{"id":247887,"date":"2026-01-28T12:55:15","date_gmt":"2026-01-28T12:55:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/247887\/"},"modified":"2026-01-28T12:55:15","modified_gmt":"2026-01-28T12:55:15","slug":"inesc-tec-desenvolve-tecnologia-laser-para-impulsionar-a-economia-circular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/247887\/","title":{"rendered":"INESC TEC desenvolve tecnologia laser para impulsionar a economia circular"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tTecnologia inovadora de plasma induzido por laser promete transformar o diagn\u00f3stico de baterias e a ind\u00fastria de reciclagem de madeira.\u00a0<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<img width=\"768\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/diana-guimaraes-inesc-tec_portal-768x506.jpg\" class=\"img-responsive wp-post-image\" alt=\"\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\"  \/>\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>A investigadora Diana Guimar\u00e3es assina os dois artigos recentemente publicados em revistas internacionais. Foto: DR<\/p>\n<p>\t\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t&#13;<\/p>\n<p>E se a an\u00e1lise por laser pudesse estar integrada em centros de reciclagem, f\u00e1bricas de baterias e instala\u00e7\u00f5es de tratamento de res\u00edduos? \u00c9 essa a proposta que uma investiga\u00e7\u00e3o liderada pelo <strong>Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ci\u00eancia (INESC TEC)<\/strong> revelou recentemente em <strong>dois estudos publicados em revistas cient\u00edficas de prest\u00edgio<\/strong>, nos quais apresenta uma<strong> solu\u00e7\u00e3o inovadora e escal\u00e1vel para apoiar os esfor\u00e7os da economia circular em sectores estrat\u00e9gicos<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p>Os investigadores apresentam <strong>duas aplica\u00e7\u00f5es potencialmente transformadoras desta tecnologia<\/strong>: no <strong>diagn\u00f3stico de baterias<\/strong> e na <strong>triagem de res\u00edduos<\/strong>. A chave para esta solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 na luz.\u00a0 A an\u00e1lise dos materiais \u00e9 feita a partir de uma espectroscopia de emiss\u00e3o \u00f3tica, ou LIBS (Laser-Induced Breakdown Spectroscopy), que consegue detetar a composi\u00e7\u00e3o elementar da amostra.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Funciona assim: um impulso de laser de alta densidade energ\u00e9tica incide sobre a superf\u00edcie da amostra, vaporizando o material e aquecendo-o a temperaturas alt\u00edssimas. Esta perturba\u00e7\u00e3o cria um plasma. E \u00e9 a partir daqui que os cientistas conseguem caracterizar a amostra: o plasma arrefece e, a partir da luz emitida, procede-se \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o dos elementos. Um potencial uso? Estudar os el\u00e9trodos das baterias para compreender o comportamento e a deposi\u00e7\u00e3o do l\u00edtio, algo \u201cessencial para otimizar o desempenho e a seguran\u00e7a das baterias de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o\u201d, explica <strong>Diana Guimar\u00e3es<\/strong>, investigadora do INESC TEC e autora principal do estudo publicado no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0378775325011644#sec4\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Journal of Power Sources.<\/a>\u00a0<\/p>\n<p>Os investigadores aplicaram esta t\u00e9cnica no estudo\u00a0post-mortem\u00a0de coletores de corrente de baterias de estado s\u00f3lido. A solu\u00e7\u00e3o permite monitorizar a degrada\u00e7\u00e3o e o potencial de reciclagem destas baterias e a an\u00e1lise pode ser iniciada sem necessidade de prepara\u00e7\u00e3o de amostras complexas ou processamento qu\u00edmico.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cOs resultados podem contribuir para o desenvolvimento de baterias mais duradoras e sustent\u00e1veis, em linha com os objetivos da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e da mobilidade el\u00e9trica. O nosso m\u00e9todo mostrou evid\u00eancias visuais diretas dos padr\u00f5es de degrada\u00e7\u00e3o do metal de l\u00edtio nas arquiteturas de baterias da pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o, permitindo diagn\u00f3sticos mais r\u00e1pidos com um impacto ambiental m\u00ednimo\u201d, aponta Diana Guimar\u00e3es.<\/p>\n<p>Caminho aberto para baterias mais seguras e duradouras<\/p>\n<p>Com o esfor\u00e7o declarado da Uni\u00e3o Europeia no sentido de atingir a neutralidade das emiss\u00f5es de carbono at\u00e9 2050, as baterias recarreg\u00e1veis s\u00e3o pe\u00e7a-chave para reduzir a depend\u00eancia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis.\u00a0 Este estudo incidiu especificamente em baterias concebidas sem um \u00e2nodo f\u00edsico\u00a0\u2013 uma \u201cconfigura\u00e7\u00e3o particularmente exigente\u201d, desenvolvida por uma equipa de investigadores da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP).\u00a0<\/p>\n<p>Para este estudo, foram analisadas baterias de estado s\u00f3lido do tipo anode-less, que s\u00e3o tidas como a \u201cpr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o\u201d do armazenamento de energia pela sua maior seguran\u00e7a e estabilidade. No entanto, impurezas ou desvios nas camadas do el\u00e9trodo ou no eletr\u00f3lito s\u00f3lido podem comprometer a seguran\u00e7a e o funcionamento da c\u00e9lula.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cCompreender a qu\u00edmica espacial da falha das baterias \u00e9 fundamental para conceber dispositivos mais seguros e duradouros, e a LIBS proporciona-nos uma forma r\u00e1pida e escal\u00e1vel de o fazer\u201d, resume Diana Guimar\u00e3es.\u00a0<\/p>\n<p>Ao servi\u00e7o da ind\u00fastria<\/p>\n<p>O potencial escal\u00e1vel desta tecnologia de plasma induzido por laser ficou patente num outro estudo. Desta vez, os investigadores desenvolveram um m\u00e9todo LIBS simplificado que n\u00e3o s\u00f3 identifica elementos perigosos na madeira reciclada, como tamb\u00e9m apresenta resultados visuais intuitivos. O que \u201cfacilita a sua integra\u00e7\u00e3o em processos industriais reais e permite tomadas decis\u00f5es mais r\u00e1pidas no local\u201d, salienta a investigadora do INESC TEC.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Embora a ind\u00fastria de reciclagem de madeira seja um \u201cbom exemplo\u201d no que toca \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de materiais reciclados \u2013 o contraplacado pode ter at\u00e9 75% de madeira reciclada, por exemplo \u2013, a gest\u00e3o e reutiliza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos continua a ser um processo dif\u00edcil por causa da presen\u00e7a frequente de contaminantes \u2013 o ars\u00e9nio e o c\u00e1dmio j\u00e1 foram classificados como carcinog\u00e9neos pela Ag\u00eancia de Investiga\u00e7\u00e3o em Cancro (IARC, na sigla em ingl\u00eas).\u00a0<\/p>\n<p>Acresce que os m\u00e9todos de controlo de qualidade s\u00e3o normalmente aplicados ao produto final e n\u00e3o durante o processo de transforma\u00e7\u00e3o. Resultado: os contaminantes s\u00e3o detetados demasiado tarde e o produto acaba por ser descartado. A abordagem avan\u00e7ada pelos investigadores pode melhorar a tomada de decis\u00e3o e alargar-se \u00e0 triagem industrial.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEste trabalho enquadra-se numa vis\u00e3o mais ampla que temos vindo a desenvolver no INESC TEC, onde a espetroscopia avan\u00e7ada e a imagem espetral s\u00e3o integradas em instrumentos multimodais para monitoriza\u00e7\u00e3o industrial em tempo real\u201d, remata Diana Guimar\u00e3es.\u00a0<\/p>\n<p>O estudo, publicado no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0304389425004054#sec0005\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Journal of Hazardous Materials<\/a>, contou com a colabora\u00e7\u00e3o com o grupo Sonae Arauco, que forneceu o contexto industrial e amostras de materiais para teste.\u00a0\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Tecnologia inovadora de plasma induzido por laser promete transformar o diagn\u00f3stico de baterias e a ind\u00fastria de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":247888,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[964,109,107,108,2270,32542,295,19193,2172,1173,32,33,105,103,104,3204,106,110],"class_list":["post-247887","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ambiente","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-energia","tag-feup","tag-industria","tag-inesc-tec","tag-inovacao","tag-investigacao","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-sustentabilidade","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115972834801552015","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/247887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=247887"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/247887\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/247888"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=247887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=247887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=247887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}