{"id":246562,"date":"2026-01-27T13:06:07","date_gmt":"2026-01-27T13:06:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/246562\/"},"modified":"2026-01-27T13:06:07","modified_gmt":"2026-01-27T13:06:07","slug":"antonio-chainho-mestre-da-guitarra-portuguesa-morre-aos-88-anos-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/246562\/","title":{"rendered":"Ant\u00f3nio Chainho, mestre da guitarra portuguesa, morre aos 88 anos | M\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p>O m\u00fasico e compositor <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/01\/28\/culturaipsilon\/noticia\/antonio-chainho-ate-morrer-vou-deixar-guitarra-2036487\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ant\u00f3nio Chainho<\/a> morreu nesta ter\u00e7a-feira, 27 de Janeiro, na sua resid\u00eancia em Alfragide, nos arredores de Lisboa, no dia em que completaria 88 anos, disse \u00e0 Lusa o seu agente art\u00edstico.<\/p>\n<p>O &#8220;mestre da guitarra portuguesa&#8221;, como era referido pela cr\u00edtica especializada internacional, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/09\/01\/culturaipsilon\/noticia\/antonio-chainho-despedese-palcos-guitarra-2102545\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">encerrou a carreira de 60 anos<\/a> em Setembro de 2024, tendo nesse ano editado o derradeiro \u00e1lbum, O Abra\u00e7o da Guitarra, no qual homenageou os que, atrav\u00e9s da r\u00e1dio, foram os seus mestres. Em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Lusa, na altura, o guitarrista disse: &#8220;Homenageio aqueles que foram os meus professores atrav\u00e9s da r\u00e1dio, nomeadamente os grandes guitarristas Armandinho, Jos\u00e9 Nunes, Raul Nery, Francisco Carvalhinho, Domingos Camarinha&#8221;.<\/p>\n<p>O compositor de Uma Pequenina Luz, come\u00e7ou a tocar no meio fadista, na d\u00e9cada de 1960, terminado o servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio, durante o qual deu a conhecer os seus dotes musicais numa digress\u00e3o por Mo\u00e7ambique. Anteriormente, tinha tocado no caf\u00e9 do seu pai, datando de 1960 o seu primeiro contacto com o meio fadista, numa taberna na pra\u00e7a do Chile, em Lisboa, quando se apresentou ao servi\u00e7o militar na capital, para o qual entrou em 1961.<\/p>\n<p>Ao abandonar os palcos e est\u00fadios de grava\u00e7\u00e3o, em finais de 2024, o guitarrista e compositor garantiu que estava &#8220;em paz&#8221; consigo mesmo e &#8220;contente&#8221; com o percurso art\u00edstico que teve a &#8220;sorte&#8221; de fazer. &#8220;Dei a volta ao mundo, toquei em todos os continentes, e acho que me sinto feliz&#8221;. &#8220;Olhando para tr\u00e1s, acho que tive a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2023\/01\/28\/culturaipsilon\/noticia\/antonio-chainho-ate-morrer-vou-deixar-guitarra-2036487\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">sorte de chegar aos 85 anos<\/a> e gravar este disco&#8221;, afirmou, real\u00e7ando que &#8220;nenhum guitarrista&#8221; de fado &#8220;gravou um disco depois dos 60 anos&#8221;, em nome pr\u00f3prio. &#8220;Foi dif\u00edcil, mas eu consegui aos 85&#8221;.<\/p>\n<p>A revista brit\u00e2nica Songlines referiu-se a Ant\u00f3nio Chainho, compositor de Notas em Movimento, como &#8220;embaixador da guitarra portuguesa&#8221;. Apontado como &#8220;um dos virtuosos da guitarra portuguesa&#8221; pela Enciclop\u00e9dia da M\u00fasica em Portugal no S\u00e9culo XX, Ant\u00f3nio Chainho acompanhou nomes como <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/zeca-afonso\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Jos\u00e9 Afonso<\/a>, R\u00e3o Kyao, Gal Costa, Maria Beth\u00e2nia, Saky Kubota, Hideco Tchokyba, Jos\u00e9 Carreras, Maria Dolores Pradera, Paco de Luc\u00eda, Kepa Junkera, Sara Tavares, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/01\/25\/culturaipsilon\/critica\/novo-significado-palavra-musica-pedro-abrunhosa-2162406\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Pedro Abrunhosa<\/a>, Ana Bacalhau, Rui Veloso, Paulo Flores e John Williams.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>Da sua discografia, que se iniciou em 1975 com Guitarradas, fazem ainda parte os \u00e1lbuns Guitarra Portuguesa (1977), Ao vivo no CCB (2003), com Marta Dias, LisGoa (2010), que contou com a participa\u00e7\u00e3o de Natasha Lewis, Sonia Shirsat e Remo Fernandes, Entre Amigos (2012), com int\u00e9rpretes como Caman\u00e9, Ney Matogrosso e Fernando Alvim, e Cumplicidades (2015), <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2015\/03\/22\/culturaipsilon\/noticia\/a-guitarra-evoluiu-mais-nesta-decada-do-que-em-duzentos-anos-de-historia-1689898\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">\u00e1lbum que assinalou os 50 anos de carreira<\/a> e conta com as participa\u00e7\u00f5es de Paulo de Carvalho, Fernando Ribeiro, H\u00e9lder Moutinho, Pedro Abrunhosa, Paulo Flores, Filipa Pais, Ana Vieira e Vanessa da Mata.<\/p>\n<p>Em 2015, actuou no seu concelho natal, na igreja matriz, no \u00e2mbito do Festival Terras Sem Sombra, com o guitarrista alem\u00e3o J\u00fcrgen Ruck, apresentando o programa O Tempo e o Modo: Di\u00e1logos entre Guitarras.<\/p>\n<p>Em Santiago do Cac\u00e9m est\u00e1 instalada uma <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2008\/05\/12\/culturaipsilon\/video\/cultura-antonio-chainho-ensina-a-sua-arte-em-santiago-do-cacem-20080512152919\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">escola de guitarra portuguesa<\/a>, um sonho que o compositor realizou.<\/p>\n<p>Em 2023, foi publicada a sua biografia, O Abra\u00e7o da Guitarra, de autoria da jornalista Moema Silva, que definiu a obra \u00e0 Lusa como &#8220;o di\u00e1rio de uma viagem pela [sua] vida e pela m\u00fasica&#8221;.<\/p>\n<p>Em 2022, o Presidente da Rep\u00fablica, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou Ant\u00f3nio Chainho com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, que distingue os que prestaram &#8220;servi\u00e7os relevantes a Portugal, no pa\u00eds e no estrangeiro, assim como servi\u00e7os na expans\u00e3o da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua Hist\u00f3ria e dos seus valores&#8221;.<\/p>\n<p>Referindo-se \u00e0 sua cria\u00e7\u00e3o musical, o tamb\u00e9m compositor disse \u00e0 Lusa que reflecte &#8220;mesti\u00e7agens, fruto dos contactos com as m\u00fasicas do mundo&#8221;. Por isso tamb\u00e9m, procurou &#8220;tra\u00e7ar novos caminhos para guitarra portuguesa&#8221;. &#8220;A minha m\u00fasica reflecte as muitas viagens que fiz, os m\u00fasicos com quem contactei e com quem trabalhei. Procura o respirar as m\u00fasicas do mundo&#8221;, disse.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2010\/06\/04\/culturaipsilon\/noticia\/antonio-chainho-em-oriente-duplo-258276\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Ant\u00f3nio Chainho<\/a> nasceu em S. Francisco da Serra, no distrito de Set\u00fabal, a 27 de Janeiro de 1938, e come\u00e7ou a tocar no meio fadista na d\u00e9cada de 1960.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O m\u00fasico e compositor Ant\u00f3nio Chainho morreu nesta ter\u00e7a-feira, 27 de Janeiro, na sua resid\u00eancia em Alfragide, nos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":246563,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[85],"tags":[46379,315,1413,114,115,2131,46380,797,150,38109,2409,32,33],"class_list":["post-246562","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-entretenimento","tag-antonio-chainho","tag-cultura","tag-cultura-ipsilon","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-fado","tag-guitarra-portuguesa","tag-lisboa","tag-musica","tag-musica-portuguesa","tag-obito","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115967215740600541","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/246562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=246562"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/246562\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/246563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=246562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=246562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=246562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}