{"id":246807,"date":"2026-01-27T17:36:34","date_gmt":"2026-01-27T17:36:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/246807\/"},"modified":"2026-01-27T17:36:34","modified_gmt":"2026-01-27T17:36:34","slug":"cientistas-resolvem-misterio-com-66-milhoes-de-anos-que-mudou-a-terra-para-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/246807\/","title":{"rendered":"Cientistas resolvem mist\u00e9rio com 66 milh\u00f5es de anos que mudou a Terra para sempre"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">University of Southampton<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-724020\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3-21-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Uma equipa de cientistas descobriu um mecanismo surpreendente que poder\u00e1 explicar como a Terra arrefeceu drasticamente ap\u00f3s a era dos dinossauros.<\/strong><\/p>\n<p>Num novo estudo, uma equipa de cientistas resolveu um mist\u00e9rio com 66 milh\u00f5es de anos: como a Terra passou de um <strong>planeta quente<\/strong> e tropical, com efeito de estufa, para o mundo <strong>coberto de gelo<\/strong> que conhecemos hoje.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/10.1073\/pnas.2511781122\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" class=\"ext-link\">estudo<\/a>, publicado no in\u00edcio do m\u00eas na Proceedings of the National Academy of Sciences, sugere que o arrefecimento a longo prazo da Terra ter\u00e1 sido influenciado por um <strong>decl\u00ednio constante do c\u00e1lcio<\/strong> dissolvido na \u00e1gua do mar.<\/p>\n<p>A equipa internacional de investigadores, liderada pela Universidade de Southampton, descobriu que os n\u00edveis de c\u00e1lcio nos oceanos <strong>diminu\u00edram mais de 50%<\/strong> ao longo dos \u00faltimos 66 milh\u00f5es de anos, uma altera\u00e7\u00e3o suficientemente significativa para modificar a <strong>forma como os oceanos interagem com a atmosfer<\/strong>a.<\/p>\n<p>De acordo com as conclus\u00f5es do estudo, esta evolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da \u00e1gua do mar poder\u00e1 ter <strong>reduzido a quantidade de di\u00f3xido de carbono<\/strong> em circula\u00e7\u00e3o no ar.<\/p>\n<p>Uma vez que o di\u00f3xido de carbono ret\u00e9m calor, a sua remo\u00e7\u00e3o da atmosfera ter\u00e1 <strong>enfraquecido gradualmente o efeito de estufa<\/strong> do planeta, permitindo que as <strong>temperaturas globais descessem<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo <strong>David Evans<\/strong>, investigador da Universidade de Southampton e autor principal do estudo, os resultados destacam a qu\u00edmica da \u00e1gua do mar como uma for\u00e7a activa na <strong>modela\u00e7\u00e3o do clima<\/strong>: em vez de simplesmente reagir \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, as altera\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3prios oceanos poder\u00e3o ter ajudado a impulsion\u00e1-las.<\/p>\n<p>\u201cOs nossos resultados mostram que os n\u00edveis de c\u00e1lcio dissolvido <strong>eram o dobro<\/strong> no in\u00edcio da Era Cenozoica, pouco depois de os dinossauros terem percorrido o planeta, em compara\u00e7\u00e3o com os dias de hoje\u201d, explica Evans.<\/p>\n<p>\u201cQuando estes n\u00edveis eram elevados, <strong>os oceanos funcionavam de forma diferente<\/strong>, armazenando menos carbono na \u00e1gua do mar e<strong> libertando di\u00f3xido de carbono<\/strong> para o ar\u201d, acrescenta o investigador, citado pelo <a href=\"https:\/\/scitechdaily.com\/scientists-solve-a-66-million-year-old-climate-mystery-that-changed-earth-forever\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" class=\"ext-link\">Sci Tech Daily<\/a>.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 medida que esses n\u00edveis diminu\u00edram, o CO\u2082 foi extra\u00eddo da atmosfera e a <strong>temperatura da Terra acompanhou essa tend\u00eancia<\/strong>, fazendo baixar o nosso clima at\u00e9 15 a 20 graus Celsius\u201d, detalha David Evans.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 medida que os n\u00edveis de c\u00e1lcio dissolvido diminu\u00edram ao longo de milh\u00f5es de anos, isso alterou a forma como estes organismos produziam e enterravam carbonato de c\u00e1lcio no fundo do mar, acrescentou <strong>Xiaoli Zhou<\/strong>, investigadora da Universidade de Tongji, na China, e co-autora do estudo.<\/p>\n<p>\u201cO processo extrai efectivamente di\u00f3xido de carbono da atmosfera e isola-o. Esta mudan\u00e7a <strong>poderia ter alterado a composi\u00e7\u00e3o da atmosfera<\/strong>, baixando efectivamente o term\u00f3stato do planeta\u201d.<\/p>\n<p>Os resultados do estudo permitiram tamb\u00e9m concluir que a diminui\u00e7\u00e3o do c\u00e1lcio coincidiu estreitamente com a <strong>desacelera\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o do fundo oce\u00e2nico<\/strong>, o processo vulc\u00e2nico que cria continuamente novos fundos oce\u00e2nicos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0 medida que a taxa de produ\u00e7\u00e3o do fundo oce\u00e2nico abrandou, a troca qu\u00edmica entre as rochas e a \u00e1gua do mar alterou-se, levando a um decl\u00ednio gradual nas concentra\u00e7\u00f5es de c\u00e1lcio dissolvido\u201d, explica <strong>Yair Rosenthal<\/strong>, professor da Universidade Rutgers, nos EUA, e tamb\u00e9m co-autor do estudo.<\/p>\n<p>\u201cA qu\u00edmica da \u00e1gua do mar \u00e9 vista como algo que responde a outros factores que conduzem a altera\u00e7\u00f5es no nosso clima,<strong> em vez de ser ela pr\u00f3pria<\/strong> <strong>a causa<\/strong>. Mas os nossos dados sugerem que devemos olhar para a mudan\u00e7a na qu\u00edmica da \u00e1gua do mar para compreender a hist\u00f3ria clim\u00e1tica do nosso planeta\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cPode ser que as altera\u00e7\u00f5es nestes processos profundos da Terra sejam, em \u00faltima an\u00e1lise, <strong>respons\u00e1veis por grande parte das grandes mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong> que ocorreram ao longo do tempo geol\u00f3gico\u201d, conclui Rosenthal.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_545_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389371_770_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1765389372_556_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"University of Southampton Uma equipa de cientistas descobriu um mecanismo surpreendente que poder\u00e1 explicar como a Terra arrefeceu&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":246808,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[964,27,28,269,2271,15,16,13484,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,9091,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-246807","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-ambiente","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-capa","12":"tag-clima","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-geofisica","16":"tag-headlines","17":"tag-latest-news","18":"tag-latestnews","19":"tag-main-news","20":"tag-mainnews","21":"tag-mundo","22":"tag-news","23":"tag-noticias","24":"tag-noticias-principais","25":"tag-noticiasprincipais","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-quimica","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias","34":"tag-world","35":"tag-world-news","36":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115968277514285675","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/246807","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=246807"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/246807\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/246808"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=246807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=246807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=246807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}