{"id":23350,"date":"2025-08-10T10:23:09","date_gmt":"2025-08-10T10:23:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/23350\/"},"modified":"2025-08-10T10:23:09","modified_gmt":"2025-08-10T10:23:09","slug":"em-paris-a-portugalidade-nas-coisas-analise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/23350\/","title":{"rendered":"Em Paris, a portugalidade nas coisas | An\u00e1lise"},"content":{"rendered":"<p>Em 2017, era poss\u00edvel comer um pastel de nata em Kaunas, uma cidade lituana, num caf\u00e9 chamado Natabox, a olhar para uma parede forrada com uma fotografia do el\u00e9ctrico 28 que, numa rua de Lisboa, seguia em direc\u00e7\u00e3o aos Prazeres. A jovem mulher que vendia os past\u00e9is sabia declarar que eram doces portugueses, mas n\u00e3o sabia onde era Portugal. Na altura, o encontro com um pastel de nata num pa\u00eds europeu que j\u00e1 tinha sido uma rep\u00fablica sovi\u00e9tica revelava a exist\u00eancia de um novo sistema de desloca\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de algumas componentes da cultura culin\u00e1ria portuguesa de cariz popular.<\/p>\n<p>Hoje podemos cruzar-nos com past\u00e9is de nata em Hong Kong, Edimburgo, Valetta ou Paris. Isto acontece porque eles entraram na lista dos produtos gastron\u00f3micos de difus\u00e3o global que se mant\u00eam associados a uma cultura de origem, sem que quem os produz, os vende ou os consome tenha necessariamente uma qualquer rela\u00e7\u00e3o directa com ela.<\/p>\n<p>Num contexto de grande mobilidade internacional de coisas e de pessoas, s\u00e3o muitas as mercadorias que se apresentam aos consumidores como sendo detentoras de uma identidade \u00e9tnica. Por vezes, circulam em associa\u00e7\u00e3o com os movimentos migrat\u00f3rios e, outras vezes, fazem-no de forma independente. No primeiro caso, as coisas que acompanham as pessoas d\u00e3o forma aos denominados \u201cmercados \u00e9tnicos\u201d, que s\u00e3o constitu\u00eddos por lojas dirigidas, pelo menos inicialmente, exclusivamente \u00e0s comunidades de migrantes. Portugal inventou uma forma etnicizada para falar da parte do mercado de exporta\u00e7\u00e3o que se dirige a portugueses migrantes. Chamou-lhe o \u201cmercado da saudade\u201d.<\/p>\n<p>No caso de Fran\u00e7a, e mais concretamente de Paris, o mercado da saudade iniciou-se com a venda de produtos alimentares \u2014 de consumo corrente, como o caf\u00e9, a cerveja, o azeite ou as bolachas; e de consumo mais cerimonial, como a couve-portuguesa, os vinhos e os licores. De in\u00edcio, apenas os produtos mais prestigiados saltavam a barreira da comunidade \u00e9tnica e chegavam ao quotidiano dos franceses. Basicamente, isso s\u00f3 acontecia quando eram oferecidos, no quadro de rela\u00e7\u00f5es de trabalho ou de amizade. Diz-se que aquela que foi, durante algum tempo, a mulher mais velha de Fran\u00e7a bebia todos os dias um copo de vinho do Porto, e que ter\u00e1 criado esse h\u00e1bito gra\u00e7as a uma garrafa que lhe foi oferecida por uma empregada dom\u00e9stica portuguesa.<\/p>\n<p>Segundo o jornalista Carlos Pereira, director do Luso Jornal, na segunda metade do s\u00e9culo XX, a difus\u00e3o de produtos portugueses no mercado franc\u00eas come\u00e7ou pelos alimentares e acompanhou a integra\u00e7\u00e3o da primeira gera\u00e7\u00e3o de portugueses na sociedade francesa. Ou seja, as coisas portuguesas viveram coladas aos emigrantes e acompanharam as suas rela\u00e7\u00f5es sociais. Nas primeiras d\u00e9cadas de migra\u00e7\u00e3o, os franceses sabiam basicamente que Portugal era um pa\u00eds de onde tinha partido uma parte dos imigrantes que ent\u00e3o viviam em Fran\u00e7a; que era pobre e governado por um ditador que, entretanto, caiu, ap\u00f3s uma revolu\u00e7\u00e3o. Sobre a cultura portuguesa, alguns sabiam que existia uma m\u00fasica de sonoridades ex\u00f3ticas chamada fado e que Am\u00e1lia Rodrigues era a diva que melhor a cantava. Algumas pequenas franjas da classe m\u00e9dia mais informada conheciam tamb\u00e9m as fotografias de Henri Cartier-Bresson, que davam a ver a Nazar\u00e9 e uma parte da cultura material da sua popula\u00e7\u00e3o. Esses, caso se tenham aventurado a fazer turismo em Portugal, at\u00e9 podiam ter em casa uma pequena boneca vestida com sete saias, cuja feitura tinha sido promovida pelo Estado, ainda no tempo da ditadura.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Loja Saudade, em Paris \u2014 &#8220;Portugal inventou uma forma etnicizada para falar da parte do mercado de exporta\u00e7\u00e3o que se dirige a portugueses migrantes. Chamou-lhe o &#8216;mercado da saudade&#8217;\u201d&#13;<br \/>\nDR                    &#13;<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, as coisas come\u00e7aram a mudar. Na opini\u00e3o de Carlos Pereira, a Expo&#8217;98 foi um acontecimento cultural de viragem e, mais tarde, o aparecimento de voos operados por companhias low cost, um acontecimento econ\u00f3mico determinante. Por um lado, os franceses come\u00e7aram a relacionar-se mais com Portugal e com as suas produ\u00e7\u00f5es culturais \u2014 literatura, m\u00fasica, cinema e artes pl\u00e1sticas; por outro, uma parte da segunda gera\u00e7\u00e3o de migrantes portugueses come\u00e7ou a relacionar-se com novas formas de cultura, que podiam convocar a cultura popular portuguesa, mas que eram produzidas por pessoas das classes m\u00e9dias urbanas. Essas produ\u00e7\u00f5es manifestavam uma ruptura com a cultura popular de cariz rural que os seus pais conheciam e com a qual eles tinham crescido, sobretudo nos retornos \u00e0 terra que aconteciam em cada Ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Carlos Pereira, a m\u00fasica dos Madredeus foi uma das realiza\u00e7\u00f5es culturais que foram capazes de representar em Paris uma nova forma da portugalidade: ancorada num localismo po\u00e9tico, mas com um espectro de refer\u00eancias cosmopolitas. Essa era uma nova forma cultural com a qual as franjas, mais escolarizadas e j\u00e1 assentes na classe m\u00e9dia, da segunda ou terceira gera\u00e7\u00e3o de portugueses a viver em Fran\u00e7a, se podiam identificar. J\u00e1 no s\u00e9culo XX, a presen\u00e7a, em lugares e acontecimentos prestigiados como o Pal\u00e1cio de Versalhes e o desfile da casa Dior, de pe\u00e7as de Joana Vasconcelos (nascida em Fran\u00e7a) que citam elementos da cultura material popular portuguesa, veio dar continuidade a esse processo de nobilita\u00e7\u00e3o, por via de objectos h\u00edbridos, da cultura portuguesa de origem popular.<\/p>\n<p>Os novos sentidos do popular<\/p>\n<p>J\u00e1 no s\u00e9culo XXI, inicia-se um novo ciclo nas movimenta\u00e7\u00f5es de pessoas e coisas entre Fran\u00e7a e Portugal: primeiro, Portugal torna-se um destino tur\u00edstico e, posteriormente, tamb\u00e9m num pa\u00eds de acolhimento para migrantes franceses. Neste novo contexto relacional, a cultura material portuguesa de cariz popular deixa de ser a objectifica\u00e7\u00e3o da subalternidade econ\u00f3mica e cultural, para passar a estar dispon\u00edvel para acolher novos sentidos. Como escreveu Jo\u00e3o Leal, \u201co popular \u00e9 \u2014 literalmente \u2014 o produto do encontro de duas culturas: a cultura que l\u00e1 estava e que n\u00e3o sabia que era popular e a cultura de quem chega l\u00e1 e a nomeia como popular\u201d. A cultura material popular s\u00f3 existe, nesse sentido, a partir do momento em que algu\u00e9m que a ela n\u00e3o pertence a denomina como tal. Em Portugal, esse processo cultural de cria\u00e7\u00e3o do \u201cpopular\u201d iniciou-se durante o Estado Novo e n\u00e3o mais parou. O popular foi sempre um produto h\u00edbrido e os seus sentidos dependem das pessoas que, num dado contexto hist\u00f3rico, o est\u00e3o a discursar. Hoje, em Paris existem projectos que est\u00e3o a dar-lhe novos sentidos.<\/p>\n<p>S\u00e3o desenvolvidos por portuguesas, situam-se no exterior do mercado \u00e9tnico e vendem coisas que se apresentam como sendo representantes da cultura material de Portugal. Esta inclui os produtos alimentares correntes, os barros e as cer\u00e2micas, as filigranas, as mantas de trapos e de l\u00e3, os tapetes, os cestos e ainda mais uma quantidade de outras realiza\u00e7\u00f5es. S\u00e3o coisas que foram sujeitas, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a diversas reorganiza\u00e7\u00f5es dos respectivos ciclos de vida. Em Portugal, a narrativa do popular alterou-se e os sentidos que essas coisas transportam hoje n\u00e3o s\u00e3o os mesmos que transportavam nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970. Depois de terem hospedado os estigmas da pobreza e da pr\u00e9-modernidade, parte dessas coisas acolhe hoje os valores da diversidade, da multiculturalidade e da sustentabilidade. S\u00e3o consumidas pelas novas classes m\u00e9dias portuguesas e, sobretudo, integram o mercado tur\u00edstico.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        As \u201clojas portuguesas\u201d na capital francesa apostam em pe\u00e7as de boa qualidade e alguma sofistica\u00e7\u00e3o&#13;<br \/>\nDR                    &#13;<\/p>\n<p>O contexto social e cultural que permite a exist\u00eancia em Paris de lojas que vendem esses mesmos produtos \u00e9 tamb\u00e9m o dos estilos de vida das novas classes m\u00e9dias urbanas. Elas n\u00e3o s\u00e3o, ao contr\u00e1rio do que acontecia com o com\u00e9rcio \u00e9tnico, dirigidas aos migrantes portugueses, pela simples raz\u00e3o que, para eles, essas coisas s\u00e3o aquelas que acompanharam as suas vidas. Ainda n\u00e3o foram sujeitas \u00e0 ressignifica\u00e7\u00e3o que fez delas coisas \u201cde uma cultura rica e popular\u201d (como foi referido no site do Bon March\u00e9, um dos mais luxuosos armaz\u00e9ns de Paris, a prop\u00f3sito da abertura de um comptoir de venda de bolos da marca Canelas).<\/p>\n<p>Para as mulheres com quem fal\u00e1mos, a venda desses produtos faz parte de um trabalho pessoal de reconstru\u00e7\u00e3o das suas identidades pessoais e \u00e9tnicas que pretende resgatar e revalorizar uma cultura material popular que entendem fazer parte do seu passado. Esse processo implica-as a elas e aos seus clientes, mas revela uma din\u00e2mica cultural mais envolvente de reconstru\u00e7\u00e3o e de afirma\u00e7\u00e3o da etnicidade portuguesa em Fran\u00e7a e, consequentemente, das formas que a portugalidade a\u00ed assume.<\/p>\n<p>Flora Rodrigues \u00e9 portuguesa de origem cabo-verdiana e pensou abrir a Comptoir Saudade, exactamente porque tinha saudades de Portugal. Numa visita a Lisboa foi visitar a Vida Portuguesa e ficou impressionada, porque correspondia \u00e0quilo que andava a querer fazer: uma loja que lhe lembrasse as lojas tradicionais onde entrava quando, em pequena, ia ao centro de Lisboa com a m\u00e3e (\u201ccheiravam a bacalhau e tinham grandes sacos com sementes\u201d). Acabou por abrir um estabelecimento centrado no servi\u00e7o de refei\u00e7\u00f5es de cozinha portuguesa e na venda de produtos alimentares correntes, mas onde tamb\u00e9m vende outros objectos (tem pe\u00e7as Bordalo Pinheiro, que \u201cse vendem devagar porque s\u00e3o caras, mas que os franceses compram para ocasi\u00f5es especiais\u201d.)<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Os produtos portugueses \u00e0 venda na maioria das lojas da especialidade em Paris destinam-se \u00e0s novas classes m\u00e9dias urbanas&#13;<br \/>\nDR                    &#13;<\/p>\n<p>A Paris-Porto pertence a Kelly Neves, que trabalhou no Comptoir Saudade e reproduziu a l\u00f3gica de servi\u00e7o de comida e de venda de produtos alimentares correntes, a par de outros objectos. A loja reproduz uma pequena mercearia de aldeia e obteve o pr\u00e9mio da \u201cmeilleure \u00e9picerie fine \u00e9trang\u00e9re\u201d. Ambas as lojas t\u00eam uma clientela francesa de bairro que se apropriou de alimentos que n\u00e3o faziam parte dos seus h\u00e1bitos. Comer chocolates Regina, gelatinas Royal, Sugus e pastilhas Gorila e beber caf\u00e9 Delta e ginja das Caldas por costume (e n\u00e3o numa ex\u00f3tica viagem tur\u00edstica), traduz-se numa apropria\u00e7\u00e3o cultural que autentifica uma identidade \u00e9tnica que antes era desconhecida, sen\u00e3o mesmo desconsiderada.<\/p>\n<p>Os outros dois projectos trabalham com cer\u00e2micas e tecelagens e visam franjas de mercado mais delimitadas. As suas propriet\u00e1rias alteraram deliberadamente o percurso das suas vidas profissionais \u2014 abandonaram carreiras bem-sucedidas \u2014 e associaram essa decis\u00e3o \u00e0 activa\u00e7\u00e3o das suas identidades \u00e9tnicas. Sandra Da Costa Lopes \u00e9 dona da Lusa Luso, uma loja (e um site) cujo lema \u00e9 construir \u201cum outro olhar sobre Portugal\u201d: \u201cH\u00e1 uma riqueza gigante a n\u00edvel de artesanato, e n\u00e3o s\u00f3, mas os portugueses \u00e0s vezes n\u00e3o sabem disso \u2014 e os estrangeiros ainda sabem menos.\u201d Vende sobretudo cer\u00e2micas \u2014 o seu plano a curto prazo \u00e9 tornar-se ela pr\u00f3pria ceramista \u2014 que se afirmam contra a actual tend\u00eancia para uma certa discri\u00e7\u00e3o n\u00f3rdica. Gosta de cor, e escolhe cada pe\u00e7a em fun\u00e7\u00e3o das suas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es, porque quer que a loja d\u00ea forma a um sentimento de alegria. J\u00e1 foi convidada para uma presen\u00e7a no BHV-Marais (uma das mais prestigiadas lojas gourmet de Paris), pelo que projecta abrir lojas pop up em alturas espec\u00edficas do ano, em lugares mais frequentados por uma clientela exigente e dispon\u00edvel para pagar os pre\u00e7os que as pe\u00e7as merecem.<\/p>\n<p>O projecto Saudade, de Christelle Rasteiro, teve origem em algumas das inquieta\u00e7\u00f5es que a sua experiencia de vida lhe foi trazendo. Filha de um pai portugu\u00eas emigrante e com uma carreira de topo no mundo do luxo \u2014 na Dior e na Balenciaga \u2014, conhece bem as disparidades do mundo. Resolveu por isso procurar respostas para algumas das suas preocupa\u00e7\u00f5es: a sobreprodu\u00e7\u00e3o e o desperd\u00edcio, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de trabalho, a desertifica\u00e7\u00e3o e a perda dos saberes artesanais. Pensando que \u201ca saudade \u00e9 essa luz do passado que ilumina o nosso futuro\u201d, partiu \u00e0 procura, por via das teias de rela\u00e7\u00f5es familiares, das tecedeiras que em Portugal ainda hoje reproduzem o saber artesanal da sua av\u00f3, que teceu a manta de trapos que a acompanha desde sempre. Hoje organiza o restauro, a concep\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o e a venda \u2014 no espa\u00e7o f\u00edsico Casa Saudade e no site Saudade Design \u2014 de objectos feitos em tear com desperd\u00edcios da ind\u00fastria t\u00eaxtil. No interior de um mundo de consumidores exigentes, afirma a excel\u00eancia de uma nova cultura material popular portuguesa. Um h\u00edbrido que resulta do percurso pessoal de uma filha de um emigrante portugu\u00eas que passou pela ind\u00fastria de luxo e reactivou as pr\u00e1ticas artesanais em terras da Beira Alta.<\/p>\n<p>* Investigadoras do projecto &#8220;Coisas de Portugal\u201d, trabalho explorat\u00f3rio financiado pelo IN2PAST atrav\u00e9s da FCT (ref.\u00aaLA\/P\/0132\/2020)&#8221;. <a href=\"https:\/\/in2past.org\/exploratory-projects-things-from-portugal\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/in2past.org\/exploratory-projects-things-from-portugal\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 2017, era poss\u00edvel comer um pastel de nata em Kaunas, uma cidade lituana, num caf\u00e9 chamado Natabox,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":23351,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[6062,8217,27,28,8216,315,8215,1413,204,1340,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,8219,2458,419,32,23,24,33,8218,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-23350","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-artesanato","9":"tag-bens-de-consumo","10":"tag-breaking-news","11":"tag-breakingnews","12":"tag-costumes-e-tradicoes","13":"tag-cultura","14":"tag-cultura-geral","15":"tag-cultura-ipsilon","16":"tag-design","17":"tag-economia-geral","18":"tag-featured-news","19":"tag-featurednews","20":"tag-headlines","21":"tag-latest-news","22":"tag-latestnews","23":"tag-main-news","24":"tag-mainnews","25":"tag-news","26":"tag-noticias","27":"tag-noticias-principais","28":"tag-noticiasprincipais","29":"tag-p2","30":"tag-paris","31":"tag-patrimonio","32":"tag-portugal","33":"tag-principais-noticias","34":"tag-principaisnoticias","35":"tag-pt","36":"tag-saudade","37":"tag-top-stories","38":"tag-topstories","39":"tag-ultimas","40":"tag-ultimas-noticias","41":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23350\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23351"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}