de empresas da Universidade do Algarve.<\/p>\n<p>Grandes economias como China, Alemanha, Jap\u00e3o, Fran\u00e7a e Brasil j\u00e1 ratificaram o acordo. A China tem, segundo a ONU, desempenhado um papel central nas ind\u00fastrias ligadas ao oceano, tendo exportado cerca de 155 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares em bens relacionados com o oceano em 2023.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos, adotaram o acordo em 2023, mas n\u00e3o o ratificaram, a \u00cdndia, aprovou-o em 2024, mas a legisla\u00e7\u00e3o interna permanece pendente, no Reino Unido, o Parlamento ainda n\u00e3o concluiu o processo ap\u00f3s apresenta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o em 2025.<\/p>\n<p>A R\u00fassia n\u00e3o adotou nem ratificou o acordo, alegando a necessidade de preservar os atuais mecanismos de governa\u00e7\u00e3o e garantir a liberdade de navega\u00e7\u00e3o em \u00e1guas internacionais.<\/p>\n<p>Este Tratado das Na\u00e7\u00f5es Unidas estabelece, pela primeira vez, um quadro jur\u00eddico para proteger a biodiversidade nestas \u00e1guas internacionais e para garantir que os benef\u00edcios dos seus recursos sejam partilhados de forma justa entre os pa\u00edses.<\/p>\n<p>Com a entrada em vigor, o Tratado passa a disponibilizar os instrumentos necess\u00e1rios para a cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas marinhas protegidas (AMP) em Alto Mar: \u201ca defini\u00e7\u00e3o clara das obriga\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para assegurar a utiliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos oce\u00e2nicos; a prioriza\u00e7\u00e3o do refor\u00e7o da capacita\u00e7\u00e3o e do acesso \u00e0 tecnologia e \u00e0s ferramentas; bem como o estabelecimento de mecanismos que garantam uma partilha justa dos benef\u00edcios\u201d.<\/p>\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, diz a ONU, o verdadeiro poder do Tratado depender\u00e1 da forma como for implementado e cumprido coletivamente nos pr\u00f3ximos anos. Uma ades\u00e3o mais ampla aumentar\u00e1 o seu impacto.<\/p>\n<p> Os \u00f3rg\u00e3os do Tratado e os processos de decis\u00e3o est\u00e3o a ser definidos no \u00e2mbito da Comiss\u00e3o Preparat\u00f3ria das Na\u00e7\u00f5es Unidas (PrepCom na sigla em ingl\u00eas), que dever\u00e1 apresentar propostas s\u00f3lidas para ado\u00e7\u00e3o na CoP1, de modo a permitir que o Tratado entre em funcionamento o mais rapidamente poss\u00edvel. <\/p>\n<p>O texto do Tratado foi finalizado em mar\u00e7o de 2023, ap\u00f3s duas d\u00e9cadas de debates e negocia\u00e7\u00f5es. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O documento regula atividades no alto-mar e no leito marinho, fora das jurisdi\u00e7\u00f5es nacionais. 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