{"id":242621,"date":"2026-01-24T15:52:08","date_gmt":"2026-01-24T15:52:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/242621\/"},"modified":"2026-01-24T15:52:08","modified_gmt":"2026-01-24T15:52:08","slug":"gente-pouco-recomendavel-as-memorias-do-facebook-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/242621\/","title":{"rendered":"\u201cGente pouco recomend\u00e1vel.\u201d As mem\u00f3rias do Facebook \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Outra das personalidades que \u00e9 amplamente mencionada no livro \u00e9 Joel Kaplan, hoje em dia presidente de pol\u00edticas globais da Meta, sucedendo ao brit\u00e2nico Nick Clegg.<\/p>\n<p>Kaplan, de 56 anos, entrou para o Facebook no mesmo ano que Sarah Wynn-Williams. Estudou em Harvard, onde conheceu Sheryl Sandberg, com quem namorou. Foi fuzileiro e chefe de gabinete-adjunto do Presidente George W. Bush entre 2006 e 2009. Segundo o relato de Wynn-Williams, teve uma passagem \u201cacidentada\u201d de agente pol\u00edtico e lobista para o mundo da tecnologia. Em alguns momentos, a autora descreve uma rela\u00e7\u00e3o forte entre Kaplan e o Departamento de Estado dos EUA. \u201cQuando alguma coisa corre mal fora dos EUA, ele vira-se imediatamente para o Departamento de Estado para resolver\u201d, quase como se o governo fizesse parte do Facebook.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"sE0xSmjtDq\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/a-meta-esta-a-ficar-mais-maga-como-zuckerberg-esta-a-mudar-a-casa-para-a-era-trump-2-0\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">A Meta est\u00e1 a ficar mais MAGA? Como Zuckerberg est\u00e1 a mudar a casa para a era Trump 2.0<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u00c9 a Kaplan que Wynn-Williams <strong>atribui a responsabilidade dos an\u00fancios pol\u00edticos na plataforma.<\/strong> Quando chega ao cargo de vice-presidente de pol\u00edticas p\u00fablicas globais, em outubro de 2014, tornando-se chefe direto, Kaplan \u201ccome\u00e7a a contratar uma equipa de marketing para pressionar os pol\u00edticos \u2014 aqui e no estrangeiro \u2014 a tornarem-se anunciantes\u201d. Sarah Wynn-Williams resume que \u201co dinheiro determina a voz que \u00e9 ouvida em todas as quest\u00f5es, desde as armas ao aborto, e muito mais\u201d. Um sistema que o Facebook introduziu \u201ca n\u00edvel mundial de forma furtiva\u201d, escreve a neozelandesa.<\/p>\n<p>Kaplan reage com estranheza quando Wynn-Williams lhe explica que seria ilegal usar o Facebook para organizar comit\u00e9s de a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no estrangeiro. \u201cPrecisamos\u201d de canalizar o dinheiro \u201cpara os nossos principais aliados no estrangeiro\u201d, ter\u00e1 dito o executivo, n\u00e3o gostando de ouvir a resposta de que uma a\u00e7\u00e3o do g\u00e9nero poderia ser considerada <strong>\u201csuborno e corrup\u00e7\u00e3o na maioria dos pa\u00edses\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Um pouco por todo o mundo, a presen\u00e7a de an\u00fancios pol\u00edticos no Facebook multiplicou-se. Em 2016, o escrut\u00ednio que deu a primeira vit\u00f3ria a Donald Trump foi at\u00e9 apelidado como <strong>\u201celei\u00e7\u00f5es Facebook\u201d<\/strong>. Mesmo ap\u00f3s o resultado, a equipa de gest\u00e3o <strong>negou a responsabilidade<\/strong> da empresa na vit\u00f3ria de Trump pelos an\u00fancios e desinforma\u00e7\u00e3o. Numa confer\u00eancia, dias ap\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o, Mark Zuckerberg <a href=\"https:\/\/www.npr.org\/sections\/alltechconsidered\/2016\/11\/11\/501743684\/zuckerberg-denies-fake-news-on-facebook-had-impact-on-the-election\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">chegou a dizer que<\/a> <strong>\u201cera uma ideia bastante louca\u201d<\/strong> que \u201cas not\u00edcias falsas no Facebook, que \u00e9 uma parte muito pequena de conte\u00fado, tenham, de alguma forma, influenciado a elei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Dias depois, a bordo de um jato privado de regresso de Lima, no Peru, Zuckerberg n\u00e3o esconde a \u201cf\u00faria\u201d pelo encontro em que <strong>Barack Obama censurou \u201co papel que o Facebook desempenhou nas elei\u00e7\u00f5es e n\u00e3o s\u00f3\u201d.<\/strong> \u201cN\u00e3o est\u00e1 habituado a cr\u00edticas francas de algu\u00e9m mais poderoso do que ele\u201d, escreve Sarah Wynn-Williams.<\/p>\n<p>Fora do mundo pol\u00edtico, na reta final da sua passagem pelo Facebook a ent\u00e3o diretora de pol\u00edticas globais debate-se com o denunciar ou n\u00e3o os avan\u00e7os de Joel Kaplan. Refere que o executivo lhe fez perguntas estranhas sobre amamenta\u00e7\u00e3o, que pediu a sua presen\u00e7a em reuni\u00f5es durante a licen\u00e7a de maternidade e coment\u00e1rios sobre o seu aspeto f\u00edsico. Quando regressou ao trabalho, ap\u00f3s a licen\u00e7a, foi sujeita a uma avalia\u00e7\u00e3o de desempenho em que lhe foi dito que alguns \u201ccolegas acharam dif\u00edcil interagir contigo\u201d.<\/p>\n<p>Quando percebe que h\u00e1 \u201cproblemas sist\u00e9micos de ass\u00e9dio sexual\u201d no departamento de Kaplan decide descrever o problema aos superiores. \u201cQuando acabo de falar, diz-me que tem a certeza de que tudo isto tem solu\u00e7\u00e3o<strong> e que se vai resolver sozinho\u201d<\/strong>, relata. E se n\u00e3o acontecer? \u201cTerei todo o gosto em escrever-te uma carta de recomenda\u00e7\u00e3o\u201d, foi-lhe respondido. Meses depois, foi despedida.<\/p>\n<p>Atualmente, Sarah Wynn-Williams dedica-se a \u201ctrabalhar em diferentes aspetos da pol\u00edtica de intelig\u00eancia artificial (IA)\u201d, diz no livro, concretizando que est\u00e1 a debru\u00e7ar-se sobre as \u201cnegocia\u00e7\u00f5es n\u00e3o oficiais entre os EUA e a China sobre as armas de IA\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Outra das personalidades que \u00e9 amplamente mencionada no livro \u00e9 Joel Kaplan, hoje em dia presidente de pol\u00edticas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":242622,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85],"tags":[315,476,90,114,115,1169,549,864,170,32,33,548,110],"class_list":{"0":"post-242621","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-entretenimento","8":"tag-cultura","9":"tag-economia","10":"tag-empresas","11":"tag-entertainment","12":"tag-entretenimento","13":"tag-facebook","14":"tag-internet","15":"tag-literatura","16":"tag-livros","17":"tag-portugal","18":"tag-pt","19":"tag-redes-sociais","20":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115950881482935579","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242621","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=242621"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/242621\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/242622"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=242621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=242621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=242621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}