{"id":249037,"date":"2026-01-29T12:24:16","date_gmt":"2026-01-29T12:24:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/249037\/"},"modified":"2026-01-29T12:24:16","modified_gmt":"2026-01-29T12:24:16","slug":"peticao-para-ilegalizacao-do-chega-admitida-parcialmente-a-debate-no-parlamento-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/249037\/","title":{"rendered":"Peti\u00e7\u00e3o para ilegaliza\u00e7\u00e3o do Chega admitida parcialmente a debate no parlamento"},"content":{"rendered":"<p class=\"category\"><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/pais\/politica\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Pol\u00edtica<\/a><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio de Isabel Moreira (PS) foi aprovado com votos favor\u00e1veis do PSD, PS e IL, votos contra do Chega e absten\u00e7\u00e3o do CDS.\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/1769615529_715_original.webp\" alt=\"Peti\u00e7\u00e3o para ilegaliza\u00e7\u00e3o do Chega admitida parcialmente a debate no parlamento\"\/><\/p>\n<p>NurPhoto\/Getty Images<\/p>\n<p><strong>A Comiss\u00e3o de Assuntos Constitucionais admitiu esta quarta-feira parcialmente a debate uma peti\u00e7\u00e3o do &#8220;Movimento contra narrativa&#8221; que pede a ilegaliza\u00e7\u00e3o do Chega, defendendo que este partido desrespeita valores e princ\u00edpios essenciais da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio sobre a admissibilidade da peti\u00e7\u00e3o, da autoria da deputada socialista Isabel Moreira, teve os votos contra do Chega, a absten\u00e7\u00e3o do CDS e <strong>foi aprovado pelo PSD, PS e Iniciativa Liberal.<\/strong><\/p>\n<p>Momentos antes da vota\u00e7\u00e3o, o deputado social-democrata Paulo Marcelo salientou o que estava em causa na decis\u00e3o a tomar pela Comiss\u00e3o de Assuntos Constitucionais.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;O PSD vai votar a favor deste relat\u00f3rio, mas isso n\u00e3o implica que concordemos com os argumentos jur\u00eddicos, constitucionais, pol\u00edticos que s\u00e3o aduzidos pelos peticion\u00e1rios. Trata-se de uma admiss\u00e3o formal da peti\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 tinha sido feita anteriormente, que mereceu uma nota t\u00e9cnica pelos servi\u00e7os do parlamento&#8221;, frisou.<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo Paulo Marcelo, com a vota\u00e7\u00e3o agora realizada, a Comiss\u00e3o de Assuntos Constitucionais apenas de limita &#8220;a dar raz\u00e3o&#8221; a essa nota t\u00e9cnica dos servi\u00e7os do parlamento.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Tamb\u00e9m sublinha que duas das pretens\u00f5es que eram solicitadas pelos peticion\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam fundamento constitucional e, portanto, s\u00e3o afastadas&#8221;, acrescentou, tocando num ponto que antes j\u00e1 tinha sido abordado pela deputada socialista Isabel Moreira.<\/p><\/blockquote>\n<p>Entre outros aspetos, de acordo com o relat\u00f3rio, os 9793 peticion\u00e1rios formulam pedidos que extravasam as compet\u00eancias da Assembleia da Rep\u00fablica,<strong> j\u00e1 que se <\/strong><strong>&#8220;baseiam em normas constitucionais que n\u00e3o os sustentam&#8221;.<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>&#8220;\u00c9 o caso do pedido de fiscaliza\u00e7\u00e3o sucessiva da constitucionalidade do Chega. A fiscaliza\u00e7\u00e3o da constitucionalidade cabe ao Tribunal Constitucional (&#8230;) e incide sobre normas. Assim, n\u00e3o estando em causa a fiscaliza\u00e7\u00e3o preventiva da constitucionalidade de qualquer norma constante de decreto que tenha sido enviado ao Presidente da Rep\u00fablica para promulga\u00e7\u00e3o como lei org\u00e2nica (&#8230;) ou a fiscaliza\u00e7\u00e3o sucessiva e abstrata da constitucionalidade e da legalidade de normas (..) cumpre indeferir parcialmente a peti\u00e7\u00e3o&#8221;, sustenta-se.<\/p><\/blockquote>\n<p>Indeferido foi tamb\u00e9m o ponto dos peticion\u00e1rios relativo ao pedido de submiss\u00e3o do texto ao Conselho de Estado, <strong>j\u00e1 que se trata de \u00f3rg\u00e3o pol\u00edtico de consulta do Presidente da Rep\u00fablica.<\/strong><\/p>\n<p>Em linhas gerais, os peticion\u00e1rios entendem que a a\u00e7\u00e3o do Chega tem revelado <strong>&#8220;um grave desrespeito pelos valores e normas ess\u00eancias da democracia, expressos na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Apontam &#8220;tentativas de revis\u00e3o constitucional que consideram extremadas; a normaliza\u00e7\u00e3o do discurso de \u00f3dio, racista e mis\u00f3gino; a amea\u00e7a a direitos; o desrespeito pelos s\u00edmbolos e valores do 25 de abril e da Constitui\u00e7\u00e3o de 1976; apelos autorit\u00e1rios contra a imprensa e advers\u00e1rio; e comportamento institucional sistem\u00e1tico e deliberado de degrada\u00e7\u00e3o do debate parlamentar e de incitamento \u00e0 viol\u00eancia e ao \u00f3dio&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n<p>Na parte admitida pelo relat\u00f3rio,<strong> pedem a constitui\u00e7\u00e3o de uma <\/strong><strong>&#8220;comiss\u00e3o especial de inqu\u00e9rito ou avalia\u00e7\u00e3o para estudar o fen\u00f3meno do Chega e de demais movimentos de extrema-direita em ascens\u00e3o&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p>No curto debate realizado antes da vota\u00e7\u00e3o em sede de Comiss\u00e3o de Assuntos Constitucionais, <strong>a deputada Vanessa Barata repudiou o teor da peti\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Estamos perante uma tentativa de subvers\u00e3o do Estado de Direito Democr\u00e1tico e de persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica a um partido legitimado, tanto pelo Tribunal Constitucional como pelo voto popular. Em Portugal, desde a entrada em vigor da Constitui\u00e7\u00e3o de 1976, n\u00e3o existe registo de nenhum partido pol\u00edtico que tenha sido efetivamente ilegalizado ou extinto pelo Tribunal Constitucional com base nestes fundamentos&#8221;, sustento.<\/p><\/blockquote>\n<p>Vanessa Barata observou depois que &#8220;a pr\u00f3pria nota de admissibilidade deste relat\u00f3rio reconhece que a exist\u00eancia de propostas juridicamente inatend\u00edveis&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Pede-se ainda a interven\u00e7\u00e3o do Conselho de Estado, ignorando que \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o de consulta de Presidente da Rep\u00fablica e n\u00e3o \u00e9 uma inst\u00e2ncia de recurso para peti\u00e7\u00f5es parlamentares. Estamos perante falhas que demonstram que esta peti\u00e7\u00e3o \u00e9 juridicamente descabida e assenta num desconhecimento profundo, ou, ent\u00e3o, num desprezo deliberado da Constitui\u00e7\u00e3o que tanto dizem defender&#8221;, acrescentou.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pol\u00edtica O relat\u00f3rio de Isabel Moreira (PS) foi aprovado com votos favor\u00e1veis do PSD, PS e IL, votos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":248065,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-249037","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115978375324955167","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/249037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=249037"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/249037\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/248065"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=249037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=249037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=249037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}