{"id":24272,"date":"2025-08-11T01:26:10","date_gmt":"2025-08-11T01:26:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/24272\/"},"modified":"2025-08-11T01:26:10","modified_gmt":"2025-08-11T01:26:10","slug":"o-desafio-de-se-manter-integro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/24272\/","title":{"rendered":"O desafio de se manter \u00edntegro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em meio a uma sociedade adoecida, manter a sa\u00fade se tornou um desafio di\u00e1rio \u2014 e, para os militantes e lutadores populares, cuidar do corpo e incluir a atividade f\u00edsica na rotina \u00e9 tamb\u00e9m um compromisso com a luta coletiva, exigindo disciplina e responsabilidade.<\/strong><\/p>\n<p><b>Vit\u00f3ria Louise | Salvador (BA)<\/b><\/p>\n<p><strong>JUVENTUDE \u2013 <\/strong>A depress\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a que vem atingindo grande parte da classe trabalhadora. Dados do \u00faltimo mapeamento sobre a doen\u00e7a realizado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) apontam que cerca de 6% da popula\u00e7\u00e3o brasileira sofre de depress\u00e3o \u2013 mais de 11 milh\u00f5es de pessoas. Segundo a OMS, mulheres apresentam duas vezes mais chances de terem o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a do que homens. A falta de perspectiva de futuro, o aumento do custo de vida, a falta de acesso aos direitos b\u00e1sicos, a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho e pouco tempo tamb\u00e9m s\u00e3o fatores que induzem as pessoas para esse transtorno.<\/p>\n<p>Esse transtorno faz com que os afetados tenham uma altera\u00e7\u00e3o no humor do qual alguns sintomas s\u00e3o: sentimentos de tristeza, aborrecimento; sensa\u00e7\u00f5es de irritabilidade, tens\u00e3o\/agita\u00e7\u00e3o; sensa\u00e7\u00f5es de afli\u00e7\u00e3o, preocupa\u00e7\u00e3o, inseguran\u00e7a\/medos, (mesmo que alguns desses receios tendem a ser infundados); diminui\u00e7\u00e3o da energia, fadiga e lentid\u00e3o; perda de interesse e prazer nas atividades di\u00e1rias; perturba\u00e7\u00f5es do apetite, do sono, do desejo sexual, varia\u00e7\u00f5es significativas do peso; pessimismo; sentimento de culpa, de autodesvaloriza\u00e7\u00e3o e ru\u00edna, que podem atingir uma dimens\u00e3o delirante (sem fundamento real); altera\u00e7\u00f5es da concentra\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria e racioc\u00ednio; sintomas f\u00edsicos (dores de cabe\u00e7a, perturba\u00e7\u00f5es digestivas, dor cr\u00f4nica, mal-estar geral); em quadros mais graves, podem gerar ideias de morte at\u00e9 a escala de tentativas de suic\u00eddio.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a doen\u00e7a mais incapacitante do s\u00e9culo. Com o aprofundamento das contradi\u00e7\u00f5es do capitalismo, cobra-se um n\u00edvel de produtividade e ac\u00famulo cada vez maior por parte dos patr\u00f5es, aumentando a explora\u00e7\u00e3o sobre a classe trabalhadora e tornando a rotina mais apertada e o tempo escasso. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que se aumentam o n\u00famero de \u201ccomidas instant\u00e2neas\u201d oferecidas pelos mercados.<\/p>\n<p>E essa \u00e9 a f\u00f3rmula que os capitalistas apostam: uma rotina sem tempo para a classe trabalhadora e a oferta de comidas industrializadas cheias de conservantes e aditivos qu\u00edmicos. Mas esses alimentos ultraprocessados fazem com que quem os consome a longo prazo adoe\u00e7a com mais rapidez \u2013 e a doen\u00e7a, dentro do capitalismo, \u00e9 muito lucrativa para ind\u00fastria farmac\u00eautica.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de h\u00e1bitos alimentares saud\u00e1veis e atividade f\u00edsica constante proporcionam melhor qualidade de vida. Um outro fator ben\u00e9fico observado durante a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos \u00e9 a libera\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios que trazem sensa\u00e7\u00e3o de prazer e de bem-estar, diminuindo e prevenindo condi\u00e7\u00f5es depressivas. A melhor defesa contra o desenvolvimento de doen\u00e7as associadas \u00e0 falta de atividade f\u00edsica e ao sedentarismo \u00e9 ativar os m\u00fasculos em uma base regular de exerc\u00edcios f\u00edsicos que movimentem os ossos, articula\u00e7\u00f5es, cora\u00e7\u00e3o e demais \u00f3rg\u00e3os internos.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel identificar em estudos que a pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas tem como decorr\u00eancia o efeito de antidepressivo, integrando-se como medida preventiva da ansiedade, estresse e, por consequ\u00eancia, a melhoria no quadro de depress\u00e3o e ins\u00f4nia. O desafio \u00e9 incluir essa pr\u00e1tica na rotina.<\/p>\n<p>Se a depress\u00e3o, ansiedade e v\u00e1rias outras doen\u00e7as t\u00eam mais chances de aparecerem em pessoas que n\u00e3o se exercitam, logo, \u00e9 necess\u00e1rio encarar a atividade f\u00edsica como uma tarefa di\u00e1ria. N\u00e3o devemos cair no idealismo de que a forma como movimentamos (ou n\u00e3o) o nosso corpo, o que ingerimos de alimento e demais h\u00e1bitos, n\u00e3o v\u00e3o influenciar negativamente o nosso bem-estar.<\/p>\n<p>Exercitar-se \u00e9 uma mudan\u00e7a de h\u00e1bito e todas as mudan\u00e7as exigem esfor\u00e7os para que se concretizem. Mudan\u00e7as que exigem mais, demandam mais, logo, devemos partir do pressuposto que a dificuldade \u00e9 parte do processo e n\u00e3o devemos desanimar ao tentar mudar. A mudan\u00e7a n\u00e3o precisa ser brusca, como sair do sedentarismo para se exercitar v\u00e1rios dias da semana. A mudan\u00e7a pode vir aos poucos: come\u00e7ar com exerc\u00edcios duas vezes na semana, por exemplo, at\u00e9 que se torne h\u00e1bito e, depois avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>A conjuntura exige dos lutadores sociais mais compromisso com a sua sa\u00fade, afinal, ficar bem no meio de uma sociedade adoecida \u00e9 um desafio di\u00e1rio. Incluir a atividade f\u00edsica no cotidiano \u00e9 tamb\u00e9m uma responsabilidade com os interesses coletivos e exige de cada um de n\u00f3s maior disciplina no cumprimento dessa tarefa.<\/p>\n<p>Mat\u00e9ria publicada na edi\u00e7\u00e3o impressa\u00a0 n\u00ba315 do jornal A Verdade<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em meio a uma sociedade adoecida, manter a sa\u00fade se tornou um desafio di\u00e1rio \u2014 e, para os&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":24273,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,8424,8425,5665,32,33,117],"class_list":{"0":"post-24272","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-jav-315","10":"tag-jornal-impresso","11":"tag-juventude","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24272","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24272"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24272\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24273"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}