{"id":249297,"date":"2026-01-29T17:51:14","date_gmt":"2026-01-29T17:51:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/249297\/"},"modified":"2026-01-29T17:51:14","modified_gmt":"2026-01-29T17:51:14","slug":"acordo-uniao-europeia-india-pode-ter-impacto-reduzido-no-pib-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/249297\/","title":{"rendered":"Acordo Uni\u00e3o Europeia-\u00cdndia pode ter impacto reduzido no PIB portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<p>        Vinho, azeite, corti\u00e7a e componentes autom\u00f3veis est\u00e3o na linha da frente. Mas o impacto do acordo poder\u00e1 ser muito reduzido no que diz respeito ao PIB, limitando-se apenas a um acr\u00e9scimo de 0,03% a 0,1% do produto nacional at\u00e9 2032, segundo a XTB.    <\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia e a \u00cdndia finalizaram as negocia\u00e7\u00f5es para a assinatura de um acordo de livre com\u00e9rcio que promete eliminar ou reduzir significativamente mais de 90% das tarifas aplicadas \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es europeias para o mercado indiano \u2013 o maior acordo negociado pelo bloco desde sempre. Ao eliminar ou reduzir tarifas sobre 96,6% das exporta\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o, o acordo dever\u00e1 permitir poupan\u00e7as anuais de aproximadamente quatro mil milh\u00f5es de euros em direitos aduaneiros para as empresas europeias e duplicar as exporta\u00e7\u00f5es de bens do bloco para a \u00cdndia at\u00e9 2032, segundo dados divulgados pela Comiss\u00e3o Europeia. Mas, no caso portugu\u00eas, o impacto deste novo acordo comercial poder\u00e1 ser muito reduzido no PIB, limitando-se apenas a um acr\u00e9scimo de 0,03% a 0,1% do produto nacional\u201d at\u00e9 2032. De qualquer modo, h\u00e1 empresas para as quais o acordo ser\u00e1 um forte benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Segundo an\u00e1lise da corretora XTB, a ind\u00fastria vin\u00edcola portuguesa surge como uma das principais benefici\u00e1rias, tendo em conta as redu\u00e7\u00f5es substanciais das tarifas aplicadas \u00e0s bebidas alco\u00f3licas da Uni\u00e3o. As tarifas sobre o vinho ir\u00e3o diminuir de 150% para 20\u201330% ao longo de um per\u00edodo faseado, enquanto as bebidas espirituosas passar\u00e3o de 150% para 40%. \u201cA Sogrape Vinhos Portugal destaca-se como a maior empresa vin\u00edcola portuguesa, com vantagens particulares decorrentes deste acordo. A presen\u00e7a em mais de 120 pa\u00edses e uma infraestrutura de distribui\u00e7\u00e3o j\u00e1 consolidada colocam a empresa numa posi\u00e7\u00e3o privilegiada para tirar partido da redu\u00e7\u00e3o das barreiras tarif\u00e1rias\u201d, refere um research da XTB. A Herdade do Espor\u00e3o representa outro produtor portugu\u00eas relevante de vinho e azeite, com capacidade para beneficiar das redu\u00e7\u00f5es tarif\u00e1rias, em ambas as categorias.<\/p>\n<p>O sector do azeite portugu\u00eas beneficia de uma vantagem competitiva \u00fanica: 98% da produ\u00e7\u00e3o nacional atinge a classifica\u00e7\u00e3o de Virgem ou Virgem Extra, o n\u00edvel de qualidade mais elevado a n\u00edvel mundial. \u201cPortugal est\u00e1 no caminho para se tornar o terceiro maior produtor mundial de azeite at\u00e9 2026, ap\u00f3s um aumento de produ\u00e7\u00e3o superior a 250% entre 2011 e 2021. O acordo prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o das tarifas sobre o azeite de 45% para zero ao longo de cinco anos, eliminando efetivamente a principal barreira de pre\u00e7o que tem condicionado as exporta\u00e7\u00f5es\u201d. Empresas como a Herdade do Espor\u00e3o, Azeites do Cobral e Casa Agr\u00edcola Valbom disp\u00f5em de capacidades de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o que lhes permitem servir rapidamente o mercado indiano, refere o estudo.<\/p>\n<p>A Corticeira Amorim, o maior produtor mundial de corti\u00e7a, com quase 150 anos de lideran\u00e7a, \u201cbeneficia de forma indireta atrav\u00e9s da redu\u00e7\u00e3o dos custos tarif\u00e1rios aplic\u00e1veis \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de vinho.<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria farmac\u00eautica e de produtos qu\u00edmicos de especialidade, \u201cas empresas v\u00e3o beneficiar do regime de tarifas quase nulas aplicado aos produtos farmac\u00eauticos (reduzidas de 11%)\u201d.<\/p>\n<p>Os fornecedores portugueses do sector autom\u00f3vel, integrados nas cadeias de valor europeias, \u201cbeneficiam tamb\u00e9m do aumento das exporta\u00e7\u00f5es autom\u00f3veis da UE para a \u00cdndia. A Sodecia fornece diretamente a fabricantes finais de estampagem met\u00e1lica e montagem, serve v\u00e1rios fabricantes europeus e dever\u00e1 beneficiar da expans\u00e3o das quotas de produ\u00e7\u00e3o destinadas \u00e0 \u00cdndia. A AZ Auto e outros fabricantes de componentes de precis\u00e3o registam um aumento da procura \u00e0 medida que os construtores autom\u00f3veis europeus aumentam a produ\u00e7\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o para a \u00cdndia ao abrigo da quota anual de 250 mil ve\u00edculos\u201d.<\/p>\n<p>Segundo a consultora, \u201ceste acordo \u00e9 um marco importante tanto para a Europa como para Portugal, que conseguem refor\u00e7ar a sua parceria com pa\u00edses emergentes importantes como a \u00cdndia, enquanto diversificam os seus mercados e abrem novas portas para estimular setores chaves. No entanto, o impacto deste an\u00fancio n\u00e3o se est\u00e1 a refletir nas a\u00e7\u00f5es das empresas cotadas, tanto na Europa como em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Vinho, azeite, corti\u00e7a e componentes autom\u00f3veis est\u00e3o na linha da frente. 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