{"id":243320,"date":"2026-01-25T03:47:17","date_gmt":"2026-01-25T03:47:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/243320\/"},"modified":"2026-01-25T03:47:17","modified_gmt":"2026-01-25T03:47:17","slug":"como-funciona-o-novo-mundo-em-que-vivemos-a-brutal-explicacao-de-mark-carney","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/243320\/","title":{"rendered":"Como funciona o novo Mundo em que vivemos: a brutal explica\u00e7\u00e3o de Mark Carney"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">Gian Ehrenzeller \/ EPA<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-723681\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/c81e728d9d4c2f636f067f89cc14862c-21-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">O primeiro-ministro do Canad\u00e1, Mark Carney, durante o seu discurso em Davos 2026<\/p>\n<p><strong>O discurso do primeiro-ministro do Canad\u00e1 em Davos aponta com enorme clareza a forma como pa\u00edses de poder interm\u00e9dio como o seu podem prosperar neste novo mundo turbulento \u2014 em que as grandes pot\u00eancias j\u00e1 n\u00e3o fazem de conta que seguem as regras estabelecidas.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cHoje, falarei sobre a<strong> ruptura na ordem mundial<\/strong>, o fim de uma bela hist\u00f3ria e o in\u00edcio de uma realidade brutal onde a geopol\u00edtica entre as grandes pot\u00eancias n\u00e3o est\u00e1 sujeita a <strong>quaisquer restri\u00e7\u00f5es<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>Assim come\u00e7ou o <a href=\"https:\/\/youtu.be\/btqHDhO4h10\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">discurso<\/a> de <strong>Mark Carney<\/strong> durante o F\u00f3rum de Davos, a cimeira anual do World Economic Forum, que decorre esta semana na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>Mais do que um diagn\u00f3stico, o marcante discurso do primeiro-ministro do Canad\u00e1 aponta com enorme clareza a forma como<strong> pa\u00edses de poder interm\u00e9dio<\/strong> podem prosperar neste <strong>novo mundo turbulento<\/strong>.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, estas<strong> pot\u00eancias interm\u00e9dias<\/strong>, como o Canad\u00e1, o Reino Unido e a maior parte da Europa, prosperaram partindo do pressuposto de que uma ordem internacional <strong>baseada em regras<\/strong>, por mais imperfeita que fosse, continuaria a sustentar a estabilidade global.<\/p>\n<p>Esse pressuposto, considera <strong>Mark Carney<\/strong>, j\u00e1 n\u00e3o se mant\u00e9m.<\/p>\n<p>No seu discurso, o Primeiro-Ministro canadiano rejeitou tanto a nostalgia como o fatalismo, e <strong>descreveu o novo mundo<\/strong> em que vivemos, no qual a rivalidade entre grandes pot\u00eancias regressou com for\u00e7a, a <strong>interdepend\u00eancia econ\u00f3mica<\/strong> se tornou um <strong>instrumento de coer\u00e7\u00e3o<\/strong> e os rituais do multilateralismo mascaram cada vez mais uma realidade mais dura.<\/p>\n<p>No cerne do marcante discurso de Carney, estava, incontorn\u00e1vel, um desafio: <strong>deixarmos de fingir que a velha ordem ainda funciona <\/strong>e confrontar o mundo tal como ele \u00e9, e <strong>n\u00e3o como muitos pa\u00edses gostariam que fosse<\/strong>.<\/p>\n<p>Uma ordem mundial que se quebrou, n\u00e3o evoluiu<\/p>\n<p>Carney \u00e9<strong> inequ\u00edvoco no seu diagn\u00f3stico<\/strong>, salienta a <a href=\"https:\/\/geographical.co.uk\/news\/how-our-new-world-works-according-to-mark-carney\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Geographical<\/a>: o mundo n\u00e3o est\u00e1 a atravessar um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o controlada, mas<strong> a viver uma ruptura<\/strong>.<\/p>\n<p>A <strong>ordem internacional baseada em regras<\/strong> que moldou a pol\u00edtica global durante grande parte da era p\u00f3s-guerra n\u00e3o enfraqueceu simplesmente; perdeu a sua capacidade de condicionar comportamentos. As grandes pot\u00eancias est\u00e3o cada vez mais dispostas a<strong> contornar, reinterpreta<\/strong>r ou ignorar normas partilhadas quando estas entram em conflito com o seu <strong>interesse nacional<\/strong>.<\/p>\n<p>O que torna este momento distinto, argumenta Carney, \u00e9 a forma como a pr\u00f3pria <strong>interdepend\u00eancia econ\u00f3mica foi transformada<\/strong>. O com\u00e9rcio, as finan\u00e7as e as cadeias de abastecimento foram outrora apresentados como fontes de benef\u00edcio m\u00fatuo e estabilidade.<\/p>\n<p>Hoje, s\u00e3o <strong>rotineiramente utilizados como instrumentos de press\u00e3o<\/strong>, puni\u00e7\u00e3o e controlo. As tarifas, o acesso aos mercados e as infraestruturas financeiras tornaram-se <strong>ferramentas de coer\u00e7\u00e3o em vez de coopera\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Para as pot\u00eancias interm\u00e9dias<\/strong>, isto representa uma mudan\u00e7a fundamental: o pressuposto de que a abertura proporciona automaticamente seguran\u00e7a e prosperidade j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 cred\u00edvel.<\/p>\n<p>O custo de \u201cviver dentro de uma mentira\u201d<\/p>\n<p>Para explicar <strong>como a velha ordem persistiu<\/strong> durante tanto tempo apesar das suas falhas, Carney recorre ao antigo dissidente checo <strong>V\u00e1clav Havel<\/strong> para explicar como podemos <strong>\u201cviver coletivamente dentro de uma mentira\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Em 1978, Havel escreveu um ensaio intitulado \u201c<strong>O Poder dos Sem Poder<\/strong>\u201c, no qual fazia uma pergunta simples: <strong>como \u00e9 que o sistema comunista se sustentava<\/strong>?<\/p>\n<p>Segundo Havel, simplesmente com a participa\u00e7\u00e3o de pessoas comuns em rituais que <strong>sabem ser falsos,<\/strong> e da disposi\u00e7\u00e3o de todos <strong>em agir como se fossem verdade<\/strong>.<\/p>\n<p>O sistema internacional, diz Carney, perdurou n\u00e3o porque funcionasse como anunciado, mas <strong>porque os pa\u00edses continuaram a agir como se funcionasse<\/strong>. Os governos<strong> elogiaram regras que sabiam ser aplicadas de forma desigual<\/strong>, defenderam institui\u00e7\u00f5es que sabiam estar a enfraquecer e evitaram denunciar incongru\u00eancias para <strong>preservar a estabilidade a curto prazo<\/strong>.<\/p>\n<p>Esta representa\u00e7\u00e3o coletiva teve um pre\u00e7o. Ao tolerar <strong>crit\u00e9rios d\u00faplices<\/strong> e aplica\u00e7\u00e3o seletiva, as pot\u00eancias interm\u00e9dias <strong>ajudaram a sustentar uma ilus\u00e3o<\/strong> que acabou por <strong>esvaziar a legitimidade<\/strong>.<\/p>\n<p>Agora que as<strong> grandes pot\u00eancias abandonam at\u00e9 a apar\u00eancia de conten\u00e7\u00e3o<\/strong>, continuar a cumprir, ficar em sil\u00eancio ou aplicar princ\u00edpios de forma inconsistente j\u00e1 <strong>n\u00e3o garante prote\u00e7\u00e3o<\/strong>. Pelo contr\u00e1rio,<strong> aprofunda a vulnerabilidade<\/strong>.<\/p>\n<p>Para Carney, a <strong>honestidade \u2014 nomear a realidade tal como ela \u00e9<\/strong> \u2014 torna-se o primeiro ato de<strong> autodefesa estrat\u00e9gica<\/strong>.<\/p>\n<p>Porque recuar para tr\u00e1s de muralhas nacionais n\u00e3o \u00e9 a resposta<\/p>\n<p>\u00c0 medida que a confian\u00e7a nas regras globais se esvai, muitos pa\u00edses procuram <strong>autonomia estrat\u00e9gica na energia, alimenta\u00e7\u00e3o, defesa<\/strong> e cadeias de abastecimento cr\u00edticas.<\/p>\n<p><strong>Carney trata este instinto com compreens\u00e3<\/strong>o. Um pa\u00eds que n\u00e3o consegue alimentar-se, abastecer-se de energia ou defender-se tem poucas op\u00e7\u00f5es quando \u00e9 pressionado. Num mundo onde a integra\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica pode ser transformada em arma, <strong>reduzir a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma resposta racional.<\/strong><\/p>\n<p>Mas Carney \u00e9<strong> l\u00facido quanto aos riscos<\/strong>. A autonomia prosseguida isoladamente conduz a <strong>um mundo de fortalezas nacionais:<\/strong> fragmentado, ineficiente e, em \u00faltima an\u00e1lise, mais pobre.<\/p>\n<p><strong>Cada pa\u00eds que tenta duplicar cadeias de abastecimento<\/strong>, acumular recursos e isolar-se de choques aumenta os custos e diminui a resili\u00eancia. O resultado seria um <strong>sistema global mais fr\u00e1gil, n\u00e3o mais seguro<\/strong>.<\/p>\n<p>O argumento de Carney \u00e9 que <strong>a resili\u00eancia n\u00e3o tem de significar recuo<\/strong>; pode ser constru\u00edda atrav\u00e9s de<strong> investimento partilhado<\/strong>, normas comuns e diversifica\u00e7\u00e3o coordenada entre parceiros de confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Um tema central do discurso do primeiro-ministro canadiano em Davos foi a clara <strong>distin\u00e7\u00e3o entre grandes pot\u00eancias e os que s\u00e3o apanhados<\/strong> no meio. As grandes pot\u00eancias, por agora,<strong> mant\u00eam a dimens\u00e3o de mercado<\/strong>, a capacidade militar e a influ\u00eancia para ditar condi\u00e7\u00f5es. As pot\u00eancias interm\u00e9dias, segundo Carney, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Carney \u00e9 direto quanto \u00e0s consequ\u00eancias. <strong>Isto n\u00e3o \u00e9 soberania genu\u00edna<\/strong>, argumenta, mas <strong>a sua encena\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2014 a apar\u00eancia de autonomia enquanto se aceita a subordina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A alternativa \u00e9 a a\u00e7\u00e3o coletiva<\/strong>, diz o governante canadiano, que entretanto foi \u201cdesconvidado\u201d por Donald Trump para o seu \u201cConselho da Paz\u201d \u2014 em que t\u00eam lugar <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/trump-putin-conselho-paz-gaza-722924\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Putin, Lula e Milei<\/a>.<\/p>\n<p>Ao <strong>coordenar as suas pol\u00edticas, investimentos e normas<\/strong>, as pot\u00eancias interm\u00e9dias poderiam potencialmente concentrar influ\u00eancia, partilhar riscos e criar um terceiro caminho entre a submiss\u00e3o e o isolamento.<\/p>\n<p><strong>Agindo em conjunto<\/strong>, as pot\u00eancias interm\u00e9dias t\u00eam maior probabilidade de moldar regras, em vez de apenas absorverem as consequ\u00eancias da pol\u00edtica de poder.<\/p>\n<p>A resposta do Canad\u00e1: honestidade, for\u00e7a e uni\u00e3o<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia do Canad\u00e1, conforme delineada por Carney, assenta naquilo a que ele chama \u201c<strong>realismo baseado em valores<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>Isto significa <strong>manter-se firme em princ\u00edpios fundamentais<\/strong> \u2014 soberania, integridade territorial, direitos humanos e a proibi\u00e7\u00e3o do uso da for\u00e7a \u2014 enquanto se age pragmaticamente num mundo de interesses divergentes. \u00c9 uma abordagem que rejeita tanto a <strong>postura moral grandiloquente<\/strong> como a aquiesc\u00eancia silenciosa.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, implica<strong> construir for\u00e7a internamente<\/strong> atrav\u00e9s de reforma econ\u00f3mica, investimento significativo em energia, tecnologia e defesa, e a remo\u00e7\u00e3o de barreiras internas ao crescimento.<\/p>\n<p>No exterior, <strong>significa diversificar parcerias<\/strong> e formar coliga\u00e7\u00f5es flex\u00edveis e espec\u00edficas por tema \u2014 sobre com\u00e9rcio, minerais cr\u00edticos, seguran\u00e7a no \u00c1rtico e intelig\u00eancia artificial \u2014 em vez de depender exclusivamente de institui\u00e7\u00f5es universais que j\u00e1 n\u00e3o funcionam conforme previsto.<\/p>\n<p>O argumento central de Carney sugere que as pot\u00eancias interm\u00e9dias conquistam o direito a uma pol\u00edtica externa baseada em princ\u00edpios ao reduzirem a sua vulnerabilidade a retalia\u00e7\u00f5es e <strong>ao agirem em conjunto, em vez de isoladamente<\/strong>.<\/p>\n<p>Como escrevia esta quinta-feira um leitor do ZAP num coment\u00e1rio, h\u00e1 um antes e um depois do discurso de Mark Carney.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_545_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_770_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389372_556_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Gian Ehrenzeller \/ EPA O primeiro-ministro do Canad\u00e1, Mark Carney, durante o seu discurso em Davos 2026 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