{"id":246594,"date":"2026-01-27T13:34:08","date_gmt":"2026-01-27T13:34:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/246594\/"},"modified":"2026-01-27T13:34:08","modified_gmt":"2026-01-27T13:34:08","slug":"virus-nipah-reemerge-na-india-com-dois-casos-confirmados-em-bengala-ocidental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/246594\/","title":{"rendered":"V\u00edrus Nipah reemerge na \u00cdndia com dois casos confirmados em Bengala Ocidental"},"content":{"rendered":"<p>A OMS considera baixo o risco de propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus Nipah na \u00cdndia ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o de duas infe\u00e7\u00f5es no estado de Bengala Ocidental, elogiando a capacidade de resposta das autoridades sanit\u00e1rias locais<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-311260\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/1764060922_681_transp.png\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"1\"\/><\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">A \u00cdndia est\u00e1 novamente a enfrentar o v\u00edrus Nipah, um agente patog\u00e9nico com uma letalidade que chega a alarmar qualquer especialista, depois de confirmados dois casos no estado oriental de Bengala Ocidental. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, contudo, afasta um cen\u00e1rio de propaga\u00e7\u00e3o descontrolada. Num tom que pretende ser tranquilizador, uma fonte do organismo internacional, em contacto com a EFE, sublinhou que o pa\u00eds \u201ctem capacidade para conter o surto, como j\u00e1 comprovado anteriormente\u201d. A confian\u00e7a parece assentar na resposta r\u00e1pida montada em torno dos dois infetados, ambos enfermeiros de 25 anos num hospital privado de Barasat, nos arredores de Calcut\u00e1.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Eles come\u00e7aram a sentir os primeiros sintomas \u2014 febre, dores de cabe\u00e7a, mialgias \u2014 logo no in\u00edcio de dezembro, mas s\u00f3 em janeiro \u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o se esclareceu. Foram postos em quarentena e as amostras enviadas para o Instituto Nacional de Virologia, que a 13 de janeiro confirmou a presen\u00e7a do tem\u00edvel Nipah. O alerta formal \u00e0 OMS s\u00f3 aconteceu na noite de segunda-feira, dia 26, seguindo os protocolos. Entretanto, a m\u00e1quina de conten\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava em marcha. Quase duzentas pessoas que estiveram em contacto com os dois profissionais de sa\u00fade foram identificadas e postas sob vigil\u00e2ncia apertada. O minist\u00e9rio da Sa\u00fade indiano, por seu lado, mandou refor\u00e7ar as medidas de preven\u00e7\u00e3o nos hospitais da regi\u00e3o, impondo o uso obrigat\u00f3rio de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual de alto grau para a equipa cl\u00ednica.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">O fantasma do Nipah n\u00e3o \u00e9 estranho em Bengala Ocidental. A regi\u00e3o j\u00e1 tinha sido assolada por surtos em 2001 e novamente em 2007, com um saldo total que superou as cinquenta mortes. Nos anos mais recentes, a amea\u00e7a parecia ter-se confinado ao estado de Kerala, no sul do pa\u00eds. Ali, um surto em julho do ano passado serviu como amargo lembrete da persist\u00eancia do v\u00edrus, infetando tr\u00eas pessoas e matando duas. A sombra desses epis\u00f3dios explica a rea\u00e7\u00e3o imediata, mas tamb\u00e9m a cautela expressa pela OMS. A verdade \u00e9 que, at\u00e9 ao momento, n\u00e3o h\u00e1 qualquer ind\u00edcio de que o v\u00edrus tenha aumentado a sua capacidade de transmiss\u00e3o entre humanos. As vias de cont\u00e1gio continuam a ser o contacto direto com animais infetados, como morcegos frug\u00edvoros ou porcos, ou o consumo de alimentos contaminados por suas excretas.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">A infe\u00e7\u00e3o pelo Nipah \u00e9 uma das mais trai\u00e7oeiras que se conhecem. O espectro de manifesta\u00e7\u00f5es \u00e9 vast\u00edssimo, indo desde casos completamente assintom\u00e1ticos at\u00e9 \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o cerebral aguda \u2014 a encefalite \u2014 que se revela fatal em tantas situa\u00e7\u00f5es. As estimativas de mortalidade, ali\u00e1s, s\u00e3o um dos aspetos mais cru\u00e9is, variando brutalmente entre 40% e 75% consoante o surto e a capacidade de resposta local. N\u00e3o existe vacina. N\u00e3o h\u00e1 tratamento espec\u00edfico. O que existe \u00e9 o suporte cl\u00ednico intensivo e a esperan\u00e7a de que o sistema imunit\u00e1rio do doente consiga combater o invasor.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Apesar da avalia\u00e7\u00e3o de risco global ser considerada baixa, a simples men\u00e7\u00e3o do nome Nipah foi suficiente para acionar protocolos de vigil\u00e2ncia al\u00e9m-fronteiras. Pa\u00edses como a Tail\u00e2ndia e o Nepal, e at\u00e9 o territ\u00f3rio chin\u00eas de Hong Kong, j\u00e1 instalaram postos de triagem nos seus aeroportos internacionais. A ideia \u00e9 detetar qualquer passageiro que chegue da \u00cdndia com febre ou outros sintomas sugestivos, num esfor\u00e7o para travar qualquer poss\u00edvel exporta\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. \u00c9 uma medida de precau\u00e7\u00e3o, quase um reflexo condicionado num mundo que ainda n\u00e3o sarou totalmente as feridas de outras pandemias. A OMS mant\u00e9m-se em contacto direto com Nova Deli, colaborando na avalia\u00e7\u00e3o de risco e no apoio t\u00e9cnico que for necess\u00e1rio. Tudo, para que estes dois casos em Barasat n\u00e3o sejam mais do que um susto controlado.<\/p>\n<p>NR\/HN\/Lusa<\/p>\n<p>Outros artigos com interesse:<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A OMS considera baixo o risco de propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus Nipah na \u00cdndia ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o de duas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":246595,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-246594","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115967326284810111","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/246594","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=246594"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/246594\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/246595"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=246594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=246594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=246594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}