{"id":247996,"date":"2026-01-28T14:45:46","date_gmt":"2026-01-28T14:45:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/247996\/"},"modified":"2026-01-28T14:45:46","modified_gmt":"2026-01-28T14:45:46","slug":"f1-o-que-acontece-se-um-construtor-nao-tiver-uma-unidade-motriz-competitiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/247996\/","title":{"rendered":"F1: O que acontece se um construtor n\u00e3o tiver uma unidade motriz competitiva?"},"content":{"rendered":"<p>Depois de largos meses de desenvolvimento, os construtores de unidades motrizes come\u00e7am finalmente o trabalho \u201cde campo\u201d, ou seja, na pista. \u00c9 a partir de agora que a fiabilidade \u00e9 colocada \u00e0 prova, que os sistemas s\u00e3o testados \u00e0 exaust\u00e3o, que tudo \u00e9 avaliado. Mas ainda falta a parte da performance.<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 certamente nesta semana que as equipas v\u00e3o come\u00e7ar a puxar pelos novos monolugares. H\u00e1 demasiado trabalho de base a ser feito antes de chegar a esse patamar. E teremos de ouvir a mesma hist\u00f3ria de sempre\u2026 ser\u00e1 preciso esperar at\u00e9 a primeira corrida do ano para ter uma vis\u00e3o clara do horizonte competitivo de 2026.<\/p>\n<p>E se uma unidade motriz n\u00e3o for competitiva? O que acontece? J\u00e1 vimos isso acontecer em 2014, com a Mercedes a arrasar a concorr\u00eancia. E a vantagem que a Mercedes encontrou nesse in\u00edcio de era teve ecos at\u00e9 2021. Do outro lado, vimos a Renault a nunca encontrar a performance equivalente para voltar ao topo. A FIA sabe que uma nova regulamenta\u00e7\u00e3o pode mudar o equil\u00edbrio de for\u00e7as e que, quem fizer um mau trabalho pode ficar irremediavelmente para tr\u00e1s. E para evitar isso, delineou-se um plano.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1920\" height=\"1080\" data-lazy-type=\"image\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/haas-barcelona-teste-2.jpg\" alt=\"\" class=\"lazy lazy-hidden wp-image-741886\"\/><br \/>\nO que \u00e9 o ADUO?<\/p>\n<p>Face ao risco de existirem diferen\u00e7as significativas de competitividade entre construtores, a FIA lan\u00e7ou no final do ano passado o programa ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), destinado a ajudar os que fiquem para tr\u00e1s a aproximarem-se dos rivais. A situa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 avaliada ap\u00f3s blocos de seis corridas, ao longo de um calend\u00e1rio de 24 grandes pr\u00e9mios.<\/p>\n<p>O sistema prev\u00ea benef\u00edcios graduais para quem apresentar d\u00e9fices de desempenho acima de 2, 4 e 6%, incluindo mais horas de utiliza\u00e7\u00e3o de bancos de teste, maior margem para homologa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e um aumento progressivo do limite or\u00e7amental. Est\u00e3o igualmente contemplados ajustamentos financeiros em casos de graves problemas de fiabilidade, evitando que custos elevados com motores comprometam a continuidade dos fabricantes no campeonato.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" data-lazy-type=\"image\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1769611545_120_racing-bulls-barcelona-teste-1-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"lazy lazy-hidden wp-image-741885\"  \/><\/p>\n<p>\u00a0Nikolas Tombazis, respons\u00e1vel pelos monolugares da FIA afirmou que se trata apenas de permitir que quem parte em desvantagem tenha condi\u00e7\u00f5es para recuperar, num desporto onde a experi\u00eancia acumulada, a infraestrutura e o conhecimento tornam extremamente dif\u00edcil a r\u00e1pida afirma\u00e7\u00e3o de novos intervenientes, como o caso da Audi e da Cadillac e at\u00e9 da Honda que come\u00e7ou um novo programa. Afastou a ideia de um BoP na F1 e acredita que o programa tra\u00e7ado permitir\u00e1 recupera\u00e7\u00f5es relativamente r\u00e1pidas, sem comprometer os alicerces que agora sustentam a F1.<\/p>\n<p>Nikolas Tombazis, em declara\u00e7\u00f5es ao RacingNews365.com, explicou que a FIA avaliar\u00e1 o rendimento das unidades mortriz \u201cde forma muito robusta\u201d, atrav\u00e9s de tr\u00eas blocos de seis corridas, acrescentando: \u201cO programa chama-se ADUO e, com base nisso, quem estiver mais de dois por cento abaixo em pot\u00eancia do motor de combust\u00e3o \u2014 ou quatro ou seis por cento \u2014 recebe progressivamente mais benef\u00edcios.\u201d<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel detalhou que essas vantagens passam por \u201cmais horas de banco de testes, mais oportunidades de homologa\u00e7\u00e3o e um aumento gradual do limite or\u00e7amental\u201d, defendendo a necessidade destas medidas num contexto de limita\u00e7\u00e3o financeira: \u201cCaso contr\u00e1rio, se se come\u00e7a atr\u00e1s, fica-se condenado.\u201d<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" data-lazy-type=\"image\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/red-bull-verstappen-barcelona-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"lazy lazy-hidden wp-image-741949\"  \/><\/p>\n<p>Referindo-se aos problemas de fiabilidade, alertou: \u201cSe os motores come\u00e7arem a avariar constantemente, em meia \u00e9poca esgota-se o or\u00e7amento e fica-se sem dinheiro, sem outra op\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja sair do desporto.\u201d E concluiu: \u201cN\u00e3o queremos que os fabricantes sintam que t\u00eam de abandonar a F\u00f3rmula 1 por n\u00e3o terem qualquer esperan\u00e7a de serem competitivos.\u201d<\/p>\n<p>Sobre a acusa\u00e7\u00e3o de artificialismo, Tombazis foi perempt\u00f3rio: \u201cDefendo muito firmemente que isto n\u00e3o \u00e9 \u2018balance of performance\u2019. Todos operam sob as mesmas regras; n\u00e3o h\u00e1 formas artificiais de dar mais rendimento a uns do que a outros, apenas oportunidades de recupera\u00e7\u00e3o para quem come\u00e7a atr\u00e1s.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Depois de largos meses de desenvolvimento, os construtores de unidades motrizes come\u00e7am finalmente o trabalho \u201cde campo\u201d, ou&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":247997,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[87],"tags":[135,970,971,718,32,33,134],"class_list":{"0":"post-247996","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-desporto","8":"tag-desporto","9":"tag-f1","10":"tag-formula-1","11":"tag-newsletter","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-sports"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115973267382069182","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/247996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=247996"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/247996\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/247997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=247996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=247996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=247996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}