{"id":243962,"date":"2026-01-25T18:26:08","date_gmt":"2026-01-25T18:26:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/243962\/"},"modified":"2026-01-25T18:26:08","modified_gmt":"2026-01-25T18:26:08","slug":"os-segredos-e-historias-da-legiao-urbana-pelos-desenhos-de-marcelo-bonfa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/243962\/","title":{"rendered":"Os segredos e hist\u00f3rias da Legi\u00e3o Urbana, pelos desenhos de Marcelo Bonf\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>Como qualquer crian\u00e7a que cresceu na d\u00e9cada de 1970, o m\u00fasico paulista Marcelo Bonf\u00e1 teve nos gibis uma companhia constante. Preferia <a href=\"https:\/\/neofeed.com.br\/negocios\/disney-investe-us-1-bilhao-na-openai-e-leva-a-turma-do-mickey-mouse-para-o-chatgpt\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Disney<\/a>, <a href=\"https:\/\/neofeed.com.br\/finde\/mauricio-de-sousa-o-homem-de-1-bilhao-de-gibis-sai-dos-quadrinhos-e-chega-a-tela-grande\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Maur\u00edcio de Sousa<\/a>, a turma dos Smurfs e Hanna-Barbera, al\u00e9m dos her\u00f3is japoneses da TV, aos super-her\u00f3is americanos da <a href=\"https:\/\/neofeed.com.br\/finde\/a-bruxaria-da-marvel-ganha-um-novo-capitulo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Marvel<\/a> e da DC. Dessa paix\u00e3o nasceu o gosto pelas artes gr\u00e1ficas, que preservou por toda a vida.<\/p>\n<p>Adulto, o baterista chegou a exercitar seu talento nas capas de dois discos e nos encartes da Legi\u00e3o Urbana, banda que fundou em 1982 com <a href=\"https:\/\/neofeed.com.br\/experts\/voce-vai-passar-e-o-sol-vai-brilhar\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Renato Russo<\/a> e Dado Villas-Boas e que existiu at\u00e9 1996, quando o cantor e compositor Russo morreu. Foi h\u00e1 cerca de dez anos, em 2015, por\u00e9m, que Bonf\u00e1 tomou uma decis\u00e3o inusitada: escrever e ilustrar sozinho, em quadrinhos, a hist\u00f3ria do grupo sob seu ponto de vista.<\/p>\n<p>Bonf\u00e1 destaca que nunca havia tido uma experi\u00eancia antes com HQs e logo descobriu que esse tipo de narrativa \u00e9 mais dif\u00edcil de criar do que parece. A ajuda da <a href=\"https:\/\/neofeed.com.br\/inovacao\/o-homem-que-reconhece-padroes-e-sua-visao-positiva-sobre-a-inteligencia-artificial\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">tecnologia<\/a> o salvou, destaca.<\/p>\n<p>\u201cAprendi fazendo. \u00c9 tudo complexo, ainda mais sendo autobiogr\u00e1fico, porque envolve outras pessoas e hist\u00f3rias e como se expressa isso no tra\u00e7o\u201d, afirma ele, em entrevista exclusiva ao <strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@NeoFeedBrasil\/featured\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">NeoFeed<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Dessa aventura art\u00edstica que durou quase dez anos nasceu o livro Minha Banda Preferida de Todos os Tempos, que sai pela editora ga\u00facha Braza. A obra em edi\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/neofeed.com.br\/finde\/em-paris-uma-loja-de-decoracao-com-a-ambicao-de-ser-uma-galeria\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">luxo<\/a> pode ser vista como candidata a um dos melhores lan\u00e7amentos do ano, pois o autor surpreende pelo dom\u00ednio narrativo dos quadrinhos e pela capacidade de s\u00edntese para contar uma hist\u00f3ria singular na m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<p>Marcelo Augusto Bonf\u00e1 nasceu em Itapira, no interior paulista, onde viveu at\u00e9 os 12 anos. Em 1977, mudou-se com a fam\u00edlia para Bras\u00edlia, ap\u00f3s a transfer\u00eancia do pai, funcion\u00e1rio do Banco do Brasil. A adapta\u00e7\u00e3o na capital foi r\u00e1pida e muitos dos novos amigos, v\u00e1rios deles do Rio de Janeiro, tinham interesse por m\u00fasica. Desse grupo surgiriam bandas como Plebe Rude, Capital Inicial, Metralhaz e Blitx 64, entre outras.<\/p>\n<p>Em 1982, Renato Russo o convidou para formar a Legi\u00e3o Urbana. Em seguida, entrou Dado Villas-Boas. O resto virou a hist\u00f3ria que ele quis contar.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o fim da banda, seguiu carreira solo e lan\u00e7ou seis discos. Em 2015, reuniu-se novamente com Dado para celebrar os 30 anos do primeiro \u00e1lbum da Legi\u00e3o, em uma turn\u00ea intitulada Legi\u00e3o Urbana XXX Anos, com Andr\u00e9 Frateschi nos vocais. O sucesso levou a novas turn\u00eas, em 2018, para comemorar os \u00e1lbuns Dois e Que Pa\u00eds \u00e9 Este.<\/p>\n<p>Mas nem tudo aconteceu sem percal\u00e7os para eles. Uma hist\u00f3ria ficou de fora de sua graphic novel. Desde 2013, Bonf\u00e1 e Dado enfrentam um impasse jur\u00eddico contra Giuliano Manfredini, filho e herdeiro de Renato Russo, que entrou na Justi\u00e7a por causa do uso da marca e do legado da Legi\u00e3o Urbana. Em 2021, o processo chegou ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em Bras\u00edlia, onde permanece ainda sem desfecho.<\/p>\n<p>Os detalhes dessa briga e, principalmente, sua hist\u00f3ria na Legi\u00e3o e o processo de produ\u00e7\u00e3o do seu livro, ele comenta na entrevista a seguir:<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea levou uma d\u00e9cada para fazer este \u00e1lbum em quadrinhos?<\/strong><br \/>Por a\u00ed. Essa hist\u00f3ria come\u00e7ou em 2015, quando comprei um iPad Pro, que facilitou minha vida, uma vez que permitia desenhar na tela. Aprendi tudo do zero. Entre esperas em aeroportos e hot\u00e9is ficava desenhando.<\/p>\n<p><strong>Desde o in\u00edcio voc\u00ea tinha definido que contaria a sua hist\u00f3ria e da banda?<\/strong><br \/>Sim, a galera que \u00e9 f\u00e3 da Legi\u00e3o e tem contato comigo sabe que eu devia esse projeto h\u00e1 muitos anos. Eu falava que ia fazer e nada. Mas cada coisa tem seu momento. E o meu foi a inven\u00e7\u00e3o dessas tecnologias.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea seguiu um pouco de intui\u00e7\u00e3o para fazer a HQ?<\/strong><br \/>Sim, n\u00e3o tenho a t\u00e9cnica de roteiriza\u00e7\u00e3o. Acho que me sa\u00ed bem com isso, pois passo por todos esses momentos da Legi\u00e3o e tamb\u00e9m falo de minha origem no interior de S\u00e3o Paulo, a mudan\u00e7a para Bras\u00edlia, como comecei a tocar. Como tinha de ter 200 p\u00e1ginas, muitos desenhos n\u00e3o usei. Ao mesmo tempo, arrumei e melhorei os tra\u00e7os. Enfim, foi trabalhoso para caramba, mas tamb\u00e9m gratificante, divertido.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>&#8220;Sempre curti essa coisa dos storyboards, fiz alguns para m\u00fasicas da Legi\u00e3o, como Faroeste Caboclo. Mas fui descobrir o quadrinho n\u00e3o infantil quando comecei a desenvolver este trabalho&#8221;<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u00c9 comum que as pessoas pensem em contar sua hist\u00f3ria em livro. Por que voc\u00ea escolheu fazer isso em quadrinhos?<\/strong><br \/>Porque minha parada \u00e9 visual, n\u00e9? Meu lance \u00e9 desenho, mais do que escrever. Quer dizer, tenho letras de minha autoria. Eu sempre curti essa coisa dos storyboards, fiz alguns para m\u00fasicas da Legi\u00e3o, como Faroeste Caboclo. Mas fui descobrir o quadrinho n\u00e3o infantil quando comecei a desenvolver este trabalho, procurei conhecer alguns estilos desses artistas malucos franceses que passei a curtir.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea \u00e9 sincero em v\u00e1rias passagens, mas teve cuidado de n\u00e3o magoar as pessoas?<\/strong><br \/>Sim, eu queria que fosse um livro lindo, que ficasse na estante, sobre a mesa. Mas n\u00e3o podia fugir de certos assuntos. Tomei cuidado de ter respeito com as pessoas, como Negrete [Renato Rocha] e Renato [Russo], que n\u00e3o est\u00e3o aqui para falar. \u00c9 complicado, prefiro n\u00e3o ter problema, entende?<\/p>\n<p><strong>Sua hist\u00f3ria dedica uma passagem longa sobre a sa\u00edda do primeiro baixista da banda, Negrete. Era uma explica\u00e7\u00e3o que queria passar aos f\u00e3s de que ele deu motivos para ser demitido da Legi\u00e3o?<\/strong><br \/>Fiz isso porque ele est\u00e1 envolvido em tudo, porque fez parte da banda em um bom momento (nos tr\u00eas primeiros discos) e porque isso envolvia diretamente a minha performance. Em banda de rock, a cozinha \u00e9 baixo e bateria, essa \u00e9 a base de tudo. Aconteceu que Renato cortou os pulsos antes de gravar o primeiro disco e meu ch\u00e3o caiu. Eu tinha 18 anos e tive de conseguir um baixista.<\/p>\n<p><strong>E veio a ideia de chamar Negrete&#8230;<\/strong><br \/>Exato. Ele era da nossa turma, mas de uma ala diferente, gostava de hardcore, n\u00e3o era do punk-rock como n\u00f3s. Eu n\u00e3o sabia se isso impactaria nas nossas grava\u00e7\u00f5es. E ele fez toda diferen\u00e7a do mundo.<\/p>\n<p><strong>De que forma?<\/strong><br \/>Ele n\u00e3o era um cara sucinto nas notas como Renato. A gente come\u00e7ou com uma coisa de mantra e Negrete chegou botando nota e o dedo em tudo quanto era lugar. Isso mudou o groove das coisas todas e a gente s\u00f3 foi entender isso no dia a dia, na pr\u00e1tica, at\u00e9 o momento em que n\u00e3o est\u00e1vamos mais compondo juntos do primeiro para o segundo disco.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>&#8220;Achei uma maneira de n\u00e3o tocar especificamente em que tipos de drogas a gente estava usando ou n\u00e3o. Sen\u00e3o, seria o livro inteiro sobre isso&#8221;<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>A coisa desandou a\u00ed com ele?<\/strong><br \/>Quando fomos gravar o segundo disco, a gente n\u00e3o tinha sintonia para fazer tudo, porque Negrete n\u00e3o acompanhava. \u201cVou levar para casa a ideia e depois eu volto\u201d, ele dizia. Eu insistia: \u201cToca, cara, se voc\u00ea n\u00e3o fizer isso, eu vou fazer o qu\u00ea? Eu sou o baterista, lembra que eu preciso de voc\u00ea?\u201d. A coisa degringolou geral, ele j\u00e1 n\u00e3o ia mais aos ensaios. At\u00e9 o dia em que ele n\u00e3o estava l\u00e1, algu\u00e9m da gravadora chegou para Renato e falou: \u201cOlha s\u00f3, se a pessoa n\u00e3o est\u00e1 colaborando, tchau\u201d. Achei \u00f3timo porque achava que s\u00f3 eu estava sendo prejudicado.<\/p>\n<p><strong>A \u00fanica passagem sobre drogas foi o encontro no hotel de voc\u00eas com Raul Seixas?<\/strong><br \/>No meio do caminho, achei uma maneira de n\u00e3o tocar especificamente em que tipos de drogas a gente estava usando ou n\u00e3o. Sen\u00e3o, seria o livro inteiro sobre isso, embora nunca f\u00f4ssemos al\u00e9m de um baseadinho aqui, um \u00e1lcool ali, porque a gente nunca foi de excessos nessa parte, todo mundo teve bom senso, ningu\u00e9m morreu drogado, de overdose.<\/p>\n<p><strong>Por que seu livro vai at\u00e9 os quatro primeiros \u00e1lbuns e pula para a morte de Renato Russo?<\/strong><br \/>Eu quis focar no momento mais intenso meu em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 banda porque, assim, depois desses discos, Renato soube que era soropositivo e come\u00e7ou a ter problemas. Ao mesmo tempo, bebia demais em alguns momentos. A partir da\u00ed, ficou assim: mais do mesmo de uma forma meio chata. Os tr\u00eas discos seguintes s\u00e3o legais, porque a gente se encontrava no est\u00fadio, trocava ideias. E eu n\u00e3o estava mais a fim de me estender nessa hist\u00f3ria, ficar contando o que todo mundo j\u00e1 sabe.<\/p>\n<p><strong>Outro ponto que voc\u00ea deixou de fora foi a briga judicial com o filho de Renato. Por qu\u00ea?<\/strong><br \/>Porque isso \u00e9 uma idiotice, achei que n\u00e3o tinha por que ficar entrando nisso. O cara est\u00e1 dando tiro no p\u00e9 dele mesmo, deixa ele. Nossos advogados resolveram muito bem isso tudo, ganhamos em todas as inst\u00e2ncias, s\u00f3 que isso n\u00e3o acaba. Foi um momento complicado quando me deparei com essa situa\u00e7\u00e3o, que estourou como uma bomba.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Voc\u00ea deixou de fora foi a briga judicial com o filho de Renato. Por qu\u00ea? &#8220;Porque isso \u00e9 uma idiotice&#8221;<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Foi tudo repentino?<\/strong><br \/>Come\u00e7aram a acontecer coisas estranhas. A gente queria tocar e notamos que est\u00e1vamos sendo meio cerceados, as pessoas que queriam fazer projetos com a gente tinham dificuldades. E fomos descobrir que havia algu\u00e9m embarreirando. Tivemos de entrar numa seara, a jur\u00eddica, que n\u00e3o era nossa, onde tudo \u00e9 bem complexo. Precisei entender essa linguagem jur\u00eddica para ajudar. Explicar o \u00f3bvio pode ser bem complicado, sabe?<\/p>\n<p><strong>E se tornar surreal, at\u00e9&#8230;<\/strong><br \/>Sim, foi o que aconteceu conosco, \u00e9 Kafka total. A Legi\u00e3o nasceu como uma banda qualquer, podia se chamar qualquer coisa. Mas aconteceu que o nome tomou outra dimens\u00e3o depois de anos de trabalho, da entrega das nossas vidas. Ent\u00e3o, todo valor que tem essa marca \u00e9 em fun\u00e7\u00e3o do que eu, Renato e Dado fizemos. Sen\u00e3o, n\u00e3o valia nada. O interesse de algu\u00e9m por isso \u00e9 porque tem valor e isso vem do que constru\u00edmos. \u00c9 muito louco querer excluir a gente disso.<\/p>\n<p><strong>A Legi\u00e3o \u00e9 um bom neg\u00f3cio ainda hoje?<\/strong><br \/>Sim, a receita vem de direito autoral e nossas m\u00fasicas tocam para caramba at\u00e9 hoje. Gra\u00e7as a Deus, nossa obra est\u00e1 revitalizada. O que encontro hoje de crian\u00e7as e adolescentes que s\u00e3o f\u00e3s da banda \u00e9 impressionante. Eles descobriram a Legi\u00e3o porque o que fizemos \u00e9 real, visceral, org\u00e2nico, s\u00e3o pessoas que perceberam que o que est\u00e1 sendo feito hoje na m\u00fasica \u00e9 autom\u00e1tico, n\u00e3o tem alma, n\u00e3o tem nada.<\/p>\n<p><strong>Quanto \u00e0 marca rende por ano para voc\u00eas?<\/strong><br \/>N\u00e3o sei. Nem paro para pensar, n\u00e3o tenho a menor ideia. N\u00e3o sou um cara de luxos, mas vivemos de direitos autorais. Tem as divis\u00f5es, direitos art\u00edsticos, direitos conexos, de execu\u00e7\u00e3o. S\u00e3o v\u00e1rios. Eu sou m\u00fasico e compositor, as letras s\u00e3o de Renato e o resto \u00e9 dividido entre as partes. Enfim, tem um monte de continhas para fazer.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00ea diz quando falam que voc\u00eas constru\u00edram algo realmente especial, que fez toda a diferen\u00e7a para uma \u00e9poca?<\/strong><br \/>\u00c9 dif\u00edcil falar sobre isso. A gente \u00e9 trilha sonora deste Pa\u00eds em momentos bem significativos da hist\u00f3ria pol\u00edtica, social, econ\u00f4mica. E essa trilha toca hoje marcando vidas. A banda sempre teve uma baita qu\u00edmica, a gente se entregava realmente. Fico orgulhoso de ser reconhecido por uma coisa pela qual dei minha vida. Eu acreditava em tudo, na letra, na mensagem. Claro que a gente n\u00e3o tinha dimens\u00e3o do que viria, mas a gente sempre se achou a melhor banda de rock do Brasil. A gente estava acima de todas com um letrista como Renato.<\/p>\n<p><strong>Isso fazia com que voc\u00eas tentassem se superar a cada disco?<\/strong><br \/>Sem d\u00favida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Como qualquer crian\u00e7a que cresceu na d\u00e9cada de 1970, o m\u00fasico paulista Marcelo Bonf\u00e1 teve nos gibis uma&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":243963,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[141],"tags":[114,115,30758,4463,45988,864,45989,45990,149,150,32,33],"class_list":["post-243962","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-musica","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-finde","tag-hq","tag-legiu00e3o-urbana","tag-literatura","tag-marcelo-bonfu00e1","tag-mu00fasica-brasileira","tag-music","tag-musica","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115957149346196514","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=243962"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243962\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/243963"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=243962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=243962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=243962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}